Tradução pronta Dedicate loyalty to the good empire / Dedique lealdade ao bom império: Capítulo 5

Táylor já não conseguia mais pensar direito. Ele se sentia como se tivesse caído numa toca de aranhas, mas mesmo assim decidiu rejeitar a sedutora.

Não era questão de força de vontade, mas de lucidez. Se fosse menos esperto, morrer naquele sonho delicioso até que seria um final decente.

Quando a femme fatale se afastou dele, Táylor observou a mulher do culto balançando seu corpinho esbelto.

Sério, ninguém diria que aquela camponesa era uma traidora do Império, capaz de matar sem pestanejar e que adorava sacrifícios. Mas o mundo era mesmo absurdo.

Mesmo sabendo disso, Táylor podia sentir a presença de pessoas escondidas nas florestas ao redor da área chuvosa. Ainda assim, ele continuou comendo seu ensopado como se nada estivesse errado.

Sabia que ela não era boa gente, mas estava com fome de verdade. A melhor forma de evitar suspeitas era jogar o jogo dela — e, no fundo, era assim que Táylor sempre agia.

Depois de três rodadas de comida e bebida, ele limpava os dentes com um palito enquanto observava a chuva cair lá fora. Foi quando a mulher se aproximou novamente, com uma voz doce como mel:

— Guerreiro do Império, meu pai nobre, o senhor destas terras, costumava me contar histórias sobre as estrelas. Os protagonistas eram sempre os Astartes...

— Mas eu sei que a Guarda Imperial também tem seu papel. Quero ouvir algo diferente, algo além dos malditos cavaleiros mecânicos e dos Astartes.

Táylor franziu a testa e perguntou, curioso:

— Seu pai era um cavaleiro senhorial, que pilotava aqueles mechas? Ou um Cavaleiro Livre?

A garota do culto sorriu:

— Era, sim. Morreu na guerra contra os orkos. Os ataques começaram antes de vocês chegarem... faz 16 anos. E eu só tenho 20.

Táylor sabia que o tempo neste planeta era um pouco mais rápido que o ano-padrão de Terra. Fazendo as contas, ela devia ter uns 17, quase 18 anos.

[Ela está me dando indiretas?] Ele se questionou, mas logo descartou a ideia. [Um cultista oferecendo algo de graça?]

A história dela era comovente, e o coração bondoso de Táylor bateu mais forte. Mas quanto daquilo era verdade?

Fingindo tristeza, ele disse:

— Tragédias assim acontecem por todo o Império. Estou há um ano no serviço e já vi três grupos de companheiros serem dizimados. Tive sorte — a maioria não tem tanta.

— Me chamam de herói, milagre, corajoso... mas no fundo, eu não sou nada disso.

— Todo o meu "sucesso" veio de pura sorte. Uma sorte ridícula.

A femme fatale sorriu e respondeu:

— Não diga isso, meu senhor. Você é incrível.

Ela segurou o rosto de Táylor e o beijou. De surpresa.

Ele sentiu o gosto cítrico do beijo enquanto seu cérebro protestava. Ele não entendia.

Isso não era "compre um, leve outro". Era entrega total, sem custo.

Táylor se afastou, chocado. [Meu primeiro beijo, e já foi assim?] E a "camponesa" ainda tinha enfiado a língua!

Quantas maldições estavam naquele beijo? Se ela fosse uma maldita bruxa...

Mas, pra ser sincero, Táylor quase caiu de vez. A garota limpou os lábios, observando o rapaz corado. Parte da malícia e falsidade dela havia sumido.

Agora, ela atacava com histórias e sentimentos reais. E esse contraste era mortal.

Ela sussurrou no ouvido dele:

— Sargento, meu quarto fica no segundo andar, o último do corredor. É bem isolado.

Táylor engoliu seco. Como homem, ele não podia recusar. Como soldado do Império, sua razão dizia que era uma armadilha.

Mas, mantendo o jogo, ele respondeu, fingindo-se completamente dominado:

— Como desejar.

Mesmo sabendo que aqueles lábios já haviam beijado outros homens, ele respirou fundo enquanto a garota subia. Encostado na lareira, Táylor refletiu sobre tudo que o Imperador lhe dera.

Nada disso era de graça.

[Não é à toa que há tantos cultistas], pensou. [Qualquer um ficaria tentado com um ritual de iniciação desses.]

