Ler My Dating Sim is Too Abstract / Meu Jogo de Amor é Muito Abstrato: Capítulo 8 :: portnovel.com - novelas e light novels ler online

Tradução pronta My Dating Sim is Too Abstract / Meu Jogo de Amor é Muito Abstrato: Capítulo 8

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— Iaro...

Ela puxou a barra da roupa de Iaro, preocupada:

— Se descobrirem que sou uma galinha muito gostosa, vão me levar embora?

— É possível — respondeu Iaro, distraído.

Mas assim que viu a expressão alarmada no rosto de Ji Xiaofei, correu para acalmá-la:

— Ei, relaxa. Enquanto eu estiver por perto, mesmo que você fosse só uma galinha normal, ninguém ia ter coragem de roubar você na rua.

Ji Xiaofei pareceu se acalmar um pouco depois disso, encolhendo-se perto dele enquanto seguiam para a cidade.

Enquanto isso, atrás deles, escondida nos galhos de uma árvore, uma figura envolta em mantos e capuz observava. Do capuz, dois chifres rígidos de dragão perfuravam o tecido, e mechas de cabelo prateado escapavam pelas bordas.

— Tsc. Humanos nojentos... Transformando criaturas mágicas em garotas para manter por perto...

Seus lábios cor-de-rosa se apertaram, e seus olhos dourados e reptilianos fixaram-se com desprezo nas costas de Iaro.

Zexia, a Rainha Dragão da Lua Prateada, os seguia havia três dias.

Ela até pensou em confrontá-lo diretamente, mas, temendo que o humano ainda tivesse algum feitiço irresistível, decidiu continuar observando.

Depois de sair das ruínas, ela procurou um dragão mais poderoso para ajudá-la a quebrar o feitiço. Após ser ridicularizada e várias tentativas frustradas, o dragão concluiu:

— Parece que a magia alterou as leis fundamentais da realidade. Sua forma foi reescrita a nível cósmico.

Sem esperanças, ele ainda perguntou como era o humano, dizendo que fugiria se o visse.

Isso só aumentou o medo de Zexia. Como Iaro tinha um poder tão absurdo?

Voltar para seu povo? Impossível. Seria um escárnio eterno na história dos dragões!

Decidida a fazer Iaro pagar, mesmo que não pudesse reverter o feitiço, ela passou a segui-lo para estudá-lo.

Mas, depois de três dias, tudo que viu foi ele usando uma simples magia de fogo para acender fogueiras.

— Será que ele é só um humano comum, exceto por essa habilidade estranha? — pensou.

Mesmo assim, não podia arriscar. E se fosse uma armadilha? Se ele rir e disser alguma perversão inaceitável?

Melhor continuar seguindo...

Enquanto isso, Iaro, alheio a tudo, entrou na cidade com as duas garotas e foi direto para o Sindicato dos Aventureiros. Vendeu as moedas antigas da ruína e transformou tudo em ouro.

Deixou uma parte para emergências e depositou o resto. Em seguida, encerrou as contas de seus ex-companheiros e entregou seus pertences. O sindicato cuidaria de tudo, se eles tivessem família e seguro.

Com isso resolvido, Iaro finalmente estava livre. Vendeu até o caldeirão pesado e agora só queria um banho quente, uma refeição decente e uma cama macia. No dia seguinte, pegaria uma carruagem para casa.

— Uau, essa cidade é enorme! Muito maior que a última onde estive — disse Taohu, maravilhada, olhando as lojas e barracas.

— Claro que é. Haidar é a quarta maior cidade do Reino de Well. Fica na fronteira, mas, sendo o último ponto antes das Montanhas do Crepúsculo, vive do turismo e dos aventureiros — explicou Iaro.

Ele morava na capital, a centenas de quilômetros dali, mas uma viagem de carruagem ou de draga terrestre resolveria em um dia.

Andando pela rua, os três chamavam atenção. Criaturas antropomórficas como Ji Xiaofei e Taohu eram raras, ainda mais com traços tão humanos e beleza refinada. Taohu, com seu vestido de estilo oriental, parecia ainda mais exótica.

Para evitar problemas, Iaro decidiu comprar roupas novas para elas.

— Roupa nova, roupa nova! — Ji Xiaofei pular de animação diante das vitrines.

— Precisamos mesmo trocar? — reclamou Taohu, flutuando. — Essa roupa me lembra de casa...

— Você é a que mais precisa! Seu estilo é muito chamativo e... roupa não é eterna — rebateu Iaro.

Uma atendente sardenta se aproximou:

— Posso ajudar?

— Roupa pra elas, algo barato — disse Iaro.

Enquanto as duas seguiam para o provador, Iaro olhou as roupas masculinas, considerando se deveria comprar algo também. Foi então que ouviu alguém chamando:

— Iaro... Iaro...

Virando-se para olhar, viu Ji Xiaofei espiando por trás de uma cortina grossa, acenando para ele.

– O que foi? – Ele se aproximou.

– Olha só, eles até têm saias transparentes aqui! – Ji Xiaofei afastou a cortina, revelando um vestido de tule roxo translúcido.

Yaluo fechou a cortina de um puxão, suando frio enquanto olhava em volta. Só relaxou ao confirmar que ninguém tinha visto.

– Eu te mandei trocar de roupa! Que diabos é isso? – sussurrou irritado para Ji Xiaofei.

– A vendedora trouxe as roupas e foi embora, mas tem tantas peças especiais aqui dentro... – ela explicou.

