CAPÍTULO 7 - JOGO DE SOBREVIVÊNCIA: ILHA SOLITÁRIA NA ESCOLA!
— Não aguento mais, simplesmente não aguento!
Hu...
Miyamizu Rokuyo soltou um suspiro, fechou os olhos e clicou silenciosamente.
[Jogo iniciado.]
Yotsuya Miko o fez enxergar, mas ao mesmo tempo trouxe de volta coisas que ele vinha ignorando.
[Convite para o jogo em andamento]
Espere um pouco.
Não era pra eu escolher?!
A mudança repentina deixou Miyamizu Rokuyo completamente perplexo.
[Convite recusado]
[Convite forçado ativado]
Miyamizu Rokuyo: ...
Nesse momento, só tinha um pensamento na cabeça:
— Na verdade, eu também sou uma vítima.
É.
É isso que vou dizer quando encontrar outros convidados no futuro.
O coração de Miyamizu começou a acelerar.
Ele não fazia ideia de quais mudanças esse jogo traria ao mundo, se seriam boas ou ruins.
Tudo era um mistério.
...
[Convite forçado bem-sucedido.]
[Jogo iniciado: Fuja da Ilha Solitária na Escola!]
[Enredo: Um vírus zumbi se espalhou e vocês estão presos na Academia Sunizaki. Para sobreviver, precisam escapar.]
[Condição de vitória: Saia vivo da Academia Sunizaki.]
[Punição por falha: Aleatória.]
— Ferrou.
— Agora eu virei vítima de verdade.
Esse foi o pensamento que passou pela cabeça de Miyamizu antes dele cair no chão, desmaiado.
CENAS MUDAM - HUTAO
— Ei! Ei, você está bem?
— Hutao, cuidado.
— Haha, relaxa, esse cara parece intacto, não foi mordido. Ei, Yūri, por que você não tira a roupa dele pra conferir?
— Eu não faria uma coisa dessas!
— Sério mesmo?
A garota chamada Hutao segurava uma pá com a mão direita enquanto acariciava o queixo com a esquerda, observando o jovem desacordado.
— Pensando bem, ele até que é bonito. Yūri, certeza que não quer experimentar?
— Experimentar o quê?!
Wakasa Yūri ficou com o rosto vermelho de raiva.
— Hutao, pare de brincadeira. Vamos levá-lo de volta.
— Tá bom, tá bom. Mas se você não quiser, vou apresentá-lo pras outras.
— Faça o que quiser!
— Toma, segura minha pá.
— Espera, nós duas podemos carregar ele juntas...
— Não precisa.
Ezomibua Huto Hutao agachou-se, pegou o jovem pelo colarinho e o ergueu com um movimento brusco que fez Yūri arregalar os olhos.
— Devagar! Você vai enforcá-lo!
— Chata.
— ...
CENAS MUDAM - HUTAO OU YŪRI
— Vamos logo, os zumbis estão vindo.
— Uff...
— Que saco. Se não fosse esse peso morto...
— Estamos quase lá, aguenta mais um pouco.
— ...
Nos confins da consciência, Miyamizu ouvia vozes distantes.
— Uhn...
Com um gemido de dor, ele abriu os olhos repentinamente.
Quatro olhos se encontraram.
Ezomibua Huto Hutao piscou surpresa, então esboçou um sorriso maroto:
— Se não acordasse agora, ia virar comida de zumbi. Hehe! Agradeça a mim!
— Agradeço.
Miyamizu analisou o ambiente rapidamente e entendeu a situação.
— ...
Hutao ficou parada um instante antes de estender a mão ensanguentada com um sorriso radiante:
— Promete que vai levar a Yūri em segurança. Pode fazer isso?
— Pode deixar.
— Ei, espera, eu não sou a Yūri, sou a Hutao! Você confundiu as pessoas.
— Não confundi nada.
Miyamizu pegou a pá no chão e afirmou:
— Fica quieta. Você não quer que a Yūri vire comida de zumbi por nossa causa, né?
— Uhn... Você não podia falar direito, não?
— Foi o jeito mais eficiente.
— Tsc.
Hutao calou-se, começando a ficar sonolenta.
Miyamizu suspirou, cobrindo-a com seu casaco e amarrando as mangas no próprio peito. Com uma mão segurando as nádegas da garota e outra empunhando a pá, ele prosseguiu.
Ele lembrava.
Mal abrira os olhos quando algo o atingiu e o deixou inconsciente.
Depois disso...
Foi carregado por Hutao e Yūri.
Miyamizu franziu a testa. O começo tinha sido péssimo.
— Não temos tempo a perder. Tomara que a sorte ajude a encontrar a sala dos professores. Lá deve ter itens médicos.
Ele orientou-se. Estavam numa sala de aula bagunçada, com manchas escuras no chão e um cheiro no ar...
Melhor não comentar.
Ao sair, viu figuras cambaleantes pelo corredor iluminado pela lua.
Os zumbis se aproximaram ao ouvir barulho.
— Hutao, qual o caminho pra sala dos professores?
— Uhn... O que você vai fazer?
— Para que lado é?
— Esquerda. Espera, não vai...
— Miyamizu já se dirigia aos zumbis. Hutao arregalou os olhos, lutando contra a dor:
— Idiota, quer se matar?
— Que nada.
Miyamizu ergueu a pá devagar:
— Você, Hutao, não é importante o bastante pra eu arriscar a vida. Mas... sua fofura eu reconheço.
— Hein? E eu tô pedindo seu reconhecimento?
— Bang!
Antes que o zumbi chegasse perto, a pá cortou seu pescoço, derrubando-o.
— Splatch!
Sangue jorrou.
Miyamizu fechou os olhos instintivamente ao sentir o líquido gelado no rosto, então golpeou novamente.
Não tentou decapitar os zumbis.
Mesmo assim...
Eles não saíram ilesos.
Hutao segurou a respiração nas costas de Miyamizu enquanto os zumbis eram eliminados. Aos poucos, seu corpo tensionado relaxou.
Ela forçou um tom descontraído:
— Você é até habilidoso, hein?
— Mesmo se eu tivesse com medo, você não poderia me dar um abraço aconchegante, né?
— Hah, verdade.
— Eu estou toda suja agora, cheia de sangue — murmurou Hu Tao, apoiando o queixo no ombro dele. — Mas se você não se importar, posso te dar um abraço depois.
Ela percebeu que o rosto de Miyamizu Rokuyo permanecia tenso, os traços rígidos como se esculpidos em pedra.
Era óbvio.
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