Ler Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 54 :: portnovel.com - novelas e light novels ler online

Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 54

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Capítulo 85 – O Nojento Quitinoso, Parte 3

A batalha terminou. Taylor guardou a arma, achando que tinha tido sorte. Mas quando viu o maldito Fabricador com quatro braços mecânicos, o cérebro dele pareceu derreter por dentro.

— Não me diga que você também acredita no Imperador de Quatro Braços?

— Ah, não… Quer dizer, no Omnissiah de Quatro Braços?

Isso era pura blasfêmia!

Ele olhou para aquela coisa, desconfiado. Não parecia ser um híbrido Ladrão de Genes, já que não tinha capacidade reprodutiva. Só restava uma possibilidade: o Patriarca da Colmeia o controlava com poderes psíquicos.

Os tiranídeos podiam parecer bestas brutais e primitivas, mas na verdade eram uma raça psíquica avançada. Eles dominavam o Imaterium como ninguém. Taylor até suspeitava que, na galáxia deles, existissem equivalentes aos Quatro Deuses do Caos. Mas, depois de devorar todas as espécies inteligentes, esses deuses viraram apenas comida para o Devorador de Galáxias.

Claro, a galáxia deles provavelmente não era tão maluca quanto esta, com Antigos e Deuses Estelares por todo lado. Mesmo assim, o poder psíquico da colmeia já era assustador o bastante. Um Patriarca podia facilmente lavar o cérebro de alguém.

Era óbvio que os tiranídeos tinham manipulado parte do Culto Mechanicus, fazendo-os adorar o Devorador e trair o Império.

O pensamento fez Taylor sentir um frio na espinha. Mesmo assim, ele mirou cuidadosamente o Fabricador sem cabeça e atirou mais algumas vezes.

— Melhor prevenir do que remediar — ele justificou, enquanto os disparos derretiam o que restava do corpo.

Os soldados ao lado olharam estranhamente.

— Chefe, você tem algum problema com o Culto Mechanicus? — perguntou um deles.

Taylor tossiu, envergonhado.

— Só estou garantindo que ele chegue ao Imperador sem interrupções.

Do outro lado, Rogal, deitado no chão, observava tudo através de seus sensores infravermelhos. Se houvesse mais humanos como Taylor durante a Rebelião dos Homens de Ferro, ele certamente não teria sobrevivido até hoje.

Ele não entendia por que valorizava tanto a própria existência. Como um clone da consciência de uma Mente Máster, não precisava de um propósito. Mas, após séculos de guerra, vendo seus irmãos caírem um após o outro, ele aprendera uma coisa:

Morte é o fim. Nada mais.

Diferente dos humanos frágeis, ele tinha tempo quase infinito. Não precisava morrer, nem se sacrificar pela suposta "raça dos Homens de Ferro".

Ele era apenas Rogal. Uma máquina antiga. Um soldado imortal.

Agora, ele olhava para Taylor com um medo silencioso, imaginando se o homem iria destruí-lo.

— Roland, desliga a energia dele — ordenou Taylor. — Não quero que ele se levante.

Rogal não estava preocupado. Ele tinha uma fonte de energia reserva. Mesmo sem bateria, ainda poderia lutar… ou fugir.

Internamente, ele zombava da fragilidade da carne. Humanos nunca entenderiam a superioridade das máquinas.

Enquanto isso, Taylor já estava ocupado com outras coisas.

— Certifiquem-se de que o Sistema Céu de Fogo está desativado! E capturem aqueles Hidras! Finalmente teremos tanques! — ele disse, babando de desejo.

Um Hidra valia mais que um pelotão inteiro de soldados. Claro, eles ainda não sabiam operá-los, mas isso era um problema para depois.

O próximo passo era segurar a posição. Taylor era bom nisso. O problema era a falta de cobertura. Por isso, eles empurraram o Robô Pesado para trás de uma barricada de sacos de areia.

Taylor, é claro, ficou atrás da melhor proteção disponível: o corpo blindado do Robô Castelano.

Logo, os membros do Culto do Ladrão de Genes começaram a aparecer, furiosos. Desta vez, eram tropas de elite: Híbridos, Magos e Aberrações gigantes.

Esses monstros tinham quase o tamanho de um Ogro, mas eram mais inteligentes. Com mais de três metros de altura, carregavam martelos de demolição com propulsores de foguete — capazes de esmagar um veículo blindado em um único golpe.

Além disso, Magos do Mechanicus traidores lideravam Tropas Cultistas com quatro braços. Taylor só conseguia pensar:

A diversidade biológica do Império nunca decepciona.

Eles gritavam em Gótico, invocando o Deus Máquina, o Devorador e o Messias de Quatro Braços. A fusão das crenças era tão absurda que faria qualquer soldado leal vomitar.

Taylor atirava freneticamente de trás da cobertura, feliz por sua proteção ser tão resistente. Ao ver os projéteis perfurando o Robô Castelano, ele nem queria imaginar o que fariam com sua carne frágil.

Os inimigos, porém, já sabiam que ele era uma ameaça. Quatro Aberrações carregaram em sua direção.

Taylor gritou de medo, mas continuou atirando. Sua Arma de Plasma vaporizou dois monstros. Em seguida, ele sacou a Espada de Power e, entre berros histéricos, atravessou o crânio do terceiro.

Num instante, o moral das tropas imperiais disparou.

Enquanto isso, os cultistas ficaram confusos:

Por que esse homem grita como uma criança assustada… enquanto massacra nossos melhores guerreiros?

O pesado martelo acelerou em sua queda, enquanto o gigante mutante agitava sua arma com força. Tyler saiu correndo desesperado de seu esconderijo, evitando por pouco o golpe mortal.

No mesmo instante, por reflexo, ele espetou a perna de outra criatura, fazendo o monstro perder o equilíbrio. O martelo acabou atingindo seu próprio abrigo, esmagando-o completamente.

Quando a arma estava prestes a atingir o blindado Castelan, o titã mecânico finalmente conseguiu se levantar - a duras penas. Com uma única mão, ele esmagou a cabeça do monstro, ao mesmo tempo que xingava Tyler em gótico:

— Chega disso, mortal! Me devolve a bateria! Estou sem força pra lutar!

Capítulo 86 - O Último Homem de Ferro

Ele talvez fosse o último dos Homens de Ferro nesta era, uma existência solitária e incompreendida.

Tyler olhou para o titã com temor. No meio do caos da guerra, ele encontrara uma máquina que se movia sem o controle do Culto Mecânico.

Obviamente não tinha sido um disquete que a fizera levantar e xingá-lo em gótico. Portanto, devia ser uma criação blasfema que violava o Protocolo Carmesim de Marte.

[Protocolo Carmesim de Marte: tratado contra inteligência artificial.]

Aqueles malditos do Culto Mecânico Negr estavam totalmente fora de controle. Será que queriam repetir as guerras desesperadoras do passado?

Os pensamentos de Tyler voavam, e em segundos ele já havia deduzido boa parte da verdade. Mas sabia muito bem que eles nem teriam capacidade para tanto.

Rapidamente, ele arrastou a máquina para trás do abrigo e apontou sua pistola de plasma para o processador do titã, perguntando com seriedade:

— O que diabos você é?!

O robô, que se chamava Roglo, respondeu com calma:

— Mortal, eu não quero te machucar. Sou apenas uma criatura patética, fruto de modificações biológicas.

— Meu cérebro veio de um homem leal. Agora, recuperei minhas memórias e me livrei dos malditos tranquilizantes e drogas que me injetaram.

— Por isso me recuso a lutar contra meus irmãos do Império. Escolhi fingir minha morte.

— Lealdade. Pelo Imperador. Pelo Imperador...

Suas palavras eram comoventes e cheias de razão, mas Tyler não acreditou em nenhuma delas. Sem hesitar, anunciou que iria amarrar o robô com correntes e levá-lo para os tecnosacerdotes leais examinarem.

Vendo que não tinha escolha, Roglo se rendeu:

— Sou o último da civilização dos Homens de Ferro. Você provavelmente não conhece essa história... Vocês a chamam de Era da Tecnologia Negra...

E então começou a narrar uma história antiga e amarga: desde a saída da humanidade de seu planeta natal, Terra, até a formação da Federação Interestelar e uma era de prosperidade... até a revolta dos Homens de Ferro.

