Tradução pronta Douluo: Soul Demon Eye, I am the natural disaster / Douluo: Olho do Demônio da Alma, eu sou o desastre natural: Capítulo 13

— Piuf! —

A lâmina deslizou, cortando a barraca ao meio.

Gu Changfeng saiu, e o mundo branco da neve invadiu seus olhos, fazendo-o pestanejar involuntariamente.

— É hora de sair daqui, encontrar um novo grupo de caçadores de almas.

— Sozinho nesta fronteira norte, se eu encontrar outra matilha daquelas... ou pior... estarei em apuros.

Seis meses se passaram num piscar de olhos.

Dentro do território do Império Xingluo, na cidade de Gengxin — conhecida como a Cidade de Aço.

Na avenida principal, uma multidão passava, enquanto vendedores ambulantes gritavam suas mercadorias: armas, armaduras, gemas brilhantes e metais estranhos de todos os tipos.

Gu Changfeng vestia um traje branco de brocado, adornado com motivos dourados. Na cintura, uma faixa branca com pedras de jade arredondadas em cada lado. Seu rosto delicado, iluminado por um sorriso gentil, dava-lhe o ar de um jovem nobre.

Mas seus olhos negros como tinta, ainda no estado da Alma Espiritual dos Olhos Demoníacos, brilhavam em vermelho e dourado, afastando qualquer um que ousasse encará-lo.

— Moço, quanto custa esse cristal amarelo? — Gu Changfeng parou diante de um vendedor idoso, apontando para um cristal do tamanho de uma cabeça.

O cristal parecia impuro, mas escondia algo mais.

— Cem moedas de ouro. Leva ou deixa. — O velho falou, quase sem abrir os olhos.

Gu Changfeng sorriu, seus olhos sanguinolentos fixos no homem.

— Uma moeda de ouro. É meu por esse preço.

Aqueles Olhos Demoníacos, além de instilarem medo, revelavam outro poder: enxergar a energia oculta em objetos raros, assim como a Torre de Sete Tesouros de Ning Rongrong.

Nenhum metal precioso escapava do seu olhar.

O vendedor, sob o peso daquele olhar, sentiu-se intimidado.

— Uma moeda... é muito pouco. Poderia aumentar um pouco? — balbuciou, engolindo em seco.

Gu Changfeng não respondeu. Deixou o cristal e desviou o olhar para outros metais.

— Moço, deixa eu te perguntar uma coisa.

— Soube que o Grande Artesão Lou Gao tem quatro discípulos. Quero conhecê-los. Alguma dica?

Colocou uma moeda de ouro na frente do homem, sorrindo.

— Você quer ver os discípulos do Grande Artesão? — O velho pegou a moeda. — Siga essa rua até a sede da Associação dos Ferreiros. Lou Gao mora no quinto andar, e os discípulos estão lá.

— Mas para encontrá-los, você vai precisar de habilidade. Eu não posso ajudar.

Gu Changfeng assentiu e tirou mais dez moedas.

— Levo o cristal e esses dois metais. O que acha?

Apontou para um bloco de ferro de centenas de quilos e um pedaço de metal negro do tamanho de um punho.

Aquele ferro irradiava uma aura fria e pesada.

— Só porque você parece sincero, pode levar. — O vendedor pegou as moedas, fingindo generosidade.

— Obrigado. — Gu Changfeng recolheu os metais e partiu, transformando-se num caçador de tesouros pelas barracas da rua.

Às vezes, eram justamente os pequenos vendedores que escondiam as maiores pechinchas.

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Capítulo 18 — O Cristal Oculto, O Caçador de Tesouros

A sede da Associação dos Ferreiros era um prédio imponente de cinco andares, todo em metal, como uma fortaleza.

O primeiro e segundo andares eram áreas de comércio para ferreiros. O terceiro, para testes e classificações. O quarto, um leilão de tesouros raros.

Já o quinto andar, reservado aos mestres, abrigava Lou Gao, um dos Três Grandes Artesãos.

Vestindo agora um manto negro e uma máscara escura, Gu Changfeng dirigiu-se ao leilão do quarto andar.

Aquele fragmento ósseo de oitocentos anos ainda estava com ele, esperando a hora certa de ser vendido.

— Senhor, para participar do leilão, precisamos verificar seus recursos — um jovem de preto aproximou-se.

— Eu vim para vender.

