Tradução pronta Top Alpha's wife is paying off debts / A esposa do Top Alpha está pagando dívidas: Capítulo 10

Todo mundo sabia que a família Lin devia milhões à família Gu, e como não podiam pagar, estavam vendendo o filho para saldar a dívida.

O advogado Li não era novo nas interações com Lin Xun. Na verdade, desde que o jovem o procurou para recuperar a herança da mãe, ele percebera que algo nele havia mudado.

A única que não estava nada feliz era He Huishan.

Nunca esperara que Lin Xun aparecesse acompanhado do assistente de Gu Huaiye. Como iriam convencê-lo agora a continuar deixando a herança da mãe sob os cuidados dela?

— Senhora, podemos entrar? — O advogado Li quebrou o silêncio, tirando He Huishan do transe em que ficara ao ver Lei Ke.

— Ah, sim, entrem — ela recuou, abrindo passagem. — Xunzinho, por que não avisou a tia que traria o advogado Li e o assistente Lei?

Lin Xun, fingindo não notar o olhar reprovador dela, sorriu com inocência teatral:

— Queria dar uma surpresa para o senhor e para a tia!

Surpresa era a última palavra para descrever aquilo. Era um pesadelo.

Sentado no sofá, Lin Zhonghai esperava impaciente pela esposa. Quando levantou o olhar e viu o grupo entrando atrás dela, ficou pasmo.

— Advogado Li, assistente Lei, o que...? — Ele se levantou rapidamente, ignorando Lin Xun e estendendo a mão para Lei Ke, o braço direito de Gu Huaiye. Será que iam finalmente incluí-los no projeto do novo distrito?

— O Sr. Gu me enviou para auxiliar o jovem Lin Xun com a questão da herança — respondeu Lei Ke, evitando o aperto de mão com um sorriso profissional. Virou-se para o advogado. — Advogado Li, pode apresentar seu relatório?

O advogado Li assentiu. Olhou para Lin Xun, impressionado. Achara que o rapaz jamais recuperaria o que fora desviado, mas com Lei Ke ali, tudo mudara.

— Os ativos deixados pela falecida esposa do senhor totalizavam 1,58 bilhão, sendo 1,07 bilhão em bens imóveis e 510 milhões líquidos. Após a auditoria, restam menos de 50 milhões...

De 1,5 bilhão para menos de 50 milhões.

Conforme a lista de desvios era lida, o rosto de Lin Zhonghai escurecia, e o de He Huishan empalidecia. Ela olhou para o marido, desesperada. No começo, só desviava pequenas quantias, mas ao ver que ele nunca fiscalizava e que Lin Xun era fácil de manipular, foi ficando mais ousada.

Nunca imaginara que o total fosse tão alto. E como o advogado conseguira aqueles registros?

— Advogado Li, pare! — Lin Zhonghai interrompeu, envergonhado. Virou-se para a esposa, furioso. — Sabia que você era gananciosa, mas 1,5 bilhão reduzido a migalhas? Onde está esse dinheiro? Explica agora, na frente do Xun!

He Huishan tremia. Se aquilo fosse levado adiante, ela apodreceria na cadeia.

— Xunzinho, a tia errou, foi um momento de fraqueza... — Ela juntou as mãos, suplicante. Quis dizer que sempre o tratara bem, mas a memória de anos de maus-tratos a silenciou. — Eu juro que mudo! Perdoa a tia desta vez, por favor...

Lin Zhonghai interveio:

— Xun, você é um bom filho. Sua tia errou, mas também contribuiu para esta família. Vamos resolver isso em família, não precisa ser tão radical, certo?

O advogado Li e Lei Ke prenderam a respiração, temendo que Lin Xun cedesse.

O jovem ergueu o rosto, olhos frios percorrendo He Huishan antes de se fixarem no pai. Seus lábios tremeram em um sorriso que mais parecia um soluço reprimido. Aquela expressão partiu o coração de quem via.

— Pai, só uma pergunta: o Yan é seu único filho de verdade?

