Ler Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 46 :: portnovel.com - novelas e light novels ler online

Tradução pronta Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 46

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Capítulo 80 – Desejo

A casa tremeu violentamente.

Com a melhoria da técnica de Terra e o endurecimento de Huo Ying, além do fato de que o Destruidor havia usado apenas força bruta, sem recorrer à saliva para decompor e devorar a casa, a construção apenas balançou, sem rachaduras nas paredes.

Liang Yao foi acordada por Huo Ying. Sem entender o que estava acontecendo, mas sentindo a casa tremer, ela não quis atrapalhar e correu para o porão.

— Por que o Destruidor enlouqueceu? — Huo Ying sentiu a situação ficar complicada.

O Destruidor, percebendo que não havia danificado a casa, recuou alguns passos e saltou alto, caindo com todo o peso sobre a construção.

— Hmm? Ele está agindo de forma estranha… Quer esmagar a casa?

Huo Ying franziu a testa. Normalmente, o Destruidor usaria sua saliva para decompor a casa e depois a devoraria com os dentes. Mas agora, parecia estar desafiando a resistência da construção, como se estivesse competindo em dureza.

— Essa é a chance!

Com um movimento rápido, Huo Ying lançou cinco estacas de álamo pela fresta da janela. Elas cresceram rapidamente no vento e, ao tocar o chão, transformaram-se em cinco árvores gigantes, cujos galhos se entrelaçavam como braços de gigantes protegendo a casa.

Técnica do Fogo: Grande Bola de Fogo.

Chamas jorraram da boca de Huo Ying, atingindo as árvores que cercavam a casa. O fogo explodiu em labaredas, tingindo a névoa negra de vermelho incandescente. O calor distorcia o ar, criando ondulações visíveis, enquanto faíscas dançavam no céu, derretendo os insetos ocultos na névoa como neve ao sol.

Aproveitando o clarão do fogo e o recuo da névoa, Huo Ying pulou para fora e apoiou as mãos na casa.

Técnica da Madeira: Parede de Troncos.

Várias camadas de árvores, fundidas com a técnica da Terra, se torceram sob o controle de Huo Ying, formando uma enorme lança pontiaguda que apontava direto para o ventre do Destruidor, que caía do céu.

Mas ainda não acabara!

Um brilho elétrico envolveu Huo Ying. Sem economizar chakra, ele ativou a Armadura de Relâmpago no máximo e correu pela parede de troncos em um ângulo de noventa graus, saltando no último instante para pousar sobre o Destruidor.

O monstro, em seu estado alterado, ignorou Huo Ying — ou talvez os humanos fossem insignificantes para ele. Seu único interesse era a casa, cujo cheiro o atraía como um banquete.

Huo Ying agarrou-se ao corpo do Destruidor e pressionou a mão contra sua carapaça dura.

Técnica da Terra: Peso da Montanha.

A lança de madeira que protegia a casa pegou fogo, transformando-se em uma arma flamejante carregada com energia solar. Enquanto isso, o peso do Destruidor aumentou drasticamente sob o efeito da técnica.

CRACK!

O ventre enorme do monstro esmagou-se contra a lança flamejante. Sua carapaça afiada rachou — não por causa da madeira, mas pelo peso repentino que o esmagou contra ela.

SSSSS—!

A dor extrema trouxe um lampejo de lucidez aos olhos do Destruidor. Nunca ferido antes, o monstro sentiu uma agonia insuportável e tentou pular para se livrar da lança cravada em seu corpo.

Mas, esquecendo-se do efeito da técnica, seu salto falhou. Em vez disso, o atrito contra a lança apenas aumentou o ferimento.

Aproveitando a confusão do monstro, Huo Ying saltou para o chão. Um galho se esticou como um tentáculo, entregando-lhe o Martelo Solar que estava dentro de casa.

— É a chance! Ele está vulnerável. Se eu ampliar o ferimento enquanto ele está confuso, agindo por instinto… posso matá-lo!

