Ning Rongrong havia consumido a Flor Dourada de Qiluo, aumentando seu poder espiritual em oito níveis sem qualquer efeito colateral.
Qualquer um que soubesse disso certamente desejaria obter essas ervas místicas para aumentar sua própria força.
Gu Changfeng já havia previsto essa reação.
Tudo isso era uma consequência de ter dormido com Ning Rongrong, e agora ele também precisava da ajuda do Clã Sete Tesouros de Vidro.
— O Bambu Negro de Jade é perfeito para o Mestre Espadachim Chen Xin. E o Melão Dourado do Dragão da Terra, para o Mestre Ossos Antigos Gu Rong.
Gu Changfeng entregou as duas ervas místicas nas mãos de Ning Rongrong.
— Uau!
— Eu te amo demais!
Ning Rongrong deu um beijo apaixonado nos lábios de Gu Changfeng e, empolgada, entregou as ervas a Chen Xin e Gu Rong.
— Para absorver o Bambu Negro de Jade, envolva-o com sua energia espiritual e absorva lentamente suas propriedades. Já o Melão Dourado do Dragão da Terra deve ser descascado e comido diretamente — explicou Gu Changfeng.
Ao ouvir isso, Chen Xin e Gu Rong sentiram as ervas queimando em suas mãos e olharam para Gu Changfeng com expressões complicadas.
Ning Fengzhi, por outro lado, estava radiante de felicidade.
Se antes ele havia sido gentil com Gu Changfeng por causa de seu talento, dos artefatos ocultos e de sua filha, agora ele realmente considerava a possibilidade de tê-lo como genro.
Tudo o que Gu Changfeng havia revelado era simplesmente misterioso demais.
— Aqui, come isso. Você precisa se recuperar — disse Ning Rongrong, sorrindo docemente enquanto enchia o prato de Gu Changfeng.
Chen Xin e Gu Rong observaram a cena com corações pesados, sentindo-se ainda mais desconfortáveis com as ervas que seguravam.
Ning Fengzhi sorriu afavelmente.
— Changfeng, ouvi dizer que você está procurando um Jiu Liang de oitenta a noventa mil anos. Essa besta espiritual é extremamente rara. Que tal eu enviar alguém para a Floresta Estelar procurá-la? Quando encontrarmos vestígios, podemos ir caçá-la juntos.
Gu Changfeng, aproveitando os cuidados de Ning Rongrong, acenou com a cabeça.
— Agradeço sua ajuda, tio.
— Não é nada, não é nada — respondeu Ning Fengzhi, rindo. Mas então franziu a testa. — Além do Jiu Liang, ouvi que você também está atrás de um Tigre Maligno das Trevas de sessenta mil anos. Mas... nunca ouvi falar dessa besta. Como podemos encontrá-la?
Gu Changfeng ergueu a mão, e uma energia espiritual negra e púrpura tomou forma, moldando-se na figura de um tigre.
A criatura era totalmente negra, com brilhos roxos, olhos vermelhos, asas negras nas costas e uma cauda segmentada, terminando em um gancho afiado e sinistro.
— É assim que o Tigre Maligno das Trevas se parece. Tem cerca de oito metros de comprimento. É extremamente inteligente e poderoso. Um exemplar de sessenta mil anos pode rivalizar com uma besta espiritual de cem mil anos.
Ning Fengzhi, Chen Xin e Gu Rong observaram a imagem com seriedade.
— Então essa besta é tão perigosa quanto o Jiu Liang — murmurou Ning Fengzhi. — Mas não se preocupe. O Clã Sete Tesouros de Vidro tem capacidade para lidar com ela. Fique aqui, acompanhe Rongrong, e quando encontrarmos as bestas, iremos juntos.
Gu Changfeng levantou-se e sorriu.
— Muito obrigado, tio.
Ning Fengzhi acenou, rindo. — Sente-se, não seja formal. Enquanto isso, deixe Rongrong te mostrar os arredores da Montanha Sete Tesouros.
Ele então pegou um emblema com uma torre de sete andares, seis deles brilhando em cores diferentes, e o entregou a Gu Changfeng.
— Rongrong, cuide bem do Changfeng. Amanhã, leve-o ao nono andar do tesouro do clã. O que ele quiser, pode levar.
Ning Rongrong sorriu, radiante.
— Pode deixar comigo!
Com as três ervas místicas abrindo caminho, tudo parecia estar indo bem. O jantar transcorreu em harmonia, e até Chen Xin e Gu Rong olhavam para Gu Changfeng de maneira diferente.
Afinal, quem recebe um presente não pode reclamar.
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Capítulo 76: O Âmbar de Baleia que Ning Rongrong Deu Pessoalmente
A noite estava calma, a lua brilhando no céu.
Ning Rongrong caminhava de braços dados com Gu Changfeng, a brisa suave fazendo as folhas sussurrarem ao redor.
— E então? — perguntou ela, sorrindo. — Achou meu pai e os outros fáceis de lidar?
