No dia seguinte, começou mais uma semana de aula.
Depois de seis aulas tediosas, chegou a hora das atividades do clube, como de costume.
No time principal de tênis, todos os titulares estavam reunidos — menos Juri Suigorou. Mas, diferente do habitual, eles não estavam treinando em pares. Estavam todos juntos, conversando.
— Então, Yuuki, o que você queria nos dizer? — perguntou Bunta Marui, inclinando a cabeça.
Yuuki Mayonaka pegou uma pilha de papéis da bolsa de tênis e entregou um a cada um.
— Este é o meu plano de treino pessoal, que venho desenvolvendo desde o ano passado. Minha proposta é substituir o treino atual dos titulares por esse novo programa.
Assim que ouviram que era o treino que Yuuki vinha seguindo, todos os jogadores olharam atentamente para os papéis.
— Pfft, essa rotina é absurda — murmurou Masaharu Nioh, já sentindo o peso só de ler.
100 metros de corrida rápida: 4 séries de 5 repetições.
50 metros de sprint: 4 séries de 5 repetições.
Flexões: 50.
Corrida de pernas alternadas: 8 séries de 5.
Agachamentos com salto: 50.
Abdominais: 30 por série, 5 séries.
A lista continua... Só de ver, Nioh já sentia dor.
— Caramba, Yuuki, você quer acabar com a gente? Não precisa ser tão extremo — disse Bunta, assustado.
— Não se preocupem. Não é pra começar tudo hoje mesmo — esclareceu Yuuki. — Até o torneio nacional, vocês só precisam experimentar alguns exercícios.
Ele sabia que não era algo simples. Requeria progresso gradual.
— Yuuki, quanto tempo você levou pra dominar tudo isso? — perguntou Genichirou Sanada, após ler com atenção.
— Agora, faço tudo em uma hora — respondeu Yuuki, sem rodeios.
— Entendi — Sanada assentiu, pensativo.
Yuuki observou as expressões variadas ao redor. Na verdade, aquilo era só metade do que ele fazia. Eram apenas alguns dos exercícios do campo de treinamento do U-17.
— Todos em favor do novo treino, levantem a mão.
Ele não queria forçar ninguém.
— A favor.
— A favor.
— Haha, parece que não tem como recusar.
— A favor.
— Sim.
— A favor...
A resposta foi quase unânime.
— Se todos concordam, começamos depois do torneio nacional.
Com a aprovação geral, Yuuki acenou e então se voltou para Sanada.
— Sanada, preciso falar com você em particular.
Os outros se dispersaram para treinar, enquanto Sanada seguiu Yuuki para uma quadra vazia.
— Lembra do que eu disse ontem? — Yuuki puxou o assunto.
— Claro. Você disse que tem um jeito de quebrar o Domain — respondeu Sanada, sério. Como esquecer? Desde que Yuuki mencionou aquilo, ele não parava de pensar nisso.
— Mas aviso que o treino vai ser brutal. Mesmo assim, topa?
Sem dar a resposta de cara, Yuuki quis confirmar.
— Se me der uma chance de derrotar ele... — A voz firme de Sanada não deixava dúvidas.
— Certo. O primeiro passo pra neutralizar o Domain é transformar sua mão esquerda na dominante.
— A partir de amanhã, você vai praticar mais com a esquerda — 1,5 vez mais que com a direita.
A determinação de Sanada dissipou as hesitações de Yuuki. A técnica que ele queria ensinar era a mesma que Shusuke usou contra Kunimitsu Tezuka no mundial:
[Mirage Mirror]
Ao alternar as mãos na raquete, era possível inverter o spin da bola, anulando o efeito do Domain e pegando o oponente de surpresa. Mas exigia ambidestria.
Yuuki não sabia como Tezuka evoluiria sem se machucar, mas essa técnica era eficaz contra ele.
— Aceito.
Sanada concordou sem questionar.
— Nem vai perguntar por quê? — ficou surpreso Yuuki.
— Porque confio em você.
A resposta foi direta, carregada de convicção.
— Então não vamos esperar até amanhã. Começamos agora.
— Era o que eu queria.
Sanada pegou a raquete e seguiu as instruções de Yuuki, iniciando imediatamente o treino canhoto.
Agradecimentos à Ariadne pela doação e a todos pelos votos!
Capítulo 53: Um Teste Rápido — A Batalha das Quatro Melhores Chega
Uma semana passou num piscar de olhos, e logo chegou a segunda rodada do torneio de Kanto.