— Como assim? Que absurdo!

— Porque aqui nunca foi meu lar. A tia me batia quando ninguém via, me dava comida fria, desperdiçava o dinheiro da mamãe... Onde o senhor estava?

A voz mansa de Lin Xun continha uma dor contida, a acusação silenciosa de um filho abandonado.

— Eu me arrependo, filho. Por que nunca me contou?

— Contei. O senhor não acreditou. — Lin Xun riu, enxugando disfarçadamente uma lágrima. — E outra coisa: será que a mamãe já tinha partido quando o senhor e a tia começaram? Porque o Yan tem a minha idade...

Lin Zhonghai empalideceu.

— Cuidado com o que diz! Pode estar magoado, mas esta ainda é sua família.

Lin Xun endureceu o olhar.

— Isso aqui nunca foi minha família. Quer que eu esqueça? Então devolvam cada centavo da herança da mamãe. Caso contrário, expliquem tudo ao juiz. Advogado Li, quais são nossas chances?

— 95% de vitória, se o senhor confiar em mim.

— Ótimo. Assistentes Lei, pode chamar a polícia?

— Com prazer, jovem senhor. — Lei Ke sorriu, admirado. O jovem Omega parecia frágil, mas hoje provara ser um estrategista. Gu Huaiye sabia escolher.

Quanto a Lin Zhonghai e He Huishan... nem valia o comentário.

O capítulo reescrito em português brasileiro, com diálogos formatados corretamente e adaptações culturais:

Lin Zhonghai havia sido um genro que entrou na família Lin por casamento, chegando ao ponto de mudar até o sobrenome para agradar o sogro. Mas acabou traindo a esposa enquanto ela estava grávida.

— Ou seja, galinha não vira fênix, mesmo vestida de seda — comentariam os conhecidos.

— Lin Xun, você enlouqueceu? Vai mesmo chamar a polícia para prender sua madrasta? — Lin Zhonghai pareceu surpreso com a repentina firmeza do filho, a voz até falhou no final.

Lin Xun piscou, como se não entendesse a pergunta:

— Só quero recuperar o que é meu. Isso não é permitido? Pai, você me decepcionou. Assistente Lei, advogado Li, vamos embora. Esta casa me magoou demais.

Lei Ke imediatamente bloqueou Lin Zhonghai, que tentava impedir a saída:

— Senhor Lin, tenha dignidade. O Sr. Gu valoriza muito o jovem mestre. Se não quiser inimizade total com a família Gu... — Seu olhar passou por He Huishan, deixando claro a mensagem.

Fora da casa dos Lin, o advogado sorriu:

— Jovem mestre Lin, pode ficar tranquilo. Vou protocolar a ação judicial imediatamente.

— O advogado Li é famoso por casos como este. Pode confiar — acrescentou Lei Ke.

— Muito gentil da sua parte, assistente Lei.

Satisfeito por ter dado uma lição no pai, Lin Xun propôs:

— Convido os dois para jantar, como agradecimento.

Lei Ke tentou recusar:

— Não precisa se incomodar, jovem mestre. Além disso...

— Nada de cerimônias, tio Lei. Já que você e o tio Li se deram bem, deixo que continuem conversando — Lin Xun não deu chance para recusa e fez sinal ao advogado, que agarrou o braço de Lei Ke.

— Quando o patrão convida, não se recusa! Vamos! — disse o advogado, rindo.

No caminho, Lin Xun não esqueceu de Gu Huaiye, seu benfeitor. Sem sua ajuda, Lei Ke não estaria com ele hoje.

Como agradecimento, enviou ao celular de Gu Huaiye um desenho que fizera na noite anterior:

— Feito à mão, espero que goste.

Gu Huaiye, que esperava ansioso pelo retrato prometido, passara o dia checando o celular - algo incomum para ele. Quando finalmente a mensagem chegou, seus olhos dourados brilharam de expectativa.

Mas ao abrir a imagem... um tigre branco rechonchudo e fofo, tomando banho na banheira.