Gu Changfeng riu.
— Seu pai, sim. Mas os dois Títulos de Douluo pareciam querer me devorar.
Ning Rongrong cobriu a boca para rir, depois revirou os olhos.
— E você ainda tem coragem de reclamar! Tudo isso é culpa sua!
— Depois que consumi a Flor Dourada de Qiluo, voltei para o clã e mostrei a eles minha condição.
— Eles perceberam na hora o que havia acontecido entre nós.
— Se não fosse por mim, teriam saído para te caçar e te matar!
Ela fez um gesto de cortar a garganta, brincando.
Gu Changfeng riu.
— Então é por isso que me olhavam daquele jeito.
Ning Rongrong corou.
— E hoje, o olhar do meu pai... ele deve ter percebido o que fizemos no quarto.
— Eu não me importo — disse Gu Changfeng, sorrindo.
— Claro que não! Você é descarado! Mas eu me importo! — ela resmungou, batendo nele. — Ainda bem que foi só com meu pai e os outros...
— Se meus irmãos descobrirem isso, como vou conseguir mostrar a cara no clã depois? — Ning Rongrong cobriu o rosto, envergonhada.
Gu Changfeng deu uma risada descontraída:
— Falando nos seus irmãos, o Ning Wushuang está por aí? Preciso agradecer ele direito!
— Combinamos não tocar nesse assunto! — ela bufou, batendo o pé. — E você traz de novo!
— Tá bom, tá bom, não falo mais — ele acenou, sorrindo com indulgência.
Ning Rongrong era a pupila mais talentosa do Clã Sete Tesouros de Cristal, mimada por todos. Um temperamento de princesinha era até compreensível. No fundo, ela não era má — apenas um pouco travessa, mas extremamente perspicaz quando o assunto era sério. E de vez em quando, ela trazia uma certa... emoção especial à vida dele.
— Meus irmãos estão todos nas grandes cidades, cuidando dos negócios do clã — explicou ela, enrolando uma mecha de cabelo no dedo. — Senão, como meu pai daria conta de tudo sozinho? Se quer tanto ver o Ning Wushuang, podemos ir até a Cidade de Tiandou. Ele está lá com meu irmão mais velho.
Gu Changfeng balançou a cabeça, o sorriso malandro não saindo do rosto:
— Nem estou com tanta vontade assim. Meu princípio é simples: favores podem ficar sem retribuição, mas vingança nunca fica sem pagamento.
— Que absurdo! — ela revirou os olhos. — Como consegue dizer algo tão sem vergonha com essa cara?
— Sem vergonha? — ele inclinou-se, o sorriso se tornando predatório. — Pelo menos não sou incompetente. Um inútil nem teria a chance de ser sem vergonha.
"..."
O salão reluzente estava banhado em luz dourada quando os dois entraram de mãos dadas. Ning Rongrong virou-se para fechar as portas, ordenando às duas serviçais:
— Afastem-se daqui e não deixem ninguém se aproximar.
— Sim, senhora.
As jovens recuaram cem metros, espalhando as ordens.
— Agora ele está seguro — murmurou Ning Rongrong, expulsando todas as serviçais e trancando as portas antes de soltar um suspiro aliviado.
Esticado no sofá, Gu Changfeng girava o medalhão dado por Ning Fengzhi entre os dedos:
— Rongrong, pra que serve exatamente esse emblema?
Ela se acomodou ao seu lado, apoiando-se em seu peito enquanto admirava o objeto:
— O medalhão do meu pai tem sete cores. O seu tem seis — explicou, os olhos brilhando. — É o segundo em hierarquia, só abaixo do dele.
— Entendo... — ele arquivou a informação, guardando o objeto.
De repente, Ning Rongrong corou, brincando nervosamente com as pontas do vestido:
— Seu malvado... poderia remover aquele marca que você fez? — sussurrou. — Na Academia Shrek, a Xiao Wu quase descobriu! Se ela visse, como eu encararia ela depois?
Gu Changfeng ergueu uma sobrancelha, divertido:
— Não gostou? Fiz com todo cuidado — aproximou-se, o hálito quente tocando sua orelha. — Muita gente adoraria ter uma marca minha.
Ela olhou para a pequena tatuagem em forma de coração, negra e púrpura, que adornava seu ventre. Era estranhamente bonita... e, embora relutasse em admitir, até gostava. Mas desconfiava das intenções por trás daquilo.
— É pra você nunca esquecer — ele sussurrou, os lábios quase tocando sua bochecha. — Que você pertence a mim.
— N-não pertenço! — ela protestou, virando o rosto avermelhado. — Pare de se achar!
Quando ele não respondeu, apenas fitando-a com aqueles olhos vermelhos intensos, Ning Rongrong sentiu o coração acelerar. Seus dedos se apertaram no tecido do vestido.
— P-para de me olhar assim... — ela sussurrou, as pálpebras baixando em embaraço. — Vou ficar toda sem graça...
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