Ele conhecia cada detalhe daquilo como a palma da sua mão.
Respirou fundo o ar podre e fermentado, então disse com pessimismo:
— Todos vamos morrer um dia.
— Seja de um jeito ou de outro, que pelo menos eu leve alguns comigo...
Brandiu sua lâmina com habilidade que rivalizava a de um mestre espadachim — técnica refinada entre mortes e fugas desesperadas, e alimentada pela crença dos orks em seu poder. Afinal, eles achavam que Taylor era bem "Waaagh!".
Na trocação rápida, os impuros caíram um após o outro. Mas sua bravura não foi testemunhada apenas pelos soldados do Império, mas também pelas lesmas pestilentas gigantes.
Uma enorme besta de Nurgle investiu contra ele. Era difícil acreditar que algo tão grotesco pudesse se mover tão rápido — como um tanque de carne gorducha, deixando um rastro verde de pus no chão. Com um rosnado quase cômico, seu impacto arremessou até mesmo alguns demônios menores pelo ar, que estouraram como bolhas de veneno.
Taylor mal pôde acreditar.
— Quem disse que os demônios de Nurgle não sabem improvisar? Isso é nível ork!
Tentou desviar do golpe, erguendo sua catana contra a fera. No calor do momento, seu braço roçou na carne fria e pegajosa do monstro. Ele recuou, enojado.
— Por que essa coisa tem que ser tão molhada?!
O corte atingiu, mas não matou. A besta rugiu de dor e se virou, obrigando Taylor a encará-la de frente. Agora, encurralado atrás de um escombro, não havia para onde correr — a menos que pudesse voar como um Astartes, estava encrencado.
Fechou os olhos, amargo.
— Então é assim que vou morrer? "Abraçado" por essa nojeira? Sufocado em pus e gordura podre?
O enjoo subiu à garganta. A ideia de colocar o cano da arma na boca passou pela mente.
O monstro acelerou, cuspindo um jorro de muco verde repleto de vermes e detritos.
— Puta que pariu! — Taylor raramente xingava, mas dessa vez foi inevitável.
Ergueu sua arma laser, hesitando entre mirar no monstro ou na própria cabeça. No último instante, o instinto de sobrevivência falou mais alto.
Disparou. Uma, duas, três vezes. A besta uivou, mas não parou.
No momento crítico, Roland mirou o lança-chamas. O calor fez a criatura esturricar, soltando um cheiro insuportável — como um bife molhado jogado em óleo fervente. Mesmo com metade do corpo carbonizado, o monstro continuou avançando por inércia.
Taylor fechou os olhos...
E então, uma luz brilhante irrompeu diante dele.
A Irmã de Batalha Letrina caiu do céu, empunhando um lança-chamas e uma motosserra. Seu corpo irradiava um brilho prateado, e seus olhos transmitiam uma serenidade incomum. Por um instante, Taylor jurou ver asas brancas atrás dela — e não conseguia entender como ela aparecera ali.
Chamas e o zumbido da serra despedaçaram o que restava da besta. Atrás dela, centenas de Irmãs de Batalha avançavam, gritando litanias e disparando contra os demônios.
Taylor suspirou aliviado, olhando para os restos do monstro.
— Você... ainda é você?
A jovem sorriu, ajudando-o a se levantar — suas pernas ainda tremiam.
— Só fui visitar meu pai, amigo.
— Ele me disse: não tema.
— A luz chegou. A noite vai passar.
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Capítulo 108: A Filha do Imperador
Taylor nunca imaginara que um milagre do Imperador surgiria diante dele. O brilho prateado ainda envolvia as Irmãs, mas nem mesmo a fé mais ardente poderia apagar seu azar inato.
Além disso, ele não era exatamente um modelo de pureza — pelos padrões do Império, estava longe de ser leal o suficiente. Já fizera pactos com hereges e xenos, usando armas impuras. A bênção do Imperador jamais tocaria alguém como ele.
