Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 6

— Servente, você fez um bom trabalho desta vez — ela disse com as bochechas levemente coradas, mas Taylor tinha certeza de que esse sentimento não tinha nada a ver com romance.

Seu olhar era como o de uma loba selvagem perguntando onde estava a próxima presa.

No mínimo, isso poderia ser considerado um elogio? Taylor não tinha certeza. Para ele, aquela mulher já não parecia mais humana.

Comparada a ela, até mesmo o seguidor do deus do prazer parecia mais adorável. Pensando nisso, Taylor lambeu inconscientemente o interior da boca.

No fim das contas, esse encontro desastroso não tinha sido tão ruim...

Felizmente, a Espada da Liberdade estava ocupada, o que era bom para Taylor. Ele finalmente poderia ter um momento de paz.

Quando chegou à taverna do acampamento, trocou alguns pacotes de ração militar do Império — horrível, mas uma raridade para os locais — por algumas garrafas de vinho Amsec de má qualidade e petiscos simples.

Além disso, conseguiu despachar os jovens problemáticos do seu pelotão com patrulhas e outras desculpas.

Esfregou as mãos e, usando seus pauzinhos improvisados e pratos de madeira baratos, começou a aproveitar aquele breve momento de tranquilidade.

Tirara a armadura e o rifle laser, mantendo apenas uma pistola laser e uma faca tática escondidas no cinto.

Com tantos membros do Império ali por causa da guerra, Taylor conseguiu esperar em paz até a comida chegar.

Como herói e alvo de desprezo, os comentários não paravam de ecoar em seus ouvidos — elogios, insultos, dúvidas, admiração.

Mas Taylor sabia que só queria paz. Ele, Taylor, só desejava uma vida tranquila.

Alguns grãos cozidos sem nome e uma garrafa de aguardente diluída eram suficientes para satisfazer o herói do Império. Quem sabia se isso era bom ou ruim?

Mas alguém que chama atenção nunca fica em paz por muito tempo. Um homem vestido em uma armadura medieval aproximou-se da mesa de Taylor, mesmo que ele tivesse escolhido o canto mais isolado possível.

— Sargento Taylor? — perguntou o homem.

Taylor viu o brasão dele — um dragão vermelho. Era um membro daquela maldita dinastia de cavaleiros feudais, provavelmente o tinha visto naquela reunião informal.

Taylor acenou levemente, sem dizer uma palavra.

Mas o homem sentou-se com entusiasmo e disse:

— Servimos ao mesmo Império, senhor, mas eu o admiro. Um estrangeiro, sem montaria, mas capaz de conquistar tanto respeito.

— Poderia lutar ao meu lado? Quero aprender, descobrir como você detecta os inimigos do Império com tanta precisão.

— Estou disposto a pagar qualquer preço. Mesmo que não queira me ensinar, posso convencer o Rei Supremo a anular sua punição e reintegrá-lo à Guarda Imperial.

Ele não parava de falar, mas para Taylor, aquele jovem era a definição de inexperiência e idealismo.

Só quando percebeu o desinteresse de Taylor que chamou um servo e trouxe uma garrafa de Amsec roxo — um vinho seco de qualidade.

Quando a rolha saiu com um estalo suave, Taylor, que nunca tinha provado algo tão bom na vida, finalmente falou:

— Acredite ou não, a guerra e os problemas sempre encontram pessoas como eu.

O jovem ficou animado:

— Um guerreiro como você deve ter enfrentado muitos perigos. Ouvi falar do seu encontro com os Ladrões de Genes. Até aquelas criaturas repugnantes não conseguiram derrotá-lo!

Encheu o copo de Taylor e continuou:

— Por isso, senhor, ofereço meu respeito e amizade.

Taylor tomou um gole. Era realmente bom. Mas ninguém faz algo assim sem motivo. Então, perguntou naturalmente:

— Cavaleiro, o que você realmente quer?

O jovem respondeu com seriedade:

— Glória.

— O Rei Supremo está envelhecendo.

Com essas duas frases, Taylor entendeu. O líder da família estava perto da morte, e eles precisavam garantir sua posição. Normalmente, as famílias de cavaleiros seguiam a hierarquia por idade.

Em outras palavras, aquele jovem era rival da Espada da Liberdade, a quem Taylor servia agora.

Ele queria que Taylor o ajudasse a obter feitos, como fizera com os cultistas, para subir na hierarquia?

Sonhando!

Taylor queria distância dessas coisas. Faltavam apenas quatro anos para sua dispensa. Como veterano da Guarda Imperial, ele só queria se aposentar, casar e ter filhos. Como se envolveria numa disputa familiar?

— Sou um estranho nisso tudo! O que tem a ver comigo? Encontrar aquele culto foi pura sorte, não tem nada a ver com visão estratégica. Volte para onde veio! — Taylor explodiu.

