— Pra você, porque você é tão bom. Gu Huaie, acho que também preciso deixar alguma marca em você, senão aquelas sereias por aí vão te levar embora.
Dizendo isso, Lin Xun começou a examinar o corpo de Gu Huaie, procurando um lugar bom para marcar.
Gu Huaie riu, resignado: — Pode deixar o que quiser, onde quiser.
Os olhos de Lin Xun brilharam: — Sério?
— Hmm.
Lin Xun sorriu, malicioso, apontando para o pomo de Adão de Gu Huaie: — Então quero deixar um chupão aqui, pode ser?
Era um lugar que, mesmo com a camisa abotoada até o topo, não daria para esconder.
Ao ouvir o pedido do jovem, Gu Huaie não conseguiu evitar que seu pomo de Adão se movesse: — Pode.
Com a permissão concedida, Lin Xun não hesitou e logo se aproximou.
Pouco depois, um chupão marcava o pescoço de Gu Huaie.
Apesar de ter sido ele quem pediu, ao ver o resultado, Lin Xun sentiu que aquilo era... provocante demais.
*Muito* provocante.
Vendo o rosto corado do Omega, Gu Huaie sentiu o coração derreter.
Os dois ficaram agarrados até que o celular de Gu Huaie tocou. Era um relatório de análise dos produtos de higiene da E+ que Lei Ke havia enviado.
Ele mostrou a Lin Xun: — Os resultados saíram. Não tem nenhum componente nocivo, pode aceitar sem preocupação.
Lin Xun ampliou a imagem e leu com atenção: — Então vou responder à agente Su. Amanhã ela vem trazer o contrato do roteiro, já assinamos tudo de uma vez pra evitar mais idas e vindas.
Gu Huaie viu o jovem descer da cama descalço e sair para pegar a bolsa: — Calce os sapatos, o chão está frio.
— Já sei, já sei.
Apesar da resposta, Lin Xun não voltou. Gu Huaie riu, resignado, pegou os chinelos e foi atrás dele.
Ajoelhou-se e calçou o Omega pessoalmente.
Ao ver os dedinhos rosados do jovem, não resistiu e beliscou levemente um deles.
— O que foi isso? Para! Hahaha, cócegas!
Gu Huaie se levantou, pegou a bolsa e colocou sobre a mesa. Abriu a geladeira e tirou uma garrafa de água: — Vai sentar no sofá pra responder.
Lin Xun se deixou empurrar para o sofá, mas ao ver a garrafa na mão de Gu Huaie, reclamou: — Eu também quero beber.
— Te trago outra.
— Não quero. — Lin Xun puxou seu braço. — Quero beber da sua.
Gu Huaie sorriu: — Tudo bem, toma.
Lin Xun deu um gole e lambeu os lábios: — Gu Huaie, isso conta como um beijo indireto, né?
— Beijo? — Gu Huaie se aproximou, erguendo o queixo do jovem. — Pra que indireto?
*
No sábado à noite, para a cerimônia de iniciação, o diretor Guan Shan encerrou as filmagens uma hora mais cedo.
Lin Xun voltou ao quarto para se trocar e depois desceu.
Ao chegar, viu que, além de Pang Long e Guan Shan, havia mais um homem e uma mulher na sala.
Pang Long sorriu ao vê-lo: — Ah Xun, venha! Deixe-me apresentar. Este é seu shixiong Ye Jin'an, e esta é sua shijie Feng Xiao. Ambos são Alphas. Este é seu shidi, Lin Xun. A partir de hoje, cuidem bem dele, entendido?
— Entendido, mestre. Com um shidi tão fofo, nem precisava pedir — disse Feng Xiao, esticando a mão para beliscar a bochecha de Lin Xun, mas Pang Long a afastou rapidamente.
— Seja profissional! Ele tem namorado, quer morrer? Guarde essas mãos!
— Nosso Ah Xun já tem namorado? Tão novo! — Feng Xiao fez uma expressão de pena, enquanto Ye Jin'an se afastou discretamente, como se dissesse "não tenho nada a ver com ela".
— Preparei um presente para o shidi — disse Ye Jin'an.
Feng Xiao interrompeu: — Espera! Eu também tenho! Não pense que foi o único. Shidi, te dei uma peça de jade. Beleza combina com jade, não tem presente melhor, concorda?
A frase dela implicitamente dizia que o presente de Ye Jin'an era inferior.
Pang Long puxou Lin Xun pelo braço: — Ignora esses dois, vivem brigando, é um saco. Vou te apresentar aos outros.
Além da equipe de filmagem, muitos outros convidados estavam presentes — contatos valiosos que Pang Long e Guan Shan haviam acumulado ao longo dos anos. Era uma chance para Lin Xun conhecer gente importante.
Depois de cumprimentar todos (mesmo sem lembrar os nomes, pelo menos criou conexões), chegou a hora da cerimônia.
Guan Shan e Pang Long sentaram-se em cadeiras especiais, vestidos a caráter para a ocasião.
Lin Xun ajoelhou-se, curvou-se diante dos dois mestres e, em seguida, recebeu de seu shixiong uma xícara de chá, que ofereceu a cada um.
Eles aceitaram, sorrindo: — Lin Xun, a partir de hoje, você é nosso discípulo. Só pedimos duas coisas: seja honesto e bom, e leve seu trabalho a sério, sem negligência. Pode prometer?
— Posso, mestres.
— Ótimo.
Ajoelhar, curvar-se e servir o chá selou oficialmente seu status como discípulo de Pang Long e Guan Shan.
Guan Xiao sorriu: — Ah Xun, pela hierarquia, você também deve me chamar de shixiong.
Lin Xun respondeu prontamente: — Shixiong!
Guan Xiao não esperava tanta obediência e ficou radiante.
Guan Shan observou: — Ser shixiong vem com responsabilidades. Não adianta só gostar do título.
Sem se abalar com o comentário do avô, Guan Xiao exclamou: — Achou que não tinha presente? Claro que tenho! Ah Xun, não sei se você dirige, mas te dou uma van. Sei que não precisa, mas é a intenção, não recuse!
Pang Long riu: — Combina com o presente do Jin'an. Agora você tem carro *e* casa — vida feita.
Lin Xun ficou emocionado. Ele também havia preparado presentes para os mestres: um conjunto de chá e utensílios de alta qualidade para Guan Shan, e um kit de caligrafia para Pang Long.
Quando Guan Shan recebeu o presente, ficou tão feliz que não conseguia parar de sorrer, abraçando o bule de cerâmica roxa com um sorriso enorme. Pang Long, vendo aquilo, riu e disse:
– Olha só, Guan, que tal colocar esse conjunto de chá no meu estudo? Assim, quando você vier, pode usá-lo.
– Nossa, como você é esperto! Quer colocar no seu estudo? Por que não coloca sua coleção de escritório no meu estudo então? Você também poderia usar quando viesse!
Percebendo que os dois velhinhos estavam prestes a começar a brigar, Lin Xun interveio rapidamente:
– Mestres, vamos tirar uma foto! Hora da foto!
Embora a cerimônia de discipulado daquela noite não tivesse convidado a imprensa, todos os presentes sabiam que Lin Xun, que acabara de completar vinte anos, tinha um futuro brilhante pela frente.
Mais tarde, deitado na cama, Lin Xun compartilhou com Gu Huaiye as fotos que havia tirado no celular.
– Este é o meu shixiong mais velho, esta é a minha shijie, o shixiong Guan Xiao você já conhece... Há ainda um roteirista, alguém do teatro, e este aqui é violinista...
Embora as pessoas na foto fossem desconhecidas para Gu Huaiye, ele não duvidava que, considerando o prestígio de Guan Shan e Pang Long no meio artístico, os convidados certamente eram figuras importantes.
Provavelmente, era uma estratégia para ampliar a rede de contatos de Lin Xun.
– Nunca imaginei que meus dois mestres conhecessem tanta gente e em áreas tão diferentes. Atores, artistas de teatro, músicos... Parece que têm contatos em tudo!
– Teatro e arte sempre andam juntos, é normal.
Lin Xun concordou com a cabeça:
– Ah, sim! O shixiong Ye Jin'an me deu um apartamento, a shijie Feng Xiao me deu um pingente de jade, e o shixiong Guan Xiao me presenteou com um carro. Meus shixiongs e shijies são incríveis!
Deitado ao lado dele, o jovem descrevia detalhadamente os presentes recebidos na cerimônia. Gu Huaiye sabia que aquilo era, em parte, porque ele não tinha ido.
Não que não quisesse, mas naquela noite, Lin Xun merecia ser o centro das atenções.
Apertando levemente a mão do pequeno Omega, ele disse:
– Eu também tenho um presente para você.
– Você também?! – Lin Xun ficou espantado, sentando-se na cama de repente, os olhos brilhantes de curiosidade. – O que você preparou?
Gu Huaiye levantou-se, abriu o armário e tirou de um paletó uma caixinha de veludo preto.
Ao ver aquilo, o coração de Lin Xun acelerou:
– Você não vai me pedir em casamento, vai?!
Gu Huaiye soltou uma risada baixa, percebendo a ansiedade na voz do rapaz:
– Eu adoraria, mas seria muito precipitado.
Ele jamais permitiria que seu Omega se sentisse negligenciado numa coisa tão importante.
Ao abrir a caixa, revelou dois anéis cravejados de pequenos diamantes, discretos porém refinados.
– Gostou?
Lin Xun olhou fixamente e acenou:
– Quando você preparou isso?
– No dia em que você disse que gostava de mim. – Gu Huaiye não escondeu nada, pegando um dos anéis. – Deixe-me colocar em você.
Estendendo o dedo, Lin Xun perguntou:
– Por que resolver fazer anéis de repente?
– Para te prender. Assim você não foge. – Com essas palavras, ele deslizou o anel no dedo médio do jovem, que se encaixou perfeitamente. – Agora é a sua vez, Sr. Lin.
Ser chamado de "Sr. Lin" pela primeira vez fez suas bochechas esquentarem. Mesmo sabendo que não era uma cerimônia de casamento, sentiu uma estranha sensação de estarem trocando alianças.
Depois de colocar o anel no dedo de Gu Huaiye, Lin Xun pegou o celular:
– Quero tirar uma foto.
Duas mãos, uma maior que a outra, usando anéis idênticos e entrelaçadas. Mesmo numa simples fotografia, transmitiam uma doçura palpável.
– Quero postar no Weibo.
Desde que criara sua conta, Lin Xun só havia postado duas vezes: para anunciar sua participação em "O Grande Monstro" e para se posicionar no caso de Liu Xiangyuan.
Dessa vez, a vontade de postar vinha do fato de já não ter mais público nas redes sociais para quem se exibir. Mas ele não resistiu à tentação de compartilhar aquela imagem.
– Não se importa de revelar tão cedo que não está solteiro?
– Não! – Ele balançou a cabeça. – Não quero um romance secreto com você. Além do mais, quem sai perdendo nisso é você. As pessoas vão olhar e pensar: "Nossa, Gu Huaiye, um Alpha tão poderoso, se envolvendo com um Omegazinho desses? Deve ter coisa por trás... Patrocínio, um passarinho de ouro mantido por um magnata, definitivamente não é amor de verdade!"
Imitando vozes e gestos exagerados, ele fez Gu Huaiye sorrir, que então puxou sua mão:
– Você é incrível, Lin Xun.
Tão incrível que, se pudesse, ele o esconderia do mundo inteiro.
– Claro que sou! Se não fosse, como estaria à sua altura? – Ele se aproximou e lhe deu um beijo. – Então vou postar, ok?
A vontade de exibir seu amor era grande demais.
Afinal, era só uma foto. Ninguém saberia com quem ele estava de mãos dadas... E mesmo que alguém descobrisse, duvidava que tivesse coragem de comentar.
Depois de meses sem postar, Lin Xun acessou sua conta e escreveu:
**Lin XunV:** Só queria exibir um pouco ^_^ [foto.jpg]
Assim que a mensagem foi enviada, ele mostrou a imagem para Gu Huaiye:
– Ficou linda.
– Combinado então: só tire se for para trabalhar. A menos que seja substituído por outro no futuro.
Ao ouvir a fala possessiva do homem, Lin Xun riu:
– Ah, agora entendi! Você quer deixar uma marca para que todos saibam que eu sou seu, não é?
Gu Huaiye o puxou para um abraço, mordiscando levemente sua orelha:
– Só agora percebeu?
Rindo, Lin Xun deu um tapinha em seu braço:
– No trabalho hoje, alguém comentou sobre o chupão no seu pescoço?
Ele sabia o que o jovem queria ouvir, mas respondeu:
– Você acha que alguém teria coragem?
Mesque se alguém na empresa tivesse visto, ninguém ousaria mencionar.
– Ah, como eu queria entrar no grupo interno da sua empresa! Eles devem ter um chat secreto, todo mundo comentando: "O chefe é um devasso, aparecendo no trabalho com marcas de beijo!"
Só de imaginar, sentiu uma empolgação deliciosa.
Na verdade, só aquela manhã, Lei Ke já havia derrubado o copo d'água três vezes.
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