Ler Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 17 :: portnovel.com - novelas e light novels ler online

Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 17

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Ele cuidadosamente aplicou óleo sagrado no corpo da arma laser, desmontando-a com afinco para ajustar o cano de transferência de energia e o mecanismo de disparo.

Apesar de Taylor não acreditar nos dogmas do Culto Mecânico, ele sabia que neste mundo as máquinas realmente possuíam uma "alma mecânica".

Aqueles conceitos misteriosos podiam ajudá-lo a sobreviver - e isso já era precioso e útil o suficiente.

Usando um kit de manutenção da temida série Águia Imperial, ele garantiu que seu armamento estivesse afiado. Pelo menos assim evitaria morrer por enguiçamento de munição ou superaquecimento da arma laser.

Enquanto isso, observava os orks verdes se agitando na periferia, imitando seus movimentos para construir defesas.

Era engraçado ver aqueles xenos cavando trincheiras e empilhando sacos de areia. Para ser justo, até que estavam fazendo um trabalho decente - tanto os cavaletes antitanque quanto as trincheiras tinham um estilo bem reminiscente da Guarda Imperial.

Não era exatamente uma imitação ruim, mas ainda assim parecia deslocado.

Principalmente quando táticas das quais a Guarda Imperial tanto se orgulhava estavam sendo usadas contra ele mesmo.

Taylor estudava as trincheiras quando a Senhora Katy perguntou:

— Chefe, vamos reforçar nossas trincheiras?

Taylor ponderou por um instante.

— Melhor guardar energia para outras coisas. Não é o melhor momento - logo estaremos saindo daqui.

"No sentido literal ou figurado", pensou ele, sem completar em voz alta.

De repente, um ruído metálico ecoou de dentro do motor de guerra. Taylor ergueu a arma, alerta.

Era apenas o Lobão, emergindo dos escombros da fortaleza com seu fedor característico de sangue. Na mão, trazia uma cabeça valiosa - para Taylor, um trunfo para sobreviver; para o lobo, uma simples presa; e para um chefe ork faminto, a chave para se tornar um verdadeiro líder de guerra.

As negociações começaram rapidamente. Taylor saiu pelo alçapão do teto do Frankstein, enquanto a maioria da equipe permanecia dentro. Ele exigiu que o Lobão ficasse ao lado do veículo.

A armadura dos Astartes possuía botas magnéticas para combate no vácuo, permitindo que permanecessem firmes sobre superfícies metálicas - daí a viabilidade do plano.

Agora, a fera erguia a cabeça decepada do líder ork, cujos olhos ainda pareciam desafiantes. Os "garotos" Machado Sangrento observavam o enorme Astartes com uma mistura de cautela e inveja.

Em seus pensamentos primitivos, aquele humano só poderia ter crescido tanto matando vários chefes!

Enquanto isso, o líder dos Machado Sangrento gritava como um grot com o pé esmagado:

— Baixa isso! Não deixem os garotos verem mais! Não vai ser bom se espalhar!

Ele estava desesperado. Se sua tropa descobrisse que ele negociara com humanos em vez de ter matado o chefe inimigo, seu poder seria minado.

Taylor respondeu imediatamente:

— Aceito o acordo, mas você precisa remover aquelas barricadas e nos dar passagem livre. Só jogaremos a cabeça para vocês depois que sairmos do território ork.

O líder rosnou:

— Está se aproveitando!

Mas Taylor, inabalável, ordenou:

— Liberem o caminho.

O chefe verde rangia os dentes com tanta força que pareciam prestes a quebrar. Relutantemente, ordenou que seus subordinados abrissem passagem.

O veículo de Taylor começou a se mover, lentamente deixando para trás o acampamento de ferro-velho e lixo.

Finalmente, Taylor respirou aliviado ao ver o acampamento ork ficando cada vez mais distante.

O Lobão riu alto:

— Não acredito que saímos ilesos do covil dos orks! Você é esperto, muito mais que aqueles acadêmicos inúteis do Império!

