Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 12

— UAAAAARGH! —

Quanto mais o velhaco do Franstein ultrapassava os orks verdes, mais o "waaagh" deles crescia. Taylor, sem querer, acabou inflamando o ânimo daqueles bichos verdes. Mas o objetivo da 15ª Companhia era apenas um: correr para se salvar.

Quando o velho carango chegou na dianteira da horda de veículos metálicos dos orks, nem o próprio Taylor percebeu que haviam virado o alvo da perseguição geral. Aquelas criaturas sem cérebro agora só tinham um pensamento na cabeça: ultrapassá-lo!

Aí o Franstein fez uma curva brusca para o outro lado, e Taylor, esparramado no banco, suspirou aliviado:

— Ah, finalmente estamos seguros...

Mas a garota da Caitlin gaguejou, assustada:

— Chefe! Che... Chefe!

Taylor bufou:

— O que foi?!

Quando levantou a cabeça e olhou pelo espelho traseiro, viu uma multidão de orks rosnando como se ele tivesse matado o pai de cada um, gritando "WAAAGH" enquanto avançavam.

Taylor ficou boquiaberto e mandou acelerar mais, mesmo com o motor do Franstein gemendo de tanto esforço. Preferia pagar o conserto a virar comida de ork.

O velho carango soltou um ronco poderoso e disparou, enquanto os orks atrás começaram uma disputa selvagem pelo segundo lugar — e não economizaram nos truques sujos. Foguetes, explosivos, canhões... de tudo que se pode imaginar (e até o que não se imagina) voava no ar. Taylor sentiu um frio na espinha só de pensar em ser pego no meio daquilo.

Quanto mais aceleravam, mais a Caitlin gritava:

— Chefe! CHEFE! UM PENHASCO!

À frente, um abismo tão largo quanto o Grande Vale do Rift se abriu no caminho — centenas de metros de comprimento, dez de largura.

Taylor engoliu seco e murmurou:

— Imperador, por favor, me ajude nessa...

Inspirou fundo e rosnou:

— PULA!

Mal terminou a frase, sentiu as pernas amolecerem enquanto se afundava no banco.

Havia uma boa e uma má notícia.

A boa: os orks estavam longe do acampamento humano. Taylor salvou muita gente.

A má: ele ia morrer.

Não era nenhum herói, mas pelo menos ia ter um fim épico.

Suspirou, pegou o cantil na cintura e tomou um gole da bebida que escondera ali.

Álcool... realmente, uma maravilha.

O penhasco se aproximava.

Fechou os olhos, sentiu o corpo levantar no ar... e despencar.

CRÁC!

Sentiu uma dor no meio das nádegas e abriu os olhos.

— Tô vivo?

TILT TILT BUM!

O barulho de metal batendo ecoava atrás. Virou para trás e viu os veículos de guerra orks caindo no abismo como bolinhos numa fritadeira. Os da frente freavam, os de trás empurravam — parecia aqueles fliperamas de moedas.

Taylor limpou o suor da testa e engoliu seco.

— Que porra foi essa...

Na outra margem, os últimos orks resmungavam com raiva. Taylor, irritado, saiu do carro e gritou, dedo do meio erguido:

— NOTA ZERO PRA VOCÊ, IMPERADOR DEZ!

Os orks entenderam a mensagem e apontaram os canhões ainda funcionando para ele.

— Puta que pariu! — Taylor berrou. — Dá pra ligar essa sucata? VAMO VAZAR!

Roland respondeu, desesperado:

— Chefe, o motor morreu!

Taylor fechou os olhos e começou a rezar:

— Grande Franstein, espírito da máquina, só mais uma vez, pelo amor do Imperador!

Vendo que nada acontecia, ele fez uma promessa desesperada:

— Se me salvar, eu te construo um altar em casa!

Foi quando uma voz clara e feminina surgiu no rádio:

— Sério?

Taylor congelou.

— O espírito... é mulher?

Mas não era o carro.

Era um Cavaleiro Imperial, vermelho como sangue, descendo como um anjo vingador e cortando os últimos orks em pedaços.

A voz perguntou de novo pelo rádio:

— O que é um "altar"?

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Capítulo 19: A Lâmina Livre e o Seu Fim

Na beira da estrada, Taylor acendeu uma fogueira com pedras e lenha. Pedaços de carne suculentos escorriam gordura sobre as chamas. Como era fogo direto, ele improvisou um suporte de metal para não queimar a comida — mais defumada que assada.

Depois de polvilhar um tempero caseiro, a carne exalou um aroma que fez a Cavaleira Livre sorrir enquanto mastigava.

— Achei que pessoal das Colmeias não soubesse cozinhar. Aquelas cidades de metal não parecem lugares onde humanos vivam.

Taylor respondeu, olhando para as estrelas:

— Mas ainda é meu lar. Aprendi a cozinhar quando sirvi nas fronteiras planetárias. Usava combustível de promécio pra esquentar a comida. Era proibido pelo Comissariado... na verdade, tudo era.

— Mas sabe como é. Eu "não sigo regras", ou, pra ser honesto, sou teimoso mesmo.

A Cavaleira riu:

— Mas você cumpriu sua promessa. Usou sua inteligência e venceu os inimigos.

