Em um ângulo inacreditável, a bola voou rapidamente em direção ao seu rosto.
Ele reagiu rápido, desviando de lado, mas isso o impediu de contra-atacar, permitindo que Akaya Kirihara marcasse o ponto.
— Hehehe, você desviou rápido, mas na próxima bola, melhor tomar cuidado.
Do outro lado da quadra, Akaya Kirihara soltou uma risada triunfante depois de marcar. Sua confiança voltara.
Shinjiro Yanagi não respondeu, mas seu rosto ficou ainda mais sério que antes.
Vendo que o adversário ignorava suas provocações, Akaya resmungou, entediado:
— Nem vai falar? Tanto faz. Logo você não vai ter nem força para isso.
Ele pegou a bola com os dedos novamente, lambeu os lábios e olhou para o corpo de Yanagi, decidindo qual ponto vital atacar na próxima jogada.
Neste momento, ele já via Yanagi como sua presa.
Capítulo 14: A Derrota de Akaya, a Farsa Interrompida
— Ele parece ter irritado Yanagi de verdade.
À distância, Renji Yanagi comentou calmamente, direcionando as palavras também a seu acompanhante, Mayuko Yuuki.
— É… Yanagi nunca imaginou que seria desafiado por um calouro hoje.
Mayuko riu baixinho, mas não parecia muito preocupada com a situação.
— Aquele novato tem talento, mas… o temperamento parece problemático.
Renji observou a cena e depois olhou para Seiichi Yukimura, murmurando:
— O que você está pensando, Yukimura? Vai deixar eles continuarem assim?
A maioria dos titulares de Rikkai já estavam ali, mas nenhum interveio. Todos aguardavam para ver como Yukimura lidaria com isso.
Como se sentisse o olhar de Renji, Yukimura virou-se e sorriu levemente, como se dissesse: "Não se preocupe, eu resolvo."
Renji não questionou mais e voltou a assistir ao jogo.
Dentro da quadra.
— Caia logo! Hehehe!
Akaya, ainda com os olhos vermelhos, sacou novamente com a técnica das pontas dos dedos.
A bola giratória e imprevisível voou em direção a Yanagi, mirando seu joelho desta vez.
Mas, no momento em que a bola quicou, Yanagi recuou um passo e rebateu com precisão para o canto oposto de Akaya.
— Tsc, você é bom, senpai.
Irritado por sua jogada ter falhado, Akaya correu para posicionar-se e devolveu a bola.
Porém, enquanto ainda calculava seu próximo movimento, uma onda de calor intenso surgiu à sua frente.
— Fogo da Conquista!
O rugido de Yanagi ecoou como um trovão nos ouvidos de Akaya.
— O quê?!
Os olhos de Akaya arregalaram-se quando viu a bola envolvida em chamas vindo em sua direção.
Ele não conseguiu reagir. A bola passou raspando por sua orelha.
Ou melhor—Akaya não teve tempo de reagir porque ficou paralisado pelo impacto da jogada de Yanagi.
— Huff… huff…
Quando recuperou os sentidos, Akaya estava coberto de suor frio. Um medo desconhecido brotara em seu coração sem que ele percebesse.
— Só isso? Se for o caso, você não marcará mais nenhum ponto contra mim. — Yanagi falou com frieza.
— Maldito! Não me subestime!
Akaya, com o rosto distorcido pela raiva, sacou novamente, usando sua técnica irregular.
— Se ainda não entende a diferença entre nós, então afunde na derrota.
Yanagi devolveu o saque com um golpe ainda mais rápido.
Akaya mal conseguiu alcançar a bola, rebatendo de forma desesperada.
Mas, por causa disso, seu retorno foi fraco. E o que o esperava era—
— Fogo da Conquista!
Yanagi não teve piedade.
Novamente, Akaya ficou imóvel, assistindo à bola passar por ele.
O primeiro jogo terminou. Depois disso, foi um massacre.
1-0.
2-0.
3-0.
...
— Yanagi não está dando trégua, hein? — Bunshirou Marui, já mastigando chiclete, cruzou os braços atrás da cabeça.
— Espero que o calouro não fique traumatizado… — Renji começou a falar, mas interrompeu-se. — Mayuko, Yukimura está indo até lá.
— Eu vi. Vamos também. — Mayuko não precisou que Renji alertasse. Os três se moveram na direção de Yukimura.
Do outro lado, Yanagi executou mais um Fogo da Conquista, marcando o ponto.
Akaya já estava ajoelhado no chão, encharcado de suor, ofegante.
Seus olhos vermelhos haviam sumido, e a raquete escorregara de seus dedos fracos.
O olhar que lançava para Yanagi agora só tinha medo.
5-0. Yanagi se preparou para sacar de novo.
Akaya já não tinha forças para continuar, mas, para Yanagi, uma partida só terminava quando o último ponto fosse decidido.
