Mas antes disso, o jogo de hoje estava prestes a começar, e ele precisava ir sentir de antemão a atmosfera do campeonato mundial.
Com essa ideia em mente, Yuki Mayu segurou a raquete de forma relaxada, ajustando para o grip de backhand.
Naquele exato momento, as sete bolas de tênis que tinha rebatido antes retornaram em sua direção.
—Whoosh—
Com um movimento suave de backhand, ele deslizou a face da raquete contra o trajeto das bolas. As sete bolas, que vinham em alta velocidade, pararam bruscamente no ar, como se tivessem batido em uma barreira invisível.
Então, uma após a outra, caíram no chão, quicando algumas vezes antes de ficarem imóveis.
Aquela técnica aparentemente simples de parar as bolas no ar fez a plateia ao redor explodir em exclamações de admiração.
Mas, por dentro, Yuki Mayu, sem demonstrar emoção, não estava totalmente satisfeito.
[Realmente, ainda está muito mal lapidado...]
Aquele movimento de bloqueio era uma nova técnica que ele havia desenvolvido recentemente, uma extensão de suas habilidades defensivas chamada "Escudo Sangrento Externo".
Em teoria, um Quincy comum jamais seria capaz de executá-la, pois essa era uma habilidade característica do ancestral dos Quincys, Yhwach.
No entanto, Yuki Mayu conseguira uma versão improvisada reduzindo o alcance do escudo para apenas a distância que sua raquete alcançava.
Ignorando os aplausos ao seu redor, ele girou a raquete que segurava na mão esquerda e, com um leve toque, estabilizou uma das bolas que ainda caíam, deixando-a perfeitamente parada na superfície da raquete.
Terminando o treino, Yuki Mayu se dirigiu rapidamente à sua bolsa de tênis para guardar seus equipamentos.
—Oi, posso te incomodar um instante?—
Enquanto organizava a raquete, uma voz desconhecida soou atrás dele.
—Hm?—
Interrompendo o que estava fazendo, Yuki Mayu virou-se para ver quem o chamava. Assim que seus olhos encontraram o rosto do garoto, uma surpresa passageira cruzou seu olhar.
[Como assim… ele?!]
Diante dele, estava um jovem de cabelos cacheados e loiros, aproximadamente da mesma idade. Seu sorriso caloroso irradiava confiança, e até parecia brilhar levemente sob a luz.
Zeus Iliopoulos.
O futuro capitão da equipe grega no próximo U-17 Mundial, um prodígio do tênis apelidado pela mídia de "Deus Todo-Poderoso".
Antes mesmo de começar uma partida contra o capitão da equipe Shitenhoji, Shiraishi Kuranosuke, Zeus já o fizera recuar apenas com um olhar.
[...]
Essas informações surgiram na mente de Yuki Mayu, coincidindo perfeitamente com o garoto à sua frente.
O que um futuro adversário tão poderoso poderia querer com ele?
—Sim, o que foi?— perguntou Yuki Mayu, mantendo a voz neutra.
—Você é muito bom. Quer jogar contra mim?— Zeus foi direto ao ponto, sem rodeios, seus olhos brilhando de empolgação.
Ele observara Yuki Mayu por um tempo, atraído pelo seu estilo único de treino, assim como os outros espectadores.
Originalmente, Zeus planejava assistir às partidas do dia, mas aquele último movimento de bloqueio o chamou a atenção.
Para os outros, parecia apenas um controle impecável da bola.
Mas o instinto de Zeus sussurrou outra coisa — aquilo definitivamente escondia algo além do comum.
Para confirmar sua suspeita, Zeus decidiu se aproximar sem hesitação e desafiar o jovem.
—Desculpe, os jogos no estádio estão prestes a começar, e eu estou com pressa— respondeu Yuki Mayu, sem alterar a expressão.
Por mais que quisesse enfrentar Zeus, o tempo simplesmente não permitia um duelo ali.
—Ah, que pena…— Zeus não escondeu a decepção em seus olhos.
Mas o motivo dado não era um pretexto, e ele sabia disso. Eles eram completamente desconhecidos um para o outro, então era natural que Yuki Mayu preferisse não perder o jogo principal.
No entanto, justamente quando Zeus estava prestes a desistir, Yuki Mayu surpreendeu-o:
—Se for só uma bola, a gente pode jogar.