— Depois desse ataque, os orks perderam força. Com a maior parte de seu lixo precioso no fundo do abismo, a vitória já está garantida.

Taylor virou os bifes e dividiu o prato com a Cavaleira, Ilena. Perguntou:

— Ouvi dizer que os Astartes estão vindo.

— Sim — ela confirmou. — Os Anjos do Imperador vão finalizar o trabalho, como sempre. A Guarda segura a linha, eles cortam a cabeça da serpente.

— Você deu a eles tempo e vantagem. O sucesso é certo.

Taylor deu uma risada amarga:

— Foi sorte. Acredita?

Ilena encarou-o e falou sem rodeios:

— Se o Imperador te deu essa chance, foi porque você mereceu.

— Contar com sorte assim vai me matar um dia — ele murmurou.

Ilena então o puxou para perto, beijando sua bochecha com lábios ainda engordurados.

— Então aproveita hoje primeiro...

De repente, Taylor segurou a jovem nobre, cujo coração estava agitado, e disse:

— Tem inimigos.

Ielena amaldiçoou mentalmente aquelas criaturas malditas!

Não podiam ter escolhido um pior momento para arruinar o clima entre eles. E ela que tinha se escondido num lugar tão isolado de propósito!

Enquanto isso, Taylor levantou os olhos e usou seu binóculo com visão noturna para escanear o horizonte. Não demorou para avistar os inimigos.

Era um pequeno grupo de patrulha dos Pele Verde – provavelmente investigando a queda daquele grande comboio de veículos.

O grosso das tropas devia estar por perto. Perder tantos veículos certamente doía no bolso deles, não é?

Taylor ligou o comunicador, relatou a posição e, pouco depois, ouviu-se o barulho de disparos de laser e projéteis.

Ele respirou aliviado e perguntou:

— Ainda está a fim de continuar o que estávamos fazendo?

Ielena suspirou.

— Não. E nem deveríamos.

— Você e eu juramos nossas vidas ao Imperador, para sustentar esse império estelar podre e decadente.

Taylor riu.

— "Juramos"? Eu jurei lealdade, mas entrei na Guarda Imperial só para ter uma vida melhor. Se esse império nem consegue garantir a felicidade de seus soldados, então está perdido mesmo.

— Tudo que faço é para sobreviver.

Ele olhou para os corpos dos Pele Verde abatidos por seus soldados e sorriu amargamente.

— Essa vai ser a minha vida daqui pra frente. Matar mais e mais inimigos do império só para continuar respirando. Até me aposentar, serão noites como essa, sem fim.

— Não é por honra, nem por glória. É só para sobreviver.

— Você entende, Cavaleira Imperial?

Ielena observou o jovem e balançou a cabeça lentamente.

— Não, não entendo. Você é um soldado da Guarda. Eu sou uma nobre de uma família de cavaleiros feudais. Mesmo que os dois sejamos diferentes, estamos em mundos separados.

Ela sorriu, como se tivesse entendido algo.

— O meu charme não é maior que o daquela herege? Eu investiguei, sabia? Aquela noite… vocês realmente não fizeram nada?

— Eu não me importaria, sabe…

Taylor foi direto:

— Ainda tenho minha virgindade. Só isso.

Ielena bufou.

— Você está fingindo ser um poste? Eu quis dizer que podíamos continuar…

Mas ele apenas respondeu:

— Eu sou um poste.

E levantou-se, indo em direção ao acampamento. Ele pertencia àquele lugar, não a um momento de paixão. Não podia se permitir isso. A qualquer instante, poderia morrer em combate. Ele era uma moeda do Imperador – só um pouco mais valiosa, que um dia seria gasta quando encontrasse um inimigo à altura.

Mas, após alguns passos, parou, esfregou o rosto e resmungou:

— Pra que eu fiquei me fazendo de durão? Essa talvez fosse minha única chance… Vou morrer virgem, é?

Então, como um bom mestre do autoengano, afirmou para si mesmo:

— Não, não. Vou cumprir meu serviço e me aposentar como veterano. Aí sim, vou poder escolher qualquer garota.

— Além disso, o que rolou com ela foi só… um engano.

Aliviado, seguiu rápido para o acampamento, onde seus soldados cuidavam dos feridos. Os malandros o encararam com sorrisinhos.

— Chefe, já acabou? Tá rápido, hein? — zombou a soldada Ratling.

A Cabo Kati, com o rosto corado, entregou-lhe uma bebida energética e disse:

— Ouvi dizer que… esse tipo de atividade consome muita energia…

Taylor deu uma palmada na cabeça de cada um.

— A Cavaleira Imperial e eu somos apenas companheiros de armas. Parem de invencionice.

Depois, mais sério, ordenou:

— Quando os Astartes começarem a operação de limpeza, deixaremos este mundo. Se fizeram amigos aqui, ou conheceram alguém especial, resolvam isso logo.

— Não sou de ferro. Podem ter umas folgas, se quiserem.

Os soldados comemoraram, planejando o que fariam no tão esperado descanso. Enquanto isso, as duas garotas se aproximaram de Taylor, uma de cada lado.

A Ratling disse:

— Chefe, aquela receita de carne cozida que você falou… quero provar.

Kati, porém, cortou:

— Não. Agora é hora do briefing tático. Precisamos nos preparar para os próximos combates.

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