— Qual é o método?
— Este.
Yalo escolhia as palavras com cuidado. Ele não podia simplesmente dizer a Zexia que ela precisava se apaixonar por ele primeiro...
— Não posso revelar agora, mas garanto que posso fazer você voltar ao normal. Só tenho uma condição: você precisa garantir minha segurança pelos próximos três anos.
Ao ouvir sua resposta, os belos olhos dourados de Zexia se estreitaram.
— Você se atreve a impor condições sem nem revelar o método?
— É isso que proponho. A escolha é sua.
Francamente, Yalo não queria levar uma dragoa temperamental por aí, e Zexia não parecia ser do tipo fácil de conquistar. Mas, depois de testemunhar o poder assustador dela, ele decidiu arriscar.
Que força absurda! Se ele conseguisse aumentar um pouco a afeição dela, ele também teria acesso a esse poder.
Ele queria tentar.
Ele queria conquistar uma Rainha Dragão!
Três anos de proteção eram mais que suficientes. Até uma pedra se desgastaria com tanto contato!
— Se não aceitar, pode me matar agora mesmo.
Ele esticou o pescoço, fechou os olhos e assumiu uma postura resignada, como quem já aceitou o destino.
Zexia baixou o olhar, ponderando suas palavras. Parecia que, de fato, não havia outra opção além de confiar temporariamente naquele humano.
Proteger um humano era humilhante para uma dragão, mas, para voltar à sua espécie, ela faria o sacrifício.
— Tss.
Depois de um longo silêncio, Zexia soltou um resmungo e retirou suas garras.
— Só garantirei sua segurança. Você não morrerá. Mas, se ousar me dar ordens ou me forçar a fazer algo que eu não queira, mesmo que não volte ao normal, juro que te mato!
E mais: se, depois de três anos, você não cumprir sua promessa... humano, farei você desejar estar morto. — Ela lançou um olhar assassino.
— Beleza. — Yalo fez um gesto de OK.
Ele mal podia acreditar que conseguira enganar a Rainha da Lua Prateada.
[Selena e Zexia se juntaram ao grupo.]
Selena encolheu os ombros. De repente, aquele homem parecia muito mais misterioso do que ela imaginava.
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Capítulo 20: Novos Membros
— Acorda!
Yalo deu um tapa no bumbum empinado de Ji Xiaofei, que acordou sobressaltada.
— Uhn... Yalo, bom dia... — Ela esfregou os olhos sonolentos e se sentou, avistando as duas figuras atrás dele.
Uma era uma jovem de cabelo curto e castanho, vestindo um uniforme escolar e apoiada em uma bengala. A outra estava envolta em um manto, com longos cabelos prateados, chifres de dragão e uma beleza deslumbrante — mas com uma expressão sombria.
— Yalo... você saiu por aí arrumando mulheres sem a gente? — Ji Xiaofei arregalou os olhos.
— Acorda de vez, sua sonâmbula! — Yalo deu um leve puxão nela e acordou também a raposa Tao Hu, que bocejou e estranhou as novas presenças.
— Apresento a Ji Xiaofei e Tao Hu, minhas companheiras de viagem.
Ele virou-se para Selena e Zexia.
— Muito prazer... — Selena cumprimentou educadamente, enquanto Zexia permanecia encostada na parede, de braços cruzados, completamente desinteressada.
Na verdade, as duas já haviam visto Ji Xiaofei e Tao Hu antes, quando Selena procurava o Feitiço Perdido. Agora, pelo menos, sabiam seus nomes.
— Esta é Selena...
Yalo então contou tudo o que acontecera na noite anterior.
— Como pode existir gente tão cruel? Não passa de um monstro! — Tao Hu ficou indignada.
Ji Xiaofei inclinou a cabeça.
— Então... aquele ferro valioso já era?
— Sim, já era. — Yalo confirmou.
— E a cama macia e a casa na praia que você prometeu... também não vão rolar?
— Não.
Ele fez uma pausa. Uma lágrima escorreu silenciosamente por seu rosto impassível.
— Realmente... perdemos tudo...
E, de repente, começou a chorar.
— Ei, ei! Já disse que vou compensar você! — Selena tentou consolá-lo.
