— Vai continuar? — Mayu Yuuki, desafiador, postou-se na linha de frente e lançou a pergunta a Kunimitsu Tezuka.
Tezuka, impassível, pegou a raquete do chão e fixou os olhos em Mayu. A luz que havia desaparecido brevemente após o impacto agora envolvia novamente seu braço esquerdo.
Sem dizer uma palavra, sua postura já respondia: ele não recuaria.
[Que típico de você, Tezuka.]
Mayu elogiou mentalmente, mas isso não significava que iria pegar leve. Dar o seu melhor era a maior forma de respeito que poderia oferecer ao adversário naquele momento.
O saque de Tezuka foi tão firme quanto sempre, sem um traço de hesitação. Seu desempenho não só se manteve, como parecia ter melhorado.
Mas a velocidade da bola não era problema para Mayu. Sua visão aguçada identificou o ponto de queda em um instante.
O jogo de vai e vem recomeçou.
...
— Tezuka, você é teimoso mesmo... — Sanada, na lateral da quadra, balançou a cabeça ao observar os dois trocarem golpes intensos.
— Sanada, tem algo a dizer? — Renji Yanagi perguntou.
— O campo de domínio do Tezuka já se expandiu quase três passos. Se o Mayu conseguir quebrar completamente... — Sanada fez uma pausa.
Ele sabia melhor do que ninguém: sem o domínio, o estilo "Perfeição Inabalável" de Tezuka perderia muito do seu efeito contra Mayu, podendo até se tornar um fardo.
Explicou a situação a Renji, que logo entendeu as implicações.
— Então, se o Tezuka perder o domínio, o Mayu basicamente garante a vitória? — Renji confirmou, ainda hesitante.
— Em teoria, sim. Mas não sei que outros golpes ele pode ter. Dois anos se passaram — Sanada ponderou, evitando conclusões precipitadas.
Tum!
Na quadra, a raquete de Tezuka escapou novamente de suas mãos. Dessa vez, ele não conseguiu devolver o golpe com força acumulada.
Olhou para o braço, impassível, enquanto os músculos tremiam visivelmente.
— Fim do primeiro game! 1 a 0 para Mayu Yuuki, de Rikkai Dai.
— Troca de lados! Segundo game, saque de Mayu.
[Nota do autor: Tezuka está rendendo mais capítulos do que eu esperava. Agradeço aos leitores generosos pelos apoios!]
Capítulo 71: Espelho das Miragens – Uma Evolução Inesperada
Mayu balançou o braço levemente, sentindo um leve desconforto muscular. Um rápido massagear fez a sensação desaparecer.
No primeiro game, ele enfrentou os devolves duplos de Tezuka de frente, sem medo. Queria deixar claro que não temia o "Devolução Perfeita".
Sabia que, mesmo assim, Tezuka continuaria atacando no próximo game.
Mas Mayu começava a achar o processo monótono. Se continuasse assim, a vitória seria certa, mas demorada. Não era o que ele queria.
Uma ideia surgiu em sua mente.
Após a troca de lados, Mayu posicionou-se na linha de fundo, encarando Tezuka à distância.
De repente, virou-se para Sanada, no banco:
— Sanada, lembra do que falamos antes?
— Do quê? — Sanada franziu a testa, confuso.
— Sobre como quebrar o domínio de certas pessoas. — Mayu lançou um olhar significativo para Tezuka.
O oponente ouviu e tensionou a mandíbula, mas permaneceu em silêncio.
— Mayu, você... — Sanada finalmente entendeu, lembrando-se da conversa.
— Isso mesmo. Veja bem: a maneira de destruir um domínio. — Mayu sorriu e voltou a encarar Tezuka.
Com o sinal do juiz, o segundo game começou.
Mayu quicou a bola algumas vezes antes de lançá-la ao ar e desferir um saque potente.
A bola cruzou a quadra como um raio prateado, quase invisível a olho nu, e explodiu no campo de Tezuka antes que ele pudesse reagir.
— Ponto de Mayu! 15 a 0.
— O quê?! Um ace, e o Tezuka nem se mexeu?! — O shock de Shuuji Oishi era visível.
— A bola foi rápida demais. Só vi um ponto preto passar antes de sumir. — Eiji Kikumaru compartilhou sua impressão.
— Esse saque deve ter passado dos 220 km/h. — Sadaharu Inui enxugou o suor do rosto. Nunca vira algo assim.
— Deve ter batido o recorde de velocidade no Torneio de Kanto. — Syuusuke Fuji manteve a calma, mas seu rosto também mostrava tensão.
