Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 8

— Então, teoricamente, se você estudar nos Estados Unidos, poderá participar do próximo torneio U-17.

Nesse momento, Reinhardt fez uma pausa e continuou com tom solene:

— Amigo, teria interesse em se juntar ao time americano? Se a preocupação for sobre a escola, posso ajudar.

[Hmm, quase esqueci disso... Mas parece que ele não sabe sobre as circunstâncias do próximo torneio.]

Compreendendo que o outro não estava a par dos detalhes, Yuki Mayoi recusou educadamente:

— Desculpe, mas no momento não tenho planos de estudar no exterior.

— É mesmo? Que pena... Então, peço desculpas por tomar seu tempo.

Nos olhos de Reinhardt, brilhou um breve lampejo de decepção, mas ele manteve a compostura ao se despedir. Antes de ir, porém, virou-se para Yuki e disse:

— Se mudar de ideia, pode me procurar nos EUA. Meu convite continua de pé.

Sem mais delongas, ele se afastou com passos firmes.

Nota do Autor:

No momento, a configuração de Ryoma Echizen foi alterada de estudante do ensino médio para estudante do fundamental, com a justificativa de que, enquanto estava nos EUA, ele estava no primeiro ano do ensino médio, mas, ao sair, não era mais considerado como tal.

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Capítulo 11 – A Fênix Sangrenta, Mudanças no Coração

Após se separar de Reinhardt, Yuki Mayoi seguiu para o estádio, apresentando seu ingresso na entrada.

— Espero que a partida não tenha terminado tão rápido..., murmurou para si mesmo.

Deixando para trás o convite inesperado, ele caminhava enquanto revivia mentalmente os detalhes de seu confronto com Zeus.

— Realmente, não é à toa que ele se tornou capitão da equipe grega ainda no primeiro ano do ensino médio... Seu nível é ainda mais impressionante do que eu imaginava. Nossas habilidades fundamentais são praticamente iguais.

Se não fosse pelo revés da habilidade única de Zeus, ele não teria usado seu Golpe da Luz antes de aperfeiçoá-lo. Além disso, como era raro encontrar alguém que pudesse igualá-lo tão bem no tênis puro, Yuki se deixou levar pelo entusiasmo, prolongando o rally intencionalmente.

Quanto ao fato de seu Golpe da Luz parecer menos destrutivo que o de Kotarou Byodoin, era simples: ele concentrara todo o poder num único ponto, aumentando a penetração. Caso contrário, não teria atravessado com tanta facilidade a raquete de um oponente do calibre de Zeus.

Ainda assim, aquele golpe havia sido apenas um teste—ele nem mesmo usara seu Fluxo Sanguíneo Ativo para potencializar o impacto.

Seguindo as placas, ele fez algumas curvas até finalmente encontrar seu assento.

— Mayoi, você não disse que só ia dar uma volta nas quadras externas? Por que demorou tanto? A partida já está na metade! — A voz de Eiri Yukihana, sua mãe, soou ao seu lado, cheia de preocupação.

— Foi nada, mãe. Só esqueci o horário — respondeu ele, desviando o assunto enquanto os olhos se fixavam na quadra.

Eiri, percebendo o interesse do filho, limitou-se a resumir o que ele havia perdido:

Como Yuki previra, a subestimada equipe japonesa do U-17 perdera as duas primeiras partidas de duplas contra a França, começando com um vexatório 0-2.

Mas, quando todos esperavam uma derrota por 3-0, aconteceu o inesperado: o time francês sofreu uma virada no terceiro singles, perdendo para o Japão.

Agora, no segundo singles, o placar mostrava:

França vs. Japão

1º Set: 6–7

2º Set: 3–5

Era óbvio que o Japão, depois de perder os dois primeiros jogos, estava prestes a empatar o placar geral em 2-2.

E quem estava em quadra pelo time japonês?

Aquele rosto marcante, quase envelhecido, só podia ser... Juujiro Oni.

— Black Jack Knife!

Com um rugido, Oni desferiu um golpe avassalador, arremessando o oponente francês para trás, que caiu no chão com uma expressão de dor.

Bip-bip-bip!

O apito do árbitro ecoou, confirmando: o Japão venceu o segundo singles.

O placar agora era 2–2, e o próximo jogo—o primeiro singles—decidiria o vencedor.

E se o Japão vencesse? Seria uma das maiores zebras da história.

Porque isso significaria que o Japão, contra todas as expectativas, avançaria das eliminatórias.

— NIPPON!

— NIPPON!

— NIPPON!

O estádio, após um breve silêncio, explodiu em gritos.

Além dos torcedores japoneses, até os neutros vibravam com a revolução em curso.

Afinal, antes do jogo, todos achavam que a França venceria sem dificuldades.

Mas agora, depois da virada impressionante, ninguém ousava afirmar que o time francês venceria o último confronto com certeza.

A pressão agora pesava sobre os franceses.

— Então é por isso que Byodoin nunca superou essa derrota... Realmente, era a chance perfeita. Uma pena.

Testemunhando a cena, Yuki entendia perfeitamente o sentimento de Kotarou Byodoin.

Seus olhos se voltaram para o túnel de entrada dos jogadores, aguardando calmamente.

O tempo passou, o intervalo acabou e o primeiro singles começaria...