Mas Táylor conhecia bem a natureza dos Quatro Deuses.

Pegou sua pistola laser — pequena demais para ser visível no cinto — e decidiu que atacaria quando a femme fatale estivesse mais vulnerável.

Prendeu a arma dentro da calça.

[Hmm, um volume estranho...]

Mas fazia sentido. Ele precisava interpretar o papel de tarado.

Mesmo que isso arruinasse o pouco que restava de sua reputação, era melhor do que cair numa armadilha. Subiu as escadas, pronto para enfrentar a dama maligna.

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Capítulo 7: Cada um com os seus (Parte 2)

Táylor ordenou aos seus companheiros que ficassem alertas, evitando os quartos designados e mantendo vigílias em turnos.

Enquanto isso, ele iria direto ao covil do inimigo.

Ignorando os olhares assassinos das duas mulheres do grupo, ele subiu ao segundo andar, resmungando sobre sua sina de sempre atrair encrencas:

— Olha só, Táylor. Que sorte a sua: uma mulher que quer te matar se oferece de bandeja, só porque você bateu na porta dela.

— Vamos ser sinceros — vale a pena morrer no dia seguinte por um beijo desses?

Reclamava, mas no fundo achava que sim. Táylor era um homem simples.

Encheu-se de coragem e subiu, confiando em seu conhecimento e experiência para lidar com a situação.

Claro, muitos soldados da Guarda Imperial tinham "experiência de combate" próxima de zero.

Alguns, os casados, talvez chegassem a 10. Numa escala até 1000, Táylor se considerava um 600.

Mas quando viu a mulher abrindo a porta, vestindo um robe de seda transparente, sua mente começou a divagar.

Ele sorriu, tentando parecer charmoso — embora sua confiança nesse quesito fosse limitada.

A mulher murmurou:

— Olha só... é o homem que eu tanto esperei?

Tyler conseguia sentir um leve aroma no quarto, ironicamente parecido com o incenso que os padres do culto imperial ou os mecânicos sagrados costumavam usar.

Ele lembrava da receita: óleo de peixe, erva-doce, um pouco de raiz de mandrágora e alguns grãos de pimenta-preta inteiros, tudo triturado e misturado.

Os ingredientes variavam dependendo dos recursos disponíveis no setor estelar, mas no geral era sempre a mesma coisa.

Só isso já seria o suficiente para fazer muitos gritarem "blasfêmia!", especialmente vindo de um seguidor do Caos usando como desodorante para o quarto.

Tyler fungou o ar e comentou:

— Gosto peculiar...

A mulher respondeu:

— Meu pai adorava esse cheiro quando vivo. Ele nunca me disse o que significava, até eu mesma ter ido para as estrelas em busca de respostas.

— Por isso vendi minhas terras, perdi meu título de nobreza, mas não me arrependo.

Ela conduziu Tyler pelo braço até o quarto, onde ele se sentou na cama macia. Os móveis minúsculos e os relevos na janela davam ao lugar um ar aconchegante.

Ela continuou sua história, cuja veracidade Tyler duvidava, mas não podia descartar que ela simplesmente tivesse esse tipo de... preferência.

Ele já sabia como a história terminaria. Ela falava sobre sua busca entre as estrelas, tentando desvendar suas dúvidas.

Aos poucos, ela começou a tirar a roupa dele, até avistar a arma que Tyler carregava.

Estava bem escondida, mas a mulher sorriu:

— Já está ansioso?

— Parece que minha história foi longa demais.

Tyler respondeu:

— Não, você contou muito bem. Me diz a resposta, pode ser?

Ela baixou a cabeça e soprou algo no rosto dele. Num instante, Tyler sentiu todas as forças do corpo escaparem.

— A resposta é óbvia. Encontrei minha verdadeira fé e propósito, e você será meu novo parceiro.

Tyler percebeu que não estava totalmente paralisado, apenas extremamente fraco—provavelmente por ainda manter algum condicionamento físico. Sua cabeça afundou no travesseiro macio enquanto a mulher começava a tocá-lo.

Graças ao Imperador, ele estava preparado. Com dificuldade, pegou sua pistola laser.

A mulher murmurou, satisfeita:

— Um oficial imperial pode me levar longe. E você parece tão impaciente... minha beleza ainda funciona, vejo.

Tyler sentiu algo estranho na frase e perguntou, alarmado:

— O quê? Quantos anos você tem?