Taylor enxugou o suor da testa.

— Não tão rápido, Katy. Acelera, não podemos parar. Não confie neles - a ganância dos orks garante que nunca estarão satisfeitos só com a vitória.

Ele observou os verdes se mexendo nos flancos. Mesmo que o chefe Machado Sangrento mantivesse sua palavra, os subordinados certamente não obedeceriam.

A reputação de Taylor poderia contê-los... mas a cabeça de um chefe Morticista era tentação demais.

Para os orks, o Frankstein em movimento não era um veículo - era um bilhete dourado para se tornar o mais WAAAGH! de todos os chefões.

E era justamente isso que preocupava Taylor. Quando o veículo atropelou um ork que, movido por ganância, atirou contra eles, uma maré verde começou a avançar.

Taylor praguejou:

— Droga, eu sabia! Bem... guerra inevitável, então!

CAPÍTULO 27: GUERRA INEVITÁVEL, PARTE 6

Armas laser e bolters dispararam simultaneamente. No teto do veículo, o Lobão era uma máquina de matar, seu machado de cadeia cortando orks um após outro.

O acordo ruira - fosse pela ganância ork ou pela incapacidade do chefe em controlar sua horda.

A guerra se reacendera. Taylor reagiu instantaneamente, atirando com seu bolter enquanto o Frankstein acelerava rumo ao fim do desfiladeiro.

Diversas armas laser despontaram pelas aberturas do veículo, disparando em todas as direções.

Pegos de surpresa e movidos apenas por desejo imediato, os orks estavam desorganizados. Em contraste, o 15º Pelotão tinha um Astartes e a vantagem da preparação.

Descansados e determinados, eles avançaram como um furacão através da maré verde. Estavam prestes a escapar do desfiladeiro quando uma enorme lata de lixo mecânica ork despencou da passagem estreita.

CLANG! CRUNCH!

A besta mecânica brandia suas garras hidráulicas e engrenagens de serra elétrica. Sua pintura azul-branca, surrada, emanava uma frieza perturbadora.

Com voz rouca e eletrônica, o monstro rosnou:

— Humiez, quando eu tiver sua cabeça e a do chefe, vou poder ter meu Grande Garganta!

Taylor resmungou:

— Cabeça pequena, ambição grande... 'Grande Garganta' o quê...

Mas ele realmente não tinha armas antitanque à mão. Apesar de já ter destruído alguns veículos orks por acidente, nunca vencera um confronto direto.

Virando-se para o Astartes, perguntou:

— Ainda tem bombas de melta?

O Lobão coçou a cabeça desgrenhada:

— Usei todas lá dentro na fortaleza!

Revistou o interior de sua armadura tática, onde alguns compartimentos emergenciais poderiam estar...

Ele corrigiu:

— Não, tem mais uma, mas é uma bomba térmica cronometrada pra arrombar portas. Precisa ser instalada, e acho que não temos tempo nem chance pra isso!

Taylor resmungou, frustrado:

— Olha só você, querendo bancar o herói. Agora estamos ferrados!

Ele observou aquele mecha: uma cabeça enorme, parecendo uma lata, com um símbolo branco pintado à moda dos Pele Verde. Quatro armas apontavam diretamente para eles.

Taylor já imaginava como ia morrer: se seria explodido pelos canhões pesados daquela "lata", dilacerado pela serra-elétrica ou se teria o pior fim possível. Enxugou o suor da testa e decidiu confiar na sorte, como sempre. Sem muitas esperanças, pegou a bomba e mirou naquele monstro metálico.

Murmurou uma prece desesperada:

— Eu troco todas as minhas noites de pôquer perdidas por um milagre aqui, Imperador, me ajuda!

E então, soltou um grito que vinha direto do fundo do seu medo:

— AAAAAAH!

Até o guerreiro dos Lobos Espaciais, acostumado com os berros mais assustadores de Fenris, ficou impressionado.