Para sua surpresa, o jovem ficou ainda mais animado:

— Impressionante! Um soldado do Império chamado de cavaleiro... Pelo Imperador!

— Gosto cada vez mais de você. Quer ser meu conselheiro militar? Posso lhe oferecer o que a Guarda Imperial nunca poderia.

Taylor ficou curioso:

— O quê?

— Honra. Mais honra. Na reunião, você agiu como se não se importasse, mas eu percebi — você é um verdadeiro soldado do Império. Nunca recusaria a chance de esmagar os inimigos do Império!

— Darei a você mais oportunidades de combate do que a Guarda Imperial jamais poderia. Com suas habilidades, alcançaria grandeza em poucos anos!

O rosto de Taylor ficou pálido. Levantou-se em silêncio e saiu rapidamente, deixando o jovem cavaleiro para trás, questionando se tinha dito algo errado.

Taylor olhou para a lua e murmurou, aterrorizado:

— Pior do que a Guarda Imperial? A expectativa de vida média de um soldado da Guarda é de 15 horas!

Lembrou-se do sorriso da Espada da Liberdade ao destruir a vila — aquele sorriso arrepiante.

Apoiado na cerca vazia, o suor já havia encharcado suas roupas.

— Todos os nativos desse mundo são malucos! Malucos por guerra! Quero voltar para Scadia! Até os cultistas e os Ladrões de Genes são mais adoráveis! — praguejou sozinho.

Capítulo 9: Escolhendo o Inimigo (Parte 1)

Os soldados não paravam de comentar — o valente e sábio Sargento Taylor aparecera com olheiras. Para eles, isso era quase inacreditável.

Afinal, ele havia enfrentado um terrível feiticeiro herege em um duelo e o humilhara. Para a maioria dos soldados, um feiticeiro herege era uma criatura com quatro braços, feridas no rosto e corpo apodrecido.

Poucos poderiam enfrentar aquelas coisas sem coragem, mas Taylor não apenas sobreviveu como também obteve uma certa vitória.

Todos achavam que poucas coisas poderiam perturbar o sono de um herói como ele, e que só pesadelos terríveis seriam capazes disso.

Mas Taylor sabia a verdade — estava assustado com o cavaleiro que encontrara no dia anterior.

Apesar da aparência atual, quando se alistou, ele foi jogado direto no centro da batalha, viu os clarões das armas térmicas e ouviu o rugido ensurdecedor dos canhões antiaéreos das Hidras.

Testemunhou os ataques suicidas dos fanáticos e aprendeu, na dor, como se agarrar à vida.

Para Taylor, a guerra era algo que só trazia sofrimento e confusão. Agora, ele fora arrastado para um conflito de proporções apocalípticas — ou melhor, já estava mergulhado nele.

Sonhou com milhares de Titãs Cavaleiros e máquinas de combate Orks se destruindo mutuamente. No campo de batalha entre gigantes, ele era apenas um pontinho insignificante, esmagado sob os pés de aliados ou inimigos.

Agora, cansado, mexia sem entusiasmo no ensopado marrom que a garota de Letra lhe preparara para o almoço. O prato era saboroso, rico e cheio de camadas, embora os ingredientes já não fossem reconhecíveis.

Acompanhado de pão e do forte café de Reca, pelo menos ajudava a levantar um pouco o ânimo de Taylor.

Ao lado, a Cabo Kati devorava a comida e perguntou:

— Chefe, você parece que brigou com um monstro.

Taylor bocejou antes de responder:

— Com a fera dentro de mim... uma coisa horrível.

Falou meio brincando, mas ninguém duvidou. Todos achavam que Taylor era diferente — e que essa "fera interna" devia ser algo realmente assustador.

Os companheiros olharam para ele com pena. Um veterano como Taylor certamente passara por muito sofrimento. Talvez sonhasse com antigos camaradas ou ainda estivesse preso nas sombras de algum campo de batalha.

Taylor não percebeu a mudança no clima, só sentia o calor do dia, que lhe deixava a boca seca.

— Ainda tem água com gás de Calantis? Lembro que trouxemos um monte.

O artilheiro Roland respondeu:

— Chefe, os fanáticos destruíram tudo no último ataque.

A garota de Letra, preocupada, sugeriu:

— Posso fazer um pouco, mas o ambiente aqui não ajuda... Você aceitaria água sem gás?

— Prefiro morrer. — Taylor foi direto, então tentou aliviar a sede misturando leite e açúcar no café amargo.

Pelo menos os suprimentos ali eram bons. Comparado aos mundos-colmeia e forja, onde faltava até o básico, ali havia ovos, leite, carne fresca e pão à vontade.

