Mas claramente era um movimento que aumentava o estado físico, só que os efeitos específicos só o próprio Mayuru Yuuki sabia.
Os olhos de Seiichi Yukimura brilhavam de expectativa, sem saber se Mayuru continuaria a demonstrar suas habilidades.
Dentro da quadra, a partida recomeçava. Eishin Hagi, já posicionado na área de recepção, estava com o coração apertado.
Aquela jogada de ataque dele, e o adversário havia defendido sem nenhum arranhão? Era um monstro!
Hagi mal conseguia segurar a raquete, as mãos suadas de nervosismo enquanto esperava o saque de Mayuru.
— Você fez aquilo de propósito, não foi?
Do outro lado, Mayuru lançou a pergunta casualmente antes de sacar, os olhos fixos em Hagi.
— N-Não me acuse! Foi só um descuido, a raquete escapou... — Hagi negou na hora. Óbvio que não ia admitir.
— Entendi.
Mayuru pareceu aceitar a explicação, sem mudar de expressão. Ajustou a postura para sacar.
O movimento elegante, a bola arremessada no ar — Hagi já se preparou para aquele saque impossível de devolver.
Mas então, num instante, o braço de Mayuru brilhou com veias luminosas, e aquela aura serena se transformou em algo selvagem.
ZAP!
Uma flecha gigantesca atravessou a rede como um raio, explodindo no chão diante de Hagi antes de atingir seu estômago com força brutal.
Ugh!
O impacto o fez cair de joelhos, a raquete escapando dos dedos. O rosto pálido, as mãos agarrando o abdômen, tremendo incontrolavelmente. A dor era tanta que quase o fez vomitar.
— Árbitro, não vai marcar o ponto?
Mayuru olhou para o juiz, que parecia hesitante diante da cena.
— Ah... Ponto de Yuuki! 15 a 0!
O juiz anunciou, então se voltou para Hagi, ainda caído.
— Eishin Hagi, você está bem? Pode continuar?
Hagi levantou o rosto aos poucos, os olhos cheios de medo ao encarar Mayuru.
— Foi mal, aquele saque saiu sem querer — Mayuru sorriu, "sincero".
Mas Hagi sabia. Era óbvio que tinha sido de propósito.
— Árbitro... eu desisto!
Sob os olhares surpresos da plateia, Hagi não pensou duas vezes.
Entre a fúria assassina do capitão do time rival e o terror que Mayuru lhe inspirava, a escolha foi fácil. Ele sabia o que o esperava se continuasse.
[...]
— Fim de jogo! Vitória de Mayuru Yuuki, 6 a 0!
— Placar final: 3 a 0! O campeão nacional de tênis escolar é... a escola secundária de Rikkai, de Kanagawa!
Com a desistência de Hagi, o torneio chegou ao fim. O juiz anunciou o vencedor em alto e bom som.
O antigo dominante do oeste caía, enquanto o novo rei do leste assumia o trono.
— Que pena...
Fora da quadra, Yukimura murmurou, desapontado.
— Pena? Mas a gente ganhou! — Ryuzaki, ao lado, franziu a testa.
— Nada. Vamos, hora de receber o troféu.
Yukimura não explicou, apenas indicou o caminho. Na verdade, ele só lamentava que Hagi tivesse desistido tão cedo — queria observar melhor a nova técnica de Mayuru.
Na lateral, o resto do time de Rikkai vibrava em festa.
Nada superava a emoção de ver sua escola vencer, especialmente para os veteranos do terceiro ano, que não seguravam as lágrimas.
Rikkai, a lendária equipe do leste, finalmente conquistava o título nacional.
Na foto oficial, Bunita segurava o troféu sobre a cabeça, Jack levantava a bandeira da escola.
Yaghi, desleixado como sempre, ficou na ponta. Ryuzaki sorria, os olhos quase fechados. Yukimura, no centro, também sorria.
Já Shinichiro, sério como de costume, nem olhava para a câmera.
Quanto a Mayuru, nenhuma emoção transparecia. Para ele, a vitória era simplesmente óbvia.
FLASH!
A foto foi tirada, eternizando o momento.
Mal o prêmio terminou, e lá estava ele: Takeshi Inoue, repórter da famosa revista de tênis, pronto para entrevistar o time campeão.
