Assim que as palavras de Bak saíram de seus lábios, os oito membros do grupo liberaram simultaneamente suas armas espirituais e anéis de alma. Metade deles possuía o primeiro anél de cor branca.
Bak, como líder, tinha como arma espiritual um Urso Feroz. Embora fosse o mais forte em nível de energia espiritual, sua configuração de anéis era de apenas dois amarelos e três roxos, sem nenhum anel de dez mil anos.
— Esta carta contém três mil moedas de ouro espirituais como adiantamento — disse Gu Changfeng, olhando para os outros sete membros. — Depois de matarmos o Pesadelo, as sete mil restantes serão entregues. Líder Bak, aceita este trabalho?
— Claro! — respondeu Bak, guardando o dinheiro com um sorriso nos lábios. — Preparem-se, irmãos! Vamos caçar uma besta espiritual para nosso valioso cliente!
— Sim! — gritaram os sete em uníssono, rostos iluminados pela empolgação.
Gu Changfeng estava totalmente encapuzado e mascarado, com uma aparência suspeita, mas Bak e seu grupo claramente não se importavam. Dinheiro era dinheiro.
— Como devemos chamá-lo? — perguntou Bak.
— Blake — respondeu Gu Changfeng calmamente.
Esse seria seu codinome no mundo dos mestres espirituais daqui para frente.
— Este Pesadelo será usado como anel espiritual? — questionou Bak novamente.
— Exatamente. Pretendo usá-lo como meu quinto anel — confirmou Gu Changfeng. — Se encontrarmos um Pesadelo mais antigo, posso pagar mais.
— Entendi — murmurou Bak, estreitando os olhos.
— Líder Bak, o grupo de caçadores Urso Feroz ainda está recrutando? — Gu Changfeng hesitou por um momento antes de continuar. — Para ser sincero, estou procurando um grupo forte como o de vocês para me juntar.
— Nosso time já está completo. Melhor procurar outro grupo — respondeu Bak sem rodeios.
Durante a jornada, o grupo não fez perguntas sobre a arma espiritual ou habilidades de Gu Changfeng, como se não se importassem. No geral, a convivência foi harmoniosa, cada um cuidando de si. O grupo protegia a segurança de Gu Changfeng, mas quando se tratava de comer ou dormir, cada um ficava no seu canto.
…
Um mês depois.
O céu noturno ribombava com trovões, relâmpagos cortavam as nuvens e a chuva caía torrencialmente.
Na Floresta do Sol Poente, dos oito membros originais do grupo Urso Feroz, apenas cinco restavam. Os outros três jaziam mortos na lama.
Diante de Gu Changfeng, uma estranha besta espiritual negra como a noite, envolta em névoa escura, estava estendida no chão. Seu corpo parecia feito de fumaça, com contornos vagamente humanoides. Na parte superior, dois membros esguios pareciam tecidos com linhas de energia negra, enquanto a parte inferior era apenas névoa, como um fantasma sem forma.
Um Pesadelo!
Essa rara e perigosa besta espiritual, esquiva e astuta, finalmente havia sido encontrada após um mês de busca. Ou melhor, ela mesma veio até eles, tentando fazer dos nove sua refeição.
Mas o plano falhou.
— Mais dinheiro! Você tem que pagar mais! — rosnou Bak, arrastando-se até Gu Changfeng, o corpo exausto e o rosto distorcido pela raiva. Os olhos injetados de sangue refletiam sua fúria. — Três dos meus homens morreram! Você precisa compensar!
— Blake, matamos o Pesadelo para você! — Bak falou friamente. — Nos dê o resto do pagamento! Além disso, exijo compensação pelas três vidas perdidas!
Gu Changfeng se virou e observou o grupo. Os cinco sobreviventes estavam feridos, com expressões pálidas e olhos ainda brilhando com o medo residual. A chuva os encharcava, deixando-os tremendo de frio.
— Líder Bak, questões que podem ser resolvidas com dinheiro são problemas simples — disse Gu Changfeng com um sorriso, entregando as sete mil moedas prometidas. — Aqui há mais cinco mil, só para você. Por favor, me proteja enquanto absorvo o anel. Haverá mais gratificação depois.
Bak revolveu os olhos, ouro imaginário dançando em sua mente. As palavras "gratificação extra" ecoavam em seus pensamentos.
— Ótimo! Você sabe como negociar!
Ele não estava realmente triste pelos mortos. Viver essa vida significava aceitar os riscos. Mas se poderia lucrar mais com isso, por que não?
Gui Changfeng começou o processo de absorver o anel espiritual.
O Pesadelo era uma besta espiritual das trevas, com atributos de escuridão, mal e habilidades mentais. Atacava com habilidades psíquicas, matando sem deixar rastros, como um verdadeiro pesadelo.
Perfeito para ele.
Embora este Pesadelo tivesse apenas quatro mil anos de antiguidade, era mais que suficiente.
Em pouco tempo, o anel espiritual do Pesadelo foi integrado ao corpo de Gu Changfeng, e o cadáver da besta se dissolveu em energia, absorvido por ele.
