Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 14

— Só mesmo na guerra pra dar uma relaxada — o sujeito deu uma gargalhada, batendo no Frankenstein improvisado que eles mesmos haviam montado. — Se me perguntar, a barca de combate deles não vale nem metade desse nosso traste!

Os olhos âmbar do homem pousaram em Taylor, e um sorriso largou no rosto. — Então você é o tal herói do Império?

O Astartes estava recostado, braço sobre o joelho, com um jeitão de maloqueiro de colmeia. Claro, Taylor não ficava atrás — parecia um chefão de gangue ao responder: — Ah, para com isso, irmão! Se a gente tá aqui junto, é pela sintonia. Esquece esse papo de herói, Astartes e o caramba. Bora é comer e beber!

Mas o Lobo do Espaço sacudiu a cabeça. — A noite é boa, mas o vento traz cheiro de sangue. Gosto de vocês. Sobrevivam, hein?

Taylor encarou o gigante. — Como assim? Isso aqui é acampamento de Astartes, poxa.

O Lobo farejou o ar, narinas dilatadas. — Orks são mais espertos do que parecem. Demos uma surra neles, mas bicho encurralado vira fera. — A face suja voltou-se para o vento. — Tô sentindo o fedor dos verdes.

Taylor tentou imitar, mas só captou o cheiro de chulé dos companheiros misturado com marshmallow queimado e gordura de churrasco. — Quem foi o arrombado que botou tempero de carne no marshmallow? Que desperdício!

O Lobo riu. — Fui eu, desculpa. Achei que ficou bom, lembra um pouco o hidromel de Fenris! — E devorou o resto do lanche grotesco: carne malpassada, marshmallow doce e molho grudento. Taylor, gourmet de alma, torceu o nariz.

[Decisão interna: NUNCA visitar Fenris.

Correção: Planeta da Morte mesmo, jamais pisaria lá!]

O jantar quase recomeçava quando um farfalhar suspeito ecoou. Taylor se ergueu, dentes à mostra. — Desliga o fogo, empacota a comida! Tem visita.

O Lobo admirou-se. — Você é mais esperto do que imaginei.

— Shhh! Segredo da minha sobrevivência. Silêncio agora.

Enquanto o Astartes afiava a espada motosserra e preparava a bolter — claramente ansioso pela caçada —, Taylor já orientava os soldados a embarcar.

Num piscar de olhos, os dois se dividiram: Taylor para o leste da floresta, o Lobo para oeste.

— Os inimigos estão AQUI! — rugiu o Astartes.

Da escotilha, Taylor respondeu: — Eu não errei o caminho!

[Pensamento rápido: Astartes tão aqui, por que EU me arriscaria? Sobrevivência primeiro!]

Mas o veículo colidiu com algo. Taylor saltou, lanterna em punho. No feixe de luz... orks de elite agachados, carregando explosivos!

O grito que saiu de Taylor foi tão potente que até os verdes recuaram — muitos jurariam que era um berro de guerra.

Já o Lobo farejou sangue verde e o cheiro de lasers. Ao afastar os arbustos, deparou-se com uma armadilha tosca: corpos de gretchin e um aparelhinho repetindo sons de batalha.

Caiu na gargalhada. — Um mortal com esse faro? Inédito!

Enquanto isso, Taylor, pálido, descarregava a bolter pesada nos orks...

[Último pensamento antes do tiroteio: Ô azar do cacete!]

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Capítulo 22: Sem Escapatória (Parte 1)

O nascer do sol encontrou Taylor aceito no acampamento dos Astartes. A noite de ataques de orks especiais — e sua rápida reação — salvara naves de transporte. Agora, os gigantes o cumprimentavam com gestos de Mácula e um sóbrio:

— Fez bem.

Mas honra, para Taylor, tinha gosto amargo. Fama era sinônimo de encrenca! Ele queria ser figurante, o cara que segura bandeiras e NUNCA avança gritando pelo Imperador.

Só que agora, destacara-se demais.

A inquietação grudava nele como roupa molhada. Os orks mortos eram um aviso: a ameaça verde ainda respirava.

Enquanto a luz matinal crescia, Taylor organizou turnos de descanso. Sorveu café fervente e resmungou: — Se fosse uns anos mais novo, não tava tão acabado...

O olhar, porém, fixou-se numa colina ao longe. Parecia... tremer?

[Autoengano: É só cansaço.]

Horas depois, despertou renovado. Lavou o rosto com um pano, ajustou o capacete verde e pegou a arma, deixando os outros dormirem.

A soldada Letina chegou com leite quente e café da manhã.

— Hoje capricharam, hein? — sorriu Taylor, enquanto o sol iluminava — finalmente — um dia novo.

A pequena garota de aparência frágil, mas com uma voz surpreendentemente madura, argumentou:

— Chefe, nossa equipe acabou de resolver a ameaça inimiga. É justo que a logística nos dê alguns extras.