Ela pausou, surpresa por ele não estar totalmente dominado pelo afrodisíaco como esperado.

Não importava. Ela aumentaria a dose até que o homem estivesse completamente sob seu controle.

Até que algo duro pressionou suas costas. Ela sabia que aquela parte do homem deveria estar quente...

Tyler, fraco, disse:

— Você errou nos cálculos, moça.

Aos poucos, ele se levantou, apontando a pistola laser para a cabeça dela. Apoiou-se nela, assumindo uma postura ambígua.

— Essas coisas que você usou... não matam, né? — perguntou ele, ainda assustado.

A femme fatale sorriu:

— Quer apostar? Mas a tecnologia imperial deve neutralizar a maioria dos venenos...

A arma de Tyler pressionou sua têmpora:

— A minha está pronta para disparar.

— Tá bom, em algumas horas passa — ela respondeu, como se não se importasse.

Tyler a levou escada abaixo. Como esperado, seus homens já estavam armados até os dentes, enfrentando cultistas vestidos de negro.

— São seus? — Tyler olhou para as sombras lá fora e os criados armados com adagas no salão.

A mulher respondeu:

— Os criados são meus. Se eu quiser, podemos sair daqui facilmente. Vamos fingir que foi um sonho e cada um segue seu caminho.

Tyler resmungou:

— Você quase matou eu e meus homens, e ainda está ameaçando o Império. Acha que eu confiaria em você? Uma maldita cultista...

— Além disso, você subestimou eles.

No mesmo instante, os "garotos maus", aliviados ao ver seu líder são e salvo, gritaram:

— Eu disse que o Tyler era sortudo pra caramba!

— O quê? Aposta? Que aposta? Nunca falei que ele podia não voltar!

A mulher riu:

— Isso é o que chama de subestimar? Um bando de selvagens.

— Seguir regras não é sinônimo de força. Eles são confiáveis — Tyler rebateu.

O combate no térreo começou. Roland abriu fogo com sua metralhadora pesada contra os inimigos do lado de fora, enquanto Katie e Letily eliminavam os criados. O resto do grupo mantinha uma pequena posição defensiva.

Usando móveis como barricadas e encaixando placas de blindagem improvisadas, eles conseguiram virar o jogo.

A expressão da mulher ficou cada vez mais sombria. Ela percebeu que havia falhado. Tyler disse:

— Se abandonar sua fé, talvez possamos ser amigos.

— Amigos?

Ela respondeu com uma sequência de palavras antigas e perturbadoras. Tyler entendeu na hora:

Ela era um psíquico!

No instante seguinte, ela se dissolveu em uma fumaça estranha, deixando Tyler sem apoio. Seu corpo fraco caiu sentado no chão.

Os cultistas lá fora, vendo a líder recuar, começaram a se dispersar, deixando para trás a fazenda em ruínas e cadáveres espalhados.

Tyler olhou para o que antes era um refúgio aconchegante, agora destruído, e murmurou com desespero:

— Que pecado eu cometi na vida passada pra merecer isso...

[Capítulo 8: Cavalheirismo]

A reputação duvidosa de Tyler só crescia. Mesmo que seu grupo tivesse apenas pequenos confrontos com os cultistas, muitos acreditavam que ele havia descoberto a presença deles antes.

E que corajosamente eliminou a líder inimiga!

Quando os Cavaleiros Livres chegaram, a impetuosa guerreira usou seu mecha para arrasar o resto da vila.

Os moradores foram jogados nas masmorras, à espera de interrogatório.

Para ser sincero, era a primeira vez que Tyler via uma cena tão grandiosa e... catastrófica.

Era um monstro metálico vermelho-vivo, que esmagava casas feitas de palha e tijolos como uma fera enraivecida.

O furacão que levantava era sufocante, e mesmo assim aquela era apenas uma amostra do poder do Império. Mas se uma família de cavaleiros feudais estava tão desesperada a ponto de chamar por ajuda, o clã de criaturas bestiais que os ameaçava devia ser enorme.

A orgulhosa Lâmina da Liberdade, agora fora de sua armadura mecânica com a ajuda do Tecno-sacerdote, estava encharcada de suor, mas sorriu.

— Ha! Deixa esses hereges verem o poder do Deus das Máquinas.

Ela então olhou de lado para Taylor.

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