Tradução pronta Douluo: Raised in Abuse by Bibi Dong, Nurtured by Gu Yuena / Douluo: O Abuso de Bibi Dong, O Amor de Gu Yuena: Capítulo 8

Parecia que ele era um adolescente rebelde e imaturo.

— Por quê? Será que eu não fui boa o suficiente com você?

— Prefere se afundar naquele mundo falso, sombrio, aterrorizante e desesperador do que olhar para mim?

— Xiaoyu, como pode ser tão teimoso!

A voz de Guyuena estava carregada de um tom quase histérico. Ele sentia que todo o seu esforço havia sido esmagado pela frieza de Qianyu.

Depois de se esforçar tanto, como ele ainda não entendia?

Qianyu apertou os punhos, repetindo mentalmente para manter a calma e não acabar socando Guyuena até fazê-la chorar.

— Eu sei que você sempre quis fugir de mim, se livrar de mim!

— O que há de bom no mundo lá fora? Um lugar cheio de dor e desespero só vai acabar com você!

— Tudo que eu fiz foi para protegê-lo! Não entende?

A voz de Guyuena tremia. Ela deu um passo à frente, agarrou os ombros de Qianyu e encarou seus olhos vazios.

Qianyu suspirou, ergueu os dedos e enxugou suas lágrimas enquanto sorria:

— Nana-jie, para de chorar. Tudo bem, eu não vou sair. Fico aqui com você, ok?

Ao ouvir isso, os soluços de Guyuena foram diminuindo. Ela ergueu o olhar para Qianyu, seus grandes olhos úmidos cheios de esperança.

— Sério? Você realmente vai ficar comigo?

Qianyu acenou com a cabeça, sorrindo radiante:

— Claro! Se Nana-jie estiver feliz, eu fico.

*Como se! Eu sou um demônio. Todo mundo sabe que demônios não cumprem promessas.*

### **Capítulo 10 – A Possessividade Obsessiva de Guyuena**

Guyuena sentiu o rosto esquentar ao lembrar do seu momento de descontrole.

— Xiaoyu, desculpe… — sussurrou, voz quase inaudível. — Eu só gosto de passar cada minuto com você. Mas tenho medo de que você canse daqui e desapareça para sempre.

— Como assim? Eu adoro você, Nana-jie!

Qianyu se atirou nos braços dela, agindo fofinho. Enquanto ela se distraía, ele começou a atacar o sonho freneticamente.

Guyuena chorou por um bom tempo antes de se acalmar.

— Xiaoyu, me arrependo… — murmurou. — Se naquele dia eu tivesse concordado com Ditian e deixado ele liderar todas as bestas espirituais para destruir a humanidade…

— Será que você não sofreria mais? Será que ficaria para sempre comigo?

— Você não mergulharia naquele abismo escuro só para fugir da realidade…

Qianyu: *[… que diabos?!]*

Ele deu tapinhas nas costas dela e respondeu, hesitante:

— E se eu disser que aquele abismo é meu verdadeiro lar? Olha só, eu sou um anjo caído. Não faz sentido morar num lugar sem escuridão?

— Não vou deixar você se afundar nisso! — Guyuena arregalou os olhos, firme. — Se insistir, eu vou ficar brava de verdade!

— Tá bom, tá bom! Não falo mais nada. — Qianyu levantou as mãos em rendição.

*Uma dragão de centenas de milhares de anos, e ainda tem coragem de chorar no meu colo. Está tirando meu espaço!*

— Aliás… quem é essa Qian Renxue?

Os olhos de Guyuena afiados, pupilas se estreitando como as de uma serpente.

*Será que meu filhinho anda se envolvendo com outra mulher?*

— Ela é minha irmã mais velha! — Qianyu exagerou nos gestos, tentando aliviar a tensão. — Dessa vez, aconteceu tanta coisa lá fora… minha irmã me escondeu e me alimentou tanto que ganhei três quilos!

Guyuena olhou para o corpo magro dele e franziu a testa, duvidando da história dos "três quilos".

— Tudo bem, eu te perdôo. — suspirou. — Mas se afaste dessa Qian Renxue. Ela é má, entendeu?

*Ahn? Me perdoar? O que eu fiz?*

Mas bem… uma dragão de milênios com o cérebro meio lento tem suas desculpas.

— Entendido, Nana-jie. Vou manter distância, pode ficar tranquila.

Guyuena relaxou um pouco, mas ainda alerta:

— Lembre-se, Xiaoyu. Ninguém além de mim merece sua confiança. Você precisa se proteger e não acreditar em qualquer um.

