O homem e o tigre branco estavam completamente imersos na felicidade mútua — um afagando e o outro sendo afagado —, sem perceber que a pessoa desacordada na cama havia acordado.
Gu Huaie abriu os olhos com uma expressão confusa. O tigre branco era a materialização do seu feromônio, conectado diretamente à sua mente.
As emoções que o tigre transmitia agora afetavam Gu Huaie diretamente, fazendo suas orelhas avermelharem levemente.
— Ahem!
Ele tossiu deliberadamente para chamar a atenção do par, lembrando-os de que ainda havia alguém mais no quarto.
O tigre, que antes estava de barriga para cima, deixando Lin Xun acariciá-lo, congelou. Em um instante, virou-se e deitou de bruços, mas sua cauda longa e fina se enrolou rapidamente no pulso de Lin Xun, como se temesse que o jovem Omega pudesse fugir.
Olhando para Gu Huaie na cama, Lin Xun perguntou com uma voz ainda carregada de alegria:
— Você acordou?
Ele claramente estava se divertindo muito com o tigre.
Antes mesmo que Gu Huaie respondesse, Lin Xun se levantou:
— Como você está se sentindo?
Gu Huaie tentou olhar para ele, mas uma dor nuca o impediu, fazendo-o franzir a testa. Ele tocou o local, mas, acostumado a esconder seu desconforto, apenas respondeu:
— Estou bem.
Percebendo o gesto, Lin Xun sentiu um aperto no coração. Quando Gu Huaie tentou se levantar, ele rapidamente colocou um travesseiro atrás dele, tentando agradar.
Ao se aproximar, Lin Xun não notou o olhar estranho de Gu Huaie. Nervoso, ele mudou de assunto:
— Que bom que está bem... Ah, isso aqui é seu animal de estimação?
Ele levantou a cabeça do tigre para mostrar a Gu Huaie.
Os dois se encararam, e Gu Huaie franziu os olhos:
— Não. É minha manifestação de feromônio.
Lin Xun, que havia passado o tempo todo acariciando e abraçando a materialização física do feromônio do outro:
Isso explicava tudo.
Ele soltou o tigre devagar, constrangido:
— Ah, é mesmo? Pensei que fosse um bichinho seu...
Se o tigre estava conectado à mente de Gu Huaie, então tudo o que ele havia feito...
Observando o desconforto do jovem, Gu Huaie baixou os olhos e mordeu levemente os lábios.
Vendo que Lin Xun não o tocava mais, o tigre levantou a cabeça e esfregou-se contra sua mão, pedindo mais carinho.
Gu Huaie tossiu de leve, e o tigre, relutante, pulou na cama e soltou um grunhido baixo.
Lin Xun, intrigado, perguntou:
— Vocês estão brigando?
O tigre olhou para ele com um olhar derrotado, sentando-se com a cauda caída, antes tão animada.
Lin Xun assumiu que Gu Huaie não queria que ele mexesse com sua manifestação.
Ignorando os dramas do tigre, Gu Huaie, ainda com a cabeça latejando, não queria mostrar fraqueza:
— Você pode cuidar das suas coisas. Eu quero ficar sozinho por um tempo.
Com Gu Huaie acordado, Lin Xun sentiu novamente o cheiro seco e quente do feromônio dele.
Mais fraco do que antes, no carro, mas seu corpo parecia já ter memorizado o aroma. De repente, Lin Xun sentiu todo o seu corpo esquentar, seu rosto pálido corando, os olhos úmidos.
Sem perceber que ele não havia saído, Gu Huaie olhou para cima e viu o jovem Omega parado ao lado da cama, com os olhos vermelhos e um olhar perdido:
— Minhas pernas estão moles.
Lin Xun não esperava que o feromônio o afetasse tanto. Sua voz saiu suave e frágil.
Gu Huaie, no auge do seu período sensível, tinha menos controle sobre seus instintos. Diante de um Omega tão vulnerável, sua disciplina parecia desaparecer.
Não queria mandá-lo embora — queria puxá-lo para perto, mordê-lo, marcá-lo.
O tigre pulou da cama e circulou Lin Xun, esfregando-se contra suas pernas e ronronando.
