— Se é assim, então vai dormir direitinho. Hoje eu fico com você, não vou deixar você sair correndo por aí.
— Líder Liii~~
— Nada de manha!
— …
As luzes se apagaram, mergulhando o quarto na escuridão.
As duas garotas deitaram, cada uma imersa em seus próprios pensamentos.
Muito tempo depois, Kurumi sussurrou:
— Líder Li, que tipo de relação a tal Miyuki Shijou tem com o Miyuki-san?
— Hmm… Devem ser bons amigos, né?
— "Devem"?
— Bom, eu não sou tão próxima do Miyuki-san…
— Ah, é…
Kurumi fechou os olhos, e logo sua respiração se tornou calma.
Vendo isso, Wakasa Yuuri soltou um suspiro aliviado e, em seguida, caiu no sono profundo.
Quinze minutos depois, Kurumi abriu os olhos de repente, encarando o teto com um olhar vago.
Ela não conseguia dormir.
Hesitante, ela se levantou com cuidado, suportando a dor, e saiu do quarto em silêncio.
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Capítulo 11: Você já esqueceu o quão apegada você estava ontem?
Kurumi abriu a porta do quarto ao lado e deparou-se com uma garota de cabelos longos e negros, olhos vermelhos fixos nela com desconfiança.
— Que linda…
Sob o olhar de Miyuki Shijou, Kurumi prendeu a respiração, coçou a cabeça sem pensar e, então, sorriu cheia de energia, entrando no quarto.
— Boa noite, Shijou-san.
— Boa noite.
— Ah… Shijou-san é muito bonita, hein? Haha… É que eu não consegui dormir e pensei em perguntar…
Kurumi virou o rosto, as bochechas levemente coradas, enquanto coçava o rosto com um dedo, claramente desconfortável.
Vendo aquela cena, Miyuki Shijou franziu os lábios e disse:
— Eu e o Miyuki-san não temos nada.
— Ah… É mesmo? Haha… Desculpa, não é que eu esteja preocupada com isso…
Kurumi ficou sem graça, sem saber o que dizer.
Diante disso, Miyuki Shijou ficou em silêncio por um momento e então falou, tomando a iniciativa:
— Eu vou ficar de vigia hoje. Kurumi-san, é melhor você descansar.
— Então… Boa noite.
— Boa noite.
Kurumi saiu do quarto quase correndo, fechou a porta e encostou nela, seu sorriso desaparecendo aos poucos.
Depois de um momento de silêncio, ela voltou para seu próprio quarto.
A noite passou sem mais palavras.
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No dia seguinte, Kurumi já estava lavada e cheia de energia novamente.
— Estou completamente revivida!
— Kurumi, não molha as bandagens!
— Tá tudo bem, eu já me sinto curada! E a Megu-nee ainda não foi encontrada. Eu vou sair com o Miyuki-san pra dar uma olhada no portão. Líder Li, tô indo!
— Espera, Kurumi—!
Mas Kurumi já havia saído correndo. Wakasa Yuuri baixou a cabeça, metade de seu rosto escondido pela franja, mergulhado em sombras.
Do outro lado, Kurumi encontrou Yuki Takeya:
— Yuki, cadê o Miyuki-san?
— Hã? Ele não voltou ainda, não…
— Como assim? A Líder Li disse que ele já tinha voltado!
Foi então que Kurumi notou Wakasa Yuuri não muito longe.
Vendo que Yuuri estava tentando sair, Kurumi correu até ela:
— Yuuri, cadê o Miyuki-san?
— Miyuki-san…?
Yuuri gaguejou:
— Ele… deve estar dormindo ainda. Vou chamar ele agora—
— Yuuri está mentindo.
— Hã?
Kurumi ficou séria:
— O Miyuki-san não voltou, né?
— Não, ele voltou sim! Kurumi, vai descansar, eu vou chamar ele agora…
— Hmm…
Assim que Kurumi saiu, Miyuki Shijou saiu do quarto, franzindo a testa:
— Yuuri, você não contou pra Kurumi?
— Eu… não consegui.
Sob o olhar de Miyuki, Yuuri ficou agitada, seu rosto tomado por ansiedade.
— Miyuki, desculpa… Eu não sei o que fazer. Se eu contar pra Kurumi, ela vai sair correndo pra se arriscar de novo. Mas…
— Mas eu menti pra ela… sniff…
Ela cobriu o rosto, soluçando.
Miyuki Shijou suspirou internamente e falou com calma:
— Yuuri, deixa comigo.
— Hã?
Yuuri olhou pra ela, surpresa.
Miyuki continuou, firme:
— Eu confio no Miyuki-san. Então, eu vou trazê-lo de volta.
— Eu vou junto—
— Não.
Miyuki cortou:
— Kurumi já está desconfiada. Ela pode tentar fugir. Você precisa ficar aqui.
Além disso, Yuki Takeya claramente não era a pessoa certa pra lidar com a situação.
Alguém tinha que ficar.
E a única em quem Miyuki confiava era Wakasa Yuuri.
Fora isso…
Ela não confiava em deixar Yuuri ir sozinha.
Entre as duas, Miyuki sabia que suas chances de sobreviver eram maiores.
Porque Yuuri…
Ela estava emocionalmente instável.
Qualquer coisa podia fazê-la entrar em pânico e desmoronar.
E Miyuki estava certa.
Logo depois que ela saiu, Kurumi pegou uma pá e tentou escapar—
Só pra ser pega por Yuuri.
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Quando abriu os olhos, Miyuki Rokuya ainda estava no armazém escuro.
Seus pensamentos aos poucos se reorganizaram, e ele virou o rosto pra olhar Megu-nee, que dormia tranquilamente.
Seu cabelo rosa estava desalinhado, seu rosto pálido.
Mas sua respiração estava calma.
Ótimo.
Ele se levantou, comeu algo, lavou o rosto e começou os preparativos.
— Megu-nee, acorda.
— Megu-nee?
— Mmm…
Um gemido baixo escapou de seus lábios rosados.
Megu-nee abriu os olhos devagar, revelando um olhar nebuloso.
Ela encarou o teto, confusa, antes de olhar pro jovem que a observava de cima…
— Você… quem é?
— Nossa, Megu-nee, que cruel. Ontem você estava tão apegada, e agora finge que nem me conhece?
???
Os olhos bonitos de Sakurada Megumi se abriram aos poucos, depois ela estremeceu e seu rosto delicado ficou vermelho de repente. Com uma voz tímida e nervosa, ela disse:
– Espera aí, você... não fala essas coisas indecentes, hein!
Ela tentou se levantar, mas o corpo estava fraco, como se estivesse se recuperando de uma doença grave.
Miyamizu Mutsuba estendeu a mão e ajudou Sakurada a se levantar, dizendo:
– Brincadeiras à parte. Sou amigo da Kurumi e vim aqui para encontrar você, Megumi. Não precisa se casar comigo como pagamento por te salvar, mas...
– Mas...?
Sakurada Megumi apertou os lábios, encolhendo o pescoço como um hamstersinho assustado, olhando para ele com cautela.
Esse garoto...
Adora dizer um monte de baboseira.
Aquela conversa toda quase a deixou em pânico. Por um momento, ela realmente achou que tinha feito algo sem perceber...
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