No entanto, no momento seguinte, o Destruidor virou a cabeça e franziu os lábios na direção de Huo Ying.

WHOOSH!

Um jato de muco pegajoso voou em sua direção, forçando-o a pular da lança para evitar o líquido corrosivo. O Destruidor então mordeu a estrutura de madeira com força — mesmo endurecida, a lança se dissolveu sob o efeito da saliva, deixando uma cratera purulenta em seu ventre.

Sentindo a dor, o monstro não continuou o ataque. Em vez disso, afastou-se aos saltos. À medida que a distância aumentava, o efeito da técnica de Huo Ying se dissipou. O Destruidor olhou para trás uma última vez, seus olhos alternando entre lucidez e fúria, antes de rugir e desaparecer na escuridão.

— Que pena. Não consegui acabar com ele enquanto estava vulnerável.

Huo Ying não sabia se deixá-lo escapar fora bom ou ruim, mas, com aquele ferimento enorme, o monstro certamente demoraria para voltar.

Olhando ao redor, viu que as árvores de álamo queimavam rapidamente, consumidas pelo fogo e expostas ao ar livre. Com a névoa negra se aproximando novamente, ele não perdeu tempo e voltou para dentro.

Na névoa, várias sombras cinzentas surgiram, observando-o de longe e sussurrando entre si, mas nenhuma ousou se aproximar da casa.

— O que essas sombras estão tramando agora?

Huo Ying olhou pela fresta da janela. Ao encontrar seu olhar, as sombras se encolheram e se esconderam rapidamente na névoa.

— Será que estão com medo de mim? Vieram só para me reconhecer?

Ele resmungou para si mesmo antes de fechar a janela. O fogo lá fora diminuía aos poucos. Depois de garantir que o Destruidor não voltaria, Huo Ying abriu o porão e chamou Liang Yao.

— O que foi aquilo?! — Ela ainda estava assustada. Mesmo no porão, o tremor fora tão forte que parecia que tudo desabaria.

Então, de repente, ela parou. Examinou as paredes e o teto, surpresa ao ver que não havia nenhum dano, nem mesmo uma rachadura.

— Nossa casa é tão resistente assim? — Ela tocou a porta, que também estava intacta, trancada perfeitamente. Seu rosto iluminou-se de alívio. — Se eu soubesse disso de dia, não teria ficado com tanto medo! Enquanto não abrirmos a porta, ninguém consegue arrombar!

A porta e a fechadura haviam sido reforçadas por Huo Ying com as técnicas de Madeira e Terra. Um humano comum realmente não conseguiria arrombá-las, mas contra infectados com habilidades especiais ou ladrões habilidosos, a segurança não era absoluta.

Huó Yíng refletiu por um momento antes de descer sozinho para o porão. Fingiu procurar algo, mas na verdade passou um tempo fabricando algumas zarabatanas de disparo rápido e um balde de flechas.

Desta vez, ele ainda aprimorou os dardos. Enquanto antes eram apenas pedaços de madeira afiados, agora eram uma fusão das técnicas de manipulação de madeira e terra, tornando-os várias vezes mais afiados e resistentes.

— Sua capacidade de autodefesa é muito baixa. Precisa treinar com a zarabatana o quanto antes — disse Huó Yíng, jogando o equipamento diante de Liáng Yáo. — Na sala, você pode praticar em alvos a dez metros. No porão, que é maior, dá para treinar até trinta metros. Em uma semana, você precisa acertar nove em cada dez tiros a dez metros. Em duas semanas, cinco em cada dez a trinta metros. Caso contrário...

Liáng Yáo piscou, surpresa.

— Oh? Caso contrário, o senhor teria coragem de me expulsar?

Huó Yíng hesitou. As habilidades dela eram muito úteis — ele certamente não a mandaria embora. Mas era preciso mantê-la sob pressão para que levasse o treino a sério.

Após um silêncio, ele finalmente respondeu com gravidade:

— Se conquistar esses resultados... eu prometo conceder um pedido seu.

