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Tradução pronta Thanks for the invitation, I just entered the chat group / Obrigado pelo convite, acabei de entrar no grupo de bate-papo: Capítulo 61

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— Mas, Cátia, você tá parecendo com ciúmes agora... — Mingfei Lu falou com voz fraca.

— Não tô, você que tá vendo coisa. — Nuonuo soltou o rosto dele e voltou para o provador.

No final, escolheram mesmo aquele vestido vermelho.

— Pode passar no cartão. — Mingfei estendeu o cartão preto para o atendente com dois dedos.

O atendente trouxe rapidamente a maquininha. Mingfei inseriu a senha e ficou girando a caneta enquanto esperava o comprovante para assinar. Ele estava acostumado com esse processo — no Instituto Kassel, até o lanche da madrugada era pago assim.

— Senhor, este cartão está inválido. — O atendente manteve um sorriso educado enquanto mostrava a mensagem "INVÁLIDO" na tela.

Mingfei ficou chocado.

— Droga, esqueci de pedir pro banco desbloquear de novo. — Ele cobriu a testa suada.

— Só pra avisar, eu também não trouxe dinheiro. — Nuonuo cruzou os braços, falando calmamente.

Mingfei ficou agitado, pulando de um lado pro outro, quando seu celular vibrou. Ele agarrou o aparelho como se fosse um raio de esperança.

— Tomara que seja o Shixiong... — rezou.

[O cartão está no quebra-sol do carro. A senha é meu aniversário. Com sua memória, aposto que esqueceu de desbloquear.] A mensagem era de Zihang Chu.

— ISSO! Shixiong, sua bondade é inesquecível! Eu juro ser seu escravo, seu cavalo, seu tudo!

— Ei, se você se entregar pro Zihang, eu fico de viuvez?

— Tô brincando! — Mingfei coçou a cabeça, então percebeu. — Cátia, você acabou de dizer que a gente é casado, né?

Nuonuo fingiu não ouvir, cantarolando.

......

......

Mingfei segurou a mão de Nuonuo enquanto saíam pelo vão mais largo do portão de ferro.

— Esse é o seu "esconderijo secreto"? — Nuonuo olhou em volta, curiosa. Era o terraço do prédio onde Mingfei morava.

Ele não respondeu, puxando-a até a beirada do parapeito de concreto. Sentaram.

— É bonito mesmo, não é à toa que você gosta. — Nuonuo observou o horizonte, onde os arranha-céus do centro financeiro brilhavam.

— Todos os dias, durante dezoito anos, eu vinha aqui ficar à toa. Depois mentia pra minha tia, dizia que tinha feito lição na mesa do correio. — Mingfei falou baixinho.

— Eu era bem entediante. Quando não tinha nada pra fazer, subia aqui. Geralmente de tarde, sentava exatamente onde estamos agora, vendo o sol se pôr. Contava os carros na ponte, brincava de atirar nos semáforos com os dedos, imaginando se conseguiria fazer eles mudarem de vermelho pra verde com um biu.

— Às vezes, raramente, funcionava. Aí eu ficava feliz, achando que tinha algum superpoder.

— Naquela época, eu só matava tempo. Pra mim, Mingfei Lu, tudo era só questão de tempo — e eu, como alguém invisível, só tinha tempo demais pra gastar.

— Na verdade, eu tinha muito tempo antes, mas tudo se foi enquanto eu esperava o pôr do sol aqui em cima. E não tinha nenhuma garota que eu gostasse do meu lado.

— Cátia, você sabe que eu já vivi outra vida, né? — Mingfei perguntou de repente.

Nuonuo hesitou, então acenou levemente.

— Sei.

— Se sabia, por que nunca perguntou? — Ele levantou a mão dela, observando os dedos finos e sem defeitos.

— Porque queria que você contasse sozinho. — Ela virou o rosto, olhando seu perfil. — Conheço seu jeito. Se você não quer falar, não adianta eu perguntar.

— Faz sentido. — Mingfei coçou a cabeça com a mão livre.

— E como é que a gente era na outra vida? — Nuonuo perguntou.

— Na outra vida... a gente não ficou junto.

— Imaginei. — Ela entrelaçou os dedos com os dele. — E qual era nossa relação?

— Era tipo... — Mingfei pareceu pensar, ou lembrar. — O Monge Tang e o Macaco Bobo?

— Que comparação esquisita é essa?

— Cátia, se naquela noite no cinema eu ainda estivesse apaixonado pela Wenwen Chen, e levasse um tapa virtual do MengHua Zhao... e você aparecesse do nada pra me salvar...