Mas, enquanto o francês Duke Watanabe já estava em quadra, o representante japonês não aparecia.

O estranho silêncio deixou o público confuso.

Ninguém entendia o que estava acontecendo.

Mas, no instante em que o árbitro levantaria a mão para declarar desistência...

Alguém emergiu do túnel.

Um jovem de cabelos dourados, ensanguentado, cheio de bandagens, cambaleou em direção à quadra.

Era Kotarou Byodoin.

O primeiro singles do Japão.

No momento em que ele apareceu, seu adversário Watanabe mostrou uma expressão de incredulidade.

Na arquibancada, Yuki Mayu observava a cena e soltou um leve suspiro.

Como ele já esperava, Houou Byoudoin havia se machucado novamente tentando salvar a irmã do oponente.

O preço foi alto: incapaz de lutar com toda sua força, ele estava prestes a perder a partida de simples.

Isso levaria a seleção japonesa a perder a chance de avançar, resultando em sua eliminação direta.

— [A correção da vontade do mundo sem interferência...]

Yuki Mayu refletiu consigo mesmo. Ele não acreditava que o infortúnio de Byoudoin fosse apenas um acidente.

Tudo isso acontecia porque, no momento, Byoudoin ainda não era o "protagonista".

Todo o seu esforço estava apenas preparando o palco para os verdadeiros protagonistas.

— [Será que a "defesa única" que coloquei naquele garoto funcionou?]

A imagem de um jovem de rosto impassível e óculos passou por sua mente. Ele decidiu que precisava confirmar isso em breve.

Mas agora, algo dentro dele havia mudado.

Originalmente, ele planejava apenas treinar sozinho, ajudando seu amigo Yukimura Seiichi a conquistar o tricampeonato nacional no momento certo. Depois, dois anos depois, ingressaria na seleção sub-17 do Japão para enfrentar os melhores jogadores do mundo.

Sua intenção era evitar contato desnecessário com certas pessoas, mantendo-se sempre como um espectador.

Porém, depois de testemunhar o que aconteceu com Byoudoin, ele sentiu o desejo de deixar uma "pequena" marca naqueles caras antes do tempo.

Na quadra, o resultado foi como esperado. Mesmo com Byoudoin lutando com todas as forças, seu corpo machucado não permitiu que ele desse o seu melhor, e ele acabou perdendo para Watanabe por pouco.

Com o fim da partida, a França venceu por 3 a 2, garantindo a vitória após um jogo tenso.

O azarão não conseguiu a virada, mas mesmo assim, o público aplaudiu calorosamente a seleção japonesa.

— Ah, que pena... Estavam tão perto... — disse Yuki Eri ao lado, desapontada.

Como muitos, ela quase acreditou que o Japão venceria a partida.

— Não tinha jeito, Eri. Às vezes, o destino é simplesmente imprevisível. — respondeu seu marido, Yuki Butou, com a sabedoria de quem já viveu bastante.

O casal nunca teve interesse por tênis antes, mas passou a acompanhar o esporte por causa do filho.

E foi justamente por sugestão de Yuki Mayu, que queria assistir a um torneio internacional durante as férias, que a família acabou ali.

Com o fim da partida, os espectadores começaram a deixar o estádio, e a família Yuki seguiu com a multidão rumo à saída.

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Um pequeno contexto:

No ano anterior, a seleção japonesa estava no "grupo da morte", mas teria classificação garantida se Byoudoin não se machucasse.

Era chamado de "grupo da morte" porque, além da França, havia outra potência do tênis: a Suíça.

Se o Japão tivesse vencido a França, mesmo perdendo para a Suíça, avançaria no confronto direto.

Mas tudo virou um sonho distante após a lesão de Byoudoin — e foi isso que o transformou completamente.

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Capítulo 12: O Início das Aulas e a Ambição do Garoto do Cabelo Bagunçado

Depois do torneio, a família Yuki aproveitou mais dois dias na França antes de voltar para casa.

Com o fim das férias de inverno, chegou a hora dos estudantes do ensino médio retomarem as aulas.

A rotina escolar continuou monótona, mas, após dois meses, o primeiro semestre finalmente terminou, dando lugar às férias de primavera.

Durante esse período, Yuki Mayu fez apenas duas coisas:

Primeiro, dedicou-se aos treinos como Quincy em casa.

Segundo, aprimorou suas técnicas de tênis em um clube local.

Apesar de ter vencido o breve duelo contra Zeus na França, ele percebeu várias falhas em seu jogo — especialmente no domínio da técnica do sweet spot, que precisava ser trabalhada.

Além disso, o encontro com Reinhardt, embora sem confronto direto, deixou-o alerta. O instinto de Quincy lhe dizia que, naquela época, vencer Reinhardt seria muito difícil.

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As duas semanas de férias passaram rápido. No início de abril, chegou a época de matrículas para os novos alunos.

Na entrada da Escola Secundária Rikkai, uma multidão de estudantes se aglomerava.

Yuki Mayu estava entre eles, acompanhado de Shibari Chidori, quando um grito cheio de determinação ecoou:

— Eu vou me tornar o melhor tenista de Rikkai!

Ele parou por um instante e olhou na direção da voz.

Lá estava um garoto de cabelo desgrenhado como algas marinhas, com um sorriso confiante e os olhos brilhando de expectativa diante do portão da escola.

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