Tradução pronta Mortal: Kill monsters and level up, and I will enjoy immortality! / Mortal: Mate monstros e suba de nível, e eu desfrutarei da imortalidade!: Capítulo 2

Enquanto refletia sobre todas essas coisas, Ye Ming se aproximou da Montanha Xuankun.

A Montanha Xuankun era o local reservado pelo Vale Huangfeng para os discípulos que alcançassem o décimo nível de Qi. No vale, os aprendizes de nível mais baixo ganhavam mais liberdade ao atingir esse patamar. Quanto à moradia, por exemplo, podiam escolher livremente um lugar na montanha para construir sua residência, sem restrições de estilo ou formato.

Depois de se recuperar dos ferimentos, para evitar que o irmão Lu voltasse a importuná-lo, Ye Ming se mudou do antigo alojamento. Escavou uma caverna num local pouco frequentado aos pés da montanha e a transformou em seu novo lar.

Gastou duas pedras espirituais para contratar uma irmã mais experiente, que entendia de formações, para instalar um campo de proteção ao redor da caverna. Claro, com tão poucos recursos, a barreira não era nada impressionante - apenas algumas funções básicas de alerta e uma proteção mínima.

— Mesmo doendo no bolso, essa proteção era essencial para garantir minha segurança — pensou Ye Ming, resignado.

Segundo as regras do vale, discípulos de nível inferior não podiam invadir as residências alheias sem permissão. Quem fosse pego infringindo essa norma enfrentaria punições severas. Assim, ele poderia evitar novas visitas indesejadas do irmão Lu.

Diante da cortina luminosa branca que protegia a entrada, Ye Ming pegou um pequeno disco de madeira que pendia de sua cintura e o agitou suavemente em direção ao campo de força. Imediatamente, a barreira se abriu, formando uma passagem estreita.

Ao atravessar a abertura e empurrar a pesada porta de pedra, Ye Ming finalmente estava em casa.

Sentado na cama de pedra, reviu mentalmente tudo o que havia feito durante o dia. Não encontrando nenhuma falha, soltou um suspiro de alívio e retirou do bolso de armazenamento a pedra espiritual que acabara de receber.

Mas então, algo estranho aconteceu!

Sem que Ye Ming fizesse qualquer movimento ou houvesse flutuação de energia, a pedra espiritual simplesmente desapareceu no ar.

Seus olhos se fixaram num ponto vazio à sua frente. Se pudéssemos ver através de sua perspectiva, notaríamos um retângulo flutuante diante dele.

A estranha caixa media cerca de um metro em cada dimensão, emoldurada por uma fraca luz cinza. No centro, linhas horizontais e verticais se cruzavam, dividindo o espaço em aproximadamente cem quadrados idênticos.

A maioria dos compartimentos estava vazia. Apenas no quarto quadrado havia um objeto - um ícone brilhante que lembrava uma pedra espiritual, com o número "3" marcado discretamente no canto inferior direito. No canto superior direito da caixa, um discreto "X" cinza piscava suavemente.

Essa era a vantagem secreta que Ye Ming descobrira dias após sua transmigração para esse mundo. A caixa nada mais era que o inventário de seu personagem no jogo que jogava antes de vir parar aqui.

— No começo, fiquei eufórico com essa descoberta — recordou-se Ye Ming, amargurado. — Mas depois de três meses de testes, percebi que só serve para armazenamento. Nada de habilidades especiais, apenas um bolso espaçoso que não aceita seres vivos.

Uma função tão limitada dificilmente seria útil na jornada de cultivo imortal. O único consolo era que o "inventário" era completamente indetectável. Ye Ming já o abrira na frente de vários mestres do estágio de Fundação, sem que nenhum percebesse qualquer anomalia.

Outra característica herdada do jogo era a capacidade de empilhar itens similares num único quadrado, com um contador no canto indicando a quantidade. Como as três últimas pedras espirituais que agora repousavam no compartimento.

— O que realmente me intriga são os três primeiros quadrados — murmurou Ye Ming, coçando o queixo. — Não importa o que eu tente guardar lá, nada funciona. Nem objetos mundanos, nem artefatos espirituais... Deve haver algum propósito especial, mas ainda não descobri qual.

Fechando o inventário mental, Ye Ming começou a planejar cuidadosamente seus próximos passos.

— Com uma habilidade tão inútil, não me resta outra opção senão tomar as pedras de ascensão do irmão Lu e da irmã Chen Qiaoqian — concluiu, determinado. — Com meu talento mediano e apenas três pedras espirituais, como esperar alcançar o décimo segundo nível? Muito menos a Fundação!

