Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 9

Naquela cena, Yukimura Mayu teve um súbito reconhecimento — aquele garoto de cabelo bagunçado também havia entrado na escola Rikkaidai na mesma época.

— O que você está olhando? — perguntou Kamisato Chiyo, confusa ao vê-lo parar.

— Nada, vamos — respondeu Yukimura após observá-la por um instante, passando discretamente pelo adolescente com ar de quem se acha o protagonista de um anime.

[A seção de tênis hoje promete ser animada...]

Memórias afloraram, fazendo-o antecipar com expectativa o dia de recrutamento do clube de tênis. Ele obviamente reconhecera quem era o garoto, mas como não se conheciam, não havia motivo para interagir.

Ding

O sinal do último período do semestre ecoou. Assim que o professor encerrou a aula, a sala antes silenciosa virou um pandemônio. Grupos de amigos se juntaram para planejar atividades após as aulas, enquanto Yukimura arrumava seus livros.

Recusando gentilmente os convites exagerados de algumas colegas, ele pegou sua bolsa de tênis no armário, pôs a tiracolo e seguiu para o clube. Ao chegar, viu uma fila enorme no local de inscrição para novatos.

— Nossa! Que multidão! — exclamou Marui Bunta, aparecendo atrás dele com os olhos arregalados e sua própria bolsa de tênis.

A surpresa de Marui era justificada. No ano anterior, o número de novos candidatos já fora grande — ele mesmo estivera entre eles —, mas nada comparado àquilo. Sabia que o motivo era óbvio: o título nacional conquistado pelo time no último campeonato.

Mas Yukimura sabia como aquilo funcionaria: a maioria desistiria assim que os treinos intensos começassem, restando apenas os verdadeiros apaixonados pelo esporte.

— Deixe os novatos com o Sanada. Vamos — disse Yukimura, sem interesse em ficar observando.

— Tá, entendi — Marui concordou, lançando um último olhar para Jackal Kuwahara, que estava absorto nas inscrições, antes de seguir Yukimura para os treinos reservados aos titulares.

No local, Yanagi Renji já iniciava seus exercícios físicos. Os dois chegaram, trocaram um breve olhar com ele e, sem palavras, separaram-se para começar seus próprios treinos.

Horas depois, a fila de inscrições diminuiu até quase sumir. Enquanto isso, do outro lado, os novatos eram instruídos por Sanada Genichirou nos fundamentos. Foi quando uma agitação surgiu entre eles.

— Opa... O que tá acontecendo lá? Tão fazendo muito barulho — comentou Marui, interrompendo seu treino.

— Não sei, mas com o Sanada lá, não deve ser nada preocupante — respondeu Yanagi, embora intrigado.

Só Yukimura permaneceu impassível. Ele já imaginava o que estava ocorrendo...

Na quadra dos novatos:

— Cansei desse treino ridículo! — o garoto de cabelo espetado largou a raquete, irritado.

Ele estava ali para derrotar o lendário "Quarteto de Ouro" do tênis de Rikkaidai, não para perder tempo com exercícios básicos.

— Ei, vocês são os titulares, né? Chamem o capitão para jogar contra mim! — ele se aproximou de dois veteranos que supervisionavam os novatos, com um tom desafiador.

— Tá de sacanagem, moleque? — um deles revidou, chocado com a audácia.

— Meu nome é Kirihara Akaya. Vim dominar Rikkaidai! Chama logo o tal Quarteto para eu acabar com eles! — o garoto olhou com desprezo, ansioso para esmagar os melhores do clube.

— Escuta aqui, o capitão não aceita desafios de qualquer um! — o veterano ia continuar, mas seu colega o interrompeu com um toque no ombro, indicando algo ao lado.

Virando-se, viram Sanada Genichirou aproximando-se com sua postura imponente e expressão severa sob o boné preto. O olhar gelado pousou sobre Kirihara antes de questionar os veteranos:

— O que está acontecendo? Eles deveriam estar treinando. Que falta de disciplina!

[...]

Capítulo 13: Sanada Genichirou vs. Kirihara Akaya

— S-Sanada, é o seguinte... — o veterano explicou rapidamente a situação.

— Então foi você que perturbou a ordem e desafiou as regras de Rikkaidai? — Sanada virou-se para Kirihara, o rosto uma máscara de gelo.

