Ler Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 61 :: portnovel.com - novelas e light novels ler online

Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 61

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Ele suspirou, tomou mais um gole de café e disse como se estivesse sob efeito de algum estimulante:

— Deixa a Frankensten rugir.

— Vamo!

O motor da Frankensten rugiu como uma fera, arrancando com uma aceleração brutal da cratera. O impulso da descida somou-se ao ímpeto da máquina, criando uma força de impacto impressionante.

Num instante, incontáveis inimigos foram dilacerados pelo aríete da Frankensten. O tanque de guerra avançou direto sobre o comandante dos Ladrões de Genes, esfacelando em segundos a figura vestida como um comissário imperial, que empunhava um laser de mão.

Sangue negro dos xenoideus cobriu os visores blindados. Taylor limpou parte com um pano à prova d'água, mas mais morte trouxe mais sangue, obstruindo novamente a visão.

— Não pode reduzir! — Taylor gritou, praguejando. — Vou subir para observar. Siga minhas ordens!

A Senhorita Katy respondeu com confiança:

— Sim, chefe!

Taylor escalou para fora, torso exposto, segurando sua espada militar e a pistola laser. Alguns soldados da Guarda Imperial ainda em combate o avistaram e começaram a gritar:

— É o Leal! O Barão Imortal!

— Pelo Trono, que honra ver seu semblante!

— Ele matou um Tiranídeo com aquela lâmina... uma arma arrancada de um Machadoide! Meu Deus, é como uma lenda!

— Irmãos, vamos sobreviver! Fogo, continuem atirando!

Taylor não ouviu os comentários. Sua atenção estava totalmente focada nos malditos inimigos. Ergueu a espada, cortando com maestria as carapaças de alguns Ladrões de Genes puros que tentavam pular no veículo, enquanto guiava a Senhorita Katy.

A sincronia entre os dois era quase sobrenatural, como se fossem feitos um para o outro. O tanque avançava entre a morte, e a simples presença de Taylor inflamou o moral dos soldados da Guarda Imperial, trazendo esperança.

Apesar do Titã ainda avançar ao longe e dos híbridos dos Ladrões de Genes emergirem do solo, a luz do Imperador não abandonara este mundo.

Milicianos locais e os Lanceiros Livres chegaram por fim, reforçando as linhas imperiais com fogo adicional e suprimentos. Mas Taylor não se iludia. O Titã ainda estava lá, os adeptos sombrios do Mechanicum também, e o plano de Dragan havia falhado.

Sentia-se vazio, como se pisasse em algodão, os pés flutuando sobre uma ilusão de vitória. Mesmo assim, exibiu seu sorriso característico — aquele sorriso "leal" perfeito, moldado a ferro e fogo pelo velho Tycus.

Oito dentes, brilhantes e devotos.

Era como uma estátua viva, cumprindo seu dever.

Até que os Ladrões de Genes se tornaram tantos que a Frankensten teve que parar. Nem seu motor sobrehumano e blindagem aguentariam aquela maré.

E então, Taylor viu.

À distância, uma multidão carregava um relicário dourado, adornado com relevos intrincados e lâmpadas cintilantes. Uma aura disforme de energia psíquica o envolvia.

Sobre ele, uma mulher bela — mas calva, com protuberâncias quitinosas na testa e vestindo um manto pesado. Seu traje, um luxuoso vestido vermelho-acinzentado, lembrava o de um cardeal. Mas ela tinha quatro braços, cruzados em posição de oração, olhos fechados.

O colarinho alto cobria parte de sua cabeça, mas aquilo não a protegeria de balas.

Taylor, é claro, não tinha escrúpulos em campos de batalha. Velhos, crianças — não importava. Tudo poderia ser um disfarce xenoideu.

Ergueu a pistola de plasma e atirou. Sem hesitar.

Normalmente, o tiro seria interceptado por fanáticos ou desviado por campos de força. Mas, por algum capricho do destino, acertou.

A cabeça da "santa" dissolveu-se em carne carbonizada.

