Quando um raio de sol iluminou o local, revelando a situação para Taylor...
Uma estrutura alienígena emergiu das sombras.
Era uma pirâmide escalonada, feita de pedras negras e esverdeadas de formas grotescas, pontilhada por luzes verdes piscantes. Relâmpagos do céu caótico atingiam seu ápice, fazendo-a arder com chamas fantasmagóricas.
Taylor agora se via no coração desse lugar, observando a abertura no teto - justamente do tamanho para a Frankstein passar - e lamentando seu destino cruel.
Parecia estar dentro de uma fortaleza alienígena...
Antes que pudesse processar o que acontecia, viu caixões metálicos verdes se abrindo nas paredes próximas, liberando criaturas de metal.
Seus corpos brilhavam em verde, com armaduras prateadas e armas estranhas, lembrando necrons mecânicos.
Na verdade, Taylor sabia exatamente o que eram:
Necrons.
Os antigos senhores da galáxia.
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Capítulo 57: Mundo Túmulo, Parte 2
Um império ancestral despertara, pois os arrogantes feiticeiros haviam usado contra eles a coisa que mais detestavam:
Psiquismo.
Taylor corria desesperado dos necrons perseguidores. Seus projéteis mal arranhavam o metal vivo dos inimigos - até mesmo tiros de bolter só os retardavam por instantes.
Percebeu como fora ingênuo. Aquela maldita bruxa o enganara mais uma vez.
Como não percebera que sob seus pés repousava uma dinastia necron adormecida?
Revirou a memória até lembrar da pedra brilhante na cintura da feiticeira:
Uma pedra-alma eldar!
Maldição! Ela devia ter ouvido as lendas dos eldar sobre um mundo túmulo escondido aqui - e aprendera como acordá-lo.
Seu "tesouro" eram os antigos senhores da galáxia!
Enquanto a Frankstein esmagava um guerreiro necron, Taylor observava a cena com raiva e medo.
Sobreviver era agora o desafio. Sem comida ou rotas de fuga conhecidas, só restava confiar na sorte.
Pegou uma moeda Trono, cunhada com a face gloriosa do Imperador.
Aquela moeda valera um ano de comida para uma família da Colméia Média... agora não passava de metal inútil.
Jogou-a ao ar e ouviu o tilintar ao cair.
— Direita! — anunciou, após ver o resultado.
Ridículo? Talvez. Mas Taylor confiava no Imperador.
Ou melhor, em sua própria sorte.
No coração do mundo túmulo, uma grande presença despertava.
Era o soberano desse reino de morte, um Faraó Necron outrora leal ao lendário Rei Silencioso. Agora, apenas um traído - por aqueles que prometeram eternidade: os C'tan.
Sua alma se dissipara há eras. O que restava era um fragmento da consciência dos Necrontyr, preso para sempre nesse corpo de metal vivo.
Escolheram o sono eterno para fugir da agonia do tempo... até serem despertados com ódio e repulsa.
O Faraó ergueu-se entre sons mecânicos ancestrais. Seu cetro foi entregue por sistemas automatizados que funcionavam perfeitamente após milênios.
Um matador de deuses despertara.
Ao sair de seu sarcófago, ativou toda a dinastia. O vasto reino começava a operar, embora o longo repouso limitasse seu poder inicial.
Percebeu algo estranho: seu mundo túmulo agora orbitava um planeta cheio de vida. Quando adormecera, era um deserto morto.
Provavelmente culpa daquele artefato eldar que tanto apreciava... desde que o tomara daqueles asnos de orelhas pontudas, só problemas surgiram.
Mas jamais o entregaria. O universo estava cheio de raças insensatas - especialmente as criações imbecis dos eldar.
Lembrou quantas dores de cabeça aqueles idiotas lhe causaram. Se não fosse o Rei Silencioso, a galáxia já seria um esgoto cósmico.
Até sentia falta da simples função biológica de excretar...
Um alarme interrompeu seus devaneios.
No painel de controle, um mapa tridimensional do complexo labirinto mortuário mostrava intrusos. Seus dedos metálicos ampliaram a imagem.
Um escaravelho necron na Frankstein ativou sua câmera, transmitindo ao Faraó a cena em primeira pessoa.
— Chefe, como saímos daqui? — perguntou uma voz feminina.
— Sei lá! — respondeu um homem. — Só sei que a bruxa nos ferrou. Aquela pedra-alma... ela deve ter matado eldar para descobrir esse lugar.
O Faraó processou as imagens. Humanos? Usando tecnologia primitiva de combustão interna?
Em segundos, aprendeu a língua gótica através da mente coletiva dos escaravelhos que espiaram a superfície por séculos.