Ele acompanhara a final inteira e tinha várias perguntas na manga.
---
Capítulo 4: A Declaração de Yukimura
Com o troféu em mãos, o time de Rikkai se reunia sob o comando de Shinichiro. Além dos titulares, a torcida da escola também estava presente.
Foi quando Inoue se aproximou, direto ao capitão.
— Yukimura, sou Takeshi Inoue, da Revista de Tênis. Poderia me dar alguns minutos para uma entrevista?
Yukimura virou-se, surpreso, mas logo respondeu com educação:
— Claro. O que gostaria de saber?
— Parabéns, capitão Yukimura, pelo título nacional deste ano! Gostaria de saber como está se sentindo agora? — perguntou o repórter.
— Sentindo? Nada de especial, na verdade. Não enfrentamos grandes dificuldades no caminho, mas claro que todos estão felizes com o título — respondeu Yukimura com naturalidade.
— Ah... — O repórter, Inoue Mamoru, ficou surpreso com a resposta despretensiosa, mas recuperou-se rapidamente. — E quanto às expectativas para o próximo ano, agora que venceram o campeonato?
Yukimura olhou por um momento para seus companheiros do time Rikkaidai, que conversavam animados a poucos metros dali, e sorriu levemente:
— Este título é só o começo. A partir de agora, até o dia em que eu sair, o Rikkaidai não perderá mais nenhum campeonato.
— Que declaração impressionante! Parece que o senhor está mirando no tricampeonato nacional — comentou Inoue, admirado.
Ele não via aquilo como uma fanfarronice. Qualquer um que tivesse acompanhado os jogos do Rikkaidai sabia que as palavras de Yukimura eram bem fundamentadas. O time era formado quase inteiramente por calouros, e se tudo corresse bem, eles dominariam o tênis escolar nos próximos anos.
A menos que surgisse um grande adversário inesperado...
Inoue balançou a cabeça. Em sua mente, comparou todas as equipes fortes que conhecia e concluiu que isso era improvável.
Enquanto a entrevista continuava, em outro ponto do ginásio, um grupo de estudantes uniformizados observava a cena à distância. Eram os jogadores da Academia Hyotei, vice-campeã da região de Kanto.
— Atobe, já podemos ir — disse Oshitari Yuushi, notando que seu capitão permanecia imóvel.
Atobe Keigo não se virou. Seu rosto estava sério, os olhos fixos no time vitorioso. Ele havia retornado da Inglaterra cheio de confiança, reformulado o clube de tênis da Hyotei e acreditava que superar o melhor desempenho da escola — as semifinais nacionais — seria apenas um passo em sua jornada pelo título. No entanto, neste ano, eles haviam caído nas oitavas de final, nem chegando perto do recorde histórico.
Ver o Rikkaidai, seu principal rival, levantar o troféu enquanto eles mal haviam deixado sua marca foi um golpe duro.
— Vamos — disse ele finalmente, numa voz grave.
Ao partir, Atobe fez uma promessa silenciosa: no próximo ano, a Hyotei estaria na final.
Do outro lado, Yukimura se reuniu ao time, e Sanada Genichirou organizou a volta para casa. No ônibus, o clima era animado. O troféu passava de mão em mão, e Marui Bunta não parava de falar com os outros membros do time.
— Ei, Mayonaka, você não mencionou que vai viajar nas férias de inverno? — perguntou Yagyu Hiroshi, virando-se para o colega.
— Ah, sim. Vou para a França com minha família — respondeu Mayonaka, abrindo os olhos.
— E você, já tem planos? — continuou Yagyu.
— Pfft, nada tão chique — respondeu o outro, dando de ombros. — Só acho legal viajar com a família e tal.
— Hm. — Mayonaka fechou os olhos novamente, encerrando o assunto.
Yagyu suspirou. Realmente, aquele cara não era lá muito sociável.
Ao anoitecer, o ônibus chegou à escola, e cada um seguiu seu caminho. Mayonaka voltou de bicicleta para casa, onde sua mãe, Eri, o esperava na porta.
— Então? Como foi o jogo? — perguntou ela, sorridente.
Mayonaka tirou a medalha de ouro do bolso e colocou na mão dela.
— Fácil. Eles não eram páreo para nós.
http://portnovel.com/book/26/3470
Disseram obrigado 0 leitores