Antes que terminasse, a voz de Tao Hu veio de dentro do provador:

– Isso é... roupa íntima? Como pode ter tão pouco tecido? Realmente não consigo entender...

Yaluo cobriu a testa e murmurou:

– Chega de palhaçada. Vistam-se logo.

– Tá. – Ji Xiaofei assentiu e desapareceu atrás da cortina.

Yaluo suspirou profundamente, só então percebendo que estava com o corpo quente.

– Esse tipo de roupa... é mais perigoso que ficar pelado...

Capítulo 9: A Galinha que Adora Frango Assado

Ao saírem da loja, as duas garotas estavam vestidas com roupas novas no estilo típico daquele mundo: vestidos armados como lanternas. Embora não tão bonitos quanto antes, pelo menos eram novinhos.

Ji Xiaofei ganhou uma faixa larga de cetim na cintura para esconder suas asas. Tao Hu recebeu uma boina para disfarçar as orelhas pontudas, enquanto sua cauda ficava oculta sob o volume do vestido.

Além das roupas, ganharam também roupas íntimas, meias e sapatos novos.

Eram peças baratas, mas mesmo assim gastaram uma boa quantia. Yaluo desistiu de comprar algo para si.

Com as novas vestes, atraíam menos atenção nas ruas.

Já era noite. Luzes coloridas de cristal brilhavam nas placas, dando ao mundo fantástico um ar de metrópole moderna.

– Hmm... onde vamos jantar?

Yaluo escolhia o restaurante com cuidado. Afinal, era uma recompensa após o trabalho árduo, sem contar os dias se alimentando apenas de sopa de peixe com ervas. Precisava ser um lugar delicioso e farto. Exceto peixe grelhado.

– Yaluo, que cheiro bom! Quero comer ali! – Ji Xiaofei puxou sua manga, apontando para um restaurante próximo.

– É uma casa de frango assado.

– Sério? Por isso o aroma é tão bom! – Seus olhos brilharam de expectativa.

Afinal, do que ela tinha medo antes?

– Tudo bem, se você não se importa, frango assado serve.

Já era tarde e a fome apertava. Yaluo decidiu pelo restaurante indicado.

O lugar estava movimentado. Uma jovem atendente com avental e lenço na cabeça equilibrava dois canecos de cerveja de malte, limitando-se a um rápido "Bem-vindos!" quando entraram.

Encontraram um canto livre. Pouco depois, a garçonete anotou o pedido:

– O que vão querer?

– Frango assado, frango grelhado, frango frito, frango crocante~ – Ji Xiaofei lia o cardápio animada.

Yaluo segurou sua cabeça e corrigiu:

– Um frango assado, um grelhado, uma dúzia de pães, uma cerveja de malte, dois sucos de maçã e uma salada.

– Certo, um momento. – Ela partiu rapidamente.

Ji Xiaofei esperava ansiosa, balançando no assento.

– Yaluo, o que é aquilo? – Tao Hu apontou para um objeto parecido com vidro na parede.

– É um projetor de cristal. Aqui existem cristais que gravam imagens. Lapidados em discos e reproduzidos nesses aparelhos, exibem peças teatrais, corridas de cavalo, lutas de boxe...

Era a "televisão" daquele mundo, limitada a discos. Uma invenção recente que havia pulado a etapa da fotografia química, indo direto para a era digital.

Mas era artigo de luxo. Só o disco custava metade da renda mensal de uma família comum, acessível apenas à classe média alta.

O sonho antigo de Yaluo era ter um projetor. Afinal, assistir TV em outro mundo seria incrível!

– Entendi. Nunca vi tal artefato mágico. Muito curioso – comentou Tao Hu.

Os projetores eram atração em bares e restaurantes. Alguns clientes abastados alugavam os discos para exibir competições emocionantes aos presentes.

Mas hoje não teriam essa sorte. Ninguém parecia disposto a bancar o entretenimento.

A comida chegou: dois frangos suculentos, um deles com pele dourada e mel escorrendo. Ao cortá-lo, recheio de legumes perfumados se misturou ao caldo, fazendo o estômago vazio de Yaluo roncar.

O frango assado estava crocante por fora, macio e suculento por dentro. Um aroma divino.

Após dias de trabalho duro, finalmente uma refeição decente. Sem cerimônias, Yaluo rasgou um pedaço com as mãos e atacou.

O frango saboroso, pão quentinho e cerveja de malte o fizeram sentir-se revivido.

Tao Hu e Ji Xiaofei também aprovaram a comida, lambendo os dedos gordurosos.

No meio da farra, Yaluo captou um diálogo na mesa atrás:

– Outra morte? Onde foi?

– Perto do rio, após os estábulos de Hark. Uma lavadeira, ouvi dizer.

– Essa polícia é incompetente! Nem um urso conseguem pegar em dias.

– Não subestime esse urso. Dizem que usa magia!

– Urso mágico? Impossível.

– Ei, e aquele porco que sabe assinar documentos? Um urso mágico não é nada perto disso!

– Que porco que assina documentos?

– O prefeito da cidade de Haidar! Gordo que nem um porco, putz, esse desgraçado tá querendo aumentar o imposto da cerveja de novo...

Yalu deu um gole grande no seu copo de cerveja enquanto ouvia a conversa.

– Um urso mágico? Isso sim é esquisito, mas nesse mundo até que faz sentido. Afinal, também tem galinha que adora comer... frango...

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