Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 4

— É assim, mas mesmo assim é o adversário da final do campeonato nacional. Como pode parecer tão comum na sua boca, como se não fosse diferente dos torneios de Kantou? — Apesar de Eri Yuuki não entender muito de tênis, ela havia estudado um pouco para acompanhar o filho e sabia que o oponente da equipe de tênis da escola dele hoje era uma instituição que já havia vencido o campeonato nacional duas vezes seguidas.

— Se for pra comparar, o adversário de hoje é realmente mais forte como equipe. Mas, no fim das contas, nós somos ainda melhores. — respondeu o filho, confiante.

— Entendi… — Eri balançou a cabeça, meio sem entender direito. Mas o que importava era que o filho dela era o melhor, e isso bastava. Cantarolando, ela pendurou a medalha de ouro em um armário de vidro no canto da sala.

Aquele armário antes era usado para guardar bebidas, mas, com os troféus e medalhas de Shinaya Yuuki se acumulando ao longo dos anos, acabou virando uma vitrine de honras.

[Pequena curiosidade:

1. A equipe de tênis liderada por Atobe, Hyotei, teve os seguintes resultados no campeonato nacional ao longo de três anos:

- Primeiro ano: Eliminado nas oitavas ou na primeira fase (não está detalhado, mas dá pra deduzir).

- Segundo ano: Oitavas de final.

- Terceiro ano: Quartas de final.

2. Alguns vídeos sobre Prince of Tennis dizem que as escolas de Kantou são mais fortes que as de Kansai, mas isso é um grande erro. Afinal, o desempenho de Hyotei, que foi vice-campeão de Kantou duas vezes seguidas, já mostra o contrário. Além disso, antes de Rikkai Dai vencer, os dois campeões anteriores eram de Momoshiro, de Kansai. E, nas duas semifinais antes do início da história, apenas Rikkai Dai era de Kantou, enquanto Kansai tinha duas vagas, e outra ficava em Kyushu ou outras regiões.]

Capítulo 5: O Relato de um Quincy em Fuga

Ao anoitecer, depois do jantar, Shinaya Yuuki não ficou conversando com a mãe e foi direto para o quarto. Entrou, deixou a bolsa de tênis no chão e, com um movimento habitual, sentou-se na cadeira da escrivaninha, recostando-se enquanto olhava para o céu noturno pela janela.

— Já faz quase catorze anos… — pensou, refletindo sobre o tempo que havia passado desde que renasceu nesse mundo de Prince of Tennis.

Instintivamente, levantou a mão esquerda e fechou os dedos como se segurasse algo. No centro da palma, uma luz azul surgiu do nada, tremula e instável. Shinaya franziu a testa, concentrado, observando a energia em sua mão.

Mas, depois de alguns segundos, com um suspiro de frustração, abriu a mão. A luz azul estourou como um balão furado, desaparecendo no ar.

— Ainda não consigo materializar um arco espiritual sozinho… — murmurou.

Não era a primeira vez que tentava, mas sempre falhava no mesmo ponto: no momento em que o arco deveria se formar, uma força estranha o impedia, como se o próprio mundo estivesse contra ele.

Nos primeiros anos, Shinaya achou que seu poder ainda não havia se recuperado totalmente. Mas agora, já desconfiava que aquela força era parte das regras deste mundo.

— Ah, vai se foder, Yhwach… — resmungou irritado.

Afinal, essa já era sua segunda vez como transmigrante. Originalmente, Shinaya era apenas um cara comum da Terra, que havia passado a noite jogando videogame até dormir e acordar no mundo de Bleach.

Lá, ele ganhou um sistema chamado [Quincy 1.0].

No começo, ele até reclamou — afinal, preferia os poderes de Shinigami. Mas, como diz o ditado, "melhor um poder ruim do que nenhum", e ele seguiu as orientações do sistema, treinando sua energia espiritual e dominando as técnicas dos Quincy.

Só que, enquanto ele se escondia no mundo humano, treinando em segredo para surpreender todos quando a história começasse, esqueceu de um detalhe importante.

