O cabelo dele era como fogo ardente, espetado e selvagem, parecendo que podia queimar tudo ao redor.
A pele áspera e vermelha escura parecia gritar sua maldade e crueldade.
Seis braços se agitavam no ar, com mãos gigantes como leques e dedos grossos como colunas de pedra, garras afiadas capazes de rasgar qualquer inimigo.
O Demônio do Cabelo Vermelho ficou parado, observando Yin Jiao, que também tinha seis braços.
Os dois gigantes de múltiplos membros tinham certa semelhança.
Mas então, a feiura de Yin Jiao deixou o Demônio confuso.
Seus olhos flamejantes de raiva mostraram um instante de dúvida, seguido por uma vontade incontrolável de rir.
Ele abriu a boca enorme, capaz de engolir montanhas, e soltou uma gargalhada:
— Hahahaha! Esse troço feio até tem seis braços como eu, mas como pode ser tão horrível?!
A risada ecoou pelo espaço, cheia de deboche e desprezo.
[35] Os Quatro Generais Demônios aparecem! Os Quatro Reis Celestiais ficam chocados: "Por que parecemos quatro idiotas gigantes?!"
[Cena Embaraçosa Três: Os Quatro Generais Demônios!]
[Yin Jiao retorna com força, a Dinastia Zhou se rebela e o mundo responde.]
[O Grande Mestre Wen lidera suas tropas e os Quatro Generais Demônios para a batalha.]
[Eles são enormes, como quatro montanhas ambulantes, membros grossos como pilares de pedra, cada passo fazendo a terra tremer. Mas, apesar do tamanho, sua habilidade de luta é péssima, parecendo quatro brutamontes.]
[Molique Qing segura a Espada da Nuvem Azul. Seu rosto quadrado e sobrancelhas grossas transbordam estupidez, com os lábios sempre entreabertos, como se estivesse sempre boquiaberto.]
[Molique Hai carrega um alaúde de fogo e vento. Seu rosto é cheio de rugas, os olhos vazios, sem foco ou pensamento. Seus cabelos e barba vermelhos só destacam sua simplicidade mental.]
[Molique Shou empunha duas maças. É absurdamente alto, mas anda curvado, parecendo desajeitado. Seu rosto marcado por cicatrizes só aumenta a impressão de rudeza e burrice.]
[Molique Hong segura um guarda-chuva cósmico. Seus olhos arregalados como os de um boi não mostram inteligência, apenas um olhar vazio fixo à frente, como se não percebesse nada ao redor.]
[Os Quatro Generais Demônios, apesar do tamanho e aparência assustadora, só sabem atacar devagar, sem conseguir nem correr mais que um cavalo, ficando ofegantes de cansaço.]
...
Os deuses dos céus riam ao vê-los.
— Esses são os Quatro Generais Demônios? Os futuros Reis Celestiais? Que patéticos!
— Olha só a cara de idiotas! Parecem soldados aleatórios, não generais!
— Não conseguem nem correr mais que um cavalo! Pra que servem esses corpos gigantes? Pra fazer graça?
As zombarias não paravam.
...
No mundo de Jornada ao Oeste, no Céu:
Ao ver como os Quatro Reis Celestiais (antes Generais Demônios) apareceram, os deuses caíram na gargalhada.
— Os majestosos Quatro Reis Celestiais eram tão burros assim?!
— Sendo humilhados por cavalos! Cadê a pompa? São só quatro brutos!
Os risos continuavam.
Os Quatro Reis Celestiais ficaram envergonhadíssimos, cheios de raiva.
Eles se entreolharam, revoltados com aquela representação, reclamando:
— Malditos! Quem está arruinando nossa imagem?!
— Isso é difamação! Nunca fomos assim!
— Somos majestosos! Como podem nos mostrar como idiotas?!
Até o Rei Celestial Li, o Pagode na Mão, não segurou as risadas:
— Agora entendi por que o Rei Macaco derrotou os Quatro Reis Celestiais. Eles não passam de soldados comuns!
Isso só piorou a humilhação dos Quatro Reis, que ficaram furiosos, mas sem ter como rebater.
...
No mundo de Black Myth: Wukong:
Os Quatro Reis Celestiais ficaram chocados ao ver como os Generais Demônios eram feios e burros.
Eles esperavam uma entrada imponente, não essa vergonha!
— Porcaria!
— Nós somos majestosos! Como podem nos retratar assim?!
Eles não acreditavam, olhando para os Generais Demônios com nojo e desprezo.
Os verdadeiros Quatro Reis Celestiais eram imponentes e poderosos:
O Rei do Crescimento, com sua espada erguida, postura firme, olhar cortante como um raio, emanando uma aura aterrorizante.
O Rei da Visão Ampla, com seu chicote de dragão, músculos salientes, cada passo fazendo o chão tremer, uma presença avassaladora.
O Rei da Sabedoria, segurando uma pagode, semblante sério, olhar penetrante, vestes amarelas esvoaçantes, dignidade pura.
O Rei que Sustenta o Reino, dedilhando um alaúde, melodia carregada de poder, rosto nobre mas frio, intimidante.
Já os Generais Demônios eram grotescos, desajeitados, equipamentos toscos, sem nenhuma majestade.
O contraste era absurdo.
Até o Escolhido não resistiu e zombou:
— Hah! Quem diria que os gloriosos Quatro Reis Celestiais já foram tão ridículos!