Quando a bomba atingiu o mecha Pele Verde, faíscas voaram, e a máquina gargalhou. Assim como os Cavaleiros Imperiais, aquele monstro era ligado à coluna do piloto, que sentia o mecha como uma extensão do próprio corpo.

Só que, enquanto os Cavaleiros usavam tecnologia obscura, os Pele Verde preferiam abrir a cabeça e as costas do piloto e costurá-lo direto na máquina. Mais barato, mais rápido e com feedback total — o que fazia o ataque da bomba parecer mais uma coceirinha.

Mas até coceira pode machucar. Quando uma das bombas acertou o monitor do mecha — o "olho" —, o vidro reforçado estilhaçou.

O Pele Verde rugiu:

— AAAAAAH!

Ele estava cego. Começou a balançar as armas aleatoriamente, e Taylor gritou:

— Agora, passa por ele!

O Frankstein acelerou como um cavalo desembestado, desviando pelo lado direito do mecha. A lâmina afiada passou raspando pela cabeça do Marine Espacial e de Taylor, que por um instante achou que era seu fim.

Ao avistar o sol nascendo no horizonte, Taylor finalmente respirou aliviado. Seu veículo cortava a planície, levantando terra com esteiras. O Lobo Espacial segurava a cabeça do inimigo e perguntou:

— E isso aqui?

Taylor olhou para a cabeça esbranquiçada e já fedorenta:

— Joga fora. Não vou deixar você jantar isso!

A voz dele soou como a de um dono repreendendo um husky por trazer lixo pra casa.

O guerreiro arremessou a cabeça para frente. O veículo balançou quando as esteiras pesadas esmagaram o troféu, reduzindo-o a uma massa informe.

Taylor olhou para trás e viu os motores Pele Verde emperrados pelo mecha cego. Suspirou:

— Preciso comer algo bom pra recuperar o ânimo...

Mas, ao olhar adiante, avistou um caminhão pesado, soltando fumaça preta, vindo em sua direção!

Era aquele maldito chefe Machado Sangrento, gritando e berrando atrás deles. O caminhão de quase cinco metros de altura estava cheio de Pele Verde.

Taylor sentiu um calafrio, mas fingiu tranquilidade:

— Alienígena, qual é o seu problema agora?!

O chefe rugiu:

— A cabeça!

— Me devolve a cabeça!

Taylor não ficou surpreso, mas eles já tinham jogado a cabeça fora! Quem diria que o cara era tão teimoso... E pior: aquele caminhão com armamento pesado não vinha só pela cabeça — queria Taylor e o Marine também.

Ninguém recusa poder, nem mesmo os Pele Verde. Taylor já imaginava o chefe atirando neles assim que pegasse o prêmio.

Foi aí que teve uma ideia. Virou-se para o Lobo Espacial:

— A bomba térmica.

O "husky" — digo, o Lobo Espacial — obedientemente entregou o artefato. Taylor embrulhou-o em trapos e ativou o timer.

Entregou o pacote ao Marine, que entrou no espírito da coisa. Com um sorriso selvagem, arremessou a bomba com precisão.

O chefe agarrou o embrulho, deu um beijo no "presente" e gritou:

— Ha! Vocês são burros! Agora morram!

Sentou em cima da "cabeça" pra evitar roubos, pegou a arma e mirou em Taylor.

Mas logo percebeu que o troféu estava duro demais. Humanos até comem carne até sobrar só os ossos, mas...

Seu rosto mudou. Ele se levantou rápido demais.

E o timer chegou a zero.

Taylor viu o brilho característico da bomba térmica — o calor intenso, o ar fervendo com um chiado.

Até que soava apetitoso.

O caminhão de guerra perdeu um terço de sua estrutura. A maioria dos Pele Verde virou uma massa grudenta no metal derretido. Só as rodas continuaram girando, arrastando o resto para frente.

Taylor respirou fundo. Tudo aquilo tinha sido pura sorte. Um pouco de esperteza e cautela ajudaram, mas o medo ainda latejava em seu peito.

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