Num dia chuvoso, logo depois de completar uma missão do sistema, seu corpo tremeu de repente. Sua energia espiritual começou a escapar, sem que ele pudesse controlar.

[Alerta! Alerta!]

[Uma presença desconhecida está tentando extrair a alma e a energia espiritual do usuário!]

[Tentativa de defesa…]

[Falha na defesa! Ativando modo de emergência!]

Antes que pudesse reagir, o espaço sob seus pés se distorceu, e uma força incontrolável o engoliu. No instante seguinte, tudo voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido.

Quando Shinaya recuperou a consciência, já era um recém-nascido. Todos os seus poderes de Quincy haviam sumido, e até o sistema desaparecera.

Depois de refletir, ele entendeu o que aconteceu.

Era o dia em que Yhwach, o ancestral dos Quincy, acordou.

E, ao despertar, ele usou o Auswählen — um poder que rouba a energia de todos os Quincy "impuros" para redistribuí-la.

Ou seja: Shinaya, um Quincy "não autorizado" criado pelo sistema, foi considerado um alvo.

Ele até lembrou que, no mesmo dia, outra pessoa teve azar — a mãe de Ichigo Kurosaki, que morreu protegendo o filho de um Hollow.

Enfim, depois de renascer como bebê, só descobriu que estava no mundo de Prince of Tennis quando entrou na escola primária Minami Shonan e conheceu um garoto chamado Seiichi Yukimura — um tenista talentoso.

Capítulo Reescrito:

Em Kanagawa, na Escola Primária de Nanshonan, havia um garoto que jogava tênis chamado Yukimura Seiichi, e seu amigo de fora da escola era Sanada Genichiro.

Se cada um desses detalhes fosse analisado separadamente, Yuki Mayonaka não teria tanta certeza. Mas, quando combinados, não havia dúvidas: ele estava no mundo de O Príncipe do Tênis.

Lembrando dos poderes quase fantásticos dos tenistas mundiais que havia visto no mangá antes de vir para cá, Yuki percebeu que talvez pudesse recuperar suas habilidades de Quincy neste mundo.

E foi exatamente o que aconteceu. Após alguns anos de tentativas, ele descobriu que, embora não houvesse energia espiritual aqui, seu raquete de tênis permitia que ele sentisse uma força misteriosa, que podia substituir os poderes que havia perdido.

Mesmo sem seu sistema de habilidades, Yuki usou a memória que tinha para recomeçar seu treinamento como Quincy.

Como começou a jogar tênis, tornou-se naturalmente amigo de Yukimura, seu colega de classe, e depois conheceu Sanada, que estudava em outra escola primária em Kanagawa.

Quando chegou a hora de entrar no ensino médio, os três escolheram a Escola Secundária Rikkaidai Fuzoku. Lá, conquistaram facilmente suas posições como titulares no time de tênis e conheceram outros jogadores talentosos, como Yanagi Renji, Yanagisawa Yagiyuu, Marui Bunta e Jackal Kuwahara, que vieram de diferentes escolas da região.

Ao sair de seus pensamentos, Yuki soltou um leve suspiro. Ainda havia muitas perguntas sem resposta: por que seu sistema havia desaparecido? Ele voltaria? Poderia ser transportado para outro mundo novamente?

Não havia como saber. Mas Yuki não era do tipo que ficava remoendo dúvidas. Rapidamente, ele deixou essas preocupações de lado.

Pegando a raquete, ele apoiou-a à sua frente, colocou as mãos sobre ela e fechou os olhos, entrando em um estado de meditação.

Recentemente, ele havia conseguido reconstruir sua Blut Arterie e até dominar a Blut Vene, mas ainda não estava totalmente adaptado. Se tivesse controle pleno, o último golpe que dera em seu oponente no torneio não o teria apenas derrubado temporariamente – as consequências seriam muito piores.

Para ele, o mais importante agora era recuperar todas as suas habilidades originais. Quanto ao futuro… bem, ele lidaria com os problemas quando eles surgissem. Ainda havia um longo caminho pela frente.

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Capítulo 6: De Volta à Escola

Final de agosto. As férias de verão terminaram e era hora de voltar às aulas.