—Uma bola?— Zeus piscou, confuso.
—Isso. Só uma— confirmou Yuki Mayu.
Ele havia reconsiderado. Afinal, perder a chance de medir forças com um adversário desse nível seria uma pena.
E, sendo apenas um único ponto, ainda daria tempo de chegar ao estádio.
—Beleza, então só uma!— Zeus concordou imediatamente, como se temesse que Yuki Mayu mudasse de ideia.
Sem perder tempo, os dois pegaram suas raquetes e posicionaram-se nas linhas de fundo da quadra, prontos para começar.
—Eu saco?— perguntou Yuki Mayu.
—Tanto faz— Zeus sorriu, relaxado.
Ele estava confiante em suas habilidades e não achava que o saque do adversário seria algo além da sua capacidade.
A movimentação dos dois reacendeu o interesse da plateia.
Era óbvio que algo interessante estava prestes a acontecer.
Afinal, se o garoto de cabelos escuros já impressionava tanto, o loiro que se propôs a enfrentá-lo deveria ser igualmente bom.
Sob os olhares curiosos dos espectadores, a batalha relâmpago estava prestes a começar.
---
Capítulo 9 — Provações e uma Habilidade Incomum
—Toc… toc…—
Yuki Mayu batia a bola contra o chão com a mão esquerda enquanto segurava a raquete com a direita.
Então, lançou-a ao ar com um movimento suave.
—Ploft!—
Com um saque simples e preciso, a bola cruzou a quadra em alta velocidade — rápida, mas sem truques.
—Bom saque. Seus fundamentos são sólidos— comentou Zeus.
O saque talvez parecesse incrivelmente rápido para quem estava assistindo, a ponto de só conseguir ver um borrão.
Mas para Zeus, aquilo era apenas um saque decente. Ele ainda teve tempo de analisar mentalmente a jogada do adversário.
Balansou a raquete, posicionou-se no caminho onde a bola iria quicar e a rebateu com facilidade.
A bola voltou cruzando a rede numa velocidade ainda maior, como um raio, em direção a um ponto desprotegido da quadra.
— Então, como você vai reagir? — pensou Zeus, confiante de que a maioria não teria tempo de reagir a um rebote tão rápido.
Seus olhos piscaram para o local onde Yuki Mayu estava antes, mas só viram o chão vazio. Ninguém ali.
De repente, o garoto apareceu diante da bola, como se tivesse se teletransportado, e rebateu com um backhand para o lado oposto de Zeus.
— Quando ele...?! — Zeus ficou surpreso. Não tinha percebido o movimento do adversário.
Mas surpresa à parte, não ia deixar que marcassem um ponto tão fácil assim.
Acelerou de repente, correndo em direção à trajetória da bola.
Mesmo que o rebote de Yuki Mayu fosse para o canto mais distante do lado dele, a velocidade de Zeus era mais que suficiente para alcançá-la antes do segundo quique.
Depois de alguns lances de troca, o ritmo do jogo só aumentava.
Em pouco tempo, já haviam rebatido a bola mais de vinte vezes, sem que nenhum dos dois levasse vantagem. Pelo contrário, a intensidade só crescia.
Ambos sabiam: a disputa por aquele ponto estava apenas começando.
Enquanto isso, os espectadores ao redor da quadra estavam boquiabertos, sem palavras diante do nível da partida.
— Isso...
— Meu Deus! Isso é um jogo profissional?!
— Garotos dessa idade jogando assim?!
O embate atraía cada vez mais curiosos, e logo a quadra estava cercada por uma multidão.
Um turista estrangeiro, recém-chegado, não resistiu e perguntou a alguém que parecia estar ali há mais tempo:
— Ei, qual é o placar agora?
Ele queria saber quem estava ganhando naquele duelo acirrado.
— Zero a zero — respondeu o outro, sem nem olhar para trás.
— Sério?! Você tá brincando! Eles ainda não terminaram nem um game?! — O turista ficou chocado.
— Errou. Não é um game... Eles estão há mais de cinquenta minutos disputando o mesmo ponto.
— O QUÊ?! — O homem arregalou os olhos, incrédulo, e voltou-se para a quadra, como se não pudesse acreditar no que ouvira.
Dentro dela, o som contínuo e rápido das raquetes batendo na bola ecoava, sem parar.
http://portnovel.com/book/26/3558
Disseram obrigado 0 leitores