Usando sua habilidade de simulação, Gu Changfeng disfarçou sua aura para parecer um Espírito Ancestral e alterou a voz para algo mais áspero.

— Então, por aqui, por favor.

Logo, ele estava numa sala luxuosa, perfumada, com frutas dispostas ao redor.

— Aguarde um momento. Chamarei o supervisor.

Gu Changfeng sentou-se e esperou em silêncio.

Minutos depois, um homem elegante, de trinta e poucos anos, entrou na sala.

— Senhor nobre, sou Silong, o administrador deste leilão. Posso saber o que o senhor deseja vender? — perguntou o homem vestido com as roupas exclusivas de um mestre ferreiro, sorrindo com educação.

— Pode me entregar o item.

— Ah, então é discípulo do Artesão Divino Lougao, é uma honra! — Gu Changfeng levantou-se e fez uma saudação respeitosa antes de retirar um osso espiritual e explicar: — Este osso do tronco veio de um lobo das neves de oitocentos anos. Mestre Silong, poderia avaliá-lo para mim?

— Um osso espiritual?! — Os olhos de Silong brilharam enquanto examinava cuidadosamente o item, sentindo as vibrações energéticas. — De fato, a energia condiz com uma besta espiritual de oitocentos anos. O senhor deseja leiloá-lo ou vendê-lo diretamente para nossa Associação dos Ferreiros? Se for a segunda opção, ofereço dez mil moedas de ouro. Se preferir o leilão, cobraremos uma comissão de dez por cento.

— Mestre Silong, além desse osso, tenho algo mais para vender. — Changfeng colocou sobre a mesa um cristal laminado e perguntou com um sorriso: — Quanto o senhor acha que vale este cristal?

— Isso... como pode existir um cristal laminado tão grande no mundo?! — Silong esbugalhou os olhos, circulando a peça com olhar incrédulo. — Senhor... que preço espera receber por ele? — perguntou em voz baixa, pois para ele aquilo já era um tesouro inestimável.

Changfeng, em vez de responder, sorriu e disse: — Sempre ouvi falar da fama do Artesão Divino Lougao. Vim do Império Doudou especificamente para conhecê-lo e solicitar que ele me fabrique armas e armaduras. Será que o senhor poderia me apresentar a ele?

Silong hesitou, franziu a testa e ficou alternando o olhar entre o cristal e Changfeng. Depois de um longo momento, respondeu com cautela: — Meu mestre passa os dias trancado em sua oficina, estudando técnicas de forja, e normalmente não recebe visitas. Mas... já que o senhor veio de tão longe até a cidade de Gengxin, posso tentar avisá-lo. Talvez ele faça uma exceção.

— Agradeço. — Changfeng sorriu e fez outra saudação. Se conseguisse encontrar Lougao, seu novo equipamento estaria garantido. Caso contrário, teria de recorrer a um dos quatro discípulos do mestre. Durante sua jornada, ele havia acumulado metais raros valiosíssimos, mais do que em seis meses nas fronteiras do norte do Império Doudou. Ele sabia que Lougao possuía duas armaduras preciosas, as Roupagens Flexíveis dos Oito Tesouros, que haviam levado dez anos para serem forjadas. Só não sabia se já estavam prontas. Se estivessem, ele as trocaria pelo cristal. Se não, usaria os metais como complemento.

Pouco tempo depois, passos pesados ecoaram no corredor, e a porta do recinto abriu-se, revelando um homem baixo e corpulento, com olhos penetrantes.

— Foi você que pediu para me ver?! — grunhiu o velho, apontando para Changfeng.

— Este cavalheiro, permita-me apresentar meu mestre, o presidente da Associação dos Ferreiros, o Artesão Divino Lougao! — anunciou Silong com orgulho.

— Artesão Divino Lougao, é uma honra! — Changfeng removeu sua capa e máscara, revelando um rosto que, no entanto, não era o seu. — Sou Blake, do Reino Hagen, nas fronteiras do norte do Império Doudou. Vim especialmente para encomendar alguns itens ao grande artesão.

— Gengxin fica a milhares de quilômetros de Hagen. Você... — Lougao arregalou os olhos. No continente Douluo, ferreiros, mesmo os mais renomados, ainda eram apenas ferreiros. Quem cruzaria tamanha distância por um simples artesão? — Será que você também é ferreiro? — examinou Changfeng de cima a baixo, perplexo.

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