Naquela manhã, como de costume, Yuki acordou cedo. Enquanto descia as escadas, sua mãe, Eri, já havia deixado o café da manhã pronto na mesa.

— O pai já saiu? — perguntou Yuki, sentando-se e pegando um pedaço de pão.

— Faz pouco tempo. A empresa está cheia de trabalho ultimamente, então ele tem saído mais cedo — respondeu Eri da cozinha, enquanto lavava algo.

Sem mais perguntas, Yuki terminou o pão e o leite morno.

— Vou indo.

Ajeitando a mochila e a bolsa de tênis no ombro, ele se despediu da mãe e saiu de casa.

Depois de cruzar um semáforo e virar em uma rua lateral, uma voz conhecida o chamou:

— Bom dia, Yuki.

O tom era calmo e suave.

Ele olhou para frente e viu uma garota de cabelos prateados, da sua idade.

— Ah, é você, Tomo. Bom dia.

Ele não ficou surpreso em encontrá-la ali.

Shinobu Tomo, sua amiga de infância… e namorada.

Desde o primário, eles eram vizinhos. No ano anterior, ela tinha se mudado para um lugar mais distante, mas ainda insistia em encontrá-lo para irem juntos à escola.

Atualmente, ela era vice-capitã do clube de kendō e vice-presidente do comitê de disciplina da escola.

— Tomo, você não precisa me esperar todo dia — comentou Yuki, enquanto caminhavam lado a lado.

— Por quê? Está ficando cansado de mim? — O sorriso dela congelou por um segundo, e sua voz ficou um tom mais baixa, com um leve aviso escondido nas palavras.

— Nada disso. É só que, depois que você se mudou, deve ser inconveniente vir até aqui para me buscar.

— Se for só isso, não tem problema nenhum. Eu só pensei que você estivesse ficando cansado de mim… especialmente porque é tão popular com as garotas da escola.

Tomo sorriu, mas Yuki sentiu um calafrio percorrer sua espinha.

— Ahem… Falando nisso, o Unkai-sai [Festival Escolar] está chegando. Seu clube já decidiu o tema deste ano? — mudou rapidamente de assunto.

— Já. Vamos manter o mesmo de sempre: torneios abertos — respondeu Tomo, ainda com um tom levemente irritado.

O Unkai-sai era o festival cultural de Rikkaidai, realizado todo ano em setembro.

— E o clube de tênis? Depois de vencerem o torneio nacional, com certeza vão atrair muita gente este ano.

Ela não pôde evitar um pouco de inveja.

Com o final do torneio nacional, todos os clubes esportivos de Rikkaidai haviam definido seus resultados.

O time de tênis, sem dúvida, foi o grande destaque, vencendo campeonatos regionais, o torneio de Kanagawa, o torneio de Kanto e o nacional.

Em segundo lugar ficou o clube de softball, com um vice-campeonato nos torneios de Kanto e nacional.

Quanto ao clube de kendō, onde Tomo estava, apesar de ser um esporte de combate, o resultado não tinha sido dos melhores—a equipe tinha sido eliminada logo na primeira fase do torneio nacional.

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(Nota: Nomes mantidos em japonês onde necessário para contexto, mas com fluência natural em PT-BR. Diálogos e descrições adaptados para soarem naturais.)

— Eu também não sei. Na última reunião ainda estavam discutindo isso, deixa o Yukimura se virar com essa dor de cabeça — disse Yukimura Mayoi com indiferença.

Afinal, ele não era nem o capitão nem o vice-capitão do time de tênis. Esses problemas complicados eram para Yukimura e Sanada resolverem entre eles.

Ele só precisava aparecer nas reuniões dos titulares e soltar um — "Tá ótimo" ou — "Acho sua proposta ótima" pra cumprir tabela.

Entraram no colégio e chegaram à porta das salas de aula, onde se separaram. Eles não eram da mesma turma — Yukimura Mayoi estava na 1ª C, enquanto Kamisato Tomoyo estava na 1ª E.

— Bom dia, Yukimura!

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