Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 8

— UAAAAAAAAAARGH!!! —

O rugido ensurdecedor dos orkos fez Taylor acordar sobressaltado dentro da carroça. Olhando para a enorme lua verde que iluminava a noite desse mundo, um peso ainda maior apertou seu peito.

A caravana recuava carregando suprimentos, enquanto o vento gelado da noite fazia Taylor se enrolar mais em seu cobertor. Ele olhou para os outros soldados dentro da carroça e disse:

— Tenho um mau pressentimento. E meu instinto costuma acertar.

Virando-se para o atirador de metralhadora ao seu lado, perguntou:

— Roland, ainda temos munição?

O homem grande e gentil respondeu:

— Meio pente, chefe. Só resta meio pente.

Taylor suspirou e falou com seriedade:

— Lembrem-se, irmãos. Guardem a última bala para vocês mesmos. É melhor morrer do que cair nas mãos desses xenos.

— Se não quiserem um fim sem dignidade, onde cada segundo será uma tortura...

CAPÍTULO 12: Escolhendo o Inimigo (Parte 4)

As carroças em retirada eram puxadas por criaturas altas e magras, que lembravam troncos de árvores com quatro patas. Sua pele áspera e ressecada não inspirava confiança, mas Taylor tinha que admitir:

Naquele mundo, eram o melhor meio de transporte.

O tempo havia escurecido, coincidindo com a estação das chuvas local. Sentado na traseira da carroça, Taylor observava o céu enevoado, seu humor tão sombrio quanto a paisagem.

O ar úmido trazia um cheio fresco, mas Taylor conseguia detectar um vestígio quase imperceptível de pólvora - ou talvez fosse só sua imaginação.

Não havia um momento em que ele esquecesse o perigo iminente. A tensão era como levar um soco na cara de um ogro.

Alguns poderiam dizer que Taylor estava paranóico demais, que a guerra se decidia por estratégia e vantagem tática, não por unidades individuais.

Mas quando um projétil orko raspou seu rosto e o estrondo de motores encheu o ar, Taylor soube que o destino não tinha piedade dele!

Os caminhões improvisados dos orkos avançavam soltando fumaça preta, com rodas gigantescas e dezenas de guerreiros verges amontoados - incluindo os pequenos gretchins.

Quando os disparos começaram, Taylor gritou imediatamente:

— Fogo!

Como resposta divina, as primeiras gotas de chuva começaram a cair, umedecendo o solo.

Enquanto as armas da Guarda Imperial trocavam tiros com os orkos, Taylor viu outras carroças terem os pneus atingidos, condenando seus ocupantes a uma morte certa sob fogo cruzado.

Era uma perseguição brutal. Os orkos agiam como lobos brincando com presas fracas, usando a velocidade de seus veículos para cercar a caravana.

Se não fosse pela metralhadora de Roland mantendo-os à distância, seu destino teria sido o mesmo dos pobres milicianos.

As armas de urânio empobrecido deles eram inúteis contra hordas de orkos furiosos.

Não que fosse culpa do Mechanicus - aquelas armas foram feitas para perfurar blindagens, não para combate de infantaria.

Baratas e eficazes contra veículos, mas totalmente inadequadas para aquele tipo de inimigo.

Taylor assistiu impotente enquanto os milicianos eram massacrados, antes de se juntar ao fogo. Ele disparava sua pistola laser com tanta força que quase esquentava o gatilho.

Até que acertava - dois tiros para derrubar um orko do caminhão. Mas outro sempre surgia para tomar seu lugar.

Era como um jogo onde os inimigos respawnavam sem parar. Quantos daqueles verdes cabiam naqueles veículos?

A chuva batia em seu rosto sem piedade, fazendo Taylor sentir saudades do acampamento - pelo menos lá havia abrigo.

Contendo a raiva, ele gritou enquanto disparava, seus berros de desafio contra a morte inesperadamente virando um grito de guerra.

Os soldados da Guarda Imperial viram seu comandante lutando sem medo na traseira da carroça - mesmo que seus gritos soassem mais como desespero.

Até os orkos pareceram impressionados. Muitos pensaram que, se fosse um deles, Taylor seria um chefe de guerra!

Foi a chuva que salvou Taylor. Com o solo ficando lamacento, os orkos perderam mobilidade enquanto a precisão dos soldados melhorava.

Em números, a Guarda Imperial levava vantagem. Os orkos eram apenas uma força de ataque rápido - perigosos, mas sem capacidade de sustentar um combate prolongado.

Para Taylor, parecia que os inimigos estavam rareando. Ele estava ganhando?

Até que um ronco ensurdecedor ecoou. Uma moto orko surgiu em uma nuvem de fumaça e lama, pintada de vermelho brilhante.

Montado nela estava um enorme orko com pintura de camuflagem, olhando diretamente para Taylor enquanto acelerava.

A moto cuspia fumaça negra, com pneus gigantescos que não se importavam com a lama. Taylor viu aquele monstro de três metros de altura, bíceps maiores que sua cabeça, e gritou:

— Droga! Roland! Katy! Fogo concentrado!

Uma saraivada de tiros atingiu o chefe orko... que apenas sorriu e sacou um revólver.

Foi a coisa mais estilosa que Taylor já vira. Se tivesse que comparar...

Parecia o Exterminador do Futuro!

