Tradução pronta Fox Demon: Liver for Immortality / Fox Demon: Fígado para a Imortalidade: Capítulo 11

— Quem tem tempo pra cuidar de vocês?

Por isso esses canalhas ficam cada vez mais insolentes, afinal ninguém os controla.

E Bai Shi percebeu claramente que Yan Lao San e seus capangas estavam olhando para ele de soslaio.

— Hein, parece que tão atrás de você, né? — O burro preto balançou um pedaço de madeira com o rabo, curtindo a cena como quem vê um espetáculo.

Para ele, aquela turma de incompetentes não era nada. Nem se fosse um exército humano, ele não ficaria intimidado.

E como previsto, no instante seguinte, Yan Lao San ordenou que seus homens arrastassem o velho Zhao para frente.

O ancião, já com mais de cinquenta anos, curvado pelo tempo, parecia uma criança frágil diante do braço musculoso do bandido.

— Olha só, seu velho decrépito, você aqui! Se não me engano, foi você quem me serviu peixe cru ontem, não foi? — Yan Lao San puxou o pescoço do velho Zhao com um sorriso cruel. — Passei a noite toda com o intestino solto. Acha que não vai me pagar por isso?

Sem cerimônia, ele arrancou as últimas moedas de prata que o velho Zhao guardava.

— Não, por favor! É o dinheiro pra comprar comida pro inverno! Minha família depende disso pra sobreviver... —

*BANG!*

Yan Lao San chutou o velho Zhao, que voou e caiu pesadamente no chão. Um *crack* ecoou, seguido por um jorro de sangue saindo de sua boca.

Uma onda de desespero tomou conta dos presentes. Era óbvio que o velho Zhao não sobreviveria ao inverno.

— E aí? Vocês também querem passar o inverno? — Yan Lao San apontou para a multidão, mas seus olhos estavam fixos em Bai Shi e na furiosa Yue Ti Xia atrás dele.

Mesmo que o garoto tivesse aprendido algumas artes marciais, ele tinha mais de dez irmãos de luta atrás dele...

— Dá pra matar no facão mesmo! — pensou, com inveja ao ver Bai Shi lucrando tanto e ainda acompanhado de uma bela mulher. Hoje, ele não sairia sem seu troféu.

— Isso já é demais! — Yue Ti Xia gritou, tão indignada que seu véu caiu.

Yan Lao San ficou boquiaberto, quase babando:

— Nossa, olha só! O pedrinha tá ficando importante, hein? Arrumou uma gatinha dessas pra você? — Ele se aproximou, sorrindo nojento. — Então, me passa essa garota, e eu te ensino umas técnicas de luta. Que tal?

A multidão se agitou, mas ninguém teve coragem de intervir. Apenas o velho Zhao tentou se levantar, mas a dor o impediu de falar.

Bai Shi observou as reações ao redor. A maioria só queria se proteger, o que era normal. Nesse mundo, qualquer ferimento podia ser uma sentença de morte.

Ele fez um sinal para Yue Ti Xia, que imediatamente ajudou o velho Zhao a se levantar, discretamente transferindo energia espiritual para curá-lo.

Quanto aos bandidos... ela nem precisaria sujar as mãos.

— Ih, oh! Ih, oh! — O burro preto, já de saco cheio, começou a zurrar alto, batendo os cascos no chão enquanto circulava Yan Lao San.

O tom era claramente de provocação.

O clima tenso de repente ficou ridículo.

— Seu maldito! Hoje mesmo eu vou te matar e fazer ensopado! — Yan Lao San, vermelho de raiva, brandiu seu facão.

Mas no instante seguinte, o burro chutou a arma para longe e, com um movimento rápido demais para os olhos humanos, acertou Yan Lao San *bem* *na região sensível*.

*CRACK!*

— Você... AAAAAAH!

Primeiro veio uma sensação estranhamente prazerosa, quase relaxante. Yan Lao San suspirou...

E então a dor explodiu.

Ele gritou como um porco no abate, rolando no chão enquanto todos olhavam para o burro, que continuava zurrando orgulhoso.

Os homens presentes instintivamente cerraram as pernas, mas, no fundo, sentiam uma ponta de satisfação.

