— Pssshhhh — Um som de rádio cortado e a voz clara de um menino ecoou no ambiente.
— Alô, alô? Aqui é a nave Hyperion. Ei, bactéria Kiana, não grude na minha cozinheira, obrigado!
No sótão, Shirogane Miyuki, que acabara de chegar e ainda tentava descobrir como descer, ficou paralisada. Ela arregalou os olhos para a entrada do porão, incrédula com o que acabara de ouvir.
— O que esse idiota está fazendo?
Ela respirou fundo, cerrou os punhos e murmurou para si mesma:
— Miyuki-kun, você realmente é impressionante...
Sem perder tempo, Miyuki avançou em direção ao porão. Os zumbis que se amontoavam na entrada já haviam sido atraídos para outro lugar.
Pouco depois, ela encontrou Miyuki Rokuta carregando uma jovem de cabelos rosados nas costas. Seus olhos se encontraram.
Miyuki desviou o olhar e ordenou:
— Vamos.
Ele acenou com a cabeça e seguiu-a em silêncio.
O caminho de volta foi tranquilo, sem sustos.
Respirando aliviado, Rokuta sorriu.
— Hoje, a princesa Miyuki está ainda mais deslumbrante.
Miyuki: "..."
Capítulo 13: Miyuki – Leite com mamão é tudo mentira
— Se ainda tem energia, ande mais rápido e pare de falar bobagem — ela respondeu, impassível.
— Hoje é meu dia de sorte! A princesa Miyuki falou comigo por vontade própria. Já posso morrer em paz.
— Cale a boca.
— Não quero.
— Entendi. O Miyuki-kun gosta de mim, é?
— Tá demorando muito pra perceber — ele resmungou. — Na escola inteira, não há um único garoto que não goste da princesa Miyuki.
— Sério?
— Claro. Só que, antes, a Miyuki-sama era uma estátua de gelo. Mais fria que o inverno. Mas hoje... você está diferente.
Óbvio! Depois de tudo o que aconteceu, como ela manteria a pose?
Miyuki olhou para Rokuta, impassível.
"Gostar"... Ela não entendia bem o que era isso. Mas gratidão... Isso, ela sentia.
— H-Hum... eu sou Sakura Megumi... Acho melhor a gente continuar andando, não é? — a professora interrompeu, tímida.
Miyuki corou levemente e virou o rosto, fingindo frieza.
— Não se preocupe, sensei. Estamos falando baixo e mantendo a atenção.
Ela, é claro, não relaxava nem um segundo. E Rokuta... Bem, ela percebeu que ele também estava atento. Apesar da conversa, os dois estavam alertas.
Inesperadamente confiável...
Megumi olhou de um para o outro, perplexa.
Essa química irritante...
— Num apocalipse zumbi, vocês ainda param pra flertar? — ela suspirou, enfiando o rosto nas costas de Rokuta, mas esboçando um sorriso.
No fundo, estava feliz.
Se pudéssemos continuar assim...
Mesmo no fim do mundo, talvez todos pudessem encontrar um pouco de alegria.
...
— Chegamos.
— Hã? — Megumi abriu os olhos, sonolenta, e piscou, confusa.
Já?
Droga, dormi de novo?
Ela ficou envergonhada, mas também aliviada.
Dentro do esconderijo, Rokuta fechou a porta com cuidado. Antes que pudesse falar, Wakasa Yuri abraçou Miyuki com força, esmagando seu rosto contra o peito.
— Obrigada, Miyuki! Muito obrigada! Sniff...
— Larga... eu...
— Nããão!
— Tô sem ar...
— Ai, desculpa! Foi sem querer!
Rokuta arqueou uma sobrancelha, observando a princesa vermelha de raiva, quase rangendo os dentes.
Desde quando elas ficaram tão próximas?
Sem entender, ele olhou para Yuri.
— Olhos fixos
— ...?
Ela piscou, limpou as lágrimas e lembrou:
— Ah, a sensei ainda está sendo carregada! Miyuki-kun, obrigada. Pode deixá-la aqui.
Rokuta: Diferença de tratamento, né?
Ele olhou para Miyuki, que notou seu olhar de reprovação e revirou os olhos, irritada.
Raiva!
Por que só eu não cresci nada nesses anos?
Malditas promessas de leite com mamão...
...
Deitando Megumi na cama, Rokuta deu as instruções:
— Por enquanto, não a deixem tomar banho. Só limpem com um pano úmido. Ah, e Yuri-san, pode trazer um copo d'água?
— Já vou!
Miyuki cruzou os braços.
— Você vai esconder?
— Por enquanto — ele respondeu. — Percebeu, né? Yuri parece forte, mas é frágil por dentro.
Ela concordou em silêncio.
— Então, até a sensei se recuperar, é melhor não falarmos nada.
— Entendido.
Miyuki olhou pela janela.
— E os próximos passos?
Lá fora, o dia estava bonito. Mas a paisagem... dava calafrios.
Pensativo, Rokuta respondeu:
— Nós dois saímos.
– A Shimiya Kaguya olhou para ele. –
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