Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 7

Zéus balançou a raquete mais uma vez, devolvendo com precisão o revés veloz e de alta qualidade de Yuki Mayu. Do outro lado da quadra, Yuki já se antecipara, movendo-se para interceptar a bola antes que ela tocasse o chão.

Os dois estavam travando uma batalha intensa, trocando golpes precisos — um atacando o revés, o outro mirando os cantos. E, como se tivessem combinado, nenhum dos dois usava técnicas especiais, insistindo em vencer o ponto apenas com fundamentos puros.

Zéus devolveu mais uma vez, enviando uma bola em linha reta, cruzando a quadra.

— Hmm?

No momento em que golpeou a bola, Zéus observou o jeito que Yuki segurava a raquete e começou a se mover para antecipar o próximo rebote. Porém, seus olhos se estreitaram, e os lábios se apertaram levemente. Rapidamente, ele recuou o pé esquerdo, que avançava para o lado, e em vez disso foi para frente.

Do outro lado da rede, Yuki Mayu, um instante antes de devolver a bola, parecia preparar um golpe com as duas mãos — mas, no último momento, mudou para uma pegada de uma só mão.

Era um blefe. Ele queria fazer Zéus acreditar que miraria um cruzado, mas na verdade preparava um drop shot.

— Boa tentativa. Mas não vai funcionar comigo.

A voz de Zéus ecoou enquanto ele já se posicionava perto da rede, antes mesmo da bola cruzar para o seu lado.

Yuki não respondeu, mas, no instante em que seu blefe foi descoberto, ele já estava no meio da quadra, na linha de saque, com uma expressão serena, pronto para o próximo movimento de Zéus.

Aquela jogada fora um impulso, apenas para testar uma teoria. Ele não esperava realmente encerrar o ponto ali.

Vendo a reação rápida de Yuki, Zéus abandonou a ideia de devolver com outro drop shot e, em vez disso, deu um passo atrás, criando espaço antes de mudar rapidamente o golpe — de forehand para backhand, lançando um lob de corte em direção ao fundo da quadra.

A bola passou por cima de Yuki, indo direto para o canto oposto.

— Como você vai lidar com isso? — pensou Zéus, curioso.

Ele estava perto da rede agora. A menos que Yuki conseguisse mandar a bola para trás dele, o ponto estava praticamente ganho.

[Exatamente como imaginei... Ele consegue ler meus golpes sem erro.]

Yuki recuou rapidamente, confirmando o que já suspeitava. Desde o primeiro ponto, não importava para onde ele mandasse a bola, Zéus sempre devolvia com precisão, sem errar o posicionamento.

[Um oponente difícil... Não à toa até o número 2 do G10 do time japonês, Shūji Tanejima, o considera complicado.]

[Mas... por enquanto, ele só está nesse nível.]

Uma decisão tomou forma na mente de Yuki. Era hora de encerrar o jogo.

Para evitar que Zéus interceptasse na rede, ele rebateu com um golpe cruzado, fazendo a bola descrever uma curva ao redor do poste da rede em direção à linha de fundo.

— Escolha certa.

Zéus elogiou, mas aquilo ainda estava dentro do esperado. Ele recuou até o fundo da quadra e devolveu com um cruzado, rápido e preciso.

A bola quicou, e Yuki já estava no lugar certo.

— Chega.

A voz calma de Yuki fez Zéus hesitar por uma fração de segundo. Mas, no instante seguinte, sua expressão mudou completamente.

Porque ali, diante dele, a raquete na mão direita de Yuki Mayu começou a brilhar com uma luz dourada intensa.

Capítulo 10: A Derrota de Zéus e o Convite do Time Americano

[Tiro Sagrado — Super Flecha da Destruição]

Naquele momento, Yuki Mayu usou uma técnica que ainda mal dominava — o Tiro Dourado, uma fusão entre o ponto ideal da raquete e seu Tiro Sagrado.

Ele não queria usá-la. Seu controle sobre o ponto ideal ainda era instável, e sua sequência de dez tiros consecutivos mal chegava ao sétimo. Mas, depois de tanto tempo jogando contra Zéus, ele já entendera cerca de 70% do seu estilo.

Antes, evitara golpes especiais apenas para testar a habilidade quase onisciente de Zéus. Agora, porém, estava claro que, apenas com fundamentos, dificilmente venceria aquele ponto.

O estilo de Zéus, que parecia prever tudo, neutralizava o tênis básico. Se continuassem assim, o ponto poderia se arrastar indefinidamente.

E, diferentemente de outras ocasiões, Yuki não tinha paciência para isso. Se demorassem muito, os outros jogos do torneio terminariam, e ele perderia o dinheiro do ingresso.

Era hora de acabar com aquilo da forma mais rápida possível.

A bola foi golpeada, envolvida em um brilho dourado deslumbrante, transformando-se em uma enorme flecha luminosa.

— O que é isso?!

A expressão de Zéus, antes impassível, tornou-se tensa. Seu instinto gritava: aquilo era perigoso.

Ele se preparou, pronto para receber o golpe.

Mas, no momento em que a flecha dourada se aproximou, ela expandiu-se de repente, tomando proporções assustadoras.

Zéus sentiu um frio na espinha. Aquele instante de hesitação foi o suficiente.