— Sério?! — Os olhos de Liáng Yáo brilharam. — Comandante, cumprirei a missão com êxito!

Sem perda de tempo, ela carregou a zarabatana e começou a disparar contra a parede, os dardos fazendo um som surdo ao se cravar.

Vendo seu entusiasmo, Huó Yíng sorriu satisfeito. Deitou-se na cama e fechou os olhos. Porém, dez minutos depois, ele explodiu:

— Você está treinando na hora de dormir?! Vá para o porão agora mesmo!

— Já estou indo! — Liáng Yáo, longe de estar com sono, agarrou o balde de flechas e saiu correndo, animada.

Capítulo 81: A Recompensa

O dia amanheceu.

Antes mesmo de abrir os olhos, Huó Yíng percebeu uma respiração suave ao lado da cama.

Espertejou um pouco as pálpebras para espiar.

Liáng Yáo estava sentada à beira da cama, as pernas brancas como neve cruzadas elegantemente, exibindo sua silhueta perfeita. Uma mão repousava levemente no braço dele, enquanto a outra sustentava seu queixo. Inclinada ligeiramente para frente, seus cabelos caíam em cascata sobre os ombros, e um sorriso discreto adornava seus lábios — mas seus olhos permaneciam fechados.

— Você dormiu aí? — sua voz fez Liáng Yáo acordar de sobressalto.

— Eu pensei que você tinha esquecido de tomar banho ontem e vim purificá-lo, mas acabei cochilando sem querer — explicou ela, tornando-se alerta assim que ele abriu os olhos. Agarrou a zarabatana aos seus pés e exclamou, radiante: — Pratiquei a noite toda! Já domino os alvos a dez metros. Venha ver!

Ergueu a zarabatana com a mão direita, o dedo no gatilho, o braço estendido. Com a esquerda, segurou o cano e mirou brevemente antes de disparar.

Tum.

O dardo atingiu o alvo desenhado a carvão na parede antes de cair no chão.

Virando-se com ar triunfante, ela recarregou e atirou novamente — desta vez sem nem mirar, e ainda assim acertou.

Os oito dardos restantes também encontraram seu alvo. Em apenas uma noite, ela conseguira dez acertos perfeitos.

— E aí, sou boa ou não sou? — Liáng Yáo girou graciosamente, esperando o elogio dele com orgulho.

Alvos a dez metros..., Huó Yíng quase riu. Mas, impressionado com seu empenho, aprovou:

— Seu progresso é rápido. Continuando assim, vai dominar os trinta metros em poucos dias.

Ao mencionar essa distância, o rosto dela se contraiu. Era óbvio que já tentara na calada da noite — e que suas flechas haviam ido parar sabe-se lá onde.

Liáng Yáo deu um passo para frente e perguntou, hesitante:

— Com mais treino, com certeza vou conseguir... Mas, para melhorar meu desempenho, será que a recompensa poderia ser dividida? Tipo, hoje eu alcancei a meta dos dez metros, então já ganharia um pedacinho... Incentivos gradativos ajudam no progresso, sabe?

Huó Yíng concordou.

— Faz sentido. Arrume suas coisas. Vamos sair.

— Nossa! Você concordou mesmo! Huó Yíng, você é um amor!

Não havia muito para preparar. Ele desceu ao porão, ativou sua armadura de madeira, prendeu o martelo gigante às costas e pendurou o Yang Dao na cintura.

Liáng Yáo também estava pronta em segundos: duas zarabatanas carregadas, uma em cada mão, e um baldinho com flechas extras nas costas.

— Aonde vamos? — ela perguntou, curiosa sobre sua recompensa, especulando sem parar durante o caminho.

Huó Yíng permaneceu em silêncio até parar abruptamente diante de uma área sombria.

Num instante, ele arrancou em disparada, mergulhando nas trevas. Um cão infectado emergiu, rugindo, e tentou mordê-lo. Huó Yíng desviou com facilidade, pegou o animal pelo cangote e o arremessou na direção de Liáng Yáo.