Sabia que, nesse mundo cruel, precisaria sempre lutar para sobreviver por conta própria.
Mas, por enquanto, não havia ali ninguém mais eficiente contra os demônios do que as Irmãs de Batalha.
Observou as "loucas" empunhando lança-chamas e motosserras cortando os inimigos como se fossem palha. Armas que antes pareciam inúteis agora os derrubavam com facilidade, reacendendo o ânimo da Guarda Imperial.
Os soldados, vestindo uniformes marrons do mundo religioso local, gritavam juramentos de guerra. Sob aquele fervor, os disparos de laser e os canhões dos tanques começaram a empurrar os demônios de volta.
Tudo o que era podre, morto ou corrupto foi esmagado pelo poder do Império. Até Taylor se viu obrigado a colocar o Frankstein em movimento.
Sentado em seu veículo, acompanhou o contra-ataque. As Irmãs em suas armaduras avançavam incansáveis, suas lâminas e bolas de fogo ceifando os inimigos. Seus cabelos prateados, manchados de lama e sangue, criavam uma beleza paradoxal — mas ninguém ousaria cobiçá-las. Afinal, uma motosserra que corta demônios como manteiga faria o mesmo com partes mais... delicadas.
Talvez fosse impressão sua, mas o fedor insuportável do campo de batalha parecia ter diminuído desde a chegada delas.
Taylor seguiu as Irmãs de perto — era o lugar mais seguro no momento. Envergonhava-se de sua covardia, mas quando granadas de luz explodiram no céu, ele gritou:
— Não olhem para cima!
Aqui está o capítulo reescrito conforme suas instruções:
— Até as freiras foram pegas, mas o Taylor conseguiu se esquivar. Para ser exato, a resistência da 15ª turma ainda se mantém.
A luz ofuscante emitia uma explosão sonora insuportável, capaz de deixar qualquer um tonto e enjoado. No momento da detonação, até as freiras armadas até os dentes e com vontade de ferro hesitaram.
Aquilo vinha dos Marines Estelares - ou melhor, dos traidores. Os Marines do Caos, os Filhos da Morte que abandonaram o Imperador há milênios.
Os tipos vestidos de verde-escuro desceram com propulsores, e Taylor os conhecia como a palma da própria mão.
Ele calculou que aqueles desgraçados não esperavam que meros humanos ainda pudessem reagir. A Frota da Peste claramente subestimara eles, ou nunca teriam descido assim.
Talvez por conhecer tão bem aqueles hereges traidores, o medo de Taylor nem chegou ao nível de sempre.
O motor do Frankstein nunca parou. No instante em que o primeiro Marine Estelar tocou o chão, o blindado colossal arremessou-se contra ele, esmagando sua cintura com as esteiras.
Primeiro o impacto violento e o esporão afiado quebraram a armadura de cerâmica, depois as esteiras trituraram as partes menos protegidas.
Com um "CRACK" cristalino, um Guarda da Morte vazando líquidos foi eliminado facilmente.
O susto fez os Marines no céu hesitarem em descer, dando tempo para as freiras se recuperarem.
Elas ergueram as armas em alerta e contra-atacaram, forçando os Marines a recuar e buscar novas oportunidades.
— Sua vigilância nos salvou de novo — agradeceu a Irmã Leterina, a voz cheia de respeito. — Como naquele mundo-floresta.
Taylor saiu arrastando-se do topo do blindado, ainda pálido.
— Não foi eu. Foi a arrogância deles em subestimar humanos que os matou.
Ele olhou para os pedaços ensanguentados sob as esteiras. Um Marine Estelar?
O capacete quebrado revelava uma cabeça parecida com uma aranha, mandíbulas retorcidas e membros deformados, cobertos por pelos doentios.
Se aquilo ainda podia ser chamado de Marine, então até os demônios pareceriam bonzinhos.
— A mutação os corrompeu totalmente — explicou a freira. — Suas sementes genéticas são como bombas-relógio. É difícil acreditar que ainda sirvam ao Caos.
— Eu não quero virar isso — Taylor enfatizou, arrepiado.
Quando ergueu os olhos, viu a pior visão possível.
Uma montanha avançava em sua direção. Verde, inchada, com quase 30 metros de altura - se é que podia ser chamada de ser vivo.
O Grande Inascido dava passos lentos e desengonçados, empunhando um garfo gigante de metal corroído. Sua barriga se abria numa boca nojenta, e os movimentos quase cômicos davam um ar patético.
Mas sob seus pés marchavam legiões de demônios, zumbis, Marines Estelares e máquinas demoníacas imundas.
O fedor de podridão cobria o céu, e nuvens verdes grossas ameaçavam despejar chuva tóxica.
Taylor olhou para o monstro com desespero. Os poderosos canhões do Império, orgulho da artilharia, pareciam gotas de chuva contra aquela coisa.
Um simples movimento de braço dissipava os projéteis mais pesados. Seu corpo gigantesco protegia tropas de elite sob uma camada de gordura e muco que absorvia até os tiros mais potentes.
Nada o detinha - nem tanques, nem artilharia pesada. O bicho avançava com seus passinhos ridículos, invencível.
— O Imperador não nos abandonou! — a Irmã Leterina bradou, contrariando o desespero. — Sinto que guerreiros leais estão chegando.
— Como?! — Taylor quase gritou. — A não ser pelos Anjos Caçadores de Demônios da lenda, quem poderia matar um Príncipe Demoníaco de Nurgle?!
Mal acabou de falar, um clarão amarelo irrompeu no solo podre. Quatro figuras em armaduras prateadas materializaram-se no calor do sinal de teletransporte.
Armados com martelos-relâmpago, espadas energéticas e os melhores bolters, aqueles Terminadores brilhavam no campo de batalha sombrio.
Taylor ficou sem palavras. Será que tinha o dom de atrair o que falava?
Porque aquelas quatro figuras eram os Anjos do Imperador, os Emissários do Grande Malcador, que caminhavam entre as estrelas sob o nome de...
Os Cavaleiros Cinzentos.
[Sem erros dos leitores ultimamente, que solidão... (brincadeira)]
Capítulo 109: Os Cavaleiros Cinzentos
Eles são o último escudo da humanidade. Ele, a última espada.
Quando soam suas vozes, os demônios perecem. São o presente final do Imperador, a última proteção do Deus-Imperador para a humanidade.
São misericordiosos, bondosos, leais... mas também cruéis, impiedosos e lógicos.
Um escudo inquebrável contra a escuridão.
Uma lâmina forjada para desafiar o destino.
São o legado que o Imperador deixou após conquistar a galáxia. O último presente para aqueles que não pôde salvar.
As armaduras prateadas reluziam. As espadas energéticas cortavam demônios, hereges e aberrações.
Cada golpe certeiro, cada tiro de bolter. Os demônios caíam como frangos diante daquelas lâminas banhadas em prata. O fedor de sangue e podridão dissipava-se sob seu poder psíquico.
Anjos do Imperador. Protetores. A esperança da humanidade.
Mas Taylor não conseguia se alegrar.
Porque no Império, testemunhar demônios era um crime - e dos grandes.
Meros humanos que os vissem deviam ser purificados pela morte. Os que sobrevivessem passariam por lavagem cerebral, castração química e viveriam como zumbis.
Taylor sabia que não estava no grupo dos condenados. Não se via como herói, mas era um soldado de certa reputação. Só esperava que não acabasse... castrado.
Ele estava extremamente nervoso. Afinal, aqueles caras eram Cavaleiros Cinzentos. Até agora, ele tinha conseguido lidar com Marines Espaciais que já estavam corrompidos há séculos, com corpos altamente mutados e apodrecidos, e que haviam esquecido como lutar.
Mas será que daria conta de Terminadores psíquicos de elite, treinados e endurecidos por séculos de batalhas contra demônios e hereges?
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