Capítulo 12: Meu bolinho de carne é tão gostoso assim?
– No futuro, cuide bem da Hu Tao e das outras, por favor.
– Ah...
– O que foi?
– Nada, é que eu não esperava... hum... a Hu Tao deve ser alguém muito importante pra você, né?
– Você está pensando demais.
Miyamizu Rokuyo fez bico:
– O que tem de bom em gostar de uma garota que vive te dando socos e tem um jeito tão masculino?
– Eu não disse que gosto, hein~
– Hã?
– Eu... melhor não falar.
– Tá certinho~
– ...
Sentindo a mão quente pousada em sua cabeça, Sakura Megumi ficou dura como uma estátua, virando o pescoço roboticamente para encarar o sorriso radiante do jovem...
Uma onda de vergonha tomou conta dela num instante. Se fosse a Shizuka, com certeza já estaria desferindo socos. Mas a pobre da Megumi só ficou ali, mordendo os lábios sem conseguir responder.
Tsc~
Que fofa, professora Megumi.
O humor de Miyamizu Rokuyo melhorou na hora, sentindo-se completamente revigorado.
– Vamos comer algo e nos preparar, tá na hora de voltar.
– ... Certo.
Assim que ele tirou a mão, Sakura Megumi tentou disfarçar o constrangimento, arrumando os cabelos atrás da orelha com um ar de falsa serenidade.
Ele realmente tinha ousado afagar sua cabeça!
Será que ela não tinha nenhuma autoridade?
Até a diretora já havia expressado preocupação com sua excessiva proximidade dos alunos...
Isso não podia continuar!
Ela precisava impor respeito.
A partir de hoje, afagos na cabeça estavam estritamente proibidos!
Enquanto mastigava seus biscoitos e bebia água, a determinação de Sakura Megumi foi se dissolvendo...
Mais uma vez, a professora permanecia dócil e gentil.
Que coisa boa.
Cinco minutos depois, toda preparada, Sakura Megumi se posicionou na frente, pronta para liderar o caminho.
– Vamos, Miyamizu.
– Entendido. Acho que a Megumi deve treinar resistência todo dia, né? Com certeza consegue correr mais que os zumbis. Um soco seu deve esmagar qualquer cabeça podre.
– Aff! Eu não sou violenta assim!
– Ah, então deve ter uma super resistência e poder de cura, né? Nada menos que a Megumi, tão linda por dentro e por fora, e ainda super poderosa.
Miyamizu Rokuyo levantou o polegar com expressão impassível.
Com o rosto queimando de vergonha, Sakura Megumi revidou:
– Miyamizu, pare de me provocar! Eu sou...
– Desculpe, mas não resisti.
Ele esfregou a testa, exasperado:
– Você mal consegue andar e quer sair na frente? Tá querendo servir de isca pra zumbis, tipo um bolinho de carne, pra eu poder fugir?
Os lábios de Sakura Megumi tremeram enquanto ela baixava a cabeça, cabisbaixa.
– Eu... só queria ajudar. Que maldade... Sou sua professora... Não pode falar assim comigo...
Miyamizu completou:
– E além disso, meu bolinho de carne é bem cheirosinho, né?
Sakura Megumi: ...
Vendo-a calada e amuada, Miyamizu suspirou e se agachou.
– Sobe. Se ficar de conversinha, vou ter que provar se esse bolinho é gostoso mesmo.
– Absolutamente não!
Ela recuou instintivamente, mas depois, envergonhada, subiu em suas costas com resignação.
– Hum... não estou pesada demais?
– A Megumi é tão pequenininha que parece uma criança. Acho que consigo carregá-la num sprint de cem metros.
– Nhaaa! Pare com essas brincadeiras!
– Oh? Você entendeu a referência?
– Não sei do que o Miyamizu está falando.
– ...
Sentindo o ritmo da respiração dela mudar contra seu pescoço, Miyamizu torceu a boca.
– A corda tá firme?
– Tá.
– Vamos.
Ajustando melhor Sakura Megumi em suas costas, Miyamizu abriu a porta sem hesitar.
Bam!
Um zumbi levou um golpe fulminante.
O barulho ecoou, atraindo mais criaturas em sua direção.
Miyamizu permaneceu calmo.
Depois de uma noite de descanso, suas energias estavam totalmente recuperadas.
Graças aos treinos regulares que mantinha antes do apocalipse...
E por ser jovem.
Sua resistência e capacidade de recuperação eram excelentes.
Portanto...
Ele tinha certeza que conseguiria levar Sakura Megumi em segurança.
Não era um desejo vão, mas uma conclusão lógica.
Desde que...
Não ficassem encurralados.
Miyamizu encheu os pulmões e começou a descer as escadas com a professora nas costas.
Sakura Megumi segurava a respiração, o coração batendo forte. Seus olhos varriam o ambiente, alerta a qualquer movimento, pronta para avisar sobre perigos.
No fundo...
Ela ainda estava disposta a se sacrificar para salvá-lo.
Porém!
Ele era frio demais.
Cada passo era calculado. Mesmo com zumbis se aproximando, ele esperava o momento exato para atacar - golpes precisos que conservavam energia enquanto mantinham os mortos-vivos à distância.
Uma frieza que beirava o sobrenatural.
Extremamente confiável.
Extremamente habilidoso.
Aos poucos, o corpo de Sakura Megumi parou de tremer.
Uma sensação de segurança a envolveu como um cobertor quente.
A luz do fim do túnel estava ali...
Mas as sombras retorcidas que bloqueavam a saída pareciam demônios escapados do inferno.
Parece que...
A coisa não seria tão fácil.
Miyamizu apertou o cabo da pá, os olhos escaneando o ambiente à procura de algo útil.
Extintor - inútil.
Arco de bambolê - inútil.
Corda - inútil.
Motosserra - inútil.
Dardo de atletismo...
De repente, seus olhos pousaram sobre algo inesperado.
Com passos firmes, pegou uma pequena caixa.
Sakura Megumi sussurrou:
– Isso é... um walkie-talkie?
Miyamizu abriu a caixa, revelando dois aparelhos antigos, provavelmente sucata.
Ele também avistou cassetetes, escudos anti-motim e outros equipamentos.
Miyamizu Rokuyo verificou as baterias com habilidade, girou o interruptor e, ao ver a luz amarela acender, soltou um sorriso.
— Irmã Megumi, tivemos sorte.
— Não foi sorte, foi porque você é muito bom, Miyamizu.
— É bom que você saiba.
— [...]
Sakura Megumi suspeitou que ele estava provocando ela de novo, mas não tinha provas.
Ela reprimiu o pensamento e falou baixinho:
— Miyamizu, pode me soltar agora. Vou atrair os zumbis...
Assim que alguns zumbis começaram a se aproximar pelo barulho, Miyamizu Rokuyo se movimentou silenciosamente.
Em seguida, embrulhou um rádio comunicador em um pano para amortecer o som e o jogou na escada que levava ao segundo subsolo.
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