Tradução pronta Douluo: Soul Demon Eye, I am the natural disaster / Douluo: Olho do Demônio da Alma, eu sou o desastre natural: Capítulo 6

Capítulo 8: A Espada Longa e a Armadura—A Jornada do Caçador da Alma

—Hã?!

—Gu Changfeng, você ainda não atingiu o nível 10 de energia espiritual e nem sequer tem um anel espiritual. Por que quer sair da academia?

Wang Sheng e os outros se aproximaram, questionando com insistência.

Para alunos pobres como eles, a melhor maneira de avançar era treinar na academia até atingir o nível 10 e, com a ajuda dos professores, obter um anel espiritual. Se saíssem antes, como conseguiriam caçar bestas espirituais e se tornarem verdadeiros guerreiros espirituais? Apenas a tarefa de matar uma besta espiritual já estava além das capacidades deles.

—Minha decisão está tomada.

—Até um dia. Espero que nos encontremos de novo.

Gu Changfeng sorriu, bateu no ombro de Wang Sheng e saiu do dormitório sete, acenando de costas para o grupo.

[...]

Depois de resolver a papelada de saída, ele deixou a Academia Nuoding para trás sem olhar para trás. Para um estudante pobre como ele, a academia não se importava muito—tinham muitos outros para substituí-lo.

Refletindo sobre o ano que passou, Gu Changfeng lembrou-se de tudo o que aprendera com Yu Xiaogang. Um ano de treino árduo, e sua energia espiritual subira apenas dois níveis—de 2 para 4.

—Meu talento é fraco. A meditação não é suficiente. Se quero evoluir rápido, só há uma maneira...

Seu traje preto absorvia o calor do sol, transmitindo-o ao seu corpo.

Ele dirigiu-se à maior farmácia da cidade, um local onde já era conhecido. Mais luxuosa do que a loja de ervas onde costumava vender seus ingredientes, a placa na entrada anunciava: "Centenária—Tradição e Qualidade".

—Irmão Lin, você tem algum âmbar de baleia de boa qualidade?

Gu Changfeng sorriu para o jovem atrás do balcão, ocupado com seus afazeres.

—Até tenho, mas o preço não é baixo.

O rapaz, conhecido como Lin, encarou-o com um sorriso antes de chamar alguém para cobrir seu posto. Levou Gu Changfeng para um canto mais reservado e retirou três pedaços de cristal amarelado.

—Olha só, este tem três mil anos, este aqui, cinco mil, e este... oito mil.

Sua voz baixou, quase sussurrando, como se estivesse compartilhando um segredo.

Gu Changfeng sentiu um misto de surpresa e empolgação. Nunca tinha visto âmbar tão antigo antes—mas duvidava que seu dinheiro fosse suficiente.

Durante o ano, ele lucrara bastante com os alunos da academia, mas também gastara bastante. Sua alimentação era a melhor que podia pagar—o corpo merecia cuidado. Além disso, seus treinos intensos aumentavam o apetite.

—Irmão Lin, somos velhos conhecidos. Dá um desconto? Comprei todos!

Ele sorriu, tentando ser persuasivo.

—Nada de conversa mole. —Lin suspirou, balançando a cabeça.— Este âmbar é raro. Um grupo de caçadores passou por aqui e foi a única vez que conseguimos algo assim.

Gu Changfeng pescou uma bolsa de moedas e colocou sobre o balcão.

—Vinte moedas de ouro.

—Vinte só? —Lin levantou a bolsa, sentindo o peso.— Acho que não dá.

—Irmão Lin, é tudo o que tenho.

Sem hesitar, Gu Changfeng enfiou outra bolsa no colo do rapaz.

Lin olhou rapidamente para os lados antes de empurrar os três pedaços de âmbar para ele.

—Já que você é tão sincero, fique com eles. Volte sempre, hein?

Ao sair da farmácia, Gu Changfeng seguiu direto para uma famosa ferragem na cidade.

TRINQUE! TRINQUE! TRINQUE!

O som de martelos batendo no metal ecoava sem parar. Homens musculosos, sem camisa e suados trabalhavam em meio ao calor intenso.

—Tio, minha encomenda está pronta?

O ferreiro mais velho ergueu os olhos, assentiu e largou o martelo.

—Tá tudo aqui. Vem comigo.

Em uma sala cheia de armaduras e armas, o homem pegou uma espada longa pendurada na parede.

—Feita com o melhor aço, misturado com um terço de ferro negro.

Ele entregou a lâmina a Gu Changfeng.

—A lâmina tem um metro e vinte, o cabo, meio metro. Você pode separá-lo aqui—transformando-a em uma adaga. Pesa uns quinze quilos.

Gu Changfeng examinou a espada—mais alta que ele mesmo. A bainha e o punho eram pretos, sem adornos, mas bem-feitos. Ao torcer a parte central do punho, uma adaga afiada emergiu.

Segurando ambas as armas, ele sentiu um súbito desejo de testá-las em algo.

—E esta armadura flexível também está como você pediu.

O ferreiro entregou-lhe um colete preto como carvão.

—Quanto ao metal com memória de forma... bem, aqui não temos. Se quiser algo assim, vá para uma cidade maior.

Gu Changfeng acenou com a cabeça e, em seguida, tirou uma bolsa pesada da mochila.

—Conte, por favor, se está tudo aí.

O ferreiro abriu e conferiu.

—Está bom.

Sem perder tempo, Gu Changfeng tirou o casaco e vestiu a armadura por baixo. Depois de embrulhar a espada em um tecido, ele a pegou com firmeza.

—Muito obrigado, tio. Que seu negócio cresça sempre.

E assim, com apenas algumas moedas restantes no bolso, Gu Changfeng saiu da loja, pronto para o próximo passo da sua jornada.

Seguindo o caminho já preparado, Gu Changfeng seguiu em direção à Floresta de Caça de Espíritos mais próxima da cidade de Notting.

Para ele, no momento, essas florestas controladas pelo Império e pelo Templo Espírito eram os locais mais seguros para treinar. As bestas espirituais ali eram de nível dez ou cem anos, sem presença de bestas milenares, o que as tornava relativamente mais fracas. Ele começaria enfrentando bestas de nível baixo, aumentando gradualmente seu poder espiritual.

Quanto à possibilidade de extinguir as bestas de nível baixo por caçá-las demais...

Hah...

O forte sobrepujando o fraco era simplesmente a lei da natureza!

Os mestres espirituais caçavam bestas para absorver seus anéis e evoluir.

E, para as bestas, os mestres espirituais também eram uma ótima fonte de nutrição.

A Floresta de Caça de Espíritos ficava a cerca de cem quilômetros de Notting, e mesmo de carruagem, a viagem não era curta.

Com apenas quatro níveis de poder espiritual, se Gu Changfeng usasse toda sua energia para correr, ficaria indefeso diante de qualquer perigo. Por isso, ele evitou gastar sua força desnecessariamente, descansando quando cansado, sem se arriscar.

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Capítulo 9: O Primeiro Encontro com uma Besta Centenária

Todas as florestas de bestas espirituais controladas tinham guardas do Templo Espírito. Sem um token oficial, era impossível entrar pelos meios regulares.

Dentro da floresta, havia patrulhas do Templo para evitar que pessoas entrassem ilegalmente ou caçassem indiscriminadamente.

Depois de dias de viagem, Gu Changfeng finalmente chegou à tão esperada Floresta de Caça de Espíritos.

Do lado de fora, havia um movimentado mercado, com vendedores gritando para atrair compradores. A maioria vendia carne, peles, medicamentos e armas feitas de bestas espirituais.

Além disso, grupos se formavam para entrar na floresta em busca de anéis. Alguns não tinham tokens e recrutavam quem os possuísse. Outros tinham tokens, mas não gente suficiente.

Por que não se uniam? Isso era um mistério.

Gu Changfeng não tinha token. Se quisesse entrar, teria que encontrar um jeito de se infiltrar às escondidas.

Mas isso trazia um problema.

Sem token, se fosse pego pelas patrulhas do Templo, sofreria punições severas.

Com uma espada longa na mão e uma mochila cheia de suprimentos, Gu Changfeng seguiu por um caminho deserto, contornando a floresta e mantendo-se na periferia.

A noite caía, o céu estava encoberto, sem nenhuma luz. O silêncio era absoluto, exceto pelos seus próprios passos cautelosos.

Ao chegar a uma árvore robusta, ele espalhou um pó repelente de cobras e insetos antes de escalar rapidamente para um galho alto, afastando-se do solo.

— Essa floresta é pequena, tem muita gente e guardas do Templo. Não posso ficar muito tempo.

— Vou embora assim que atingir o décimo nível de poder espiritual.

Pensando assim, ele pegou um pão seco da mochila e começou a mastigar com força. Seus olhos vermelhos e verticais varriam o ambiente, alerta a qualquer aproximação de bestas. Sua mão direita não soltava o cabo da espada, pronta para reagir a qualquer ameaça.

— As bestas aqui são de nível baixo. Duvido que haja alguma com atributos mentais... e, se houver, será difícil de encontrar.

Franzindo a testa, Gu Changfeng revirou mentalmente as informações que tinha sobre bestas espirituais.

A melhor opção para habilidades mentais seria o verme de gelo das Terras Gélidas do Norte.

Mas aquela região ficava no extremo norte do Império de Douluo, enquanto a Floresta de Caça estava no sul. A distância entre os dois lugares era imensa...

Com seu espírito ocular demoníaco, seu foco deveria ser no controle mental, com ataques psíquicos como suporte.

Os primeiros quatro anéis não trariam grandes benefícios, e depois disso, seu progresso seria limitado—a menos que conseguisse habilidades que evoluíssem continuamente.

A noite avançou.

A maioria das bestas noturnas saía para caçar nesse horário—era o momento perfeito para Gu Changfeng agir.

Ele abriu os olhos, saltou da árvore e começou a percorrer a floresta, espada em punho.

Shiiiing!

A lâmina brilhou sob a luz da lua, enquanto seus olhos demoníacos vasculhavam cada centímetro do terreno. Mesmo na escuridão, ele enxergava tudo com clareza.

Aos poucos, a lua rompeu as nuvens, iluminando a floresta e revelando sua silhueta solitária.

Shhh... Shhhh!!!

O farfalhar das folhas ecoou na noite, quebrando o silêncio.

Gu Changfeng virou-se rapidamente, encarando os arbustos atrás dele. Sua espada reluzia sob o luar.

Então, uma serpente escamosa e vermelha emergiu da vegetação.

Com pouco menos de quatro metros, sua cauda se erguia, exibindo uma marca branca e outra ainda irregular. Seu corpo era protegido por escamas duras como armadura, e seus olhos amarelos e verticais fitavam Gu Changfeng enquanto sua língua negra oscilava no ar.

— Uma serpente Flamejante de cento e oitenta anos!

Seu rosto ficou tenso. Uma aura assassina emanou de seu corpo, e seus olhos se tornaram ainda mais intimidantes.

Segurando a espada com ambas as mãos, ele observou cada movimento da serpente.

Era sua primeira vez enfrentando uma besta centenária—e ainda por cima, uma das mais venenosas.

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