Se nem Tezuka conseguiu reagir, ele também não teria chance.
Um sorriso amargo surgiu em seus lábios. Afinal, quando haviam jogado antes, Mayu nem sequer levara a sério...
Na quadra, depois de marcar um ponto com seu saque, Yuuki Mayu esperou um instante antes de se preparar para o próximo.
— Zuum!
O segundo "Flecha Sagrada" cruzou a quadra num piscar de olhos, aterrissando ao lado de Tezuka Kunimitsu.
Os olhos de Tezuka acompanharam a trajetória da bola, mas seu corpo não reagiu.
O terceiro saque foi igual.
Em apenas três jogadas, Yuuki Mayu já estava com 40 a 0 no segundo game. Mais um ponto, e ele venceria.
No quarto saque, ele repetiu a jogada. A flecha de luz caiu aos pés de Tezuka.
Mas desta vez, o capitão do time de Seigaku reagiu.
Num movimento rápido, levantou a raquete e golpeou o ar em um ponto específico.
— Toc!
O som da bola batendo na raquete ecoou. Yuuki Mayu havia sido interceptado, e a bola voltou.
— Impressionante, Tezuka. Adaptou-se a esse saque ultrarrápido em apenas um game.
Os membros de Seigaku reviveram a esperança ao verem Tezuka devolver a bola.
Mas Sanada Genichirou, atento, notou algo diferente: Yuuki Mayu agora segurava a raqueta com a mão esquerda.
[Será que vai começar agora?]
Seus olhos brilharam, concentração total.
Yuuki Mayu correu para a posição da bola e, com um movimento preciso da raqueta esquerda, cortou-a no ar.
Outra flecha prateada voou de volta para o lado de Tezuka, caindo perto da linha lateral esquerda.
Sem perceber o perigo, Tezuka permaneceu na linha de fundo, seu braço esquerdo brilhando com a aura branca, pronto para o próximo golpe.
Mas algo inesperado aconteceu.
A bola, depois de quicar, não foi puxada de volta por seu "Campo de Atração". Em vez disso, seguiu em linha reta para fora da quadra, batendo na cerca e rolando pelo chão.
— Fim do game. Yuuki lidera, 2 a 0. — O árbitro anunciou o placar.
Até Tezuka, normalmente impassível, olhou para a bola parada com surpresa.
O clima no time de Seigaku ficou pesado.
— Foi um erro? Tezuka não ativou o Campo?
— Não sei, mas pela reação dele, parece que tentou.
— Como isso é possível? Como o Campo pode falhar assim?
Perguntas se acumulavam, mas ninguém tinha respostas.
Até a treinadora Ryuzaki Sumire, sentada no banco, ficou sem palavras.
Ela já havia ficado impressionada quando Tezuka dominou o Campo de Atração, mas agora via alguém ignorá-lo completamente.
Quando o tênis dos estudantes do ensino médio ficou tão avançado?
Pela primeira vez, ela sentiu que estava ficando para trás, incapaz de acompanhar o nível dos jovens.
Do outro lado, Sanada Genichirou observava tudo com olhos afiados.
[Então é isso, Yuuki... Essa técnica realmente desafia a lógica.]
Naquele momento, ele decidiu que, custasse o que custasse, dominaria aquela habilidade.
O terceiro game começou logo em seguida.
Tezuka já havia recuperado a compostura, como se nada tivesse acontecido.
Ele sacou com força, a bola cortando o ar em alta velocidade.
Yuuki Mayu, agora com a raqueta na mão esquerda, devolveu a "Flecha Sagrada" como um golpe comum.
— Bam!
A bola quicou no canto oposto da quadra.
Tezuka ativou seu Campo imediatamente, o brilho branco envolvendo seu braço.
Mas, mais uma vez, a bola ignorou a atração e saiu da quadra.
Um ponto poderia ser acidente, mas dois confirmavam: seu Campo não afetava os golpes de Yuuki.
— O Campo... realmente falhou. — Fuji Syusuke murmurou, perplexo.
No banco de reservas de Rikkai, Yanagi Renji balbuciou:
— Parece que o Campo não funciona contra Yuuki. Que técnica incrível. Se eu pudesse...
— Yanagi, o que você está murmurando aí? — Marui Bunta cutucou.
— Ah, nada. Só acho que esse jogo pode acabar logo. — Yanagi desviou.
Marui aceitou e voltou a atenção para a quadra.
Tezuka sacou de novo, Yuuki devolveu.
A cena se repetiu: a bola passou direto pelo Campo, marcando mais um ponto fácil.
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