— O QUE TÁ ESPERANDO, SEUS IDIOTAS? MATA ESSES FILHOS DA PUTA! — Yan Lao San berrou entre gemidos. — NÃO TÃO VENDO QUE SEU LÍDER TÁ FERIDO? CORTEM, CORTEM TODOS!

— Sabe... não era melhor só viver em paz? — Bai Shi murmurou, impassível.

— VAI SE FUD—

Antes que Yan Lao San terminasse a frase, Bai Shi mergulhou a mão direita nas brasas da fogueira e pegou um pedaço de carvão incandescente.

Sob olhares incrédulos, ele usou a outra mão para *arrancar* o maxilar de Yan Lao San com um *CRACK* seco.

O bandido ficou com a boca aberta, impossibilitado de falar, só conseguindo emitir sons guturais enquanto via Bai Shi aproximar o carvão em chamas...

E enfiá-lo em sua boca.

*SSSSSS*

Fumaça subiu, misturada com o cheiro de carne queimada e os gritos agonizantes de Yan Lao San.

A rua inteira ficou em silêncio.

— Já que você não sabe falar, melhor ficar quieto. — Bai Shi continuou, frio. — Ah, e você mencionou que comeu peixe cru na casa do velho Zhao, né?

— Uhn... uhnhn... — Yan Lao San tentou negar, mas sua garganta já estava meio cozida.

Bai Shi ignorou e acenou para o burro preto, que trouxe uma tigela enorme de molho picante.

— O tempero do velho Zhao veio da minha receita, mas o meu é mais autêntico. Prove.

— N-não... ghgh... — Yan Lao San tentou recusar, mas era tarde.

Seus capangas, antes tão corajosos, agora pareciam estatelados, assistindo enquanto o líder engolia aquele molho ardido derramado em sua boca carbonizada...

Naquele momento, até os moradores que mais odiavam os bandidos acharam Bai Shi... *assustador*.

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**Capítulo 12 — Matar**

Em meio ao silêncio da rua, alguém finalmente gritou:

— ACABA COM ELES!

Os discípulos da escola de artes marciais, antes paralisados, reagiram e avançaram sobre Bai Shi, facões e porretes em punho.

Mas alguns, mais espertos, recuaram e miraram Yue Ti Xia, que ainda cuidava do velho Zhao.

*‘Trouxas... mexer com o Bai Shi é pedir pra morrer.’*

Os civis, apavorados, corriam em todas as direções. Os poucos que pegaram em facas ou enxadas hesitaram... e acabaram recuando.

— Pedrinha... cuidado... — O velho Zhao conseguiu sussurrar, fraco.

O velho Zhao balançou, trêmulo, antes de abrir os olhos bem arregalados.

— Ei, você aí! — ele grunhiu, mas a voz saiu mais como um rosnado raivoso.

E então viu. A mão esquerda de Bai Shi, que até então estava escondida atrás das costas, surgiu num movimento fluido. A lampejante navalha de três palmos de comprimento desceu como um arco de lua nova.

Os três homens na frente congelaram no meio do ataque, como se o tempo tivesse parado. No instante seguinte, Bai Shi deslizou por entre eles com um leve passo, usando a técnica [Passo Celestial].

— Splat! Splat! —

Jorros de sangue pintaram o chão num raio de vários metros. Os três homens se partiram em fatias precisas, como um sashimi de salmão cortado por mãos de mestre.

A cena deixou muitos espectadores pálidos como papel. Minutos atrás, aquela mesma faca estava sendo usada por Bai Shi para preparar refeições. Agora, transformara-se num instrumento de morte.

— A lâmina tá afiada demais... Tira a graça — murmurou Bai Shi, jogando a navalha longe sem cerimônia.

Em vez disso, ergueu os punhos e partiu para cima dos discípulos da escola de artes marciais. Os inimigos, vendo a afronta, ficaram com os olhos brilhando de fúria.

Mais de dez facões se ergueram ao mesmo tempo contra Bai Shi. Ele só deu uma olhada desinteressada antes de começar a girar os punhos como um redemoinho.

— Crack! Crack! Crack! —

O som de ossos quebrando se misturava com os baques surdos dos golpes. Sete ou oito homens voaram como sacos de farinha, mortos antes mesmo de atingirem o chão.

Quanto às lâminas que alcançaram Bai Shi? Nada além de uma leve coceira. Nem marcaram sua pele.

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