— Se fosse assim, como você acha que eu seria? O mesmo de agora? Ou só um perdedor sem saída?

Nuonuo ficou em silêncio por um longo tempo.

— Um perdedor. Se você não fosse um perdedor, por que eu ia te recolher?

— É. Na minha memória, eu era mesmo um perdedor. Naquela noite, eles iam assistir Wall-E. Já viu?

— Nunca. — Nuonuo balançou a cabeça.

— Vou passar pra você. A gente assiste junto.

Mingfei estalou os dedos, e o cenário ao redor mudou — agora estavam naquela pequena sala de cinema.

Na tela, Wall-E começava. Outro estalo, e um copo gigante de refrigerante e uma pipoca apareceram entre eles.

A história se passava num futuro distante, onde a Terra tinha sido abandonada por causa da poluição. Os humanos viviam em naves espaciais, e só restava no planeta um robôzinho chamado Wall-E, que, por algum motivo, continuava trabalhando muito além do previsto, compactando lixo e empilhando-o em montanhas.

Até que um dia, uma nave desce do céu. Era Eva, um robô avançado e bonito, mandado para inspecionar a Terra.

O caipira Wall-E se apaixona por Eva, e juntos eles embarcam numa aventura pelo espaço, ajudando os humanos a retornarem para casa — uma Terra que, no final, renasce.

Era basicamente a velha história do perdedor que se apaixona pela garota popular, com um final feliz clichê.

— Você tem esse poder também? — Nuonuo riu. — Ótimo pra conquistar garotas.

— Vamos assistir. — Mingfei falou, e os dois ficaram em silêncio. Na tela, Wall-E e Eva voavam pelo espaço escuro, deixando rastros de fumaça branca que desenhavam formas curiosas.

Depois, o Wall-E se meteu numa enrascada e quase foi esmagado num monte de sucata. A Eva se jogou de corpo e alma pra salvar ele, mas o que sobrou não era muito diferente de um amontoado de ferro-velho.

Wall-E ficou meio burrinho, não era mais aquele robô fofo e pateta. Virou só mais um modelo de fábrica programado pra amontoar lixo.

Aí veio a parte de derrotar a inteligência artificial maligna, a nave espacial voltou pra Terra, e a Eva, turbinada, levou o Wall-E desorientado de volta pra casinha dele no planeta...

― Sabe, shijie, eu gosto de você. Desde o dia em que me achou nessa sala de cinema — Lu Mingfei falou de repente, os olhos fixos no rosto iluminado pela tela. — Tanto nessa vida quanto na anterior.

― Eu sei — Chen Motuo respondeu, balançando a barra da camisa dele como se fosse coisa boba. — Não fica preso no passado, tá? A gente tá junto agora, isso que importa.

― Eu queria muito dizer que te amo — ele confessou, virando pra encarar o perfil dela à luz prateada da projeção. Os cílios dela eram longos, curvados, e o batom brilhava suave. — Mas não sei se isso é amor de verdade. Nunca amei antes, a palavra me é estranha. Dizem que sem conhecer alguém direito, não pode ser amor, só paixão ou admiração.

― É amor — ela afirmou, sem desviar os olhos da tela, só sugando o refrigerante. — Não lembro de como era na outra vida, mas devo ser a mesma pessoa. Se você fez tudo isso por mim, como não seria amor?

De repente, Motuo entendeu por que o filme antiquado fez tanto sucesso. Os robôzinhos eram fofos demais. No auge, a Pixar tinha esse dom — criava personagens que derretiam qualquer coração.

Na tela, Wall-E segurou a mão da Eva.

Os lábios dela, antes lineares, curvearam-se devagar.

Nenhum dos dois falou. Só ficaram ali, calados, enquanto Wall-E e Eva se reconectavam, o pobretão recuperava a memória e conquistava a patricinha, tudo embalado por uma trilha aconchegante.

Até os créditos finais rolarem.

Lu Mingfei mal prestou atenção no filme. Passou o tempo todo olhando para o rosto dela.

Shijie, você sabe que eu tô te olhando, né? Você tá esperando eu dizer alguma coisa, não tá?

― Quer que eu vá pegar mais pipoca? — ele se levantou, mas sentou de novo. ― Ah, deixa.

― É que…

Os dedos dele se entrelaçaram aos dela.

― Eu te amo, shijie.

Motuo sorriu e finalmente o encarou. ― Eu também te amo.

Ele corou. ― Shijie, hoje, com Chen Wenwen… Só foi minha forma de virar a página. Na outra vida também não entendi direito, sou meio lerdo pra essas coisas. Se te magoei…

Ela deu uma risadinha. ― Tá ainda nisso? Já disse que não tive ciúmes.

