Ler Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 22 :: portnovel.com - novelas e light novels ler online

Tradução pronta Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 22

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Huo Ying murmurava algo, observando de longe o cadáver do homem negro e seus pés deformados.

Sem coragem de se aproximar para examinar o corpo, ele acendeu flechas com pontas de dentes de lobo e as disparou uma por uma perto do cadáver. Com a madeira de álamo queimando, o corpo também pegou fogo, sendo rapidamente consumido pelas chamas até virar cinzas.

Por hábito, Huo Ying conferiu a Árvore Divina em sua mente.

[Progresso: 72%]

Ele estranhou. Matar o homem negro lhe rendera 10% a mais. Isso significava que, ou o homem estava prestes a se tornar um Zumbis Obscuro, ou eliminar infectados também aumentava o progresso da Árvore.

No entanto, nenhuma sombra turva escapara do corpo do homem, tornando improvável que fosse um Zumbis Obscuro.

— A Árvore absorve a energia deste mundo… Talvez tanto os Zumbis Obscuros quanto os infectados sejam partes importantes dessa força.

Faltavam apenas 28% para a Árvore evoluir. E só restavam nove dias até o dia do levante dos Zumbis.

Se ele conseguisse eliminar mais três Zumbis Obscuros, a Árvore evoluiria. Mesmo que só encontrasse dois, ainda daria tempo — a Árvore crescia 1% por dia, garantindo a Huo Ying uma proteção reforçada antes do caos começar.

Cauteloso, ele olhou na direção de onde o homem negro viera, mas não se aproximou. O negro não estava ferido antes, e o som de cães de caça ainda ecoava. Agora, a vila estava silenciosa novamente. Era possível que o homem tivesse encontrado algo terrível por ali, como aquilo da fábrica da Genes Azul.

Huo Ying não viu Liang Yao nem os outros Expurgadores restantes. Imaginou que o negro estivesse perseguindo algo e, com isso em mente, decidiu voltar para a casa de Liang Yao.

À porta da casa de Liang Yao

Wang Tianhua estava desesperado, soluçando com o rosto encharcado de lágrimas e muco. Wang Kai o segurava, batendo levemente em suas costas como consolo.

Tianhua chorava de verdade. Já Kai… não estava sendo sincero.

Enquanto abraçava o filho, ele se posicionou de costas para o Expurgador armado que os vigiava, usando Tianhua como escudo para esconder as próprias mãos.

Sorrateiramente, Kai puxou um pequeno canudo de bambu da manga e inseriu delicadamente uma agulha comprida dentro, fixando-a no lugar.

Assim que terminou, escondeu o canudo novamente e se virou para o Expurgador, com um olhar suplicante.

— Por favor, deixe meu filho viver. Ele já está ajudando vocês a encontrar pessoas. E eu também! Eu conheço muito mais gente do que ele na vila. Se eu levar vocês até todos, podem poupá-lo?

Havia um tremor fingido em sua voz, mas o desejo de salvar o filho era real.

Tianhua olhou para o pai, incrédulo.

— Pai, você sabia onde as outras pessoas estavam? Por que não falou antes? Se tivesse dito, eu não teria levado eles até Liang Yao! Eu não estaria condenado agora! Você me destruiu!

Seu tom era uma mistura de choque, raiva e… esperança. Ele queria que os Expurgadores aceitassem o pedido do pai.

O Expurgador já estava impaciente.

— Agora você pensa nisso? Tudo bem. Continue nos guiando direito. Se fizer um bom trabalho, nosso chefe pode deixar você viver.

Kai anuiu como um cachorro bajulador, mas, de repente, congelou. Seu rosto se tornou um espelho de pavor enquanto olhava para algo atrás do Expurgador.

O homem armado notou a expressão dele e ergueu rapidamente o rifle, girando para apontar na direção do olhar de Kai.

Não havia nada lá.

No momento em que o Expurgador se virou, desviando o cano da arma, Kai agiu. Levantou o braço, levou o canudo de bambu escondido na manga até os lábios e inspirou profundamente, mirando na garganta do homem.

Kai sabia fazer armas de pesca. E na infância, sem precisar entrar na água, usava caniços para criar zarabatanas e caçar peixes no fundo do rio. Mesmo sem pescar há mais de uma década desde que os Zumbis atacaram a vila, ele tinha certeza de que acertaria o alvo.

— Não, pai! Eles são muitos! Se voltarem e encontrarmos um deles morto, não teremos chance! — Tianhua, ajoelhado no chão e enxugando lágrimas, ficou pasmo. No instante seguinte, ele se lançou para frente e segurou a mão do pai.

