Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 5

Ao entrar na sala de aula, Makoto Yuki cumprimentou Hyoutei Yukimura, que já estava sentado em sua cadeira.

Por uma dessas coincidências da vida, não apenas tinham sido colegas no primário, mas agora também dividiam a mesma turma na escola Lihaidai.

— Bom dia, Makoto. Como foram as férias? — perguntou Yukimura, sorrindo gentilmente.

— Mais ou menos. Fiquei alguns dias sem pegar na raquete — respondeu Makoto, com indiferença.

Era verdade. Desde o término do campeonato nacional, ele se dedicara intensamente a dominar suas técnicas de defesa sanguínea.

— Se o Sanada ouvir isso, vai dizer que você está sendo negligente — comentou Yukimura, rindo.

— Ele que fale. Não ligo — Makoto ergueu os ombros, dirigindo-se ao seu lugar. Jogou a mochila sobre a mesa e sentou-se com despreocupação.

Yukimura soltou uma risada. Já estava acostumado — Makoto sempre agia assim.

Na equipe de tênis de Lihaidai, Makoto Yuki era o único que falava com Sanada Genichirou daquele jeito.

...

As seis aulas do dia passaram num piscar de olhos. Hora das atividades extracurriculares. Espreguiçando-se, Makoto pegou a bolsa de tênis e se levantou.

— Então, Yukimura, vou indo — avisou.

Como encarregado da limpeza do dia, Yukimura precisava arrumar a sala antes de sair.

Em alguns minutos, Makoto chegou à entrada das quadras de tênis. Uma multidão maior que o habitual chamou sua atenção.

— Ei, Makoto! Aqui! — uma voz conhecida o chamou. Era Marui Bunta, acenando. Ao seu lado, estavam Yagyuu Hiroshi e Yanagi Renji.

— O que está acontecendo? — perguntou Makoto, aproximando-se.

— Nada demais. É só o efeito de termos vencido o campeonato nacional — explicou Yanagi, impassível.

Makoto concordou com a cabeça. Fazia sentido.

— Muita gente de outros clubes quer se transferir para o tênis. Sanada e Kuwahara estão cuidando disso. A propósito, por que o capitão Yukimura não veio com você? — indagou Marui, confuso.

— Ele está de serviço hoje. Vem mais tarde — respondeu Makoto.

— Nesse caso, eu supervisiono o treino básico por hoje — decidiu Yanagi, definindo o planejamento.

— Pfff, tão cedo? Ainda queria descansar um pouco — disse Yagyuu, com ar resignado.

Apesar das palavras, ele não perdeu tempo, seguindo Makoto e os outros para a quadra.

Era assim a disciplina do time de tênis de Lihaidai. Os titulares davam o exemplo, seguindo rigorosamente as regras.

...

Explicando a criação de uma personagem feminina original:

Primeiro, porque há poucas mulheres em "The Prince of Tennis", a maioria já tem relacionamentos definidos, diferença de idade grande ou simplesmente não me agradam.

Segundo, o protagonista está em Kanagawa — seria forçado fazê-lo ir a Tóquio "por acaso" e salvar a Tachibana An de ser assediada por Atobe. Que situação constrangedora.

Quanto ao espaço dedicado a ela, fiquem tranquilos: serão poucas aparições, apenas em cenas cotidianas.

Para finalizar, o nome e personalidade da personagem misturam três figuras. Quem adivinhar, é um veterano no mundo anime.

Capítulo 7: Férias de inverno, viagem à França e um jovem misterioso (Contrato assinado)

A vida escolar retomou seu ritmo monótono.

Depois do campeonato nacional, o próximo evento para o clube de tênis seria só em novembro, um torneio para novatos — que era praticamente um treino. Nenhum titular precisava participar; dava-se chance aos reservas de sentir o clima competitivo.

Mas mesmo sem competições, havia atividades.

No festival cultural da escola, o número de visitantes às quadras de tênis quebrou recordes, graças ao título nacional. O clube apresentou uma peça teatral, idealizada por Yukimura, recriando a trajetória da vitória no campeonato. Foi um sucesso, atraindo até professores.

Marui Bunta ainda encontrou tempo para competir no concurso de culinária do clube de gastronomia, ficando em segundo lugar na categoria sobremesas. Ele jurou que no ano seguinte conquistaria o primeiro lugar.

Makoto foi assistir às competições do clube de kendō. Não que se interessasse — ele sabia que, se não fosse, Shibari Chitose apareceria em sua casa no dia seguinte, espada em punho.

Houve um incidente: Sanada Genichirou, vice-capitão do tênis, participou do torneio masculino como amador e derrotou cinco adversários, incluindo o capitão do kendō. Este, longe de ficar irritado, implorou para que Sanada se juntasse ao clube.

— Como capitão do kendō, você está negligente! — Sanada respondeu, saindo com o rosto fechado.

