O saque de Tezuka Kunimitsu era preciso como um robô, sem nenhum desvio em seus movimentos contínuos, e a velocidade da bola só aumentava a cada arremesso.
— [Jogo, Tezuka Kunimitsu lidera, placar 2 a 0.]
Quatro saques diretos seguidos, e Tezuka venceu o segundo game sem esforço. Do outro lado da quadra, Kiyosumi Sengoku mal conseguia reagir, apenas assistindo impotente aos pontos escaparem.
O rumo da partida surpreendia muitos espectadores. Ninguém esperava que a Escola Yamabuki, já com duas vitórias e prestes a avançar na primeira fase, enfrentasse uma reviravolta assim.
Era óbvio para todos que o jogador de Yamabuki não tinha chance contra o representante da Escola Seishun. A diferença de habilidade saltava aos olhos.
— Aquele garoto da Seishun é incrível. Por que nunca ouvimos falar dele antes?
— Yamabuki está em apuros. Se perder mais um game, pode acabar tudo...
— O saque dele foi tão rápido que mal consegui acompanhar!
— Tezuka Kunimitsu, né? Parece que o torneio de Kanto ganhou mais um jogador de alto nível.
Muitos espectadores ali não acompanhavam os torneios regionais ou municipais. Só se interessavam pelos jogadores que chegavam à fase de Kanto e ao nacional. Para eles, apenas esses mereciam atenção.
De certa forma, esta partida marcava a verdadeira estreia de Tezuka Kunimitsu no cenário competitivo.
Os jogadores trocaram de lado, e o terceiro game começou.
Após perder dois games seguidos, a expressão de Kiyosumi Sengoku ficou tensa, sem a confiança de antes. Ele abandonou o "Tiger Cannon", seu saque potente, e optou por um saque comum.
Mesmo em desvantagem, ele mantinha a lucidez. Sabia que insistir no Tiger Cannon só pioraria as coisas.
A estratégia funcionou. Sem o saque arriscado, ele conseguiu acompanhar o ritmo de Tezuka e devolver a bola.
Toc! Toc!
A troca de golpes se prolongou, criando um impasse.
Kiyosumi segurou a raquete com as duas mãos, inclinou-a e rebateu com força, mandando a bola em um ângulo fechado.
Mas, no último instante, percebeu que exagerou na força.
— Droga!
Tezuka observou a bola cruzar a quadra em alta velocidade, direto para a linha de fundo. Pelo seu cálculo, ela sairia.
Ele hesitou, abaixando a raquete.
Mas então, uma rajada de vento soprou por trás dele.
A bola quicou na beirada da linha e saiu.
O juiz de linha, com visão apurada, levantou a bandeira.
— [15 a 0, ponto de Kiyosumi.]
Surpreso, Kiyosumi respirou aliviado.
— Ufa, que sorte!
Tezuka, porém, franziu a testa ao ver a bola parada atrás dele.
[...]
[Nota: Depois do confronto entre Yamabuki e Seishun, vem a semifinal entre Seishun e Rikkai. Calma, pessoal!]
Capítulo 48: Sob o Domínio, Não Há Espaço para Sorte
Após vencer aquele ponto, Kiyosumi não perdeu tempo e sacou novamente.
Sem o Tiger Cannon, seu saque perdeu potência, mas, inesperadamente, ele conseguiu manter o equilíbrio na troca de bolas com Tezuka.
O placar, que antes era unilateral, agora subia alternadamente.
15-15
15-30
15-40
30-40
...
O game durou mais de seis minutos, até que Tezuka finalizou com um golpe certeiro no canto impossível de Kiyosumi.
— O que ele está fazendo? — murmurou Sanada Genichirou, irritado, do lado de fora.
Para Sanada, Kiyosumi não era páreo para Tezuka. A partida deveria ter terminado rápido. Mas, em vez disso, parecia uma disputa acirrada.
— Ele está testando o oponente — explicou Yuuki Makoto, entendendo o padrão de Tezuka.
Era um hábito antigo dele: esperar o adversário atacar primeiro, então reagir. Se o oponente não conseguisse superar sua estratégia inicial, Tezuka se limitava a ela. Só quando pressionado, ele elevava seu nível, camada por camada.
Era um tipo de arrogância. Tezuka só revelava o mínimo necessário para vencer, aumentando gradualmente se precisasse.
Diferente de Sanada, que esmagava os adversários mais fracos sem piedade.
— Que desperdício de tempo. Um oponente desse nível não merece teste — resmungou Sanada, impaciente.
Para ele, adversários fracos deviam ser derrotados sem cerimônia. Nada de rodeios.
Yuuki Mayu não disse nada, mas acenou levemente em concordância com as palavras de Sanada Genichiro.