Um único tiro preciso destruiu a roda da carroça, fazendo o veículo capotar violentamente e espalhar destroços por toda parte.

Os animais de tração fugiram - na verdade, eram criaturas de quatro patas, já que cavalos estavam extintos há milênios.

(Tirando os da Krieg, é claro.)

Atordoado entre os escombros da carroça tombada, Taylor viu o orko se aproximar, apontando uma faca de combate longa.

Taylor murmurou:

— Catachan?

O chefe orko mostrou seus dentes afiados em um sorriso:

— Esperto, humano. Gosto disso.

— Mate-me, e você vive.

Tyler, sem mais delongas, sacou a pistola laser e atirou direto, fazendo com que o líder se protegesse com os braços. O raio queimou um pedaço enorme de carne do seu antebraço, soltando um odor nauseante de carne carbonizada.

— Puta que pariu! Eu vou acabar com você! — rosnou o líder, furioso, mas viu o humano se esgueirando para dentro da carroça destruída.

O chefe verde ficou profundamente decepcionado. Depois de tanto tempo perseguindo esse cara, depois de tanta humilhação... ele era tão... patético!

Enquanto revirava os pedaços de madeira e metal com seus braços musculosos, ouvindo Tyler se mover dentro dos escombros, sua raiva só aumentava.

— Pelos poderes do Grande Caos, eu vou arrancar sua cabeça! — berrou, arrancando a última placa de metal.

Tyler, ofegante, sorriu de dentro dos destroços.

— O Imperador está comigo. E Ele me deu um presente especial.

O verde viu o humano segurando algo enorme e preto — quase metade do seu tamanho. Mas nada salvaria aquele verme agora.

Os dois apertaram os gatilhos ao mesmo tempo.

Bang! Bang! Bang!

Uma névoa vermelha, com cheiro de cogumelos, espalhou-se pelo ar. Tyler, exausto, deixou o canhão pesado escorregar dos dedos doloridos. Seus braços quase quebraram com o recuo.

A bala quase acertou sua cabeça. Se o verde tivesse sido mais preciso, ou se ele fosse mais lento... tudo teria acabado ali.

— Tudo bem, irmão? — perguntou Tyler, ofegante, dirigindo-se a Roland, que estava ferido sob as tábuas.

— E a Lightlin, a Katie e aqueles sacanas que sempre me encheram o saco?

Os outros responderam, um por um:

— Tô vivo, chefe!

— Firme!

— Quebrei a perna!

— Glória ao Imperador!

Katie se levantou, o rosto bonito coberto de farpas e sangue.

— E... e aquele monstro?

Tyler olhou para o corpo do chefe verde. A cabeça explodira em pedaços, espalhando sangue e miolos. Os outros verdes, vendo o líder morto, começaram a recuar.

Com a mão esquerda ainda funcional, Tyler arrancou a faca Catachan da cintura do cadáver e cuspiu:

— Isso nunca foi seu, xeno!

Capítulo 13: A Lâmina da Liberdade (Parte 2)

A terra natal de Tyler sempre foi fria — nas duas vidas que ele teve. Da República Industrial à colméia urbana abandonada, ele nunca se adaptou ao calor úmido de Molenrade, às chuvas incessantes ou à abundância de verdes malditos.

Agora, ele limpava sua nova lâmina — tecnicamente, dos verdes, mas agora era dele.

Era impressionante que um verde conseguisse manter uma arma tão bem. A faca, forjada no mundo dos guerreiros da selva, brilhava, muito superior à sua navalha toda arranhada.

Claro, ele não a usaria para cortar gargantas, como seus donos anteriores. Mas seria ótima para abrir caminho no mato.

No acampamento, todos cochichavam sobre como Tyler matara um WAAAGH! Boss — um líder de guerra, o mais alto escalão dos orks.

As pessoas pensavam que ele havia planejado tudo: calculado a chuva, previsto o avanço dos verdes, dado a ordem de retirada com sangue-frio.

Mas a verdade? Ele só queria sobreviver.

Foi aí que ela apareceu.

A Lâmina da Liberdade, normalmente altiva, agora parecia... derrotada.

Ilena ainda vestia seu traje branco impecável — devia adorar aquela roupa. Seu corpo esguio, o perfume suave de íris e a postura nobre contrastavam com o jeito que ela espatifou a bota no pedregulho onde Tyler afiava a lâmina.

— Como... você fez aquilo? — ela perguntou, com um sotaque estranho que quase dava pra rir.

Tyler ergueu a faca.

— Como? É só afiar, tipo assim...

Ela respirou fundo, recuperando a postura.

— Não! Como você matou aquele chefe verde?! Meu Cavaleiro Imperial, mais dois Cavaleiros menores e aquele trambolho sagrado do meu primo maldito só conseguiram matar metade dos verdes que você eliminou! E ainda por cima um WAAAGH! Boss?!

Tyler franziu a testa.

— Ah, você tá falando dos Titans Cavaleiros...

A paciência dela chegara no limite.

— Então... agora você é meu mestre, certo?

Ele nem olhou para ela.

— Aquela aposta? Só fiz porque precisava ficar no acampamento.

Ilena parecia... decepcionada.

— Você não leva juramentos a sério?

— Só atrapalham a sobrevivência.

Ela ficou mud

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