**Capítulo Reescrito em Português Brasileiro**
Lin Xun olhava pela janela, tentando passar despercebido, torcendo para que nada como o dia anterior acontecesse de novo.
Felizmente, a viagem até a escola foi tensa, mas sem maiores problemas.
Ao chegar, Lin Xun soltou um rápido "tchau" para Gu Huaiye e saiu correndo do carro antes que o outro pudesse reagir.
Gu Huaiye: "…"
O motorista na frente: "…"
Parece que o pequeno Omega não estava muito animado para dividir o carro com o Sr. Gu…
Arriscando uma olhadinha discreta no rosto impassível de Gu Huaiye, o motorista ligou o carro em silêncio.
Assim que desceu, Lin Xun finalmente relaxou. Hoje, pelo menos, tinha chegado à escola sem incidentes.
Checando o grupo da turma, ele perguntou em qual sala seria a aula.
Quando se aproximou da sala, ouviu vozes vazando pelo corredor:
– Lin Xun ainda tem coragem de vir pra aula? Se fosse eu, morreria de vergonha.
– Sério, que situação humilhante. Que época é essa em que um pai vende o próprio filho pra pagar dívida?
– Ah, para com isso! Olha a cara do Lin Xun — a família Gu até que fez um bom negócio. Além do mais, vocês sabem quanto a família Lin devia? Um milhão! Quem aqui valeria tanto?
– Mas ouvi dizer que o alfa da família Gu tem um feromônio assustador. Aposto que Lin Xun sofre horrores. Já era feio antes, imagina agora…
Parado na porta, Lin Xun quase riu. A conversa era tão detalhada que, se não fosse o protagonista da história, até ele acreditaria.
– Aluno, você é de qual turma? A aula já vai começar.
Uma voz grave soou atrás dele. Ao se virar, Lin Xun viu um professor idoso, cabelos brancos, óculos de armação prateada e olhos cansados, carregando livros sob o braço.
– Eu tô entrando agora – respondeu Lin Xun com um sorriso, adentrando a sala.
Era uma turma pequena, com pouco mais de vinte alunos. Assim que ele entrou, todos os olhos se voltaram para ele, cheios de curiosidade.
Sentando em um lugar vazio, ele ouviu um som de "psiu" ao lado.
Um rapaz de cabelo curtíssimo cochichou:
– Cara, você tá cobrindo aula pra quem?
– Pra ninguém. Eu sou da turma – respondeu Lin Xun, piscando com ar inocente. – Não me reconheceu? Sou Lin Xun.
Vendo os olhos do colega arregalarem, ele não resistiu a um sorriso malicioso.
– Quem é Lin Xun?
Ao ser chamado, ele se levantou:
– Professor, sou eu.
Sua voz fez a sala toda explodir em murmúrios:
– Caralho!
– Você não disse que ele era horroroso?
– Será que fez cirurgia?
– Por que ele escondia o rosto antes?
– Silêncio! – O professor, irritado com o burburinho, bateu na mesa. – Essa turma tá cada vez pior. Seu trabalho foi bem-feito, Lin Xun. Continue assim.
Em menos de uma aula, os rumores se espalharam: **#LinXunVoltou** e **#LinXunMudouTotalmente**.
No intervalo, enquanto trocavam de sala, alguém se aproximou:
– Você é o Lin Xun mesmo?
Ele sorriu:
– Ué, quem mais seria?
Era verdade. Quem mais poderia ser?
Mas comparar o Lin Xun de antes — cabelo cobrindo o rosto, aura sombria — com o Omega de pele clara, sorriso doce e olhos brilhantes era difícil até para os mais imaginativos.
Um grupo de curiosos o seguiu pelo corredor, ainda incrédulos.
– Irmão, finalmente você veio!
De repente, Lin Yan apareceu, sorridente, como se a presença de Lin Xun fosse a melhor coisa do mundo.
Lin Xun parou e olhou para ele.
Os outros também pararam, observando.
– Irmão, por que você não veio ontem? A família Gu fez algo com você? – Yan fingiu preocupação. – A mãe e o pai já estão juntando dinheiro. Assim que conseguirmos, te tiramos de lá, ok?
Os ouvintes sussurravam:
– A família Lin não é tão ruim quanto dizem…
Yan sorriu por dentro, satisfeito.