Fiii!

O dardo voou, mas, desviado pela intervenção de Tianhua, errou o alvo.

Quando o Expurgador se virou e percebeu que fora enganado, já era tarde. A agulha de aço passou raspando seu pescoço, arranhando a pele e deixando um filete de sangue.

Um milímetro. Só isso separou sua garganta da morte.

— Filho da mãe! — O Expurgador levantou o fuzil e disparou três vezes.

Pim! Pim! Pim!

— Tudo acabou.

Kai soube, no momento em que Tianhua o impediu, que falhara. Quando viu o Expurgador se virar com a arma em punho, entendeu: era seu fim. Não daria tempo de recarregar a zarabatana.

— Sai daí! — Rugiu, usando toda a força para empurrar Tianhua para longe.

Puf! Puf! Puf!

Três balas perfuraram o corpo de Kai. Ele balançou, cuspindo uma espuma vermelha, e desabou no chão.

— Pai? Pai! — Tianhua, ao vê-lo cair, quase se jogou para cima dele, mas hesitou. Em vez disso, ajoelhou-se e gritou para o Expurgador:

— Por favor, não me mate! Eu salvei você! Estou do seu lado! Você não pode me matar!

O Expurgador, ainda ofegante pelo susto, tocou o pescoço e viu a mão ensanguentada. Olhou para Tianhua com ódio e ergueu a arma.

— Tian…hua! — Kai, caído, espasmou uma última vez e, com um esforço final, gritou:

— A casa da Elsa… fica no Centro Cívico!

Depois disso, ele ficou de olhos arregalados, sem vida.

O Expurgador hesitou. Não atirou.

Capítulo 35: Grande Recompensa

— Não me mate! Vocês não sabem onde fica o Centro Cívico! Eu levo vocês até lá! Tem mais duas pessoas — uma mãe e uma filha!

Tianhua se explicava freneticamente, temendo que o Expurgador não tivesse entendido as últimas palavras do pai.

O expulsor abaixou a arma e ficou olhando em silêncio para o corpo de Wang Kai. Depois de um longo momento, suspirou:

— Quando você viver mais neste mundo pós-apocalíptico, vai se arrepender de não ter morrido hoje junto com seu pai.

Mesmo na morte, Wang Kai não havia culpado Wang Tianhua. Com seus últimos suspiros, ainda tentou garantir uma chance de sobrevivência para o filho. Esse amor era algo que Wang Tianhua nunca mais experimentaria em sua vida.

— Estou poupando sua vida não por sua causa, mas pelo seu pai — o expulsor lançou um olhar desdenhoso para Wang Tianhua. — Vou dizer ao chefe para não te matarmos, mas depois que partirmos, o que as pessoas da cidade fizerem com você não é mais problema meu.

— Vocês... vocês não podem me levar com vocês? — Wang Tianhua perguntou, desesperado.

— Um expulsor jamais carregaria um lixo como você.

No momento em que falava, o expulsor notou o olhar incrédulo de Wang Tianhua fixo em algo atrás dele.

— Achou que ia me enganar de novo? — O expulsor, furioso, deu um chute violento em Wang Tianhua.

Twang!

O som da corda do arco ecoou, mas a flecha já havia perfurado o peito do expulsor antes mesmo que ele pudesse reagir. Ele olhou para baixo e viu a ponta da flecha saindo de seu torso.

— Estou... estou salvo.

Wang Tianhua soltou o ar preso. Reconheceu o recém-chegado: era Huo Ying. Ele e o pai haviam negociado com Huo Ying recentemente, vendendo os planos da besta submarina. Para sua surpresa, Huo Ying não apenas construíra a arma rapidamente, como também a dominara sem precisar de ajuda.

— Obrig... obrigado — Wang Tianhua tentou sorrir, mas ao ver que Huo Ying estava ileso, um frio percorreu sua espinha.

Ele testemunhara três homens — dois deles infectados — perseguindo Huo Ying. Agora, Huo Ying voltara sozinho, sem um arranhão sequer. Que tipo de poder era aquele?

Lembrando-se do que o negro dissera, suspeitou que Huo Ying agira por Liang Yao. O medo tomou conta dele. Será que Huo Ying o mataria por vingança?

— Meu pai e eu tentamos enfrentar os expulsadores, mas eles tinham armas! Não tínhamos chance! Huo Ying, por favor, não foi culpa minha! Nós lutamos até o fim, meu pai até morreu! Fizemos tudo que podíamos!