Com o tigre perto, o cheiro do feromônio ficou ainda mais intenso.
— Saia.
A voz de Gu Huaie saiu rouca, seus olhos dourados brilhando com um tom selvagem. Ele parecia lutar contra algo, mas sua ordem ainda soou firme.
Lin Xun estremeceu e saiu correndo do quarto.
O tigre olhou para a porta, depois para Gu Huaie, rosnando baixinho em protesto.
— Não vá atrás dele.
Gu Huaie ignorou o descontentamento do tigre, mas o quarto silencioso, sem Lin Xun, de repente parecia vazio demais.
Antes, ele sempre passava sozinho por esses períodos difíceis, mas nunca se sentira tão inquieto.
Talvez por já ter sentido o toque e o cheiro de um Omega, sua mente agora se agarrava àquela memória, revivendo-a incessantemente.
Lin Xun não entendia o que havia acontecido. Um momento atrás, Gu Huaie parecia normal — e de repente explodiu.
Homens mais velhos eram difíceis de agradar.
Ajoelhado no chão, ainda com as pernas fracas, ele se perguntou se precisaria de outra dose de inibidor.
Precisaria pesquisar sobre isso depois.
Nesse momento, o senhor Liu apareceu com um carrinho de comida e olhou para ele, surpreso:
— Jovem mestre, por que está aí no chão?
Lin Xun ergueu o rosto, os olhos ainda vermelhos do efeito do feromônio. O velho mordomo sentiu pena:
— O Sr. Gu parece não gostar da minha presença lá dentro.
— Não se preocupe — o velho homem acalmou. — O jovem mestre não é do tipo que age sem razão. Deve ter sido um mal-entendido. Por que não descansa um pouco no quarto de hóspedes?
— Obrigado, senhor Liu.
— Não há de quê.
Assim que o mordomo saiu, entrou no quarto e foi recebido por dois pares de olhos dourados, igualmente ansiosos.
— Mestre, foi o Dr. Si quem sugeriu que o jovem mestre ficasse aqui para cuidar de você — ele organizou a comida ao lado da cama. — Ele ficou do lado de fora, parecendo bem triste.
Gu Huaie baixou os olhos, mantendo a expressão inescrutável, mas o cheiro inquieto do feromônio no quarto traía suas emoções.
O tigre pulou na cama, miando insistentemente.
Sem reagir à agitação do animal, o mordomo apenas arrumou a comida e saiu em silêncio.
Capítulo 5
Gu Huaie, no entanto, demorou a se mover. Depois de um bom tempo, ele ergueu os olhos e olhou para o tigre branco que lhe virava as costas:
— Se quiser ir vê-lo, vá.
[Nota do Autor: Lin Xun: Esse velho sabe mesmo ser contraditório, não é? Peço que favoritem a obra!]
Lin Xun foi até o quarto de hóspedes. Longe do feromônio de Gu Huaie, o calor em seu corpo foi diminuindo aos poucos. Assim que se recuperou, jogou-se na cama e se enrolou nos lençóis.
Mas, no segundo seguinte, uma sombra branca surgiu no quarto. A cabeça enorme do tigre aproximou-se dele, esfregando levemente em seu ombro.
Vendo o tigre branco que aparecera de repente, Lin Xun abraçou sua cabeça:
— Ele deixou você vir?
O tigre deitou-se ao seu lado, lambendo sua mão enquanto ronronava, como se quisesse agradá-lo.
Lin Xun não resistiu à fofura e abraçou o tigre com força.
Quem conseguiria resistir a um gato enorme, tão fofo e carinhoso assim?
Do outro lado, sentado na cama do quarto ao lado, Gu Huaie sentiu suas orelhas ficarem vermelhas. Ele tossiu levemente e continuou a comer, mantendo a expressão séria.
Lin Xun já estava cansado e, com o ar-condicionado ligado e o tigre quentinho em seus braços, não demorou para adormecer.
Quando o mordomo bateu na porta e entrou, viu os dois dormindo tranquilamente juntos. Sorrindo, saiu em silêncio sem perturbá-los.
Ele já sabia que o jovem mestre era especial para o pequeno mestre.
O corpo espiritual sempre reflete os verdadeiros sentimentos do dono, e o que ele vira era a prova disso.