— Chega, Yanagi.
A voz calma de Yukimura fez Yanagi parar.
— Yukimura…
Yanagi virou-se para falar, mas Yukimura levantou a mão, sinalizando que queria continuar.
— Já sei o que aconteceu. Vamos pôr um fim nessa farsa.
Yanagi fechou os olhos por um instante e concordou:
— Entendido.
Sadaharu Genichiro parece ter entendido algo no olhar de Yukimura Seiichi e abaixou a raquete, parando de se mover.
Em seguida, virou-se para Kaidoh Akaya, que ainda estava ajoelhado na outra quadra, e disse com voz firme:
— Calouro, agora entendeu? As regras do clube de tênis da Rikkai Dai não podem ser quebradas assim.
Kaidoh Akaya cerrou os dentes, sem dizer uma palavra, mas seu corpo trêmulo traiu seu medo.
— Droga!
Depois de um momento, Kaidoh explodiu de emoção, os olhos marejados de lágrimas. Sem nem pegar a raquete, levantou-se e saiu correndo da quadra, empurrando os espectadores no caminho.
— Nossa, Sadaharu, você fez o novinho chorar. Que assustador — comentou Marui Bunta, se aproximando com um tom de brincadeira, mas seu olhar seguia Kaidoh com certa reflexão.
Então, ele se abaixou, pegou a raquete que Kaidoh deixou para trás e a prendeu debaixo do braço.
— Hum! Ele que procurou — respondeu Sadaharu com frieza, ignorando o comentário de Marui.
— Bom, já que o circo acabou, vamos voltar ao treino normal. O novato fica sob responsabilidade do Sadaharu — disse Yukimura Seiichi com tranquilidade.
— E, depois do treino de hoje, todos os titulares ficam para a reunião.
— Ah, e Yanagi atrasou hoje. Vai ter três séries extras no treino.
Yukimura falou com naturalidade, sem dar muita importância ao incidente. Para ele, Kaidoh até tinha potencial, mas, se quisesse fazer parte do clube de tênis da Rikkai Dai, teria que seguir as regras.
Quem não conseguisse isso, não sobreviveria ali.
— Pff, me pegaram, hein? Que chato — murmurou Yanagi Renji, coçando a cabeça sem graça.
Ele tinha acabado de chegar e foi pego de surpresa. Em outro dia, Yukimura talvez não tivesse ligado, mas, depois do que aconteceu, o capitão precisava mostrar autoridade diante dos novatos.
— Parece que sua reputação no clube não é lá essas coisas — comentou um garoto de óculos ao lado de Yanagi, com um tom seco.
Ele não estava com o uniforme do clube de tênis, como se fosse de outra atividade.
Yanagi ficou vermelho e revirou os olhos.
— Seu idiota! E quem foi que me fez chegar atrasado, hein?!
[...]
Capítulo 15 – Reunião dos Titulares
Na sala de reuniões do clube de tênis da Rikkai Dai, os sete titulares já estavam sentados, esperando o início da discussão após o treino do dia.
Assim que confirmou que todos estavam presentes, Yukimura começou sem rodeios:
— Todos sabem que o objetivo da Rikkai Dai este ano é defender o título nacional.
Ninguém na sala discordou. Afinal, era um objetivo que todos já haviam combinado.
— Este ano, temos muito mais calouros do que antes. E todos sabem o motivo.
— Jack, você foi o responsável pelas inscrições. Conte para o grupo como está a situação.
Jack Kuwahara assumiu um ar sério e respondeu:
— Até hoje, recebemos mais de 90 novos membros. Desses, quase 90% são calouros do primeiro ano.
— Tanto assim?! — Marui Bunta soltou um assovio, interrompendo até a bolha de chiclete que estava soprando.
No ano passado, quando eles entraram, o clube tinha apenas 40 membros no total. Agora, só de novatos, já era mais que o dobro.
— Hum! Quantidade não significa nada. Metade não deve aguentar ficar — resmungou Sadaharu, sem dar muita importância.
Mas ninguém na sala discordou. Todos sabiam que o treino da Rikkai Dai era muito mais pesado do que o de outros colégios. Nem todo mundo aguentava.
— Tem algum novato que merece atenção especial? — Yukimura sorriu, ignorando o comentário de Sadaharu, e continuou.
— Alguém que se destaque…
Jack coçou o queixo, pensativo, até que algo pareceu vir à mente.
— Na verdade, tem um que me surpreendeu.
Todos na sala viraram os olhos para ele, curiosos.
— Todo mundo conhece a Shitenhouji, de Kansai, né? — Jack começou a explicar.
— Claro. A Shitenhouji é uma das melhores de Kansai e nos deu trabalho no nacional do ano passado — respondeu Yanagi Renji, antes de questionar: — Mas o que isso tem a ver com os novatos?
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