Capítulo 56: O Jogo de Estratégia
— Um dos Quatro Gigantes, Liu Lian'er, está no segundo par! —
A simples aparição dele foi suficiente para deixar todos em alerta. Ninguém esperava que Liu Lian'er entraria tão cedo. Muitos assumiram que ele estaria na terceira partida individual.
O que será que a equipe de Rikkai está planejando? Será que…?
No banco de técnicos, o rosto de Ryuuzaki Sumire ficou tenso. Ela já começava a desconfiar de algo.
— Isso deve ser coisa do Lian'er. Ele quer nos eliminar em três jogos — disse Sadaharu Inui, sério, olhando para Tezuka Kunimitsu e os outros.
— Ser levado tão a sério pelo adversário é… complicado — murmurou Fuji Syuusuke, dividido entre o desconforto e uma certa satisfação.
Já Tezuka permanecia impávido, como sempre.
— Pelo menos, com a estratégia antecipada da treinadora Ryuuzaki e a posição em que o Tezuka vai jogar… — começou Fuji, buscando algum consolo.
Mas Inui cortou:
— Não seja ingênuo, Fuji. Se o Lian'er está no segundo par, imagine quem a Rikkai vai colocar nas próximas partidas. Quem será o terceiro individual?
Quase como um reflexo, todos olharam para o banco de reservas da Rikkai. Havia apenas dois que representavam uma ameaça real para Tezuka: o vice-capitão Sanada Genichirou e um dos Quatro Gigantes, Yuki Shin'ya.
Os olhos de Fuji pousaram em Yuki, hesitantes.
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Na quadra, os jogadores se posicionaram.
Marui Bunta segurava a raquete com uma mão enquanto enfiava na boca um pedaço de bolo que ainda não tinha terminado. Mastigou rápido e engoliu, satisfeito.
— Esse bolo novo é ótimo, hein? Quer que eu te indique a loja, Lian'er? — perguntou, esfregando a barriga.
— Obrigado, mas não sou muito de doces. Talvez o Renji queira — respondeu Liu Lian'er, impassível.
— Renji? Nem pensar! O cara vive roubando meus lanches — resmungou Marui, balançando a cabeça.
Do outro lado, Kikumaru Eiji e Oishi Syuichirou trocaram um olhar. Era claro que os adversários não estavam levando o jogo a sério.
— Ei, estamos em pleno jogo! Se querem conversar, deixem pra depois — protestou Kikumaru, irritado.
Marui virou-se para ele e sorriu:
— Você tem razão. Podemos continuar depois… porque isso aqui não vai durar muito.
— O quê?! — Kikumaru quase explodiu, mas Oishi o segurou pelo braço.
— Não caia na provocação, Eiji. Mantenha a calma.
Foi então que Liu Lian'er interveio, voz suave mas cortante:
— Vocês entenderam errado. O Marui não estava provocando.
— Ele só estava… dizendo um fato.
As palavras dele fizeram até o tranquilo Oishi ferver de raiva.
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[Jogo iniciado: primeiro set, saque da Seigaku.]
Quem ganhou o sorteio foi a Seigaku, então Kikumaru foi o primeiro a sacar. Ele lançou a bola e correu rápido em direção à rede.
Marui, na frente, apenas observou a bola passar. Quem a rebateu foi Liu Lian'er, movendo-se com facilidade. A devolução foi mediana, sem a velocidade e efeito de sempre.
— Deixa comigo! — gritou Kikumaru, recuando para interceptar a bola e arremessá-la para uma área vazia.
Marui reagiu rápido, deslocando-se para pegar a bola no ar e devolvê-la com um toque suave, um revés diagonal.
— Droga… mas eu chego! — Kikumaru ajustou o peso do corpo e correu, alcançando a bola no último instante, como quem pega um peixe num lago.
A bola subiu devagar, e Liu Lian'er, já posicionado, esperou o momento certo para um golpe seco e preciso, direto para a linha de fundo.