Qianyu concordou rapidamente.

Nos dias seguintes, os dois viajaram pelo sonho.

Guyuena recriou as paisagens mais bonitas do continente Douluo, sempre inventando pratos diferentes para ele—como miolos de bestas luminosas ou corações de bestas de fogo.

Qianyu comia, vomitava, e comia de novo.

Ele queria explicar que seu paladar não combinava com o de bestas espirituais, mas, vendo os olhos brilhantes dela, preferiu calar.

— Xiaoyu, você está na fase de crescimento, não pode ser exigente com comida.

Guyuena apertou sua barriga magra, preocupada.

*Por que vomitou?*

*Isso é uma delícia!*

*Definitivamente, é problema psicológico.*

*Preciso mostrar mais coisas bonitas para curar seu coração.*

Com um pensamento dela, o cenário ao redor se transformou.

A floresta verde desapareceu, substituída por um mar cintilante sob um céu estrelado.

— Xiaoyu, veja… o Mar da Aurora. — disse Guyuena, orgulhosa. — O lugar mais lindo que criei.

Ela segurou a mão dele enquanto a brisa marinha os envolvia.

— Uau… que lindo! — Qianyu olhou para ela, sorrindo. — Obrigado por me trazer aqui. Eu te amo, Nana-jie.

*[TÃO FOFOOOO!]* — Guyuena pensou, derretendo por dentro.

Seus olhos brilhavam, o coração transbordando de doçura como se estivesse cheio de mel, e os cantos da boca se erguiam involuntariamente.

Ela segurou gentilmente a mão de Qianyú, sentindo o calor de sua palma, desejando que aquela sensação pudesse durar para sempre.

— Xiaoyu, se você quiser, posso trazer você aqui todos os dias, para ver todas as coisas lindas deste mundo — sussurrou, suave como a brisa.

Qianyú não disse nada, apenas assentiu com um sorriso.

— Não gostou? — a voz de Guyuena esfriou de repente, suas pupilas se estreitando como as de uma serpente, fitando-o profundamente.

Mas, num instante, sua expressão voltou a ser terna, e ela suspirou.

— Tudo bem, Xiaoyu. Se não gostou, podemos ir para outro lugar. Onde você estiver comigo, será o lugar mais bonito.

Qianyú: [Caramba... Isso é assustador!]

Antes que ele pudesse reagir, Guyuena ergueu a mão novamente, e uma gigantesca Baleia Demônia das Profundezas emergiu lentamente das águas.

— Xiaoyu, ouvi dizer que os rins da Baleia Demônia são uma iguaria. Você vai adorar — disse Guyuena, sorrindo como quem oferece um presente.

Qianyú olhou fixamente para seus olhos roxos pálidos e percebeu, com horror, que ela falava sério.

Ele ficou agachado no chão, atordoado, assistindo Guyuena preparar os ingredientes com entusiasmo. Enquanto isso, o mundo ilusório à sua volta chegava ao limite: bastava um empurrãozinho para desmoronar por completo.

— Ei, venha comer! — A voz de Guyuena o tirou de seu estado vazio.

Qianyú mordeu um pedaço com hesitação — um cheiro forte e metálico invadiu sua boca, quase fazendo-o vomitar. Ele engoliu com dificuldade, o rosto pálido, e forçou um sorriso:

— Hmm... o sabor é... especial.

Guyuena franziu a testa, os olhos reluzindo de preocupação.

— Não gostou? Então vou buscar outra coisa — disse, virando-se para partir.

Mas Qianyú segurou sua manga, gentilmente.

— Nana-jie, não precisa. Eu... acho que é hora de eu ir embora.

O corpo de Guyuena congelou. O coração apertou.

Ela apertou a mão dele com força.

— Por quê? Foi por causa da comida? Posso fazer outra coisa...

— Nana-jie, acorde. Este mundo é falso. Eu não pertenço a ele.

A voz de Qianyú soou resoluta.

— Então você mentiu para mim o tempo todo? Nunca gostou daqui... nem de mim, foi? — Guyuena estava à beira das lágrimas, os dedos agarrados a ele como garras.

[Capítulo 11: Nova Missão de Check-In!]

— Desculpe! Mas não foi você, Nana-jie, quem sempre me disse para não fugir da realidade?

O corpo de Qianyú começou a se dissipar.

— Espere! Por que... está me deixando?

Guyuena assistiu, impotente, enquanto ele desaparecia. O coração doía como se fosse cortado por facas. Estendeu a mão para segurá-lo, mas agarrou apenas o vazio.

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