Tradução pronta Lucky Gamer, So What If I’m Reckless? / Jogador Sortudo, Qual é o Problema de Ser Audaz?: Capítulo 5

— Certo, o câncer da Terra sou eu!

Miyamizu Rokuhā soltou a boca de Fujiwara Chika e murmurou:

— Desculpe. Eu sei que você é boa em guardar segredos, mas ainda não posso aceitar você. Por favor, me entenda.

— Ugh...

Fujiwara Chika inflou as bochechas e cutucou ele:

— O que é isso? Eu nem preciso da sua aceitação! Parece que você está falando como se eu estivesse me confessando.

— Que maldade.

— Obrigado pelo elogio.

— Pfft—

Fujiwara Chika não conseguiu segurar o riso, seus olhos se curvaram em sorriso.

— Mas, na verdade, eu gosto bastante de você, Rokuhā. Se você se esforçar, talvez eu possa tentar namorar com você.

— Minha mãe sempre dizia...

— Hã? O que sua mãe dizia?

Fujiwara Chika se aproximou, com uma expressão cheia de curiosidade.

*Aquele rostinho fofo e macio...*

*Dá vontade de apertar.*

Miyamizu Rokuhā ficou tentado, mas, antes que ele pudesse agir, Fujiwara Chika já cobriu o rosto com as mãos, desconfiada.

*Tsc...*

— Vocês, garotas, são mesmo demais.

Mostram abertura, mas não deixam ninguém se aproximar de verdade...

Miyamizu Rokuhā fez bico e disse:

— Minha mãe disse que quanto mais bonita a garota, mais ela mente.

— E é verdade, esse sou eu mesmo!

— ...Vai embora!

— Hehe.

No final, Fujiwara Chika decidiu levar Miyamizu Rokuhā junto.

Havia um boato na escola de que ele estava intimidando uma aluna nova, mas ela achava que era um mal-entendido. Ela o conhecia havia um tempo, e mesmo que ele falasse besteira, jamais faria algo assim.

Afinal, se até ela – que seria muito mais fácil de intimidar – não sofreu nada...

*Claro que havia algo estranho nessa história.*

Ao fim das aulas, Fujiwara Chika saiu da escola e avistou o garoto de cabelos pretos sob a cerejeira. Seus olhos brilharam.

— Até mais, Kaguya!

Ela se despediu de Shinomiya e correu animada em direção a ele.

*— Parece um cachorrinho.

— A senhorita tem razão.

— Vamos, hora de ir para casa.

— Sim.*

Dentro do carro, Shinomiya Kaguya olhou pela janela e perguntou de repente:

— O que é gostar de alguém?

— Hmm?

Hayasaka se endireitou na hora.

— A senhorita está apaixonada por alguém?

— Não.

Shinomiya negou.

— Só fiquei curiosa ao ver a Chika assim.

— Entendido.

Hayasaka afirmou imediatamente:

— Vou comprar alguns livros sobre relacionamentos.

Shinomiya Kaguya: "..."

Ela queria dizer que não precisava, mas, lembrando da expressão feliz de Fujiwara, ficou em silêncio.

*Gostar de alguém...*

*Será que é mesmo algo tão bom?*

A escultural e reservada garota começou a se questionar.

...

— Rokuhā, cheguei!

— Demorou.

— Foi mal! Tive que resolver umas coisas com a Kaguya, coisas do conselho estudantil. Ah, aliás, você não quer entrar?

— Eu, como presidente?

— Tá sonhando alto! Se você virar presidente, o que eu vou ser?

— Minha secretária.

— Secretária pra resolver os problemas e pra... Ah, não falei nada!

— Entendi.

Miyamizu Rokuhā resmungou:

— Fujiwara, a motorista experiente que todo mundo merece.

Fujiwara Chika ficou corada e virou o rosto, murmurando:

— Rokuhā, seu idiota.

*Cala a boca!*

*Não vou cair nessa!*

Na estação de trem, após alguns minutos de espera, o trem chegou.

Nesse horário, não havia muita gente. Miyamizu e Fujiwara sentaram num canto.

— Levar uma garota pra um cantinho? Você é bom mesmo, hein?

Fujiwara Chika sorriu, pegando o celular.

— Normal. Só o terceiro melhor do mundo.

— Que modesto.

— Se eu realmente fosse bom, já teria uma namorada.

— Hã? Você não tem?

Fujiwara Chika olhou surpresa para ele, o dedo no queixo.

— Você é bem bonito, mesmo com esse jeito estranho. Com essa coisa de "beleza é justiça" hoje em dia, deveria ter um monte de gente atrás de você, não?

— Isso é uma afirmação, não uma pergunta!

— Pô, nenhuma namorada? Tá sem vergonha!

— E por que eu deveria ter?

Miyamizu Rokuhā suspirou.

— Só recusei todas as cartinhas de amor que me deram.

— Então... tem alguém que você gosta?

— Segredo.

— Ugh... Deixar a pessoa na curiosidade assim é sacanagem.

*Chega, por favor!*

*Para de falar assim comigo!*

Miyamizu Rokuhā manteve a expressão séria.

— Se um dia inventarem o conceito de "três grandes ilusões da vida", você com certeza contribuiu.

— Eheh~

Fujiwara Chika bateu levemente na própria cabeça, mostrando a língua e piscando, num gesto descaradamente fofo.

Miyamizu Rokuhā: "..."

*Será que eu devo levar ela direto pra um parque vazio agora?*

*Não, não... Melhor render e levar pra casa.*

### Capítulo 5 – Chegando na Casa dos Yotsuya!

— Espera, eu não sou secretária, sou presidenta!!!

— Entendi, secretária.

— Aaah, eu vou te morder!

— Obrigado pela recompensa.

— ...

Os outros passageiros no vagão só conseguiam olhar com expressões de completo desespero.

*Por que, num simples passeio, a gente ainda tem que aguentar esse tanto de romance no ar?*

*Malditos!*

*Relacionados, explodam todos!!!*

Enfim, o resto da viagem foi em silêncio.

Em frente à casa dos Yotsuya, Miyamizu Rokuhā confirmou o endereço.

— É aqui.

— Beleza, agora é a minha vez de brilhar!

— Sim, sim, boa sorte, grande Fujiwara-sama!

— Hmph~

Fujiwara Chika sorriu, animada, e tocou a campainha.

Pouco depois...

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