Gu Huaiye: "..."

Entre seus cabelos negros surgiram duas orelhinhas pontudas de felino, que se mexeram.

[Nota do autor:

Gu Huaiye: Isso não sou eu.

Tigre Branco: Obviamente sou eu ^_^.]

CAPÍTULO 9

Enquanto voltava do jantar, Lin Xun conferia o celular, curioso para saber se Gu Huaiye usaria o novo avatar. Ele pretendia desenhar um tigre majestoso, mas com o tempo limitado, optou por um filhote fofo.

— Talvez o tigre branco fosse ainda mais adorável quando pequeno — pensou.

Ao notar que Gu Huaiye ainda não mudara a foto, Lin Xun enviou outra mensagem:

— Senhor Gu, viu o avatar? Não gostou?

Gu Huaiye, que acabara de sair do banho, viu a mensagem enquanto seu tigre espiritual colocava a pata em seu ombro, olhando o celular com interesse.

— Está feliz? — perguntou Gu Huaiye, empurrando o animal.

O tigre, de bom humor, continuou a esfregar a cabeça nele, a cauda balançando. Só não rolou na cama porque não havia espaço.

Gu Huaiye mudou o avatar e respondeu:

— Desenho excelente. Xiao Bai adorou. Já chegou em casa?

Lin Xun respondeu por áudio, com riso na voz:

— Acabei de chegar, senhor Gu. Seu espírito animal se chama Xiao Bai? Que nome fofo para um tigre tão imponente.

Gu Huaiye ouviu a mensagem enquanto olhava para o tigre, que agora deitava no chão ofegante. Seus olhos dourados brilhavam iguais.

— Um tigre bobo. Nada especial — murmurou.

O tigre levantou-se, protestando com rosnados.

Antes que Gu Huaiye pudesse responder, bateram na porta. Era Lin Xun, sorridente:

— Pensei melhor e vim agradecer pessoalmente. Sem a ajuda do senhor e do assistente Lei, nada teria dado certo. Se precisar de algo no futuro, por favor, peça. Quero retribuir de alguma forma.

Seus olhos brilhavam, o rosto sereno e bonito.

— Fico contente em ter ajudado — respondeu Gu Huaiye.

— Foi uma ajuda enorme. Bem, é tarde. Boa noite, senhor Gu. Ah, como está se sentindo hoje?

— Estou bem. Durma também.

— Boa noite.

Ao ver Lin Xun entrar no quarto ao lado, Gu Huaiye levou a mão ao peito. Seu coração batia descompassado.

No quarto, Lin Xun encontrou o grande tigre aguardando pacientemente à beira da cama.

Assim que seus olhos dourados o viram, uma onda de carinho invadiu seu coração.

Lin Xun não conseguia segurar o riso, achando incrível como Bai, mesmo sendo a projeção de Gu Huaiye, era tão diferente dele.

Nada daquele jeito difícil, frio ou sério do outro. Esse grandalhão peludo era surpreendentemente afetuoso.

Depois de um dia cansativo, chegar em casa e ter um tigrão desses te esperando era a maior felicidade do mundo.

Mas ele não correu para acariciá-lo logo de cara:

— Espera só um pouco, vou me lavar primeiro.

Com um sorriso doce, o Omega pegou sua roupa limpa e sumiu no banheiro. Quando saiu, cheirando a sabonete fresco, encontrou o tigre branco pacientemente de guarda na porta.

Abraçou forte aquela massa peluda, macia e quentinha — um misto perfeito de fofura e segurança que derretia o cansaço.

Lin Xun sentiu todo o peso do dia escorrer pelos ombros.

— Bai, como você pode ser tão amoroso? — murmuruou, afundando os dedos na pelagem densa das costas do animal e esfregando o rosto em seu peito felpudo. O cheiro era como raios de sol — quente, seco e reconfortante.

O tigrão ficou parado, sereno, deixando o Omega se aconchegar à vontade entre seus pelos, suportando com paciência infinita as mãos que o acariciavam sem parar.

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