Assim que saiu do quarto, Gu Ting, o avô de Gu Huaie, aproximou-se curioso:
— O que você foi fazer lá dentro?
O mordomo não respondeu, apenas fez um gesto com o dedo, convidando-o a espiar.
O velho Gu seguiu o mordomo e olhou para dentro do quarto. O tigre branco, abraçado pelo jovem Omega, ergueu a cabeça alerta, olhando para eles, enquanto a cauda balançava com descontentamento.
O mordomo riu e fechou a porta novamente:
— O jovem mestre gosta do pequeno mestre.
Dessa vez, o velho Gu não rebateu. Em vez disso, lambeu os lábios e murmurou:
— Estou com fome. O que vamos comer mais tarde?
Aparentemente, a cena que acabara de presenciar também o tranquilizara.
O mordomo acenou:
— No almoço, preparei carne vermelha, mas o senhor só pode comer dois pedaços.
O velho Gu franziu o rosto:
— Três pedaços. Menos que isso, não!
*
O período de sensibilidade de Gu Huaie tornou-se mais suportável graças às interações entre Lin Xun e o tigre branco.
Na manhã seguinte, Gu Huaie já estava completamente recuperado, até mesmo com um brilho revigorado no rosto.
Quando Lin Xun desceu as escadas e o viu, perguntou surpreso:
— Você já está melhor?
Gu Huaie ergueu os olhos e encarou os olhos negros do jovem Omega. Assentiu com naturalidade:
— Sim.
Lin Xun não conseguia acreditar. Si Xian havia dito que o período de sensibilidade de Gu Huaie duraria vários dias. Como ele melhorara em apenas um?
— Será melhor chamar o doutor Si para dar uma olhada?
Vendo que Lin Xun parecia genuinamente preocupado, Gu Huaie sentiu um calor no peito:
— Não precisa. Já marquei com ele para nos encontrarmos na empresa.
— Mesmo que esteja melhor, não se esforce demais. Na minha opinião, você deveria descansar em casa esses dias — disse Gu Ting, claramente desaprovando a disposição de Gu Huaie em trabalhar tanto.
— O projeto do novo distrito está prestes a começar. Descansarei mais tarde — respondeu Gu Huaie, antes de olhar para Lin Xun. — Você vai para a escola hoje?
— Vou — respondeu Lin Xun.
Se Gu Huaie estava bem, ele certamente retomaria os estudos.
— Então eu espero você no carro — disse Gu Huaie, saindo da sala de jantar.
Lin Xun assistiu-o ir embora. Depois do que acontecera no dia anterior, ele não estava muito disposto a pegar carona com ele.
O mordomo, sorridente, colocou uma lancheira sobre a mesa:
— Pequeno mestre, preparei seu almoço.
Lin Xun ficou surpreso:
— Por que se preocupou com isso? Eu poderia comer na cantina da escola.
— O velho mestre disse que você estuda muito e precisa se alimentar bem. A partir de agora, prepararei seu almoço todos os dias.
Assim que o mordomo terminou de falar, Gu Ting tossiu discretamente ao lado.
Lin Xun olhou para ele e viu o velho fingindo naturalidade enquanto bebia água, como se não estivesse ouvindo a conversa.
Sorrindo, ele pegou a lancheira das mãos do mordomo:
— Obrigado, vovô! Vou comer direitinho!
Chamado de "vovô" por um Omega tão doce e educado, o velho Gu não conseguiu manter a expressão séria e deixou escapar um sorriso.
Esse garoto era mesmo adorável.
— Eu já disse que o pequeno mestre é diferente do que dizem por aí. Agora o senhor acredita? — comentou o mordomo, divertido, ao notar a expressão do velho mestre.
— Você fala demais — resmungou Gu Ting, fingindo irritação. Mas, ao se virar, olhou para o mordomo e acrescentou: — Você tem mais bom gosto que eu, está bem?
Lin Xun entrou no carro com a lancheira na mão. Gu Huaie notou, mas não perguntou nada, apenas ordenou ao motorista que partissem.
Durante o trajeto, Gu Huaie continuou ocupado, lendo documentos sem parar.
http://portnovel.com/book/8/1431
Pronto:
Como usar: