Lin Yan abriu a boca para falar, mas foi interrompido por Luo Feiyu antes que conseguisse dizer algo.
— Antes que eu mude de ideia, sume daqui agora! — ela ordenou, com uma voz gelada que não deixava espaço para negociação.
Su Mo, com um braço envolto na cintura de Luo Feiyu, fixou um olhar desdenhoso em Lin Yan e completou:
— Você ouviu. Vaza!
Lin Yan não disse uma palavra. Também não saiu. Apenas cerrou os punhos com tanta força que suas veias saltaram, e as unhas cavaram sulcos ensanguentados em suas palmas sem que ele percebesse.
— Vamos, Su Mo — disse Luo Feiyu, ignorando por completo a presença de Lin Yan.
— Beleza! — respondeu Su Mo, com um sorriso despreocupado.
Ele levantou Luo Feiyu nos braços e se virou para ir embora. Dessa vez, ela não resistiu.
Ao ver as costas dos dois se afastando, Lin Yan soltou um grito rouco de raiva e desespero, como um animal encurralado.
— AAAAAAH!!!
Ele não conseguia entender. Hoje era para ser *seu* dia de glória. Por que tudo tinha dado tão errado?
— Por quê? Por que estão fazendo isso comigo? — gritou, erguendo o rosto para o céu.
Lágrimas escorriam em torrentes pelo seu rosto. Ele sentia que o destino havia sido cruel, despejando sobre ele todo tipo de sofrimento. A fúria queimava dentro dele, sem ter para onde escapar.
A raiva foi tanta que Lin Yan cuspiu sangue, o sabor metálico enchendo sua boca.
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### **Capítulo 11: Um Golpe Para Abalar os Céus - A Caçada a Lin Yan**
— Você o ama tanto assim? — perguntou Su Mo, erguendo um sobrolho irônico. — Para salvá-lo, você aceitou se entregar a mim?
— Não — respondeu Luo Feiyu, sacudindo a cabeça com determinação. — Crescemos juntos, mas nunca houve sentimentos entre nós. Se houvesse, não teríamos passado todos esses anos sem sequer nos tocar.
Sua vinda à família Lin tinha um único propósito: proteger Lin Yan. Nada mais.
Su Mo acenou com a cabeça, acreditando nela. Afinal, Luo Feiyu não tinha motivo para mentir. Quanto ao fato do sistema tê-la classificado como "a predestinada do Escolhido do Céu", isso provavelmente se referia a eventos futuros. Agora, com ele no meio, esse tal "Escolhido" já não teria vez.
E, como prova disso, até o sistema havia parado de dar alertas sobre o assunto.
Porém, assim que esse pensamento cruzou sua mente...
[Ding!]
[O sistema detectou que o anfitrião causou a ruptão entre o Escolhido do Céu e sua predestinada. Recompensa: Arte Marcial Imperial - *Um Golpe Para Abalar os Céus*.]
[Detectada Arte Marcial Imperial. Compreensão acelerada em 1000x.]
[Arte Marcial Imperial *Um Golpe Para Abalar os Céus* dominada com sucesso.]
Assim que a voz do sistema ecoou em sua mente, Su Mo compreendeu imediatamente os princípios dessa técnica. Era um ataque de poder concentrado — canalizar toda a energia espiritual em um único golpe.
Um golpe que faria tremer até os céus.
Com o elemento surpresa, seria possível matar oponentes vários níveis acima dele!
— Impressionante — murmurou Su Mo, satisfeito.
Ele se aproximou de Lin Ao e ordenou:
— Arrume um quarto para mim.
Lin Ao concordou e olhou para Fu Rong, que imediatamente se adiantou:
— Venerável Su, por aqui, por favor.
Ela começou a guiá-lo, mas, no momento em que Su Mo estava prestes a deixar o ringue...
— Chefão! — uma voz chamou sua atenção.
Era Xu Ping'an. Ele apontou para Lin Yan, ainda no local, e fez um gesto de cortar a garganta.