— O Yalo surtou.
— Cala a boca! Vamos logo arrumar as coisas. Hoje voltamos para casa! — Ele enxugou as lágrimas e gritou com Ji Xiaofei.
Enquanto arrumavam, Selena olhou para Yalo.
— Ahm... depois, você poderia me ajudar a comprar um alambique de poções?
— O quê? Por que eu? — Ele parou e a encarou.
— Bem, perdi tudo o que tinha. Se quiser compensá-lo, preciso pelo menos de equipamentos.
Ela explicou:
— Minhas poções valem pelo menos cinco moedas de ouro no mercado. Se você bancar os materiais e o equipamento, fico com 20% e você leva 80%.
Yalo refletiu.
— Eu compro tudo, mas você só recebe sua parte depois de quitar o investimento.
— Tá bom, tá bom... você é mesmo mão fechada. — Ela resmungou baixinho.
Ele voltou a arrumar as coisas, mas então perguntou:
— Você não queria visitar seus pais?
— Queria, mas duvido que meu "credor" me deixe ir tão fácil. — Ela ironizou.
— Pode ir. É só voltar depois.
— Você me liberaria? — Ela pareceu surpresa.
— Sou seu credor, não seu dono. E alguém como você jamais fugiria de uma dívida, certo?
Quando Selena se jogou contra a maldição para protegê-lo, Yalo percebeu que ela tinha um caráter forte. Preferia se sacrificar a ficar em débito com alguém.
Suas palavras deixaram Selena pensativa. Mas, é claro, ela não admitiria.
— Hmph. Não espere gratidão por isso.
— Deixa pra lá, vou voltar mais tarde.
— Por quê?
— Preciso me livrar dessas orelhas de animal na cabeça! Se meus pais me virem assim, vão desmaiar na hora! — Selena apontou para suas orelhas de urso com indignação.
— Já te falei, acho elas fofas.
— Isso é a sua opinião, tá bom?!
Selena bufou, irritada.
Mas, diante dos olhos de Yalo, uma janelinha surgiu:
[Afeto de Selena +5]
Realmente, essa garota era difícil de agradar. Mesmo depois de tanta ajuda, o afeto dela mal tinha subido.
Yalo suspirou e decidiu checar quanto faltava.
[Selena]
[Afeto: 999]
[Estado atual: Confusa e angustiada]
Ele esfregou os olhos, incrédulo.
Era 999 mesmo, sem erro.
— Selena... — chamou ele.
— O que foi? — ela olhou para ele, intrigada.
— Você é realmente muito fofa.
— Ugh! — Selena engasgou como se tivesse levado um soco no estômago e fez careta. — Chega! Para com isso, tá ficando nojento!
Vendo a reação dela e comparando com o número absurdo na tela, Yalo resmungou:
— Que diabos... O sistema tá bugado de novo.
Em algum lugar da Floresta de Águas Claras...
— Uuunh...
Kurisa respirava com dificuldade, encostada num tronco, completamente exausta.
Sem ferimentos, mas sem uma gota de mana ou força no corpo. Nem se mexer conseguia.
— Droga... Era um draconato... Se não fosse o Feitiço de Substituição, estaria morta...
Ela tinha um encantamento de emergência: ao sofrer um golpe fatal, deixava um clone no lugar enquanto se teleportava para segurança.
Foi assim que sobreviveu ao ataque arrasador daquele draconato.
Mas agora estava esgotada, incapaz de mover um músculo.
Ofegante, de língua pra fora, ela percebeu o que estava fazendo e parou, furiosa.
— Maldito! Maldito! Como ele aprendeu minha magia de maldição?! — rosnou entre dentes.
Nunca imaginaria que quase morreria pela própria magia... E ainda virando um cachorro!
— Vingança... Tenho que me vingar! Vou fazê-lo sofrer da pior maneira possível! Despedaçá-lo!
Depois de gritar até cansar, Kurisa caiu de lado, exausta. Nem uma garra conseguia levantar.
Melhor descansar primeiro...
Mal se acomodou, o mato ao lado se moveu. Surgiu um urso preto, magro e faminto, olhando fixamente para ela.
Kurisa tentou se levantar, mas o corpo não respondia.
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