Viu os humanos - parecidos com eldar, mas lembrando mais os Necrontyr. E o líder mencionara eldar mortos...
Seu mundo túmulo fora exposto porque mataram aqueles idiotas de orelhas pontudas?
Olhos metálicos cintilaram de raiva.
Até que algo chamou sua atenção...
Uma raça estranha estava se aproximando rapidamente da câmara de tesouros, mas pareciam completamente perdidos.
— Hmm... isso é um problema — murmurou o soberano, intrigado.
Ele não entendia como aqueles humanos haviam conseguido chegar até ali. Seria através de poderes psíquicos?
Não, eles não dominavam tais habilidades. Mas como tinham despertado sua dinastia do bolsão dimensional também era um mistério.
Precisava de mais informações.
Os olhos do soberano brilharam enquanto chegava a uma conclusão clara. Talvez fosse inevitável, um desses acasos do destino.
Com um gesto, ativou parte de seus guerreiros necrontyr, ainda despertando lentamente.
Não queria conflito com uma nova espécie, mesmo que estivessem invadindo sua câmara de relíquias. Sabia que aqueles intrusos acabariam destruindo tudo.
Era como uma barata perdida, batendo às cegas em uma construção ancestral, até decidir resolver o problema com suas próprias mandíbulas.
Só de ver seus guerreiros sendo esmagados, o soberano sentiu seu núcleo pulsar de irritação.
Decidiu que era melhor conversar...
Taylor dirigia sem encontrar obstáculos, o que era estranhamente fácil.
Parecia que não estava lidando com algo como os Esfoladores, loucos por carnificina. Isso já era um alívio.
Bocejando, seguiu em frente até que o Frankensteyn parou diante de um enorme portão de metal.
— Beco sem saída? — Taylor não tinha certeza.
— Pode ser a saída — ponderou.
Virou-se para Roland.
— Ainda temos explosivos?
— Temos — respondeu o companheiro.
— Então vamos abrir um buraco e ver o que tem ali — Taylor sorriu.
Roland hesitou.
— E se não for a saída? Não temos muitos explosivos...
Taylor suspirou.
— Então é rezar e confiar.
Roland concordou com a cabeça, mas, antes que agissem, o portão se abriu sozinho, como se tivesse entendido suas palavras.
Os dois se entreolharam, surpresos.
— Vamos entrar — Taylor finalmente disse. — Parece que o dono do lugar nos notou.
Arrependeu-se um pouco de ter esmagado os guerreiros necrons. Afinal, não se bate em quem vem com boas intenções.
Claro, ele só estava se defendendo... mas mesmo assim.
Pelo menos não era um Mechanicus. Se o rei necron acordasse e descobrisse sua câmara saqueada, ficaria possesso.
Enquanto refletia, o Frankensteyn avançou lentamente pelo portão.
Dentro, uma luz branca e artificial revelou uma sala circular, repleta de armários exibindo artefatos que Taylor não reconhecia — cristais estranhos, dispositivos desconhecidos.
O salão não era grande, mas no centro repousava uma espada negra que emanava má energia.
Da lâmina de obsidiana ao cabo púrpura, tudo nela gritava "perigo".
E no meio do cabo, uma gema roxa brilhava como um olho maligno.
A mensagem era clara: Eu tenho ligação com Slaanesh!
Taylor se perguntou se não era por causa disso que a cultista o havia jogado ali.
Antes que pudesse pensar mais, um brilho verde-esmeralda inundou o local.
De repente, dezenas de constructos metálicos surgiram, acompanhados por uma figura imponente, portando um cajado real.
— Tecnologia de teletransporte! — Taylor ficou maravilhado.
Já ouvira falar que a tecnologia necron era como magia, mas ver ao vivo era outra coisa.
— Desculpe incomodar seu descanso — disse, nervoso. — Mas... posso dizer que caí aqui sem querer? Acreditaria em mim?
O soberano necron falou, sua voz robótica, mas fluente em Baixo-Gótico:
— Claro que acredito. Analisei sua biologia. Vocês precisam de água e comida, não é?
— Aqui, ordenei que meus guerreiros preparassem chá e biscoitos, baseados em memórias de meu antigo império. Experimentem.
Com um gesto, os guerreiros necrons abaixaram as armas e trouxeram xícaras estranhas e algo parecido com bolachas.
Taylor olhou para o soberano, desconfiado.
O necron continuou:
— Conte-me o que está acontecendo na galáxia. Depois de me atualizar, o levo para casa.
Taylor resmungou para si mesmo:
Um rei necron são e sem mau humor ao acordar?
Sortudo pra caramba. Ainda não é minha hora!
[Capítulo 55 bloqueado (em revisão)]
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