Wang Tianhua gaguejou as desculpas enquanto Huo Ying se aproximava com uma expressão sombria.

— Está tudo bem. Não estou te culpando — Huo Ying balançou a cabeça.

No mundo pós-apocalíptico, nenhuma escolha humana podia surpreendê-lo.

— Não precisa explicar. Eu vi tudo — Huo Ying apontou a besta submarina para Wang Tianhua, imobilizando-o, enquanto recolhia o rifle do expulsor morto.

— O que aconteceu aqui depois que eu fui embora?

— Uma mulher... ela usava uma faca. Era forte. Matou um infectado e invadiu a casa para resgatar Liang Yao.

Wang Tianhua respondeu rapidamente, aliviado por não sentir nenhuma intenção assassina vindo de Huo Ying. Quanto menos atenção recebesse, melhor. Ele só queria viver.

Huo Ying inspecionou o local, encontrando o cadáver decapitado do Demônio Faminto. Olhou para Wang Tianhua:

— Cuide desse corpo. Aliás, é verdade que corpos expostos podem ser possuídos por espíritos malignos?

Wang Tianhua assentiu freneticamente. Obediente, aproximou-se do cadáver, revirou os bolsos e encontrou um isqueiro. Em segundos, as chamas consumiam o corpo.

— Sim, sim! Principalmente os infectados. Se um espírito maligno possuir um infectado, herdará suas habilidades. Aí o problema será ainda maior.

Enquanto as chamas consumiam o Demônio Faminto, Wang Tianhua olhou para os corpos de seu pai e do expulsor.

— E esses? Não vamos cuidar deles? À noite, os espíritos podem possuí-los também.

— Não é necessário. Preciso de três espíritos malignos para um experimento.

— Três?

Wang Tianhua franziu a testa. Havia apenas dois corpos: seu pai e o infectado. A menos que...

Huo Ying ergueu a besta e puxou o gatilho. A flecha atravessou o peito de Wang Tianhua sem dificuldade.

— Mas... mas você disse que...

— E eu mantendo minha palavra. Não te culpo. Nem agora. Acontece que você merece morrer, e eu preciso de três espíritos malignos.

Wang Tianhua caiu no chão, ainda consciente. Huo Ying, sem hesitar, disparou outra flecha.

Com Liang Yao a salvo, Huo Ying voltou sua atenção para a picape dos expulsadores. Ao vasculhar o interior, encontrou sacos de batatas, garrafas d'água, dois galões de gasolina e três caixas de munição.

Na carroceria, havia troncos de álamo e duas grandes caixas repletas de pedras solares — pelo menos cem no total.

— Cada vez mais pedras solares... Preciso tomar cuidado com a radiação.

Desistir das pedras solares não era opção. Ele precisaria encontrar outra solução.

De volta ao volante, Huo Ying girou a chave e o motor roncou.

— Ótimo. Os controles são os mesmos.

Manobrando o veículo, ele envolveu os três cadáveres em troncos de álamo, transformando-os em múmias improvisadas, e os carregou na carroceria.

Ao chegar em casa, descarregou as múmias, posicionando-as estrategicamente perto das janelas. Seu plano era observar o processo de possessão pelos espíritos malignos e testar se poderia contê-los logo após a transformação.

Se o experimento desse certo, o progresso da Árvore Divina atingiria 100%.

Huo Ying olhou para a marca em sua palma. Eliminar três espíritos malignos de uma vez poderia desencadear uma transformação — ou atrair a atenção daqueles olhos misteriosos.

Mas o medo não o deterria. Humanos, espíritos malignos e monstros jamais coexistiriam pacificamente. Para sobreviver, ele precisava se fortalecer.

Depois de armazenar a munição e a gasolina, Huo Ying encarou as pedras solares na carroceria, ponderando. Sentiu as correntes de energia dentro de si.

E se eu criasse outro cômodo só para as pedras?

Posicionando-se ao lado sem janelas de sua casa, Huo Ying tocou o chão.

— Técnica da Quarta Coluna de Madeira!

No chão, os álamos começaram a crescer loucamente, em seguida se entrelaçando. Os troncos, retos como flechas, formaram as vigas do teto, enquanto os galhos mais grossos se encaixavam com incrível precisão, criando janelas e beirais.

No instante seguinte, Huo Ying caiu sentado no chão.

[A força vital no seu corpo não foi suficiente]

As colunas de energia dentro dele não davam conta – a casa de álamo que imaginara não se materializou por completo. Restou apenas a estrutura básica, que mais parecia um grande pavilhão aberto.

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