― Achei que fosse ironia…

― Escuta aqui — ela apertou a mão dele. ― Quando uma garota diz "não", às vezes é não mesmo.

― É que não manjo muito, falta experiência — ele coçou a nuca. ― Sou meio desastrado, na vida e no amor. Preciso que você tenha paciência.

― Relaxa — Motuo encolheu os ombros. ― Relacionamento é isso: aprender e se adaptar um ao outro.

O cenário voltou a ser o terraço. O vento noturno ergueu os fios vermelho-escuros dos cabelos dela, e ela os acomodou atrás da orelha.

― Você falou que não me conhece — Motuo disse. ― No meu aniversário, prometi contar minha história no seu. Quer ouvir?

― Claro que quero! — ele se endireitou na cadeira, atento.

― Hmm… Por onde começo? — Ela olhou para as estrelas, hesitante. ― Vamos pela minha família.

― Meu clã é rico. Um dos mais influentes entre os meio-sangues na China. Meu "pai" é um enigma — quase nunca o vi.

― O homem usa fertilização in vitro pra ter filhos, então tenho dezenas de irmãos. — O rosto dela endureceu. ― Melhor não falar dele. Só de lembrar, me dá raiva.

― Cresci numa propriedade da família Chen. Sempre fui a melhor entre as crianças, então ganhava atenção "dele".

― Até que minha mãe apareceu. Diagnóstico: doença parasitária. E eu fui arrastada pra baixo junto.

― Ela era indiana. Na verdade, só a conheci quando ficou doente.

― O mais estranho? Ela nunca me vira antes, mas mesmo assim me amou. — Motuo baixou a cabeça, a franja escondendo os olhos. ― Foi minha primeira experiência com "afeto familiar".

― Fiquei com ela até o fim. Foi no hospital que entendi: por mais que me esforçasse, seria só uma ferramenta pra família. Inútil? Jogada fora.

― Quando ela morreu, perdi a única pessoa que realmente se importava. Daí, resolvi sumir. Fui pra Cassel.

― Só queria sobreviver. — Ela olhou para o horizonte. ― Às vezes, nem isso. Sem passado, sem futuro. Meus primeiros 18 anos foram um sonho. Sem rumo, sem parentes — aquele homem não conta. Sem amigos, até chegar lá.

― Não sou tão forte quanto pareço. Aquele jeito louco e despreocupado? Só tédio. Se vou aprontar, que pelo menos seja divertido.

— Não consigo encontrar nenhuma motivação pra continuar vivendo... Nenhuma razão que me faça seguir em frente — Nono encolheu os ombros, com um sorriso amargo. — Parece meio dramático, né? Até tenho medo que você ria de mim.

— Não vou rir — respondeu Lumingfei, balançando a cabeça com seriedade, todo ouvidos.

— Sempre tive esse pressentimento... uma sensação de que algo terrível está me esperando no futuro, algo inevitável. Só queria ser mais corajosa. Queria que alguém pudesse me ajudar.

— Não sei nem como explicar direito... É como se eu estivesse mergulhada no fundo de um oceano escuro. Olho pra todos os lados e só vejo escuridão sem fim, sem saída. Mas tem uma coisa que ainda me dá esperança.

— Você sabe como é uma pessoa se afogando, né? Ela agarra qualquer coisa que tocar, com unhas e dentes. Porque é a única chance de sobreviver.

— Você já jogou Go? — Nono mudou abruptamente de assunto.

— Nunca joguei — admitiu Lumingfei, franzindo a testa com honestidade.

— Eu jogava quando era pequena. Minha família exigia que eu fosse excelente em tudo — ela riu, sem humor. — No Go, existe um termo chamado "olho". É tanto um território conquistado quanto uma condição especial que mantém as peças vivas.

— Quando um grupo isolado de peças forma dois "olhos", elas se protegem mutuamente. O adversário não pode atacar, garantindo a sobrevivência no tabuleiro.

— Entendi — Lumingfei acenou. — É quando a peça não pode ser capturada, certo?

Nono não respondeu. Em vez disso, apoiou suavemente a testa no ombro do rapaz.

— Lumingfei... você é meu "olho".

— Ou, como eu disse antes, você é minha tábua de salvação.

— Você sempre diz que eu sou sua luz — murmurou ela, voz embargada. — Mas você também é a minha luz, sabia? Eu me sinto tão segura... Porque sei que não importa o que aconteça, você vai estar ao meu lado. É só eu me agarrar forte a você que nada mais me assusta.

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