Oishi reagiu rápido e rebateu com um forehand potente.
Toc!
Toc!
Toc!
O rally se prolongou, com trocas intensas e ritmo acelerado.
0-15
15-15
30-15
30-30
O placar oscilava, e cada ponto era uma batalha exaustiva. Para surpresa de muitos, o jogo estava equilibrado. Quem esperava uma vitória fácil da Rikkai agora via a Seigaku segurando o tranco, às vezes até ditando o ritmo.
— O Kikumaru e o Oishi estão indo bem, hein? Trocando golpes de igual pra igual — comentou Fuji, observando de longe.
Mas algo no ar dizia que a verdadeira estratégia da Rikkai ainda não tinha começado.
No entanto, Kenji Inui observava tudo com um olhar diferente de Syusuke Fuji.
— Renzou, o que você está planejando?
Seus olhos fixos em Renzou Yanagi, ele percebia que a expressão impassível do adversário escondia algo muito mais complexo do que Fuji imaginava.
No campo, Yanagi, posicionado no fundo, aproveitou o momento em que Eiji Kikumaru aterrissava desequilibrado após um salto. Com um backhand cortado, a bola cruzou a rede em alta velocidade, raspando a linha de fundo.
Kikumaru correu desesperadamente, mas não conseguiu alcançar a bola a tempo.
— Game, 1 a 0, vantagem de Rikkai Dai.
O primeiro game terminou ali, e agora era a vez de Rikkai sacar.
— Que pena, tínhamos chance de vencer esse game — lamentou Shuuichirou Oishi.
— É, se eu tivesse reagido um pouco mais rápido... — Kikumaru concordou, balançando a cabeça. — Mas sabe, Oishi? Eles não são tão assustadores quanto pareciam.
Depois do primeiro game, o medo inicial de Kikumaru havia sumido. Ele não sentia tanta pressão assim.
— Não podemos subestimá-los — alertou Oishi, cauteloso. — Eles podem estar guardando energia. Melhor não relaxar.
O juiz apitou:
— Segundo game, saque de Rikkai Dai.
Bunta Marui, mascando chiclete descontraído, se preparou para sacar. Com um movimento rápido, lançou a bola e a rebateu com força, avançando para a rede imediatamente.
A bola cruzou a quadra em um piscar de olhos, direto para Kikumaru, que, com sua visão aguçada, acompanhou a trajetória e rebateu.
Mas, antes que a bola ultrapassasse a rede, Marui já estava lá, esperando.
— Zuum!
Um voleio rápido e preciso atingiu o pé oposto de Kikumaru, que mal teve tempo de se reposicionar.
— 15 a 0.
Marui, satisfeito, estalou uma bolha de chiclete e voltou para a posição, pronto para o próximo saque.
— Que voleio rápido! — Kikumaru e Oishi trocaram um olhar de alerta.
A confiança que sentiam antes evaporou.
O jogo continuou, e Marui intensificou seus ataques, pressionando Kikumaru com voleios surpresa. Oishi, no fundo, tentava se defender dos tiros diagonais de Yanagi.
Em apenas três minutos, perderam o segundo game.
Ofegantes, Oishi se aproximou de Kikumaru.
— Ei, tem algo errado aqui.
Kikumaru olhou para os adversários, ainda calmos, e entendeu.
— Eles estavam só testando a gente no primeiro game. Agora é pra valer.
Antes que pudessem planejar algo, o juiz apitou:
— Troca de lados.
Capítulo 57: A Resistência da Dupla de Ouro
Após a pausa, começou o terceiro game. Oishi respirou fundo e sacou.
Mas seu saque, sem muita força, não intimidou Yanagi, que rebateu com facilidade, mandando a bola em um tiro diagonal para a frente.
Kikumaru, pego de surpresa, correu e conseguiu devolver, mas de forma desengonçada.
— Tá distraído, puladinho? — Marui zombou, mascando chiclete.
A partida só estava começando.
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