Tyler, porém, balançou a cabeça com firmeza:

— Recompensas são normais, mas privilégios não. Se comermos mais hoje, outros passarão fome. São todos soldados do Império. Não quero que alguém passe necessidade por causa disso.

A garota de Letlinn, conhecedora da fome por ser de seu povo, se aproximou do líder, encostando o rosto em seu braço:

— Não se preocupe. Com os navios de suprimentos destruídos, muitos mais passarão fome. Nós merecemos esse extra.

E enfiou o café da manhã nas mãos dele.

Na verdade, Tyler não tinha grandes ideais. Sua preocupação era simples: se um dia ele estivesse relaxando no serviço, não queria ver a já escassa ração do pelotão diminuir só porque alguém fez algo heroico.

Seria doloroso — afinal, ele também era especialista em "relaxar estrategicamente"!

Mas quando o aroma da comida oferecida pela garota de Letlinn atingiu suas narinas, todo seu cansaço falou mais alto. Baixou a cabeça e devorou a refeição, deixando as preocupações para depois.

Com o estômago cheio e a mente mais clara, Tyler aproveitava esse raro momento de descanso no meio da guerra intensa.

Satisfeito, limpou os dentes com um palito, afagou a cabeça da garota e olhou para as montanhas inquietas no horizonte.

Por que aquela sensação de inquietação persistia, mesmo descansado?

Tyler relutava em admitir, mas seu sexto sentido raramente falhava — era o que o mantinha vivo nesse universo cruel.

Tentou se tranquilizar observando as defesas montadas pelos Astartes: torres de canhões, bombardeiros pesados e fortalezas de aço, tudo operado por soldados comuns.

Apostava que nenhum ordo comum romperia aquelas defesas. Até os maiores veículos de guerra seriam eliminados pelo poder orbital dos Astartes.

Foi quando as montanhas começaram a tremer.

O zumbido crescente revelou a verdade — não eram as montanhas, mas toda a terra que se sacudia.

Os Astartes se prepararam com calma profissional, enquanto as tropas comuns apontavam suas armas pesadas.

Tyler pegou seu telescópio característico e olhou pela mirante do Frankstein.

E pela primeira vez, desejou não ter tido tanta curiosidade.

Era uma fortaleza de guerra de 15 metros de altura — maior que um Titã Cavaleiro, com proporções absurdas!

Construída com sucata, estava repleta de ordos verdes pulando como macacos, cercada por veículos de batalha primitivos.

Quem diria que os ordos tinham tal poderio!

As pernas de Tyler tremiam involuntariamente. Mas então lembrou:

A nave de batalha dos Astartes media dois quilômetros! Nenhuma arma terrestre, por maior que fosse, resistiria a seu canhão orbital.

Uma salva bem direcionada vaporizaria aquela monstruosidade!

Mas o alvo era rápido demais para mira precisa, e os canhões precisavam de dados exatos.

O lampejo de esperança se dissipou quando Tyler compreendeu o futuro deste mundo: seria um playground ordo.

Mesmo com Cavaleiros e Astartes trabalhando juntos, deter aquela ameaça seria quase impossível.

Um sorriso amargo lhe escapou.

[Estou mesmo acabado.]

— Liguem os motores! Vamos recuar— ordenou.

Antes que terminasse, um enorme lobo humanoide invadiu seu veículo. De tranças sujas e sorriso afiado, o Astartes anunciou:

— Eh, Tyler! Parece que pensamos igual!

O maldito Astartes se acomodou no Frankstein, olhos âmbar irradiando ferocidade.

Tyler conteve a respiração e perguntou com formalidade:

— Qual sua ideia?

O Lobo Espacial sorriu, impressionado que um humano comum mantivesse a compostura perto de um Astartes.

— Quero usar o Frankstein como isca para me infiltrar naquela fortaleza e causar estrago lá dentro! E acho que você teve a mesma ideia!

Tyler pestanejou.

[Estrago? Eu? Contra uma fortaleza de guerra?]

[Isso é piada?]

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CAPÍTULO 23 - SEM ESCAPE, PARTE 2

Os olhos âmbar do Lobo brilhavam como os de uma fera faminta. Tyler estava certo — se não oferecesse sangue ordo suficiente, seria ele o próximo prato.

Segurando um baralho com mãos trêmulas, Tyler encarou o Astartes.

— Dama...

O olhar cortante do guerreiro o fez corrigir:

— Dama... de Copas. Avance, devagar.

Distribuiu as cartas com cuidado exagerado, guardando uma com firmeza.

Os outros não notaram nada, mas Tyler descobrira algo inesperado: alguém jogava pior que ele.

Aliviado, percebeu que salvara o dinheiro e o orgulho do Astartes — mantendo seu próprio título de "pior jogador do pelotão".

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