A porta se abriu e Hu Tao olhou para Miyamizu Rokuyo, dizendo:
— Aqui está seguro por enquanto. Você deve descansar um pouco.
— Hum... Hu Tao, você ainda está segurando a minha mão.
— ...
O rosto de Hu Tao ficou levemente avermelhado, e ela puxou a mão para trás como se tivesse levado um choque. Ela riu sem graça e coçou a cabeça.
— Se eu não estivesse segurando, ele já estaria morto. Hehe, Yuki, fecha a porta logo.
— Ah, tá.
Yuki Jakuzure olhou curiosamente para Miyamizu Rokuyo antes de fechar a porta rapidamente.
— Yuki, a Yuri e a Megu já voltaram?
— Hã?
— ...
O coração de Hu Tao afundou. Ela respirou fundo e perguntou:
— Yuki, e os outros?
— Tão todos descansando.
Yuki respondeu e imediatamente correu até Miyamizu Rokuyo, que estava olhando ao redor. Ela estendeu a mão com um sorriso iluminado.
— Prazer em conhecê-lo! Sou Jakuzure Yuki. Ah, e tem um segredo sobre a Hu Tao que eu posso te contar!
Era uma garota de cabelos e olhos rosados, cheia de energia e vivacidade.
Mas, por dentro, ela era incrivelmente frágil.
Miyamizu Rokuyo, baseado nas informações que tinha, confirmou a identidade da garota.
— Que segredo?
Ele se inclinou um pouco, e Yuki logo se aproximou do seu ouvido, sussurrando:
— A Hu Tao é muito tímida. Ela nunca segurou na mão de um garoto antes... então, boa sorte!
Só isso?
Miyamizu revirou os olhos.
— Pensei que fosse algo tipo ela falar dormindo, ficar grudenta quando está resfriada ou ter uma pinta no peito.
— O quê?! Como você sabe que ela tem uma pinta no peito?! Você viu?!
— Vi.
— Uau, que incrível!
— Mais ou menos, tá no top três.
— Hehehe.
Vendo o sorriso inocente e radiante de Yuki, Miyamizu não resistiu e acariciou sua cabeça.
A garota piscou, surpresa, mas depois esfregou a cabeça na mão dele, feliz.
— Miyamizu Rokuyo.
— Então vou te chamar de Rokuyo!
— Claro, Yuki.
— Hehe, Rokuyo, sua mão é tão quentinha!
— Tá com frio nas mãos?
— Muito! Quer esquentar elas pra mim?
— ...
Como ela tem coragem de pedir isso?
Miyamizu olhou para o lado e viu Hu Tao se aproximando com uma expressão impassível.
— Vou sair um pouco. Yuki, fica de olho aqui.
— Com o Rokuyo aqui, vai dar tudo certo!
— ... Tô indo.
— **PÁ!**
— Eita, Rokuyo, por que você bateu na Hu Tao?!
— Óbvio que é pra levar ela pra cama.
— Ah, vão dormir juntos? Posso ficar de vigia!
— ?
Depois de neutralizar Hu Tao, Miyamizu pegou a pá e anunciou:
— Vou dar uma volta. Cuida da Hu Tao. Quando eu voltar, te trago um doce.
Yuki bateu no peito e levantou a mão com determinação.
— Pode deixar, General Rokuyo! A Hu Tao está em boas mãos!
— ...
Miyamizu não conseguia confiar muito em Yuki.
Ele acenou e saiu, descendo as escadas em silêncio.
Enrolou seus pulsos com gaze, não para parecer descolado, mas para proteger os músculos sobrecarregados pelo esforço constante.
Também evitava que a pá escorregasse.
Falando nisso...
A pá da Hu Tao era bem fácil de usar, mas dessa vez provavelmente iria pro saco.
Miyamizu apertou o cabo.
Ele não ia sair por aí se arriscando à toa, muito menos revirando sala por sala.
Na verdade...
Ele já tinha uma boa ideia de onde Yuri estava.
A única incógnita era Sakura Megu e o jogador que tinha sido arrastado para essa situação.
No momento, ele só podia lamentar por esses jogadores azarados.
Dois segundos de silêncio.
Que a sorte esteja com eles.
Logo depois, Miyamizu parou. Seus olhos se fixaram nos seis zumbis perambulando pelo corredor. Um deles estava encostado na porta, como se quisesse entrar, mas sem se esforçar muito – parecia mais que estava mordendo a madeira.
Esse aí, em vida, devia ser um solteirão virgem.
Miyamizu praguejou mentalmente antes de avançar sem hesitar.
Os zumbis não eram exatamente lentos, mas ficavam bem atrás em termos de reflexos e se guiavam principalmente pelo som... Pelo menos era o que ele tinha deduzido.
**PÁ!**
Primeiro.
**PÁ!**
Segundo.
...
Com os zumbis eliminados, Miyamizu esticou os braços doloridos e tentou abrir a porta.
Sem surpresas, estava trancada.
Mas então, ele ouviu um barulho vindo de dentro, seguido por uma voz tensa e baixa:
— Hu Tao?
— Sou eu. O cara que vocês resgataram.
— Ah, que alívio...
A voz de Yuri parecia relaxar instantaneamente.
— Kaguya-chan, pode sair.
Hein?
Kaguya-chan?
Miyamizu ficou chocado. Essa Kaguya era a *dona* Kaguya que ele conhecia?
A porta se abriu.
Ele olhou.
Os dois se encararam.
Confirmado.
Era *ela*, a Dona Kaguya.
Pergunta: o que fazer quando se encontra uma Kaguya perdida neste mundão?
Shinomiya Kaguya mordeu os lábios, desviou o olhar e murmurou:
— Miyamizu-san... obrigada.
— ... Presenteie-me com a Ai-chan, assim fica mais sincero.
— ... Isso eu não posso fazer.
Algumas veias saltaram na testa de Kaguya. Qualquer gratidão que ela sentia evaporou na hora.
Ela ajustou os cabelos e olhou para ele com desdém.
— Se gosta tanto da Ai assim, posso te apresentar.
— Melhor não.
— ...
Kaguya ficou completamente irritada.
O que ele quis dizer com isso?
Quer a Ai de graça, é?
Yuri interveio, hesitante:
— Acho melhor a gente sair daqui, não?
— Com certeza. — Miyamizu assentiu. — Yuri-san, a Hu Tao está bem. Não precisa se preocupar.
Os três se afastaram rapidamente.
http://portnovel.com/book/13/1694
Pronto:
Como usar: