No instante em que tocou a bola, ele sentiu como se não estivesse segurando uma simples bola de tênis, mas sim uma montanha desabando sobre ele.
Fuji Shuusuke sabia muito bem que a técnica "Qing Xiong Luo Wang" era um contra-ataque que usava a força do adversário para devolver um smash. Mas, naquele momento, seu braço simplesmente não aguentou o impacto do smash de Masa-ya, tornando qualquer tentativa de revide impossível.
Ele mal conseguiu segurar a raquete. Pela primeira vez, sentiu seu braço tão frágil.
Esfregando os músculos doloridos, Fuji pegou a raquete novamente, pronto para continuar o jogo.
— Mesmo vendo a diferença, ainda não desiste? Que determinação admirável. — Masa-ya olhou para Fuji com um novo respeito.
Mas isso não significava que ele daria moleza. Depois daquela jogada, Masa-ya já tinha perdido o interesse na partida contra o Fuji atual.
O nível atual de Fuji mal chegava ao patamar dos melhores da região de Kanto, muito menos ao topo.
Seu smash não era nem mais forte do que o "Invasão de Fogo" de Sanada, mas mesmo assim Fuji não tinha conseguido rebatê-lo.
30 a 0
40 a 0
3 a 0
4 a 0
...
Sem dar nenhuma chance de reação a Fuji, Masa-ya simplesmente esmagou o jogo tão rápido quanto na primeira rodada.
Quando a treinadora Ryuzaki anunciou o placar de 6 a 0 com uma expressão sombria, o silêncio tomou conta do lugar.
Todos os olhares estavam fixos em Masa-ya, que permanecia calmo como se nada tivesse acontecido.
O jogo acabara, mas as mentes dos membros da equipe Seigaku pareciam longe de se acalmar.
[...]
[Horário de atualização: geralmente às 12h e 18h]
Capítulo 33 – Partida Encerrada
— Fui esmagado sem chance de revide... —
Fuji sabia que a vitória seria difícil, mas não esperava ser dominado daquela forma.
Com um sorriso amargo, ele se aproximou da rede, onde Masa-ya já o esperava. Por cortesia, apertou sua mão.
— A diferença entre nós não pode ser resolvida com palavras.
— No estado em que estão hoje, vocês são apenas um fardo para Tezuka. O título que ele deseja, vocês não têm condições de conquistar. — Masa-ya, como sempre direto, cortou no coração de Fuji.
— Ah, e tem algo que eu nem deveria dizer, mas já que você jogou, vou contar como recompensa.
— O quê? — Fuji olhou para ele, confuso mas curioso.
— Tente ficar mais forte. Caso contrário, enquanto nós estivermos aqui, seu amigo Tezuka Kunimitsu terá uma passagem pelo ensino médio cheia de frustrações. — Masa-ya falou como se estivesse apenas constatando um fato óbvio.
— Tezuka... —
As palavras de Masa-ya atingiram Fuji como uma espada afiada.
— Claro, mesmo que se esforcem, nunca serão páreo para o time de Rikkai Dai. — Masa-ya acenou com a mão como quem dispensa o assunto.
Fuji ficou em silêncio.
Checando a hora no celular, Masa-ya virou-se em direção a Tezuka.
— Tezuka, e ao resto do time Seigaku, nos vemos no torneio regional.
— Tenho que ir agora. Boa sorte no jogo da tarde. Tomara que consigam o título do torneio de Tóquio.
[Claro, isso nunca vai acontecer.] Ele completou mentalmente.
No estado atual, as chances do Seigaku vencer a Hyotei, liderada por Keigo Atobe, eram quase nulas.
Mesmo que ele achasse a Hyotei fraquinha, ainda era uma equipe classificada entre as dezesseis melhores do país e vice-campeã do torneio regional do ano passado.
No máximo, Seigaku venceria dois sets.
— Até o regional. — Tezuka respondeu com frieza.
Com um último aceno, Masa-ya virou-se e saiu tranquilamente das quadras.
Seu objetivo do dia tinha sido cumprido — e ainda teve a surpresa de enfrentar Fuji Shuusuke.
Embora ainda imaturo, o Seigaku já mostrava um potencial impressionante.
Afinal, Masa-ya sabia que, com Tezuka e Fuji no time, eles iriam bater seu melhor desempenho histórico no torneio regional.
[...]
Assim que Masa-ya saiu, o resto do time Seigaku se aglomerou em volta de Fuji.
— Fuji, você está bem? — Oishi se aproximou, preocupado.
— Relaxa, estou bem... — Fuji sorriu fraco, tentando tranquilizá-los.
— Que bom. Eu estava com medo de que isso afetasse seu desempenho no jogo da tarde.
Ryuzaki balançou a cabeça, temendo que a derrota esmagadora tivesse mexido com o psicológico de Fuji.
— Não se preocupe, treinadora. Não sou tão fraco a ponto de desmoronar por causa disso. Pelo contrário, acho que estou mais motivado do que nunca.
Ao mencionarem o jogo, os olhos antes sem brilho de Fuji cintilaram por um instante.
Até ele mesmo parecia não notar que, agora, sua mente estava focada apenas em uma coisa: como evitar outra humilhação quando enfrentasse Masa-ya novamente.
— Mas, Fuji, por que você não usou o seu terceiro contra-ataque? Talvez conseguisse pelo menos um ponto... — Kikumaru franziu a testa, intrigado.