— Seus ovos e pão acabaram! — Uma voz animada ecoou de um lado do acampamento. A Lâmina da Liberdade erguia sua faca tática, gritando.

A nobre imperial, vestida em trajes de combate, continuou:

— Os Orks cortaram a linha de suprimentos! As rotas ao sul do reino estão em caos. Se quisermos continuar comendo carne e pão, temos que romper a linha inimiga!

Parecia entusiasmada, mas Taylor não entendia o motivo. Feijão também servia. Se fosse só uma questão de suprimentos, a Guarda Imperial preferiria ficar na defensiva.

Defender sempre dava mais resultados do que arriscar um ataque. Ele questionou:

— Uma dúvida... E se esse bloqueio for uma armadilha dos Orks?

— Se abandonarmos esta posição e expormos o flanco, seremos esmagados. Falando francamente, a maioria dos soldados locais não tem o treinamento da Guarda Imperial.

— Na minha opinião, mesmo as tropas de elite teriam dificuldade em romper o cerco. Sem infantaria, só com os dois Titãs Cavaleiros que temos agora, como podemos vencer?

Ao ouvir isso, a Lâmina da Liberdade olhou para Taylor — pelo menos por enquanto, ele ainda era seu servo.

A orgulhosa rainha da batalha disse:

— Nunca imaginei ouvir isso de você, Taylor.

— Ontem mesmo você rejeitou meu primo. Pensei que fosse leal, mas agora está questionando minhas decisões.

— Acha que entende mais de guerra do que eu?

Taylor viu uma oportunidade e usou um pouco de provocação:

— Então vamos testar. Que tal uma aposta?

— Eu fico aqui no acampamento, usando minha estratégia. Só preciso de alguns soldados e das defesas improvisadas.

— Você leva o grosso das tropas e faz o seu ataque.

— No final, comparamos quem matou mais Orks.

A Lâmina da Liberdade sorriu, maliciosa:

— Uma aposta?

Taylor confirmou:

— Isso mesmo. E a recompensa é o meu respeito. Você deve ter percebido que ainda sou teimoso.

Ele acrescentou, exagerando:

— Quer dizer, é quase injusto. Eu na defensiva, como vou matar mais que você?

Ela respondeu, arrogante:

— Seu respeito pode não valer nada, mas o desafio é divertido. Um homem como você, disposto a arriscar sua honra...

Olhou fixamente para ele e concluiu:

— Tudo bem. Se ganhar, vou sempre te tratar como meu mestre. Que tal?

Imediatamente, os servos e cavaleiros ao lado ficaram consternados.

— Minha senhora, a honra da família... — tentaram protestar.

Ela os cortou:

— Chega! Algo tão interessante não pode ser ignorado, não é, Taylor? Você é um dos poucos guerreiros que me entendem!

Taylor assumiu uma expressão misteriosa, mas, na verdade, não fazia ideia do que estava acontecendo. Ele só queria ficar ali, sem fazer nada.

Se a Lâmina da Liberdade saísse, os Orks não teriam motivo para atacar o acampamento. Só restariam suprimentos escassos e os feridos — se os verdes tivessem cérebro, nem chegariam perto.

Ele poderia dormir o dia todo. E quanto à sua honra?

Isso dava dinheiro?

Taylor só pensou que a mulher caíra direitinho na armadilha. Sorriu para ela, mas todos interpretaram como pura confiança.

Todo mundo comentava em segredo sobre o cavaleiro estrangeiro Taylor, que com um corpo mortal e um acampamento precário, ousava desafiar a Dama Lâmina Livre.

Era um ato quase impossível, heróico e trágico. Ninguém acreditava que Taylor venceria — nem mesmo ele próprio...

Capítulo 10: Escolhendo o Inimigo, Parte 2

O acampamento ficava atrás das linhas de frente. Após a partida das tropas principais, caiu em um silêncio quase mortal — o que era esperado.

Para deixar o duelo mais justo, a Dama Lâmina Livre deixou para Taylor uma quantidade generosa de suprimentos e equipamentos. Claro, "generosa" apenas para um pequeno grupo de soldados.

Taylor achou ótimo. Planejou cuidadosamente como distribuir comida, armas e munição, concluindo que os recursos ali seriam suficientes para um mês inteiro no padrão de Terra.

Mas nem todos concordavam com suas decisões. Muitos suspeitavam que Taylor só queria agradar a Dama Lâmina Livre — que esse duelo romântico e cavalheiresco não passava de um juramento de lealdade a ela.

— Ele está se humilhando por um pouco de atenção — cochichavam alguns.

— Ou pior: é só um tolo sonhador — resmungavam outros.

Taylor ignorou os murmúrios. Tinha um mês para provar que estavam errados. Ou para morrer tentando.

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