A bola já estava diante do seu rosto.

— Merda!

Ele reagiu com reflexos sobre-humanos, erguendo a raquete para bloquear.

CRÁÁÁS!

O impacto foi violento, mas inútil. A bola perfurou as cordas como se fossem papel.

Zéus desviou a cabeça por um triz, e a bola passou raspando, batendo com força na cerca de metal atrás dele.

Mas a rede ao redor da quadra também não conseguiu segurar aquela bola de tênis, que arrebentou o material violentamente — assim como a raquete anteriormente — e seguiu em direção à multidão que assistia.

— Saiam da frente!

— MEU DEUS! Isso é absurdo!

A galera se espalhou em pânico, cada um tentando escapar sem se machucar com aquela bola assassina que Sekiyu Mayu tinha acabado de lançar.

A bola acabou se chocando contra uma parede de concreto a vinte metros dali, ficando totalmente enterrada no material — impossível até de enxergar.

Dentro da quadra, Zeus ainda mantinha a postura de quem tinha desviado, mas a expressão serena dele já não existia mais.

Ao puxar o olhar de volta de trás de si, ele encarou o outro lado da quadra com um misto de choque e medo.

Do outro lado, Sekiyu Mayu, depois de acertar aquele golpe, já havia abaixado a raquete e ficava ali em pé, impassível, observando o oponente.

Ele não estava surpreso com o resultado. Conhecia perfeitamente o poder daquela jogada.

O lance tinha sido antecipado? E daí? Se o cara não conseguisse rebater, não adiantava nada.

Quando os olhares dos dois se encontraram, Sekiyu Mayu levantou o dedo e apontou para a própria têmpora, fazendo um gesto para Zeus.

Zeus, por reflexo, tocou o mesmo local no próprio rosto… e sentiu algo úmido.

Ao olhar para a mão, viu os dedos manchados de vermelho.

Ele estava machucado.

Tão concentrado em acompanhar a bola que nem percebera quando ela raspou nele.

...Eu perdi?

Uma emoção estranha invadiu Zeus — algo totalmente novo para ele.

Desde que começara a jogar tênis, nenhum rival da sua idade havia conseguido vencer um única jogada contra ele.

E agora, estava claro que o adversário nem havia mostrado tudo o que era capaz.

Quando ele desviou o olhar para Sekiyu Mayu, o garoto já estava saindo da quadra, guardando a raquete na mochila às costas e indo embora sem pressa, sem sequer olhar para trás.

Apertando os punhos, Zeus fixou o olhar nas costas do jovem que lhe trouxera a primeira derrota. Tinha um pressentimento:

No futuro, eles se encontrariam novamente em alguma competição.

...

Sekiyu Mayu caminhava rápido em direção ao estádio quando, quase na entrada, uma voz surgiu ao seu lado.

— Ei, amigo! Tem um minutinho pra conversar?

A voz inesperada fez Sekiyu parar. Ele se virou, curioso para saber quem era a segunda pessoa a interrompê-lo naquele dia.

Na sua frente, um típico loiro bonitão ocidental, com dois capangas atrás.

Sekiyu reconheceu na hora: Ralph Reinhard, capitão do time americano sub-17.

Se encontrar Zeus tinha sido inesperado, esbarrar com Reinhard agora já não era mais nenhuma surpresa.

— O que foi? — perguntou Sekiyu, fingindo que não sabia quem ele era. Afinal, era o primeiro encontro deles.

— Sou o capitão do time americano sub-17. Pode me chamar de Reinhard. Desculpa a abordagem repentina, mas... você joga por algum clube? — A voz era amigável, cheia de magnetismo.

Reinhard também estava por perto e tinha visto a partida entre Zeus e Sekiyu. Não perdera tempo em segui-lo.

Sekiyu piscou, entendendo na hora o que ele queria dizer: Reinhard achava que ele era algum prodígio treinado em um clube de elite.

— Não, não jogo em clube nenhum. Só sou um turista vendo os jogos — Sekiyu balançou a cabeça.

— Hã?!

A resposta claramente pegou Reinhard de surpresa. Seus olhos piscaram enquanto processava a informação, mas logo ele sorriu de novo.

— Posso saber o seu nome?

— Sekiyu Mayu.

— Sekiyu Mayu...

Reinhard repetiu o nome, pensativo, e então olhou firme para Sekiyu.

— Então, amigo... tem interesse em se juntar ao time americano?

Dessa vez, foi Sekiyu quem ficou surpreso.

Ele até imaginava que Reinhard pudesse ter esse tipo de proposta, mas não algo tão direto assim.

[Será que Reinhard já sabe algo sobre a próxima edição do torneio sub-17?]

Sekiyu considerou a possibilidade. Fazia sentido; os Estados Unidos tinham seus meios.

— Capitão Reinhard, eu ainda estou no primeiro ano do ensino médio. Mesmo se aceitasse, não poderia jogar no próximo torneio sub-17 — respondeu, sondando a reação dele.

Para sua surpresa, Reinhard não hesitou:

— Sobre isso… conheço um amigo japonês na mesma situação. O nome dele é Echizen Ryoga.

— Eu estudei o sistema escolar de vocês. Um aluno do terceiro ano aí equivale ao primeiro ano do ensino médio nos EUA.

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