Os Quatro Reis Celestiais explodiram de raiva:
— Já dissemos que não somos eles! Seu macaco insolente, pare de rir!
A fúria deles queimou, a aura opressora quase esmagando o Escolhido.
...
No mundo do Romance dos Deuses, no Passo Jiament:
Os Quatro Generais Demônios enfrentavam o exército de Jiang Ziya, que tentava derrubar a Dinastia Shang.
Eles eram poderosos, com artefatos mágicos, sem medo de Jiang Ziya.
Os soldados de Jiang Ziya inicialmente os temiam.
Mas, ao ver no céu os Generais Demônios ofegantes e patéticos, os generais do exército relaxaram.
Ne-Zha não conseguiu conter uma risada:
— Hahaha! Então os Quatro Generais da Família Mo são tão fracos assim? Não são nada demais!
Sua gargalhada ecoou pelo campo de batalha, carregada de desdém.
Jin-Zha se juntou à provocação:
— É verdade, patéticos! Têm toda essa força bruta, mas nem conseguem correr atrás de um cavalo!
Mu-Zha acrescentou, rindo:
— Na minha opinião, vocês deveriam voltar pra casa e treinar um pouco mais de corrida!
Os Quatro Generais da Família Mo ficaram furiosos, a vergonha e a raiva queimando em seus peitos.
Mo Liqing, o líder do grupo, arregalou os olhos e rugiu:
— Quem diabos ousa insultar os Quatro Generais da Família Mo? Nós não somos tão burros assim!
Jiang Ziya, acariciando sua barba, sorriu com ironia:
— Quem está insultando? Por acaso não são vocês mesmos, os Quatro Generais da Família Mo, nesse campo de batalha?
Mo Lihong, o rosto vermelho de raiva, agitou seu artefato mágico e gritou:
— Jiang Ziya, pare de se exibir! Espere só e veja como vamos esmagar você!
Mo Lihai e Mo Lishou também estavam enfurecidos, prontos para desferir seus golpes mais poderosos e fazer Jiang Ziya pagar por sua arrogância.
...
No Palácio Zixiao.
O Patriarca Celestial Yuanshi observou os Quatro Generais da Família Mo, importantes comandantes do exército de Shang.
Vendo-os portando artefatos mágicos e possuindo habilidades sobrenaturais, ele assumiu erroneamente que eles eram discípulos da Seita Jie.
Com um sorriso sarcástico, ele zombou do Mestre Tongtian:
— Tongtian, olhe só seus discípulos da Seita Jie! Aceitam qualquer um, não é? Que coisa feia!
Ele atribuiu a aparência grotesca dos Quatro Generais à Seita Jie, tentando manchar sua reputação e humilhar os seguidores do Mestre Tongtian.
Imediatamente, o Mestre Tongtian ficou agitado, o rosto rubro de raiva. Ergueu as mãos e protestou em voz alta:
— Yuanshi, não fale bobagem! Quem disse que os Quatro Generais são da minha seita? Só porque lutam pelo exército de Shang, quer dizer que são meus discípulos? Eu nunca vi esses quatro em minha vida!
Seus olhos faiscavam, sua indignação transbordando diante da acusação infundada.
— Se não são seus discípulos, então são da minha Seita Chan, é?
Yuanshi riu com desdém.
Os membros da Seita Chan seguiam Jiang Ziya, apoiando Ji Fa na derrubada da dinastia Shang.
Só a Seita Jie continuamente ajudava o exército de Shang, impedindo o avanço de Ji Fa.
— Hum! Os Quatro Generais da Família Mo são claramente seguidores da Seita Budista! — resmungou o Mestre Tongtian, rapidamente se distanciando dos Quatro Generais.
[36] Ne-Zha não mata! Dragão Bing chocado: Você deve ser um Ne-Zha falso!
[Cena marcante: Imortal não pode derramar sangue!]
[Após uma série de batalhas, os Quatro Generais da Família Mo foram derrotados, e Yin Jiao, com seu poder divino de três cabeças e seis braços, acabou com o último deles.]
[Cheio de ódio por Yin Shou e a dinastia Shang, Yin Jiao queria executá-los.]
[Mas então Ne-Zha interveio, dizendo com seriedade: "Um imortal não pode derramar sangue!"]
...
Ne-Zha declarou solenemente:
— Um imortal não pode matar!
Inúmeros deuses pelo universo ficaram boquiabertos, como se tivessem visto um fantasma.
— Caramba, Ne-Zha não mata? Isso ainda é o Ne-Zha?
— O Ne-Zha Demônio lá do outro mundo só não saiu matando porque alguém segurou ele! Esse aí por que não quer matar?
— O maior matador dos Três Reinos não mata? Tô sonhando?
Os deuses cochichavam entre si, incrédulos e espantados. Eles mal podiam acreditar que essas palavras tinham saído da boca de Ne-Zha.
...
Em outro mundo, o Ne-Zha Demônio lutava ferozmente contra o Rei Dragão do Leste.
Ele acreditava, erroneamente, que o Rei Dragão tinha destruído sua vila e matado seus pais, então atacava sem piedade.
O Rei Dragão, quase sem fôlego, desviava dos golpes enquanto olhava para o Ne-Zha na tela celestial — aquele que dizia que imortais não matavam.
Confuso, ele gritou para o Ne-Zha ensandecido à sua frente:
— Algo não faz sentido! Você não acabou de falar que imortal não pode matar?!
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