Qualquer um teria se congelado diante daquele olhar. Mas Kirihara, sendo quem era, não se intimidou.

— Isso mesmo. Você deve ser um dos tais Quatro, né? Se eu te vencer, sou o melhor daqui? — Kirihara ergueu a raquete, apontando para Sanada. — E aí, topa o desafio?

O gesto deixou os veteranos em choque. E quando a testa de Sanada se franziu, todos perceberam: aquele insolente havia cruzado a linha.

— Nossa, que moleque corajoso! Ele tem coragem de falar assim com o Sanada? — Marui Bunta deu uma assobiada baixinho, olhando de longe.

Eles haviam parado o treino para ver o que estava acontecendo e acabaram presenciando a cena.

— Coragem é uma coisa, mas vamos ver se ele tem habilidade pra bancar. E o Sanada não tá nada bem-humorado hoje — observou Yanagi Renji, analisando friamente o desempenho de Kirihara Akaya.

Nenhum dos dois criticou a provocação do garoto. No time de tênis de Rikkaidai, hierarquia não importava — o que valia era a força.

— Óbvio que o Sanada tá furioso. Até um cego perceberia! — Marui revirou os olhos e virou-se para Yuuki Mayoi, ao lado. — Vamos ficar mais um pouco pra ver o espetáculo? Coisa assim não acontece todo dia.

Mayoi concordou com um aceno, os olhos fixos na quadra, aguardando o desenrolar da situação.

Dentro da quadra:

— Me desafiar? Tudo bem — Sanada respondeu gelado, virando-se e caminhando direto para a linha de fundo.

Kirihara achou que sua provocação tinha dado certo e seguiu animado para o outro lado, certo de que, depois daquela partida, conseguiria o que queria.

Tudo estava indo melhor do que esperava. Olhando para Sanada, deu uma risada arrogante:

— Hehehe, então eu que saco, certo?

— Hmph — Sanada apenas resmungou, já em posição.

Kirihara arremessou a bola para o alto e acertou um saque potente. Sentiu que a jogada estava perfeita — seu ritmo hoje estava impecável.

A bola cruzou a rede e quicou no campo adversário.

Mas antes que ele pudesse sequer ver a trajetória da devolução, um vento forte passou rente ao seu rosto.

— O QUÊ?! — Kirihara virou-se e viu a bola batendo na cerca atrás dele, rolando devagar em sua direção.

— 15 a zero — Sanada anunciou com frieza.

— Tch, eu só vacilei! Agora é sério! — Kirihara admitiu que tinha subestimado o adversário, mas agora estava focado.

Preparou outro saque, desta vez com total concentração. A bola saiu melhor do que nunca.

[Dessa vez ele não vai conseguir rebater assim.]

Kirihara ficou de olho em Sanada, esperando o contragolpe.

ZAPT!

O som da bola cortando o ar ecoou. Ele nem sequer viu o movimento.

— 30 a zero.

— Nossa, o Sanada começou sério, hein? Coitado do garoto — Marui comentou, rindo da situação.

— Na verdade, o Kirihara não é fraco. O problema é que ele está enfrentando o Sanada... — Yanagi suspirou.

O saque e os golpes do novato até que eram bons — ele estava no limite do nível de campeões regionais. Em qualquer outra escola, seria o melhor. Mas Rikkaidai era diferente: sem nível nacional, nem dá pra sonhar em virar titular.

— O resto do pessoal já chegou. Tá todo mundo de olho — Mayoi mencionou, olhando em volta.

— Pois é, até o capitão apareceu. Acho que o show não vai durar muito — Marui concordou, vendo os outros membros do time reunidos. Entre eles, o capitão Yukimura Seiichi, de braços cruzados, observando tudo com um sorriso calmo.

— Sanjougi Jack, que acabara de terminar os registros dos novatos, também estava ali, surpreso.

Kirihara, alheio a tudo, só pensava em uma coisa: derrotar Sanada de qualquer jeito.

Segurando a bola de um jeito estranho, seus olhos ficaram vermelhos.

— Vou pintar tudo de vermelho!

O saque veio com um giro absurdo, quase incontrolável. Kirihara sorriu, imaginando o adversário se contorcendo para rebater.

Era seu saque especial — sempre funcionara contra qualquer oponente.

A bola quicou, mas, contra todas as expectativas, não seguiu a trajetória que Sanada esperava.

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