A mensagem era clara. *Quer que a gente acabe com ele?*
Su Mo olhou para Luo Feiyu, que mantinha o rosto escondido em seu peito. Ele pensou por um momento e, por fim, balançou a cabeça.
— Deixa pra lá.
Lin Yan era o Escolhido do Céu, e ele, Su Mo, possuía um sistema de vilão. Era inevitável que seus caminhos se cruzassem de novo.
Se Lin Yan realmente tivesse sorte e conseguisse ficar mais forte, Su Mo adoraria ver Luo Feiyu enfrentá-lo. Imaginar a expressão do rapaz ao ser morto por alguém que amava... só de pensar nisso, Su Mo sentiu um frêmito de prazer.
Claro, mesmo que *ele* deixasse Lin Yan ir, havia outros dispostos a matá-lo.
Como Lin Ao.
Olhando para a figura solitária e desolada de Lin Yan, Lin Ao não sentiu um pingo de pena. Em vez disso, sua voz saiu fria como o inverno:
— Notifiquem Hun Yun e Hun Tian, que estão em retiro. Assim que Lin Yan sair da família Lin, matem-no.
Não importavam os crimes que Lin Yan havia cometido contra os Lin. Só o seu talento inato já era motivo suficiente para Lin Ao impedir que ele prosperasse. Alguém assim, se crescesse, poderia arrastar a família Lin para o abismo.
— Sim! — Um dos anciãos respondeu rapidamente e saiu a toda pressa.
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Lin Yan olhou para os membros da família Lin com amargura.
— Se essa casa não me quer mais, então não tenho motivo para ficar.
Ele se virou e arrastou seu corpo ferido para fora. Os eventos do dia haviam sido um golpe brutal. Por um instante, ele até pensou em acabar com tudo. Mas lembrar que sua morte só traria alegria aos seus inimigos o fez mudar de ideia.
Ainda havia contas a acertar.
— Su Mo, seu demônio... Eu juro que vou te matar com minhas próprias mãos!
O ódio que sentia por Su Mo atingiu níveis nunca antes experimentados. Logo, ele já estava do lado de fora da mansão Lin.
As ruas movimentadas se estendiam diante dele, mas Lin Yan se sentiu perdido. O mundo era vasto, mas... para onde ir?
Foi então que o velho Yao, que havia sido silenciado pelo Selo da Alma, finalmente recuperou a consciência. Imediatamente, ele estendeu seus sentidos para o exterior e, em seguida, sua voz envelhecida e fraca ecoou na mente de Lin Yan, carregada de urgência.
— Garoto! Tem alguém forte te rastreando. CORRA!
— Mestre, o que aconteceu com você antes? — perguntou Lin Yan, confuso.
— Não importa agora! Fuja primeiro, pergunte depois!
Ao ouvir o tom desesperado do velho Yao, Lin Yan sentiu um frio na espinha.
— Deve ser aquele demônio do Su Mo, quebrando as regras e mandando assassinos atrás de mim!
Ele escolheu uma direção aleatória e começou a correr como se sua vida dependesse disso. E, de certa forma, dependia.
Ele *tinha* que sobreviver. Não podia dar ao inimigo o prazer de vê-lo morto.
Só quando já estava longe da Cidade Celestial Demoniaca ele diminuiu o passo.
— Mestre, ainda estão me seguindo? — perguntou, ofegante.
— Sim! — A resposta foi imediata.
O rosto de Lin Yan escureceu.
— Ei, ingrato! Por que parou de correr? — Uma voz fria e zombeteira soou atrás dele.
Ao se virar, Lin Yan viu dois anciãos pairando no ar, sorrindo como gatos diante de um rato encurralado.
Seu coração gelou. Ele os reconhecia.
Hun Yun e Hun Tian, os dois guardiões da família Lin. Ambos no oitavo nível do estágio de Transcendência, apenas um degrau abaixo do próprio Lin Ao.
— Mestre... você ainda pode me emprestar seu poder? — perguntou Lin Yan, desesperado.
— Não. — A resposta foi seca e final.
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