As escolas que avançaram para essa fase passaram os últimos dias aprimorando táticas e corrigindo falhas expostas nos primeiros jogos. Em Rikkai, a semana foi dedicada a polir estratégias e reforçar o condicionamento físico, tudo para estarem em plena forma.
No almoço, enquanto descansavam na área de repouso do ginásio, os membros do time já estavam no local — seu jogo estava marcado para a tarde, então aproveitaram a manhã para observar as partidas das outras chaves.
— Ahhh, tô com sono, senpai... — bocejou Kirihara Akaya, esfregando o pescoço com ar sonolento. — Achei que outras escolas seriam mais impressionantes, mas até agora nada demais...
— Idiota, Kirihara! — Marui Bunta cutucou a cabeça dele. — É porque você está em Rikkai! Tente se colocar no lugar dos outros times. Imagine enfrentar os quatro monstros da equipe mais você e eu, hein?
Pensando na perspectiva sugerida por Marui, Kirihara sentiu um calafrio subir pelas costas.
— Nossa... agora que o senpai falou, até arrepiou.
— Isso aí, Kirihara. Nunca subestime nenhum adversário — disse Sanada Genichirou, sério. — Não importa quem seja, Rikkai enfrenta todos com tudo. É assim que jogamos.
— Ah... desculpe, vice-captão. Falei besteira. — O rosto antes relaxado de Kirihara ficou contrito.
— Deixa pra lá, Sanada. Ele não falou por mal — interveio Yuudou Shin'ya, achando a discussão desnecessária. — Falando nisso, Kirihara, como está o controle do seu estado vermelho? Praticou como eu pedi?
— É... difícil, Yuudou-senpai. Tentei me controlar, mas ainda não consigo domar direito. — O semblante de Kirihara mostrou frustração.
Desde que Yuudou havia alertado que seu estado vermelho descontrolado limitaria seu crescimento, Kirihara levou a sério. Sabia do problema, mas controlá-lo era outro desafio. Cada vez que entrava nesse modo, sua racionalidade despencava, e a agressividade tomava conta.
— Continue tentando. Mas até dominar, não use em jogos a menos que seja absolutamente necessário.
— Entendido.
Yuudou havia considerado deixar Kirihara usar o estado livremente, na esperança de que se adaptasse naturalmente. Mas o risco de ele desenvolver problemas psicológicos era alto, e não valia a pena apressar. Melhor avançar aos poucos.
Pouco depois, Yanagi Renji e Yagyuu Hiroshi se aproximaram.
— Plin, como foi a coleta de dados? — perguntou Niou Masaharu, erguendo-se à sombra da árvore.
— Graças à ajuda de Yagyuu, foi eficiente — respondeu Yanagi.
— Fico feliz em ser útil — disse Yagyuu, sentando-se calmamente ao lado de Niou.
Os jogos da manhã foram dois: Hyoutei (Tóquio) contra Itoji (Kanagawa) e Rokkaku (Chiba) contra Midoriyama (Saitama). Com o retorno de Yanagi, ambos já haviam terminado.
— O time de Atobe em Hyoutei tem uma adição este ano: um jogador chamado Kabaji Munehiro. O adversário foi fraco, então não mostrou habilidades especiais, mas registrei seu desempenho físico.
— Quanto a Rokkaku, quase nenhuma mudança. O elenco é o mesmo do ano passado, sem evolução aparente — resumiu Yanagi. — Mas não descarto que possam estar escondendo algo.
— Então, no geral, os finalistas continuam os mesmos — concluiu Sanada. — A única diferença é que, no ano passado, nosso adversário nas semifinais foi Yamabuki, mas este ano já foram eliminados na primeira rodada.
— Ou seja, nosso possível adversário nas quatro melhores é... Seigaku? — perguntou Sanada.
— Seigaku enfrenta Kasumi no próximo jogo. A menos que aconteça um milagre, eles vão avançar — confirmou Yanagi.
— Certo. Yanagi, fique de olho no jogo da tarde então.
— Pode deixar. Ainda tenho dados incompletos sobre eles. Apesar das informações do Yuudou, é melhor confirmar pessoalmente.
Na partida da tarde, Yanagi não jogaria — Kirihara assumiria a terceira posição.
O tempo passou rápido, e logo o restante das quartas de final estaria começando.
[A segunda rodada do torneio de Kanto está prestes a recomeçar!]
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