Grrr...

Com as cordas vocais apodrecidas, o cão só conseguiu emitir um rosnado rouco. Levantou-se esgueirando e fixou os olhos primeiro em Huó Yíng, depois em Liáng Yáo, que estava pálida de medo. Escolhendo a presa mais fácil, correu para cima dela.

— Acenda o fogo! Não se apavore, controle a distância! É só um infectado comum. Se você não praticar com alvos móveis, a zarabatana será inútil — instruiu Huó Yíng, simulando indiferença. Mas sua mão já repousava sobre o Yang Dao. Se ela errasse, ele interviria na hora.

A mente de Liáng Yáo ficou em branco. Seu coração batia forte como um martelo no peito. Ouve a voz dele e agiu por instinto, acendendo um isqueiro sob a flecha, que entrou em chamas graças à madeira de álamo na composição.

"Huó Yíng me enganou — isso não é recompensa nenhuma!", foi o único pensamento que teve antes de mirar e disparar contra a fera.

A zarabatana aprimorada era mais rápida e potente, e as flechas, fundidas com a energia da terra, ainda mais afiadas do que as que Huó Yíng usara. A quinze metros, a mira não era tão crucial quanto vencer o medo dos infectados e criaturas sombrias.

O dardo cravou-se no focinho do cão, penetrando até a metade. O fogo consumiu o animal num instante, reduzindo-o a cinzas antes mesmo que pudesse gritar.

— Muito bem — elogiou Huó Yíng.

Huô Ying concordou com a cabeça. Mesmo assustada, Liang Yao teve a reação instintiva de enfrentar e lutar, sem gritar, correr ou ficar paralisada de medo.

Embora ele tivesse dado um aviso, muitas pessoas, diante do perigo, acabavam tendo o pânico multiplicado, com o corpo tremendo e sem resposta. O fato de Liang Yao ter conseguido acender o fogo e atirar depois do alerta já deixou Huô Ying satisfeito. Com um pouco mais de treino, ela teria condições de se proteger sozinha.

— Eu matei o cão infectado! — Liang Yao primeiro não acreditou no que havia feito, depois o rosto inteiro ficou vermelho como um tomate maduro. Que raiva! Maldito Huô Ying, você me trouxe para lutar e não avisou logo que era isso? Por que disse que era um presente? A sensação de expectativa frustrada é horrível!

Ela já estava pronta para reclamar, mas, ao se virar para Huô Ying, sua expressão mudou de raiva para puro terror. Atrás dele, uma teia descia do alto, e uma aranha gigantesca estava pendurada nela, mirando Huô Ying e disparando uma enxurrada de fios em sua direção.

— Cuidado!

Os olhos de Liang Yao ficaram vermelhos num instante. Ela ergueu rapidamente outra zarabatana já carregada, acendeu com o isqueiro e mirou bem atrás de Huô Ying.

A distância passava dos dez metros, talvez até trinta!

A dez metros, acertar uma criatura infectada enorme não era difícil. Mas a trinta, para alguém sem treino, era quase impossível.

Ela viu que Huô Ying não tinha percebido a aranha atrás dele — ele apenas sorria, encorajando-a. Suas mãos tremiam. Não daria tempo. Huô Ying estava muito perto da criatura. Droga, ele já estava sendo envolvido pela teia. Não havia mais o que fazer. A única pessoa que podia salvá-lo agora era ela.

— Sua aranha nojenta, olha para cá! — Liang Yao gritou, na esperança de atrair a atenção do bicho. Depois, respirou fundo e mirou a aranha, que parou movimentos ao ouvir seu grito.

— Eu consigo. Eu posso. Huô Ying, eu vou te salvar!

Pum!

Ela puxou o gatilho. A flecha voou em direção à aranha, o fogo raspou seu corpo, queimando o fio que a suspendia, mas não acertou em cheio.

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