Ele sentiu sua força mental crescer exponencialmente, enquanto seu nível de energia espiritual subia para 23. Mas a pressão mental era intensa.
O osso espiritual da Imperatriz Azul de dez mil anos tinha fortalecido principalmente seu corpo e vitalidade. Agora, o poder do Pesadelo elevava sua mente a novos patamares.
Se pudesse continuar absorvendo bestas como esta… seria maravilhoso.
Mesmo que seu nível de energia espiritual tivesse subido apenas para 23, ele estava satisfeito.
Olhando ao redor, viu os cinco membros restantes do grupo protegidos em sua barraca, comendo e bebendo sob a luz do fogo. Os três corpos desapareceram, substituídos por três pequenos montes de terra sendo lavados pela chuva. Uma perna pálida ainda emergia de um deles, macabramente exposta.
Gu Changfeng sorriu.
O mundo era mesmo cruel.
Bak percebeu que Gu Changfeng já havia absorvido o anel espiritual e disse:
— Changfeng, nós da equipe já caçamos o Pesadelo para você. O contrato acabou. Mas perdemos três irmãos, você precisa nos dar uma compensação.
Gu Changfeng sorriu:
— Líder Bak, no mundo das ruas, tudo se paga. Quando aceitaram essa missão, já não esperavam que algo assim pudesse acontecer?
Esses caçadores não tinham nenhum código de honra. Oferecer algo era um favor, negar era apenas cumprir o combinado. Achavam mesmo que aquelas dez mil moedas de ouro eram fáceis de ganhar?
Capítulo 25: Arrebatar Almas
Bak estreitou os olhos, levantou-se devagar e encarou Gu Changfeng com frieza:
— Então você está voltando atrás na palavra?
Changfeng sorriu suavemente, recuando em direção à floresta atrás dele.
— Aonde você pensa que vai?
Dois homens se posicionaram, bloqueando sua rota de fuga.
TROVÃO
O céu se iluminou com relâmpagos, revelando a figura de Changfeng. Ele mantinha a cabeça baixa, mas seus olhos — que ninguém notou — transformaram-se em pupilas verticais, vermelhas e brilhantes como ouro. Uma energia espiritual poderosa emanou dele.
Segunda Habilidade Espiritual: Arrebatar Almas!
Habilidade do Osso Espiritual: Luz da Destruição!
Todo o seu poder mental concentrou-se nos dois homens à sua frente.
O ataque espiritual foi súbito e invisível.
— AHHH!
Gritos dilacerantes cortaram a tempestade. Os dois homens caíram de joelhos, agarrando as cabeças, rostos contorcidos em agonia.
SIBILAR
Vinte flechas rasgaram o ar, perfurando suas colunas e saindo pelos ventres antes de cravar-se no chão.
TONK
Sem hesitar, Changfeng virou-se e partiu. Ao passar pelos corpos, ele os guardou rapidamente em seu artefato de armazenamento.
A escuridão da noite engoliu tudo. Tudo acontecera em instantes.
Bak e os outros dois ficaram paralisados, olhos arregalados.
Mais dois companheiros mortos, assim, sem aviso.
Mas antes que pudessem reagir, Changfeng já desaparecera nas sombras.
— Chefe, ele está fugindo! — um deles gritou, pronto para perseguir.
— Pare! Não seja imprudente! — Bak o repreendeu. — Ele acabou de atingir o nível de Rei Espiritual e está no auge. Nós ainda estamos se recuperando e não sabemos nada sobre suas habilidades. Temos que ter cuidado!
— E vamos deixá-lo escapar? Ele matou dois dos nossos! — o outro protestou. Vendo que Bak não mudava de ideia, insistiu:
— Chefe, esse Changfeng tinha dez mil moedas de ouro e um artefato de armazenamento! Ele deve ter muito mais riquezas. Se o perseguirmos e matarmos, teremos vingança e lucro!
— De que adianta dinheiro se estivermos mortos para gastá-lo? — Bak rosnou, bebendo um gole da caneca enquanto refletia.
A tempestade continuava implacável. Perseguir um desconhecido nessas condições seria suicídio.
— CHEFE! — Os dois homens estavam exasperados.
De oito membros, restavam apenas três.
— Chega! — Bak bateu o pé. — Não veem que está chovendo torrencialmente? E se ele estiver escondido, nos emboscando? Vivemos no fio da navalha. Vida ou morte depende do destino!
— Hoje, ele teve sorte. Se está indo para Vila do Poente, o encontraremos lá e então... acabaremos com ele.
— Mas, chefe... nem sabemos como ele é! — um deles lembrou.
— CALE-SE! — Bak quase o esbofeteou de frustração.
— Pela tradição, eu ficaria com 20% das moedas, mas com cinco mortos... — suspirou. — Agora, fico com 40%. Vocês dividem os outros 60%.
Distribuído o ouro, Bak ignorou os outros, concentrando-se em comer e beber para recuperar energias. Enquanto ele vivesse, o Grupo de Caçadores Urso Feroz poderia renascer. Morto, tudo acabaria.
Os dois homens baixaram a cabeça, conformados. Pelo menos três mil moedas de ouro cada um não era um consolo ruim.
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