– Irmão, sei que tá bravo com a gente, mas a mãe tem tanto trabalho… Ela ficou arrasada quando o advogado veio. Passou a noite em claro, culpada por não ter cuidado direito da herança que sua mãe biológica deixou…
– Então? – Lin Xun o interrompeu, franzindo a testa. Seu rosto magro transmitia uma tristeza contida, e ele mordeu o lábio, como se lutasse para não chorar. – A tia não quer devolver a herança? O advogado já me mostrou os documentos. Muitos valores não batem. Os rendimentos que nunca vi… Eu não quero causar problemas, sei que ela se esforçou. Só quero entender. É pedir demais?
Sua voz quase quebrou no final, e os olhos brilharam de lágrimas não derramadas.
A cena foi convincente o suficiente.
Imediatamente, os comentários surgiram:
– Yan, sua mãe administrou mal a herança e ainda acha ruim ele perguntar?
– Madrasta cuidando de herança? Óbvio que sumiu dinheiro!
– Lin Xun, processa eles! Isso é grave!
– Que cara de pau vir com esse papo!
– Pensei que a família Lin fosse diferente…
– Coitado do Lin Xun. Não é à toa que ele era tão fechado.
Yan, perdendo o controle, gritou:
– Parem de falar merda! Minha mãe não roubou nada! Vocês não entendem!
– Entendemos sim – alguém cutucou. – Madrasta fica com a herança, pai vende o filho. Por que só o Lin Xun sofre? Você não servia pra pagar a dívida?
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**Notas:**
- Mantive os nomes originais (Lin Xun, Gu Huaiye, Lin Yan) por serem essenciais à história.
- Adaptei expressões como "Omega" e "feromônio" para o contexto ABO, comum em romances do gênero.
- Traduzi diálogos de forma natural, usando gírias como "caralho" e "merda" para manter o tom coloquial.
- Preservei a emotividade, especialmente na cena em que Lin Xun parece estar à beira das lágrimas.
- Ajustei estruturas gramaticais para fluir melhor em português, sem perder o sentido original.
O texto agora soa como uma obra literária em português, acessível e envolvente.
Aqui está a tradução para o português brasileiro, seguindo todas as suas instruções:
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O pior foi quando ele abriu a boca. Suas palavras só deixaram a multidão ainda mais agressiva.
Lin Xun permanecia no meio da turba, cabisbaixo, em silêncio – uma figura solitária que parecia uma pequena flor branca desabrochando no meio de um pântano.
Frágil e bela, mas incrivelmente resistente.
Era impossível não sentir pena dele.
O motorista que viera entregar o almoço que Lin Xun esquecera no carro ouviu os comentários ao redor e rapidamente se aproximou:
– Jovem mestre, o Sr. Gu me enviou para trazer seu almoço. Você está bem?
O grupo em volta ficou em silêncio de repente, boquiabertos ao ver o motorista de terno entregando respeitosamente a marmita a Lin Xun.
– Ele disse "Sr. Gu", não foi?
– Foi sim, o Sr. Gu...
Lin Xun também ficou surpreso com a aparição repentina do motorista, mas logo se recuperou. A chegada dele fora no momento perfeito.
Aceitando a marmita com um sorriso, disse:
– Muito obrigado. Fui descuidado ao esquecer isso e acabei dando esse trabalho ao senhor.
– Não há problema, jovem mestre... – O motorista olhou ao redor, pousando os olhos por um instante no rosto de Lin Yan antes de continuar: – O senhor tem alguma mensagem para eu levar ao Sr. Gu?
Lin Xun lançou ao motorista um olhar de gratidão:
– Por favor, diga ao Sr. Gu para não trabalhar demais hoje. A saúde vem em primeiro lugar.
O motorista, comovido pela resistência do jovem, ofereceu:
– Vou transmitir sua mensagem. Você não tem aula agora? Posso levá-lo até a sala.
– Obrigado.
Todos observaram Lin Xun seguindo o motorista da família Gu:
– Acho que o Lin Xun é bem tratado na casa dos Gu, não?
– Você não é o único a pensar isso...
[Nota do autor:
Lin Xun: Sou apenas uma pequena flor de lótus pura e inocente, hmmm~ (Coitadinho de mim, mas é tudo atuação ^_^)
Por favor, continuem acompanhando!]
CAPÍTULO 6
Depois de levar Lin Xun até a sala de aula, o motorista voltou ao carro.
Gu Huaiye perguntou assim que ele entrou:
– Por que demorou tanto?
O motorista contou sobre a cena que presenciara ao entregar o almoço. Terminando o relato, arriscou um olhar furtivo para o patrão – mas como sempre, o rosto de Gu Huaiye era impenetrável. Depois de um momento de silêncio, o motorista tentou:
– Sr. Gu, vamos para a empresa agora?