— Não faria diferença. Quando "Voo da Andorinha" e "Qing Xiong Luo Wang" falharam, eu já sabia que nem mesmo o terceiro movimento me daria um ponto.
Fuji olhou para Tezuka enquanto explicava.
— Estou certo, não estou, Tezuka?
— Sim.
Tezuka concordou silenciosamente. Era a verdade.
Há dois anos, ele chegou a ser dominado por Yuki Maho durante um confronto, então o resultado de hoje não foi nenhuma surpresa.
— Muito bem, pessoal, vamos encerrar a discussão sobre a partida por enquanto — a voz de Ryuzaki Sumire ecoou, interrompendo os comentários enquanto batia levemente nas mãos.
— Temos coisas mais importantes para resolver. Vamos discutir os detalhes da partida da tarde primeiro, o resto pode esperar.
As palavras de Sumire lembraram a todos que o foco imediato deveria ser a próxima etapa do torneio. Afinal, para enfrentar Yuki Maho e a equipe de Rikkaidai, precisavam se classificar para o Campeonato de Kanto. E para isso, teriam que garantir um lugar entre os quatro melhores do Torneio de Tóquio — esse era o objetivo mais urgente do time do Seigaku.
Depois do ocorrido, a atmosfera entre os membros do Seigaku estava ainda mais animada do que de manhã. Até mesmo o normalmente impassível Tezuka Kunimitsu tinha um brilho de determinação reacendendo em seus olhos.
[Será que esse também era o seu objetivo...?]
Tezuka observou a direção em que Yuki Maho havia saído, perdido em seus pensamentos.
Enquanto isso, Yuki Maho, alheio ao que se passava no Seigaku, deixou o local do torneio em Tóquio depois de se despedir do grupo e seguiu para a estação, planejando retornar a Kanagawa para ver como iam as partidas de Yukimura e do resto do time.
Ao sair do estádio, passou por um grande grupo vestindo uniformes em tons de azul, cinza e branco. Distraído com seus pensamentos, ele não os notou, mas o líder daquele grupo parou de repente, virando-se para olhar a figura que se afastava com uma expressão curiosa.
— Oi, Oshitari… aquele que acabou de passar por nós estava usando o uniforme do Rikkaidai, não estava? — perguntou, incerto, o garoto de cabelos claros.
— Você vê direito, Atobe — respondeu o jovem de óculos, seguindo o olhar do outro e confirmando.
Os dois eram, naturalmente, os membros da escola particular de elite — a Academia Hyotei — Atobe Keigo e Oshitari Yuushi.
Diferente de outras escolas, que improvisavam almoços dentro do estádio, a Hyotei preferia manter seus padrões refinados mesmo durante competições.
— O que um jogador do Rikkaidai estaria fazendo aqui…?
Os olhos de Atobe se estreitaram, seu rosto tornando-se mais sério.
Tendo testemunhado pessoalmente a ascensão dos "Quatro Gigantes" do Rikkaidai durante o torneio nacional no ano anterior, ele sabia muito bem o quão assustadora era a equipe campeã.
Por mais confiante que fosse, ele tinha plena consciência de que, se a Hyotei enfrentasse o Rikkaidai, a única possibilidade seria a derrota.
— Tsc… vamos indo.
Depois de um momento de hesitação, Atobe decidiu deixar a dúvida de lado por enquanto. Ganhar o Campeonato de Tóquio era o objetivo prioritário da Hyotei agora.
[Fim da partida! Vitória do Rikkaidai Fuzoku, 3 a 0!]
[O vencedor do Torneio de Kanagawa é: Rikkaidai Fuzoku!]
Em Kanagawa, no estádio da final do torneio regional, o árbitro anunciava o resultado sem surpresas. Afinal, desde o momento em que o Rikkaidai havia se inscrito, aquele desfecho já estava definido.
Yanagi Renji guardou calmamente sua raquete e retornou à área de descanso.
— Bom trabalho, Yanagi.
Yukimura Seiichi cumprimentou-o com um sorriso, estendendo uma toalha limpa.
— Esse nível de adversário não foi nenhum desafio — respondeu Yanagi, enxugando o suor que praticamente nem existia.
— Já arrumamos suas coisas. Vamos para a cerimônia de premiação — disse Sanada Genichirou sem cerimônia.
— Vamos.
Para o Rikkaidai, aquele torneio havia sido apenas mais uma etapa rotineira.
Antes mesmo do início da terceira partida, o resto do time já havia arrumado todo o equipamento, esperando apenas o fim do jogo para receber o troféu sem pressa.
— Parabéns, pessoal do Rikkaidai. Boa sorte no Campeonato de Kanto este ano — disse um dos organizadores, entregando a taça a Yukimura.
— Obrigado. Vamos nos esforçar — respondeu Yukimura, com seu sorriso habitual.
Enquanto isso, Marui Bunta balançava sua medalha inquieto.
— O Maho não conseguiu chegar a tempo de receber a medalha… que pena.
— Ele foi para Tóquio, né? Se parou para assistir às partidas de lá, é natural que não tenha voltado a tempo — comentou Niou Masaharu.
Antes que eles pudessem especular mais, Yukimura se juntou ao grupo com a taça.
— Não tem problema. Levo a medalha dele quando voltarmos para a escola — disse ele calmamente.
— É o jeito — suspirou Marui, encolhendo os ombros. Afinal, entre todos, só Yukimura e Maho eram da mesma classe.
— Olha aí… — começou alguém, antes de ser interrompido.
[Continua...]
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