Su Chen foi o único da primeira rodada que conseguiu vencer um oponente mais forte, derrotando um lutador de sétimo grau com seu nível de oitavo grau. Além disso, a maneira como venceu foi tão inesperada que deixou todos perplexos. Sua façanha despertou tanta curiosidade que muitos começaram a investigar tudo sobre ele.
Assim, Su Chen ganhou um bando de admiradoras e, é claro, alguns colegas invejosos. Afinal, ele era sobrinho — nem mesmo de sangue — de Xiao Lengyu, uma figura lendária dos Guardiães das Roupas Bordadas. Era suficiente para deixar qualquer um louco de inveja.
Quando Su Chen chegou à Praça de Pedra Azul, uma das irmãs mais velhas, destemida, se aproximou e lhe entregou um lenço perfumado com um verso que ele havia "emprestado" de outra vida escrito nele:
— Su Chen, adoro seu poema *A Canção do Herói*. Que tal irmos discutir poesia esta noite?
Ela piscou, revelando suas intenções de forma audaciosa.
— Ah, a Irmã Liu foi mais rápida que eu! — lamentou uma novata fofa, mordendo os lábios de frustração.
— Nunca imaginei que o Irmão Su também fosse poeta. *"Jovem de roupas verdes cavalgando pelos rios e lagos, sem desperdiçar a leve loucura de um sonho"*... ele capturou exatamente o que sentimos!
— Eu prefiro a linha *"O dragão adormecido desperta, um rugido que abala montanhas"*. Que poder!
— *"Dez anos forjando uma espada, sua lâmina nunca testada. Hoje a mostro a você: quem ousa enfrentar a injustiça?"* — Isso sim é o que nós, Guardiães, buscamos!
— Mas *"O vento da primavera enche os cascos do cavalo, em um dia percorrendo todas as flores de Chang’an"*... isso sim me faz sonhar!
Todos esses versos eram plágios de poemas de outra vida, cheios de espírito heroico e o ímpeto juvenil. Su Chen havia planejado entrar no mundo das artes marciais com poesia e espada, mas as coisas estavam saindo um pouco do controle.
— Essas habilidades "do submundo" como o *Assassino dos Mil Anos* estão arruinando minha imagem — pensou ele, irritado.
Precisava desenvolver técnicas mais impressionantes para manter sua reputação. Contra os fracos, poderia usar força pura. Contra os fortes demais... bem, teria que apelar para seus truques sujos.
Mas, no fundo, quem se importaria? No final, o que importava era vencer. E se alguém reclamasse, ele poderia simplesmente culpar os adversários por serem fracassados invejosos.
Enquanto isso, ele mantinha uma expressão serena, fingindo indiferença diante dos elogios e dos olhares sugestivos das irmãs mais novas.
Já Ye Yun, não muito distante, estava com o rosto escuro de inveja.
Ele sempre se vangloriara de seu charme poético, conquistando garotas com seu ar de nobre refinado. Mas agora, todas só tinham olhos para Su Chen.
— Poesia não significa nada. Hoje, vou esmagá-lo, e essas novinhas voltarão a me admirar — pensou, abrindo seu leque com arrogância.
No pódio, Cai Qi estava de cara fechada.
Pensar no dinheiro que estava gastando para reparar o Espelho Celestial a deixava com um nó no estômago.
— Cai Qi, você sempre gostou de poesia. O que acha dos versos de Su Chen? — provocou Xiao Lengyu.
Cai Qi travou.
Não queria dar razão à rival, mas... aquelas linhas eram impressionantes.
Melhores do que qualquer coisa que ouvira em saraus pretensiosos.
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— Felizmente, não tenho nenhuma jovem sob meu comando, senão acabariam todas se apaixonando por ele — pensou, amargamente.
Mas, em voz alta, apenas revirou os olhos:
— Poesia é só um passatempo. Já perdi o interesse nessas bobagens.
Nada de admitir que já decorara os versos.
Imaginara que o poeta fosse um homem maduro e sofisticado... mas era só o sobrinho dela. Maldito!
— Nos Guardiães, o que importa é força. Versos não prendem criminosos — retrucou. — Você realmente acha que Su Chen pode vencer Ye Yun?
Xiao Lengyu observou a confiança de Cai Qi.
Não era fingimento.
— Então o Espelho Celestial revelou as fraquezas das habilidades de Su Chen...
Uma pontada de preocupação a atingiu.
Se ele estivesse em perigo, quebraria todas as regras. Ninguém machucaria *seu* Su Chen.
***
Logo, um tambor soou.
A segunda rodada começou.
Os combates agora eram mais intensos, com menos novatos e mais confrontos entre grandes nomes.
Até houve uma luta entre dois guerreiros de sétimo grau, deixando a plateia eufórica.
Gu Ling venceu seu oponente sem esforço, com movimentos simples e diretos.
Então, chegou a vez de Su Chen enfrentar Ye Yun.
Era o duelo mais esperado do dia.
Ambos já eram figuras conhecidas entre os Guardiães, e com Xiao Lengyu e Cai Qi torcendo por trás, até os guardas dourados se interessaram.
Esta batalha representava mais do que apenas os dois lutadores.
Conforme Su Chen saltou graciosamente para o ringue, Ye Yun... entrou de costas.
De costas?
— ???
–
[Nota do Autor: Pedidos de flores, votos lunares, avaliações e dados são bem-vindos!]
### Capítulo 14: Pra quê? Pra quê apostar tão alto? *Assassino dos Mil Anos*, ativa!
Havia muitas formas de entrar no ringue: pulando, caminhando...
Mas ninguém nunca havia tentado andar de ré.
— O que Ye Yun está fazendo?
— Por que está andando para trás? Ele enlouqueceu?
Muita gente não entendia por que Ye Yun estava agindo de forma tão estranha.
Assim que subiu no ringue, ele nem sequer ficou de frente para Su Chen. Em vez disso, virou-se completamente para fora, de costas para o centro do ringue.
— Deve ter algum significado profundo — murmurou alguém na plateia.
Os mais perspicazes logo perceberam que aquilo não era apenas uma pose para impressionar. Havia um motivo por trás daquilo.
E quando lembraram do jeito estranho como Su Chen havia derrotado seu oponente na rodada anterior, tudo começou a fazer sentido.
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