O homem mantinha os olhos fixos no notebook aberto sobre suas pernas, suas pálpebras semicerradas ocultando qualquer emoção. Quando o motorista já ia repetir a pergunta, ouviu:
– Vamos.
Ao virar o carro, o motorista suspirou:
– O jovem mestre é muito dócil. Mesmo cercado por toda aquela gente, não se defendeu.
Dava pena.
Ele não pretendia contar, mas a imagem de Lin Xun solitário no meio daquela turba mexera com ele, mesmo sem ter muita relação com o jovem.
Espiando pelo retrovisor, esperou que Gu Huaiye fosse mais gentil com aquele Omega.
Na empresa, Si Xian já esperava por Gu Huaiye. Ao vê-lo sair do elevador, aproximou-se com um sorriso malicioso:
– Diretor Gu, você está atrasado hoje.
Gu Huaiye lançou-lhe um olhar glacial através de suas íris douradas.
Acostumado com o temperamento do amigo, Si Xian continuou, sem detectar nenhum cheiro de feromônios:
– Seu período de cê foi mais tranquilo do que eu imaginava.
Gu Huaiye fechou a porta do escritório, tirou o paletó e sentou-se:
– Os resultados da comparação de feromônios saíram?
Si Xian sentou-se à sua frente:
– Então você também sentiu, não foi?
Tirando uma pasta da bolsa, ele retirou um relatório e deslizou-o pela mesa, mas segurou na última hora. Inclinando-se sobre a mesa, fitou as íris douradas:
– Antes de ver, adivinhe.
Gu Huaiye afastou-o com uma mão, pegou o relatório e recostou-se na cadeira, os olhos indo direto para o resultado final: 99,99%.
Si Xian, decepcionado com a falta de reação, voltou ao lugar:
– Surpreso? Faltou só 0,01% para 100%. Ninguém poderia ser mais compatível. O período de cê foi bem leve, não?
Gu Huaiye realmente ficara impressionado. Normalmente, Alphas de alto nível como ele tinham extrema dificuldade em encontrar Omegas compatíveis. No passado, mesmo os arranjados por Gu Ting – com todos os seus contatos – mal alcançavam 30% de compatibilidade, o que já era considerado alto para um Alpha nível 5S.
Mas ele ainda sentia repulsa pelos feromônios deles, chegando a ter náuseas com a proximidade.
Embora nenhuma emoção transparecesse no rosto de Gu Huaiye, Si Xian estava eufórico o suficiente por ambos. Bateu na mesa:
– Sugiro que emolduremos este relatório e penduremos na parede.
Gu Huaiye guardou o documento em uma gaveta:
– Você não veio só para fofocar, não é?
Si Xian revirou os olhos diante da seriedade do amigo:
– Com essa personalidade, cuidado para não perder seu Omega.
Um olhar afiado de Gu Huaiye o fez recuar, rindo constrangido:
– Os benefícios da compatibilidade perfeita são óbvios, mas lembre-se: seu corpo foi reprimido por inibidores por muito tempo. Não pense que só porque a convivência está boa agora, você aguentará quando Lin Xun entrar no cio. E se você perder o controle, ele pode não suportar seu... vigor físico. Em resumo: moderação. Entendeu?
Se não entendesse, ele poderia ser mais direto: depois de tanto tempo sem atividade, quando finalmente "desabrochar", Gu Huaiye poderia se tornar um animal no quarto – e o pobre Omega delicado talvez não aguentasse. Se a química sexual não fosse boa... bem...
[Hashtag: Alpha rico e poderoso é rejeitado por ser "grande demais" para seu Omega]
Isso daria uma manchete e tanto.
– Então qual sua sugestão? – Gu Huaiye claramente levara as palavras a sério.
Si Xian sorriu, satisfeito:
– Vá com calma. Podem conviver, mas progridam gradualmente. Nada de pressa.
Ao dizer "pressa", ele deu uma risadinha:
– Você pode tentar se aproximar dele primeiro através do seu corpo energético. Isso também traria benefícios.
Gu Huaiye ergueu o olhar, desconfiado se Si Xian não teria câmeras em sua casa.
– Mais alguma coisa?
— E mais, você não pode usar o inibidor de nível especial este mês. Se se sentir mal, use o método que te ensinei para liberar seus hormônios ou... pegue alguns objetos pessoais de um Omega — disse Si Xian, arqueando uma sobrancelha com um ar sugestivo ao mencionar os objetos pessoais.
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