Por três segundos, o campo de batalha silenciou. Todos processando o que acontecera.

Então, o caos.

Os cultistas mais próximos lançaram-se sobre o cadáver, arrancando pedaços de carne, cabelos, ossos, urrando como feras. Os mais distantes olharam para Taylor, gritando epítetos:

— Demônio! Assassino! Matador de Santos!

Até que eram apelidos melhores que "Baron Imortal", que soava como algo entre vampiro e devoto de Slaanesh.

Mas o ódio por trás das palavras era inegável.

De repente, todo o campo de batalha voltou-se para Taylor. Os Ladrões de Genes perderam a razão, perseguindo a Frankensten com fúria cega.

Taylor soltou um grito de desespero.

Ele pensara que matar a líder causaria o colapso dos inimigos, como orks.

Mas a realidade era outra: destruir ícones em guerras religiosas só inflama o ódio.

Agora, havia uma boa e uma má notícia.

A boa: a morte da santa deu à Imperium um respiro.

A má: esse respiro custaria a vida de um infeliz.

E esse infeliz era Taylor.

Capítulo 98: Eu, Derrubar um Titã? (Parte 3)

— O que ele fez?!

O velho Tycus esfregava as têmporas, diante dos relatórios dos comandantes de campo.

— O que ele fez para que todo o campo de batalha o persiga como se fosse um barril de pólvora aceso?

— Ele sempre assim! — O velho comissário estava furioso. — Joga nossos planos no chão e ainda pisa em cima, só para garantir que sua insanidade seja memorável.

Uma soldada de Krieg, exausta, observou o mapa estratégico:

— Mas ele também é um milagre. Uma variável. Uma possibilidade.

Tycus revirou os olhos.

— Nenhuma dessas é uma qualidade.

— Nesse mundo cruel, você não vai querer mudar nada, não é mesmo?

— Em qualquer lugar, as coisas deveriam continuar como antes. Mas você tem razão, ele é uma oportunidade.

— Mas precisamos guiá-lo. Taylor sempre foi uma incógnita.

— O jeito dele de lutar é como uma bomba fora de controle. Num instante, ele passa de soldado confiável pra um desastre natural — um tsunami ou terremoto — capaz de destruir tudo.

— Ele diz que é por causa da sorte dele, mas eu acho que é o caráter que define isso.

— Imprudente quando exagera, resistente quando surpreende. No fim, o bom e o ruim se misturam e viram ele — um sujeito capaz de dar dor de cabeça até ao Imperador.

A Senhora Krieg soltou um som baixo e quase imperceptível. Se alguém encostasse no seu pesado respirador ou máscara de gás, poderia ouvir aquele sussurro que quase parecia uma risada.

— Concordo — respondeu ela, sem emoção.

O velho Taikess enfatizou:

— Mas não podemos deixá-lo vir pro porto espacial! Da última vez, ele usou o "dom" dele pra jogar um monte de ladrões genéticos no posto de comando. Um coronel morreu por causa disso.

— Naquela época, o Departamento de Suprimentos cortou nossos recursos em um terço. Não foi pouco.

— Aqui temos vários oficiais leais. Pelo que sei, dessa vez ele vai ter que matar uns generais pra ficar satisfeito!

Ele pensou por um momento antes de decidir:

— Bombardeiem a linha de frente!

— Ataquem os ladrões genéticos. Façam o Taylor pensar duas vezes antes de vir pra cá.

Um dos oficiais hesitou:

— Senhor... então pra onde o senhor quer que ele vá?

Taikess sorriu:

— Pra qualquer lugar. De preferência perto daquele Titã. A personalidade e a impulsividade dele vão fazer aquela coisa desmoronar com certeza.

— Só não pode deixá-lo vir pra cá, senão estamos todos perdidos!

— Disparem!

Do outro lado, Taylor, nervoso, gritava pro irmão acelerar. As esteiras do Frankstein quase soltavam fumaça.