Faltava apenas um mês para a viagem planejada do casal. O método para segui-los já estava definido. Agora, precisava focar em fortalecer suas habilidades.

— Oportunidades exigem preparo — lembrou-se. — Segundo os registros, depois de matar o irmão Lu, o Velho Han ficou quase sem energia e sofreu terríveis dores abdominais por causa das raízes medicinais que comeu. Mas quem sabe que tipo de contra-ataque ele ainda poderia lançar? Melhor estar preparado para fugir se necessário.

CAPÍTULO 3: PERSEGUIÇÃO

Terminado o planejamento, Ye Ming sacudiu o bolso de armazenamento e retirou um anel metálico de cerca de trinta centímetros de diâmetro.

Exceto pelo cabo, todo o aro era afiado como uma lâmina, refletindo a luz de forma ameaçadora. Era seu único artefato de alto nível.

Acariciando o objeto, Ye Ming começou a canalizar lentamente sua energia para dentro do disco voador, nutrindo sua conexão com a arma.

— Nos últimos três meses, já dominei o controle básico — ponderou. — Agora só falta experiência real de combate.

No dia seguinte, Ye Ming se apresentou no Salão Baiji.

Como esperado, o supervisor Yu lhe designou tarefas mundanas: limpeza, organização, cópia de documentos, recados para os mestres do estágio de Fundação... Trabalhos tediosos que consumiam tanto tempo que mal sobrava para o cultivo.

Mas Ye Ming não reclamou. Determinado a alcançar seu objetivo, desempenhou cada função com diligência extrema.

Após mais de um mês dessa rotina exaustiva, finalmente chegou o dia que tanto esperara.

Naquela noite, assim que o sol se pôs, um jovem casal adentrou o Salão Baiji lado a lado.

Ele era um homem de aparência atraente e postura imponente, o tipo que fazia sucesso entre as mulheres. Já ela tinha um corpo esbelto e um rosto deslumbrante, com mãos delicadas entrelaçadas no braço esquerdo dele. Seus olhos brilhavam de adoração ao olhar para o companheiro. Era claramente um casal apaixonado.

Ao entrar, o homem varreu o ambiente com o olhar e logo avistou Ye Ming, encolhido num canto, absorto em anotações.

Seu rosto se contraiu por um instante, um lampejo de fúria cruzando seus olhos antes de assumir uma expressão glacial.

— Ei, você! Onde está o Supervisor Yu? — perguntou com voz cortante.

Ye Ming ergueu a cabeça e reconheceu imediatamente o Irmão Lù, o mesmo que havia espancado o antigo Ye Ming até deixá-lo à beira da morte. Um sorriso frio lhe escapou.

— O Supervisor Yu está ocupado esta noite. Se for algo simples, posso resolver. Mas se precisar de serviços importantes como atribuição de tarefas ou retirada de pedras espirituais, sugiro que volte outro dia.

Nas últimas semanas, Ye Ming havia assumido voluntariamente o turno da noite no Salão das Máquinas. O Supervisor Yu, impressionado por sua diligência (e pelos subornos em pedras espirituais), acabou cedendo. Depois de dez dias de observação, confiara plenamente no rapaz e agora se recolhia em sua caverna nas montanhas atrás do balcão, só aparecendo para emergências.

— Que insolência! Parece que a lição anterior não foi suficiente — rosnou Lù, os punhos se cerrando. Aquele insignificante ousava falar assim com ele? Da próxima vez que estivessem a sós, arrancaria a vida do verme. — Tragam dois passes de saída para nós — ordenou, como se estivesse falando com um servo.

— Espere — respondeu Ye Ming laconicamente, levantando-se e indo até uma divisória decorativa.

Lù observou com olhos gélidos, a raiva lhe endurecendo os traços.

Enquanto isso, Chén Qiǎoqiàn mal notava a interação, seus olhos só tendo olhares para o amado.

Por trás do biombo, Ye Ming retirou duas placas de madeira espiritual de um compartimento oculto. Ao voltar, atirou-as sobre o balcão.

— Validade de três dias. Se não forem devolvidas até lá, haverá punições — declarou sem emoção, virando as costas antes mesmo de terminar a frase.

O desdém deixou Lù furioso, seus olhos queimando as costas de Ye Ming.

— Irmão Lù... — Chén puxou-lhe a manga, voz melosa.

Ele se recompôs instantaneamente, o rosto se suavizando.

— Vamos, querida — murmurou, envolvendo-lhe a cintura com um braço enquanto saíam.

Assim que a porta se fechou, Ye Ming ergueu os olhos com um sorriso glacial. Reuniu seus pertences e lançou um olhar calculista para a porta atrás do balcão.

O Supervisor Yu estava lá, mergulhado em sono. Pelos padrões das últimas noites, não emergiria antes do amanhecer. E quanto aos passes... Ye Ming havia deliberadamente omitido o registro. No máximo, notariam o sumiço das placas, mas sem pistas sobre o destinatário.

Vestindo-se rapidamente com roupas negras, Ye Ming trancou o salão e partiu em sua folha espiritual, rumo ao portão principal.

Sob o luar, avistou a dupla a cerca de quinhentos metros à frente, a luz esverdeada de seu artefato de voo denunciando sua posição. Mantendo distância, Ye Ming desceu até as copas das árvores, usando técnicas de leveza para persegui-los por terra.

Aos poucos, as vozes se tornaram audíveis — gracejos de Lù, seguidos por sons mais íntimos. Chén parecia completamente enfeitiçada, perdida em carícias.

— Tão descarados... — Ye Ming revirou os olhos, mas a situação lhe favorecia. A distração do casal facilitava sua aproximação furtiva.

Alternando entre corrida silenciosa e voo rasteiro, ele os seguiu por horas até as montanhas nordestinas.

Então, à meia-noite, uma voz feminina cortou a escuridão:

— Irmão Lù, o que está fazendo?!

O tom era de pânico e indignação.

— Hehehe... você logo saberá — respondeu Lù, seguido por um silêncio súbito.

Ye Ming se encheu de expectativa. O momento crucial chegara. Chén estava neutralizada, e o verdadeiro plano de Lù estava prestes a se revelar. Agora, mais do que nunca, precisava ser uma sombra — qualquer erro significaria o fracasso.

À luz fraca da lua e do brilho mágico dos artefatos, Ye Ming conseguiu distinguir o Venerável Irmão Lu carregando Chen Qiaoqian nos ombros antes de mudar de direção e partir em alta velocidade para o sudeste.

Depois de voar cerca de vinte quilômetros, o Irmão Lu parou bruscamente, fazendo seu artefato pairar no ar. Após examinar os arredores por um momento, seus olhos brilharam ao avistar um local plano na encosta da montanha — o lugar perfeito para seus intentos libertinos.

À distância, Ye Ming observou o Irmão Lu descer e começar a entoar encantamentos em voz baixa, enquanto fazia gestos complexos com as mãos. Em instantes, sua aura espiritual desapareceu por completo, como se tivesse usado uma técnica para ocultar sua presença.

Movendo-se com cuidado, Ye Ming seguiu os passos do Irmão Lu. Quando estava a cerca de cem metros de distância, escondeu-se atrás de uma grande rocha. Foi então que ouviu a voz triunfante do Irmão Lu:

— Hehe!... O Elixir da União já está fazendo efeito... Você deve estar sofrendo agora, não é, Irmãzinha?... Parece que terei que me sacrificar para que você experimente o prazer mais intenso de sua vida, hahaha!...

Apesar da distância, que tornava a voz quase inaudível e entrecortada, era o suficiente para Ye Ming. Ele sabia que, se o Irmão Lu estava prestes a violentar Chen Qiaoqian, inevitavelmente entraria em conflito com Han Li. Afinal, dias antes, Ye Ming havia visto Han Li pedir licença ao Supervisor Yu para sair — e, seguindo o curso dos eventos, Han Li deveria estar por perto.

E, de fato, após apenas alguns minutos de espera, um estrondo ecoou pelo vale — o som de um feitiço explodindo. Imediatamente, a voz furiosa do Irmão Lu rugiu:

— Você! Como se atreve?!

Mas não houve resposta. Em vez disso, o choque de artefatos mágicos e explosões de feitiços começaram a ressoar sem parar.

CAPÍTULO 4: O ATAQUE SURPRESA

Esperando o momento certo, Ye Ming começou a avançar lentamente em direção ao campo de batalha onde o Irmão Lu e Han Li duelavam. Agora, totalmente concentrados em seu combate, os dois estariam menos atentos aos arredores.

http://portnovel.com/book/25/3250

Discussão do capítulo:

Ninguém comentou ainda...
Para comentar Faça login ou Cadastre-se