— Certo, o câncer da Terra sou eu!
Miyamizu Rokuhā soltou a boca de Fujiwara Chika e murmurou:
— Desculpe. Eu sei que você é boa em guardar segredos, mas ainda não posso aceitar você. Por favor, me entenda.
— Ugh...
Fujiwara Chika inflou as bochechas e cutucou ele:
— O que é isso? Eu nem preciso da sua aceitação! Parece que você está falando como se eu estivesse me confessando.
— Que maldade.
— Obrigado pelo elogio.
— Pfft—
Fujiwara Chika não conseguiu segurar o riso, seus olhos se curvaram em sorriso.
— Mas, na verdade, eu gosto bastante de você, Rokuhā. Se você se esforçar, talvez eu possa tentar namorar com você.
— Minha mãe sempre dizia...
— Hã? O que sua mãe dizia?
Fujiwara Chika se aproximou, com uma expressão cheia de curiosidade.
*Aquele rostinho fofo e macio...*
*Dá vontade de apertar.*
Miyamizu Rokuhā ficou tentado, mas, antes que ele pudesse agir, Fujiwara Chika já cobriu o rosto com as mãos, desconfiada.
*Tsc...*
— Vocês, garotas, são mesmo demais.
Mostram abertura, mas não deixam ninguém se aproximar de verdade...
Miyamizu Rokuhā fez bico e disse:
— Minha mãe disse que quanto mais bonita a garota, mais ela mente.
— E é verdade, esse sou eu mesmo!
— ...Vai embora!
— Hehe.
No final, Fujiwara Chika decidiu levar Miyamizu Rokuhā junto.
Havia um boato na escola de que ele estava intimidando uma aluna nova, mas ela achava que era um mal-entendido. Ela o conhecia havia um tempo, e mesmo que ele falasse besteira, jamais faria algo assim.
Afinal, se até ela – que seria muito mais fácil de intimidar – não sofreu nada...
*Claro que havia algo estranho nessa história.*
Ao fim das aulas, Fujiwara Chika saiu da escola e avistou o garoto de cabelos pretos sob a cerejeira. Seus olhos brilharam.
— Até mais, Kaguya!
Ela se despediu de Shinomiya e correu animada em direção a ele.
*— Parece um cachorrinho.
— A senhorita tem razão.
— Vamos, hora de ir para casa.
— Sim.*
Dentro do carro, Shinomiya Kaguya olhou pela janela e perguntou de repente:
— O que é gostar de alguém?
— Hmm?
Hayasaka se endireitou na hora.
— A senhorita está apaixonada por alguém?
— Não.
Shinomiya negou.
— Só fiquei curiosa ao ver a Chika assim.
— Entendido.
Hayasaka afirmou imediatamente:
— Vou comprar alguns livros sobre relacionamentos.
Shinomiya Kaguya: "..."
Ela queria dizer que não precisava, mas, lembrando da expressão feliz de Fujiwara, ficou em silêncio.
*Gostar de alguém...*
*Será que é mesmo algo tão bom?*
A escultural e reservada garota começou a se questionar.
...
— Rokuhā, cheguei!
— Demorou.
— Foi mal! Tive que resolver umas coisas com a Kaguya, coisas do conselho estudantil. Ah, aliás, você não quer entrar?
— Eu, como presidente?
— Tá sonhando alto! Se você virar presidente, o que eu vou ser?
— Minha secretária.
— Secretária pra resolver os problemas e pra... Ah, não falei nada!
— Entendi.
Miyamizu Rokuhā resmungou:
— Fujiwara, a motorista experiente que todo mundo merece.
Fujiwara Chika ficou corada e virou o rosto, murmurando:
— Rokuhā, seu idiota.
*Cala a boca!*
*Não vou cair nessa!*
Na estação de trem, após alguns minutos de espera, o trem chegou.
Nesse horário, não havia muita gente. Miyamizu e Fujiwara sentaram num canto.
— Levar uma garota pra um cantinho? Você é bom mesmo, hein?
Fujiwara Chika sorriu, pegando o celular.
— Normal. Só o terceiro melhor do mundo.
— Que modesto.
— Se eu realmente fosse bom, já teria uma namorada.
— Hã? Você não tem?
Fujiwara Chika olhou surpresa para ele, o dedo no queixo.
— Você é bem bonito, mesmo com esse jeito estranho. Com essa coisa de "beleza é justiça" hoje em dia, deveria ter um monte de gente atrás de você, não?
— Isso é uma afirmação, não uma pergunta!
— Pô, nenhuma namorada? Tá sem vergonha!
— E por que eu deveria ter?
Miyamizu Rokuhā suspirou.
— Só recusei todas as cartinhas de amor que me deram.
— Então... tem alguém que você gosta?
— Segredo.
— Ugh... Deixar a pessoa na curiosidade assim é sacanagem.
*Chega, por favor!*
*Para de falar assim comigo!*
Miyamizu Rokuhā manteve a expressão séria.
— Se um dia inventarem o conceito de "três grandes ilusões da vida", você com certeza contribuiu.
— Eheh~
Fujiwara Chika bateu levemente na própria cabeça, mostrando a língua e piscando, num gesto descaradamente fofo.
Miyamizu Rokuhā: "..."
*Será que eu devo levar ela direto pra um parque vazio agora?*
*Não, não... Melhor render e levar pra casa.*
### Capítulo 5 – Chegando na Casa dos Yotsuya!
— Espera, eu não sou secretária, sou presidenta!!!
— Entendi, secretária.
— Aaah, eu vou te morder!
— Obrigado pela recompensa.
— ...
Os outros passageiros no vagão só conseguiam olhar com expressões de completo desespero.
*Por que, num simples passeio, a gente ainda tem que aguentar esse tanto de romance no ar?*
*Malditos!*
*Relacionados, explodam todos!!!*
Enfim, o resto da viagem foi em silêncio.
Em frente à casa dos Yotsuya, Miyamizu Rokuhā confirmou o endereço.
— É aqui.
— Beleza, agora é a minha vez de brilhar!
— Sim, sim, boa sorte, grande Fujiwara-sama!
— Hmph~
Fujiwara Chika sorriu, animada, e tocou a campainha.
Pouco depois...
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