Já Makoto, após o torneio feminino, deixou o local de mãos dadas com Shibari Chitose, a "flor inalcançável" do kendō, sob olhares invejosos.

Após o festival, a calma retornou à escola. Os alunos se prepararam para as provas finais e, depois delas, as tão esperadas férias de inverno.

França, Paris.

Na entrada de um complexo de quadras de tênis, turistas de diversos países já se aglomeravam do lado de fora.

Dentro de meia hora, começaria ali uma das partidas da fase de grupos das eliminatórias da Copa U-17 World Cup, um torneio que acontece a cada dois anos.

O confronto do dia? Japão contra França.

Lá fora, fãs de tênis do mundo todo discutiam animados sobre o jogo, arriscando palpites sobre como a partida poderia se desenrolar.

E, sem dúvida, a maioria torcia — ou melhor, apostava — na França.

Não que desprezassem o time japonês, mas a equipe francesa era simplesmente forte demais. Com um histórico de sempre estar entre os quatro melhores do mundo, o apelido de "BIG4" fazia com que poucos enxergassem qualquer chance para o Japão, considerado um país fraco no esporte.

Até havia notícias de que essa geração japonesa estava sendo chamada de "a mais forte da história" e "a era de ouro do tênis do Japão", mas, na visão de muitos, por melhor que fosse, ainda era um time subestimado.

Enquanto isso, perto dali, em uma quadra de tênis ao ar livre, transeuntes começaram a parar, como se atraídos por algo. Olhares curiosos se voltavam para o mesmo ponto.

— Meu Deus! Isso é inacreditável...

— Ele é jogador de alguma seleção?

— Tem traços asiáticos... Chinês? Japonês? Ou coreano?

— Mas aquela região não é um deserto do tênis? Como pode ter um jogador desse nível? Aposto que é um descendente.

As expressões eram todas parecidas: choque, espanto, incredulidade.

E o alvo de tanta atenção era um garoto de não mais que treze ou quatorze anos.

Mas não era sua beleza que prendia os olhares. Era o que ele fazia.

Um exercício simples: embaixar a bola.

Algo básico para qualquer um que já pegou numa raquete.

Só que, enquanto a maioria usava o centro da raquete, o garoto de cabelos negros fazia isso com a lateral fina do equipamento.

Como uma máquina, seu braço esquerdo se movia com precisão milimétrica, repetindo o mesmo movimento sem variar um milímetro.

E a bola? Parecia controlada por uma força invisível, caindo sempre no mesmo lugar.

Toc.

Toc.

O som era diferente — mais agudo, mais seco.

Os mais atentos notaram outra coisa: a altura que a bola atingia era sempre a mesma. Quem percebia isso ficava ainda mais impressionado.

Mas isso, por si só, não justificava a pequena multidão parada para observar.

O que realmente prendia a atenção era o fato de que, enquanto embaixava a bola com uma mão, o garoto usava a outra para treinar rebatidas contra a parede.

Normalmente, quem faz esse tipo de treino usa apenas uma bola.

Ele? Sete.

Parado, sem se mover, repetia o movimento de bater na bola, devolvendo todas com precisão cirúrgica.

As sete bolas seguiam trajetórias imutáveis, como se estivessem presas em um loop.

E o garoto? Parecia entediado. Até bocejou, os olhos semicerrados, como se estivesse prestes a adormecer.

Para ele, aquilo era só um treino rotineiro.

Enquanto isso, os espectadores sussurravam entre si, tentando adivinhar sua origem.

Um controle de bola tão absurdo, em alguém tão jovem... Só podia ser produto de um dos grandes países do tênis.

Mas talentos assim normalmente já são famosos, estrelas em ascensão.

E, por mais que tentassem lembrar, nenhum dos jovens promissores do circuito se encaixava na descrição daquele garoto.

Então... quem diabos era ele?

A pergunta ecoava na mente de todos.

Ninguém tinha a resposta.

......

Capítulo 8 — "Uma Bola"

O "mistério asiático" que intrigava tantos não era outro senão Yūki Shin'ya, aproveitando as férias de inverno em Paris com a família.

Como ainda faltava um tempo para o jogo, ele decidiu treinar um pouco nas quadras próximas.

Para Yūki, aprimorar suas habilidades como tenista era tão importante quanto recuperar seus poderes de Quincy.

As duas coisas não eram separadas — pelo contrário, se complementavam.

[O progresso está ficando mais lento...]

Pensou, enquanto batia na bola, mas sem se abalar. Era natural.

Seu nível atual já o colocava entre os melhores tenistas do mundo na sua faixa etária.

Mas Yūki sabia — graças à sua memória do enredo original — que ainda havia um abismo entre ele e os jogadores de elite mundial.

Sem pressa. O próximo U-17 World Cup só seria daqui a dois anos.

Aquele seria seu momento.

Até lá, não só recuperaria todos os seus poderes como Quincy, como iria além.

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