Era assim que a equipe de Rikkai agia: encerrando as partidas com velocidade implacável, sem dar nenhuma chance para o oponente respirar.
Na quadra, o quarto jogo começou - novamente o saque era de Tezuka Kunimitsu.
Assim como no jogo anterior, seu saque foi um modelo perfeito dos livros didáticos.
Zuum!
Mais um ace. Kiyosumi Sengoku ainda não conseguia rebater.
E mais dois pontos se seguiram, da mesma forma.
Em menos de dois minutos, o placar já estava 0 a 40.
— Não posso continuar assim... — pensou Kiyosumi, consciente de que se ficasse parado esperando, seria o mesmo que desistir da partida.
Quando Tezuka lançou sua quarta bola, com um corte assustadoramente rápido, Kiyosumi abandonou seu hábito de analisar a trajetória antes de se mover. Desta vez, ele arriscou: observou o ângulo do braço de Tezuka ao sacar e tentou prever para onde a bola iria.
Era uma jogada arriscada. Se errasse, pareceria um iniciante balançando a raquete sem critério.
Toc!
Desta vez, a sorte sorriu para Kiyosumi. Sua raquete não pegou no ar - ela interceptou a bola com firmeza.
O rebote caiu rápido na linha lateral esquerda de Tezuka, raspando a marca branca antes de sair.
Parece que Tezuka não esperava ter seu saque quebrado; ele nem tentou correr para pegar a bola.
— Sorte da boa! Acertei por pouco... — Kiyosumi suspirou aliviado, mesmo sabendo que tinha sido um chute no escuro.
O placar mudou para 40 a 15. Kiyosumi havia quebrado o saque, mantendo sua honra intacta.
No próximo saque de Tezuka, ele repetiu a jogada e conseguiu rebater novamente.
Mas desta vez, Tezuka estava preparado. Antes que a bola quicasse, ele já estava lá, ajustando o golpe para um drive preciso.
A maré que parecia estar virando parecia ter sido equilibrada novamente pelas jogadas imprevisíveis de Kiyosumi. Os dois entraram em mais um rally.
Porém, com o controle da jogada em suas mãos, Tezuka logo abriu o jogo: um drop shot forçou Kiyosumi a correr desesperadamente para a rede. Depois, quando a bola foi levantada, Tezuka saltou e finalizou com um smash.
Mas ele subestimou a tenacidade de Kiyosumi. No último instante, o jovem se esforçou ao máximo, mergulhando para alcançar a bola com a raquete.
A bola subiu alto, descrevendo um arco exagerado em direção ao campo de Tezuka.
Da lateral da quadra, Yuuki Mayu viu claramente que a bola cairia fora.
Porém, no momento em que ela estava prestes a tocar o chão, um vento estranho surgiu por trás de Tezuka, desviando a trajetória original.
Ploc!
A bola caiu dentro da linha de fundo.
Deitado no chão, Kiyosumi sorriu, agradecendo mentalmente por sua sorte.
Mas no instante seguinte, em vez de quicar de novo, a bola foi puxada por uma força invisível, voltando lentamente para Tezuka, que esperava no centro da quadra.
— O que foi isso?! — Kiyosumi arregalou os olhos, chocado.
Ele não fazia ideia de que o oponente tinha essa habilidade. Por que Tezuka não a usara nas semifinais do torneio regional?
Do outro lado, Tezuka manteve a calma, ergueu a raquete e devolveu a bola com naturalidade.
Sem surpresas, a bola caiu no fundo do campo adversário e saltou para fora.
Vendo tudo aquilo, Yuuki Mayu sorriu discretamente. Até mesmo o comportado Tezuka, depois de perder pontos de forma tão incomum, não conseguia disfarçar sua irritação.
— Finalmente decidiu usar essa técnica, hein? Devia ter feito isso antes — comentou Sanada Genichiro, satisfeito.
— O momento é esse. Ele quer encerrar o jogo agora — disse Yuuki Mayu com certeza.
Quando Tezuka usou o [Domínio], o jogo já estava decidido.
A sorte de Kiyosumi não era páreo para o [Domínio] de Tezuka.
Entre os dois, havia um abismo intransponível de habilidade.
[CAPÍTULO 49: A VIOLA DO JOGO, O CONTRA-ATAQUE DE SEIGAKU
(Os irmãos Ryoma começam a jogar, mas o autor está aprontando de novo)]
— Game, Tezuka lidera, 4 a 0!
O quarto jogo terminou, mas aquele último ponto deixou todos boquiabertos.
— O que foi aquilo? Estou vendo coisas?
— A bola simplesmente voltou sozinha para o jogador de Seigaku! Parecia mágica! — comentou alguém na plateia.
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