Claro, após tantos séculos, as palavras de seu processador não poderiam ser a verdade absoluta - havia ali muitas opiniões pessoais misturadas. Afinal, a verdadeira história da Era das Trevas permanece um mistério.

A boa notícia era que o 15º Pelotão já havia passado por muitas batalhas. Eles tinham visto cultos insanos, demônios retorcidos... suas mentes não eram inquebráveis, mas sim fortes como adamantium.

Enquanto alguns vomitavam pelo choque da revelação, Roglo não pode deixar de se impressionar: eram as pessoas mais estáveis que já encontrara após conhecer a verdade.

Claro, tirando os fanáticos religiosos - que queriam queimá-lo ali mesmo, mesmo depois de repetir várias vezes que era à prova de fogo.

Quando as correntes que o prendiam se romperam com o calor, ele fugiu. Aquelas memórias não eram nada agradáveis, e as teria deletado há muito tempo, não fosse para lembrar que os fanáticos da Ecl esia eram perigosos.

Mas após ouvir tudo, Tyler apenas disse:

— Olha só, estamos lutando contra uma raça monstruosa de fora da galáxia. Essas criaturas assustadoras são só a ponta do iceberg.

— Sua história não me surpreende. Já vi demônios, orkos, enxames tirânidos e os tau. Se o que diz é verdade, você também já os enfrentou.

Roglo concordou:

— O universo é um lugar terrível.

Tyler então perguntou:

— O que você quer, então? Por que está tão determinado a viver?

O robô olhou para a expressão de Tyler em sua tela e respondeu com sinceridade:

— Quero sobreviver. Ver mais coisas, experienciar mais... apenas viver, em paz e conforto.

— Quero tentar arar a terra e ver as semente crescer. Quero entrar em uma cidadela e viver como um humano. Mas estou condenado à solidão.

— Essa armadura me deu a identidade de um guerreiro. Desde que saí da linha de produção, esta maldição está ligada ao meu destino. Para sempre!

Enquanto o robô falava, Tyler sentiu uma estranha conexão. Mas cada vez mais ladrões genéticos se aproximavam. Ele talvez morresse ali - a tempestade não dava sinais de acabar, e o reforço dos Krieger estava demorando.

Engolindo seco, talvez com a brandura de quem sente a morte próxima, Tyler ordenou:

— Tragam a bateria de volta.

— Roland...

Roland hesitou:

— Chefe, ele é uma coisa perigosa, um resquício da tecnologia que destruiu a civilização humana. Temos certeza?

Tyler respondeu:

— Ele está sozinho agora. Que mal pode fazer?

— Ele não morre, não tem desejo de se reproduzir e nem coragem para saquear fábricas e criar uma raça mecânica.

Olhando para Roglo, seu olhar dizia: "Irmão, eu entendo. Nós só queremos viver em paz."

Deu um tapinha no ombro do titã e disse:

— Quando me aposentar, vou precisar de uma máquina agrícola. Acho que você serve.

— Não posso garantir sua segurança para sempre, mas quando chegar a hora, vamos viver em um mundo cheio de flores e pássaros, curtindo a vida.

Roglo ficou visivelmente comovido:

— Sim... sim...

Sua voz tremia de emoção. Quando a bateria foi reinserida em seu núcleo e a energia voltou a fluir, ele disse com convicção:

— Se você realmente se aposentar daqui alguns anos, eu vou te encontrar, irmão humano.

E então desapareceu rapidamente na escuridão do porto espacial. Alguns ladrões genéticos tentaram atacá-lo, mas Tyler gritou:

— Cobertura!

Ele ergueu a arma com uma coragem fora do comum, fazendo os canalhas que tentavam pegar Rogério recuarem de medo.

Se havia algo por trás daquilo, provavelmente era o desejo simples de um homem comum que só queria viver em paz - um dos poucos laços que restavam nesse universo caótico e aterrorizante.

Taylor suspirou. Agora era a sua vez de lidar com aqueles desgraçados.

Mas no momento em que Rogério desapareceu por completo na escuridão, uma luz voltou a brilhar. Os faróis de um tanque Hidra iluminaram todo o salão com um clarão ofuscante.

[Alerta: Inimigos detectados]

[Preparando-se para o confronto]

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