Tradução pronta Douluo: Traveling through the Unrivaled World, Reversing Time and Space / Douluo: Viajando pelo Mundo Inigualável, Invertendo o Tempo e o Espaço: Capítulo 8

Capítulo 11 – Trabalho e o Encontro com Jiang Nanan

Aqui, a moradia era garantida, mas a alimentação ficava por conta de cada um. O professor Song, que o trouxera, só havia prometido comida durante a viagem. Agora, dentro da academia, ele teria que se virar sozinho.

— Não dá pra deixar a fome me derrotar — pensou Shi Yu, decidido. Depois de comer, foi direto ao refeitório perguntar sobre possíveis trabalhos ali.

Assim, mataria dois coelhos com uma cajadada: ganharia comida e um salário. No momento, ele não tinha outras habilidades para ganhar dinheiro, então um trabalho simples seria o ideal.

— Você virá aqui direto depois das aulas, no almoço e à noite, para ajudar a servir a comida e lavar a louça. As refeições estão inclusas, e o salário é de dez moedas de prata por mês — explicou o responsável pelo refeitório.

— Aceito — Shi Yu concordou, achando a proposta razoável.

Dez moedas de prata equivaliam a mil moedas de cobre, algo como mil reais.

— Se está tudo certo, comece hoje mesmo — disse o encarregado, entregando-lhe um par de luvas.

— Já? — Shi Yu arregalou os olhos.

— Claro. Algum problema?

— Então, vou jantar aqui hoje, como combinado — respondeu, firme. Não ia sair no prejuízo.

— Então lave a louça logo — resmungou o homem.

— Desculpe, mãos… hoje vamos sofrer um pouco — murmurou Shi Yu, colocando as luvas e indo para a área de lavagem.

Lá, várias pessoas já trabalhavam, todas mulheres, conversando animadamente. Seus olhos, porém, foram atraídos por uma figura de costas: cabelos dourados ondulados, cintura fina, quadril marcante. Só pela silhueta, dava para saber que era uma beleza.

— Boa noite, senhoras. Sou Shi Yu, o novo ajudante — cumprimentou, educado.

— Olá! — responderam as mulheres, sorrindo e fazendo sinal para que ele se juntasse a elas.

A jovem que estava de costas virou-se para olhá-lo. Ao vê-la de frente, Shi Yu quase engasgou.

Que deslumbre.

Pele branca como porcelana, traços delicados, corpo esculpido. Se estivesse no campus, certamente seria a deusa da universidade. Ele, porém, conteve-se, limitando-se a um sorriso educado.

A moça retribuiu com um sorriso tímido.

— Sente-se ao lado da Nanan. Vocês são da mesma idade, quem sabe não viram amigos? — sugeriu uma das senhoras.

— Claro — respondeu ele, sem objeções.

Mas, ao se aproximar, parou de repente.

— Espere… como você se chama? — perguntou, surpreso.

— Jiang Nanan. Tem algum problema? — ela respondeu, confusa.

Ele não a conhecia, mas a reação dele parecia indicar o contrário.

— N-não, nada. Só achei seu nome muito bonito — recuperou-se, sentando-se ao lado dela.

Jiang Nanan… aqui, de todas as pessoas…

— O seu também é agradável — respondeu ela, educada.

Shi Yu sorriu e mergulhou no trabalho.

— Shi Yu, você é bem rápido na lavagem — elogiou uma das senhoras.

— Em casa, sempre ajudava minha mãe. Acostumei — respondeu.

— E onde fica sua casa? — perguntou outra, num tom casual.

— É… um assunto doloroso. Prefiro não falar — murmurou, o sorriso desaparecendo.

Neste mundo, ele não tinha lar. E pensar nos pais, que deviam estar desesperados com seu desaparecimento, quase o fez lacrimejar.

As senhoras trocaram olhares, arrependidas. A família dele devia ter passado por algo terrível.

Jiang Nanan também ficou comovida. Ela sabia como era a dor da perda. Seu pai falecera anos atrás, e ela chorara por dias. Depois, a doença da mãe, as dificuldades… Tudo voltou à tona, e seu rosto também escureceu.

— Ei, vocês dois, parecem prestes a chorar! — interrompeu uma das senhoras. — Por pior que seja o passado, o futuro de vocês aqui na Academia Shrek será brilhante. A dor vai passar.

Shi Yu ficou surpreso ao ouvir algo tão profundo vindo de uma lavadora de pratos.

— Senhora, com tanto estudo, por que está aqui lavando louça? — brincou.

— Seu danado! O que tem uma coisa a ver com a outra? — ela ameaçou bater nele, fazendo todos rirem.

O clima aliviou-se.

— Tem mais pratos do que pessoas neste lugar — resmungou Shi Yu ao sair, exausto. Ele devia ter lavado centenas.

— Com o tempo, você se acostuma — disse Jiang Nanan, notando seu cansaço.

— Coitado de mim — suspirou ele, seguindo-a até onde as senhoras se reuniam para comer.

— Senhoras, a Nanan e eu ainda somos crianças. Dois frangos cada um não é exagero, né? — disse, pegando dois pedaços para ela e para si antes que alguém reclamasse.

— Não precisa… — ela protestou, tímida, mas ele já os colocara em seu prato.

— Ora, você é quem queria os frangos e usou a Nanan de desculpa! — acusou uma das senhoras, rindo.

Xi Yu comeu a coxa de frango sorrindo. Depois de lavar tantos pratos, se não comesse pelo menos mais duas coxas, sentiria que não valeu o trabalho.

Jiang Nannan olhou para a coxa em seu prato e depois para Xi Yu comendo feliz, decidindo também começar a comer.

As senhoras da cozinha eram muito gentis, cuidando bem de Xi Yu e Jiang Nannan, enchendo seus pratos com comida.

No início, Xi Yu aceitava tudo sem recusar, mas quando já não aguentava mais, finalmente protestou:

— Vocês estão nos tratando como porquinhos, eu e a Nannan!

Jiang Nannan olhou para ele, um pouco desconfortável com a forma como ele se referiu a ela.

Xi Yu, completamente alheio, não percebeu que havia algo de estranho na sua fala — era algo espontâneo, do jeito que saiu.

Depois de saírem do refeitório, Xi Yu esfregou a barriga satisfeito — aquela refeição tinha sido ótima.

— Nannan, o que você vai fazer agora? — perguntou Xi Yu.

— Por que pergunta? — ela respondeu.

— É que estou pensando em dar uma volta para digerir, conhecer um pouco mais o campus. Como cheguei agora, não conheço bem, então seria bom ter alguém que já sabe por onde ir — explicou ele. — Mas se você estiver ocupada, tudo bem, eu me viro sozinho.

Jiang Nannan estava prestes a recusar — preferia gastar seu tempo livre treinando. Mas lembrou que Xi Yu era novo ali e, sem querer ser rude, acabou concordando.

— Obrigado! Amanhã, no almoço, pego mais coxinhas pra você — disse Xi Yu, com um sorriso genuíno.

— Não sou um porco, não como tanto assim — ela riu, sem saber como reagir à sua forma peculiar de agradecimento.

Capítulo 12: Passeio pelo Lago do Deus do Mar, e essas aranhas do Tang San?

— Por qual lado tem mais pontos turísticos da escola? — perguntou Xi Yu, parado diante de duas direções opostas.

— Vamos por aqui. Dá para chegar ao Lago do Deus do Mar, o cartão-postal da escola. À noite, a vista é linda — indicou Jiang Nannan.

— Lago do Deus do Mar... então existe mesmo um deus lendário? — brincou Xi Yu, fingindo curiosidade.

— Claro que não — ela respondeu rindo.

Os dois seguiram em direção ao lago, com as luzes iluminando o caminho e alongando suas sombras no chão. Xi Yu fez várias perguntas ao longo do trajeto, e a conversa fluiu naturalmente, num clima descontraído.

— Esse é o Lago do Deus do Mar. A ilha no centro se chama Ilha do Deus do Mar, o lugar mais importante da Academia Shrek — explicou Jiang Nannan.

Xi Yu olhou para as águas, onde o reflexo da lua prateada dançava nas ondas, criando uma atmosfera encantadora. O lago era enorme, e a ilha no meio dava uma ideia de sua vastidão.

Ele já sabia o que havia na Ilha do Deus do Mar — o instituto interno, o Salão do Deus do Mar —, provavelmente abrigando mais de 80% dos grandes talentos da academia.

— A vista é realmente bonita — elogiou Xi Yu. Se tivesse um celular, teria tirado uma foto.

Logo, porém, seu olhar foi atraído por um casal à beira do lago, que se beijava apaixonadamente. Xi Yu sorriu, mas não ficou encarando, desviando o olhar.

— Vamos dar uma olhada por ali.

Jiang Nannan também notou os casais e, lembrando-se do significado romântico do lago à noite, sentiu-se um pouco constrangida, querendo levar Xi Yu para longe dali.

— Tá bom — ele respondeu, sem pensar muito.

Depois de dar uma volta, retornaram ao dormitório. Como os alojamentos masculino e feminino ficavam no mesmo prédio, entraram juntos no complexo.

— Nannan, quem é esse? Seu namorado? — Uma garota bonita, ao ver Jiang Nannan chegando com um rapaz, deu-lhe um toque com o ombro, com um sorriso malicioso.

— Não, não é! Conheci ele hoje, só um amigo — explicou Jiang Nannan rapidamente.

— Olá, sou o Xi Yu, calouro — apresentou-se ele, sorridente.

— Nossa, um novinho bonitinho! — A garota, extrovertida, puxou conversa sem vergonha.

— Que elogio, moça — respondeu Xi Yu.

— Você roubou minha fala! — ela disse, rindo. Era algo que normalmente as garotas diziam aos rapazes.

— Haha, foi só brincadeira. Mas é verdade que não somos namorados. Eu até que não ligo, mas a Nannan é mais tímida, não quero causar fofocas — esclareceu ele.

— Ah, é? — A garota arqueou as sobrancelhas, passando de Jiang Nannan para o lado de Xi Yu. — Então quer dizer que você está solteiro... Quer que esta sua seniora te dê uma chance? — provocou, piscando.

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