Mas os ladrões genéticos — aqueles que o odiavam — não estavam dispostos a desistir.

Os que tinham veículos os usavam; os outros corriam loucamente atrás. Se não fosse pelo fato de a maioria ser de infantaria, ele já estaria morto.

— Recua, recua! — xingou.

Pegou o binóculo e olhou na direção do porto espacial, esperando que a artilharia dos aliados ajudasse. Assim que o Frankstein se aproximou, pesadas granadas explosivas começaram a cair.

— Volta, volta!

Não era que Taylor fosse traiçoeiro ou instável. Ele simplesmente não esperava por aquilo.

A boa notícia era que os artilheiros eram veteranos experientes. Apesar de não entenderem bem a missão, cumpriram-na com precisão e segurança.

Quando as granadas explodiram perto do Frankstein, lançando alguns ladrões genéticos pelos ares, Taylor gritou para o veículo dar meia-volta e atropelar o resto.

O casco blindado do Frankstein funcionou como um moedor de carne, esmagando os inimigos. Era difícil acreditar que, minutos antes, ele estivesse fugindo.

A verdade é que Taylor tinha medo de armas pesadas. Além disso, os ladrões genéticos estavam vindo com tudo.

Depois da carnificina, até os oficiais mais durões — e até mesmo Dragan, o Astarte do Caos que observava de longe — tiveram que admitir que aquela tática foi brilhante.

Perseguição, emboscada, isca humana... Um ataque tão preciso e eficiente...

Dragan franziu o cenho, preocupado com o fato de o Caos ter um inimigo tão perigoso.

Mas eles não sabiam que aquelas granadas mal direcionadas — que nem deveriam ter acertado ninguém — foram o que deram coragem a Taylor.

E aquela "isca humana"? Nada mais que um acidente causado pela impulsividade do coitado.

Felizmente, o Frankstein estava imparável. Se não fosse pelas esteiras reforçadas e o motor superpotente — muito mais forte que o de um Chimera comum —, ele nunca teria conseguido atravessar aquele mar de corpos.

Era como se zumbis nojentos se amontoassem na estrada, só pra serem esmagados por um caminhão pesado.

O sangue cobriu o Frankstein todo, tingindo a escura liga imperial de um vermelho perturbador.

Intestinos, olhos, fígados... Tudo que se possa imaginar estava espalhado pelo veículo. Dava pra montar uma pessoa nova só com o que grudou nele.

Mas não sinta pena desses vermes. Eles traíram a humanidade e não são leais ao Imperador. Desde que seus genes foram corrompidos pelo Devorador de Mundos, eles deixaram de ser humanos.

São apenas pecadores — e vão levar milhões de inocentes pro abismo junto com eles.

Foi então que alguém gritou:

— Esta é a provação antes da Ascensão! Matem esse demônio!

A frase reacendeu o ódio dos ladrões genéticos, que mal tinham se recuperado do massacre. Mas quando olharam melhor, viram que quem gritara era um Astarte do Caos.

Sim, Dragan. Ele havia deixado a área do Titã e agora avançava como um fantasma pelas linhas de batalha, só pra ter a chance de matar Taylor.

Se já não podia explodir o Titã, pelo menos queria se livrar daquele sujeito que o deixava inquieto.

— Droga! — Taylor resmungou, ofegante.

O Frankstein rangia, sobrecarregado. O motor estava no limite. Taylor rezou em voz baixa:

— Por favor, meu querido... Vou te dar uma manutenção completa. Os tecno-sacerdotes vão cantar sobre tua força e a lealdade do teu espírito máquina. Mas, por favor...

Ele olhou pra horda de ladrões genéticos e gritou:

— Por favor, anda!

O Frankstein pareceu ouvir. Suas saídas de escape soltaram fumaça preta, e o motor rugiu como se fosse um veículo novo.

Vrum, vrum, vrum...

O blindado avançou, deixando marcas no solo. Mas o caminho que tomaram não era menos perigoso que a horda de ladrões genéticos. Na verdade, era pior.

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