Tradução pronta Lucky Gamer, So What If I’m Reckless? / Jogador Sortudo, Qual é o Problema de Ser Audaz?: Capítulo 4

— Droga!

— Devolva minha rotina tranquila!

Miyamizu Rokuyo olhou para os espíritos malignos que o cercavam e seu rosto se contorceu aos poucos.

— Ahh...

Um grito agonizante de um espírito ecoou, acompanhado pelo som de carne assando.

Miyamizu não olhou.

Com a expressão destruída, ele se jogou na cama como um zumbi. Foi quando um espírito horrendo começou a se arrastar pelo teto, babando.

Mas a saliva evaporava antes mesmo de atingir o chão.

Cansado.

Acaba com isso.

Esse mundo.

Miyamizu fechou os olhos e teve vontade de se enfiar debaixo do cobertor para tremer um pouco.

***

No dia seguinte, Miyamizu chegou à Academia Privada Toyosaki com olheiras.

Parou em frente ao portão da escola.

Sem dizer uma palavra.

Sem energia nem para cumprimentar alguém.

Naquele momento, ele só queria encontrar Yotsuya Miko e arrastá-la para um depósito escuro...

— Heh... hehe...

— Sua maldita, hoje você vai amadurecer um pouco mais. Tenho certeza que vai adorar!

— Heheh...

Uma aura sombria emanava de Miyamizu, afastando qualquer um que pensasse em cumprimentá-lo.

— O que houve com o Miyamizu?

— Será que levou um fora da namorada?

— Namorada? Desde quando ele tem uma?

— É aquela... a... a... a... Britney! Ouvi dizer que eles sempre vêm juntos para a escola. Devem estar namorando escondido.

— Errado! É a Sandra, com certeza!

— Sandra quem?

— É... a... Hã? Quem é Sandra mesmo?

[...]

— Eu sou a Kátia, não a Sandra! — murmurou Kátia, invisível como sempre.

Enquanto ouvia os comentários, Britney franziu a testa, ignorou as fofocas e olhou para Miyamizu com preocupação, hesitando em se aproximar.

Foi quando ela percebeu algo.

Seus olhos se arregalaram ao ver a garota de cabelo médio ao lado de Miyamizu.

— Quando ela chegou ali?!

— Miyamizu-kun, ohayou!

— Ohayou... — respondeu ele, sem energia, os olhos fixos no vazio.

Kátia puxou levemente a barra da camisa dele.

— Miyamizu-kun?

Ele finalmente a olhou.

Ela falou baixinho, com calma.

Minutos depois, Miyamizu entrou na escola ao lado dela.

Ao trocar de sapatos, ele pareceu acordar de um transe.

— Miyamizu-kun?

— Ah... já vou.

Ele guardou os sapatos e se apressou para alcançá-la.

— Kátia, você é demais. Me enganou direitinho para eu entrar aqui...

— Eu não enganei ninguém.

— Mentira! — ele disparou. — Se não fosse seu jeitinho, eu nunca teria entrado assim!

Kátia: "..."

Miyamizu: "..."

O silêncio caiu.

Ela desviou o olhar primeiro.

— É impressão sua. Miyamizu-kun só me ouviu porque não queria magoar aquela pessoa.

Antes que ele respondesse, Kátia acelerou o passo.

Miyamizu não a seguiu. Ele sabia que ela estava com medo de uma declaração repentina.

Ou talvez...

Ela só estivesse com vontade de ir ao banheiro.

— Heh.

Declaração?

Nunca na vida!

***

Miyamizu ficou em silêncio por um momento, então se virou e cumprimentou com animação:

— Britney, bom dia! Seus rabos de cavalo estão dez hoje!

— ...

Enquanto ouvia a conversa animada atrás dela, os comentários orgulhosos de Britney e as risadas dele, Kátia diminuiu o passo.

— Kátia, essa é a Britney. Vocês se conhecem?

— Hum... conheço. Britney é uma garota muito popular, afinal.

Claro.

Ele perceberia ela.

Kátia sorriu levemente, um pouco do seu mau humor desaparecendo.

— Miyamizu, pare de puxar meu cabelo!

— Desculpa, minha mão tem mente própria. Não consigo controlar!

— Grrr!

— Até quando está brava, você é fofa.

— Hum! Não quero mais falar com você!

— ...

O sorriso de Kátia desapareceu. Ela olhou para Britney, que, alheia, ainda roía os dentes, decidindo se deveria aplicar o "castigo do rabo de cavalo" em Miyamizu.

— Kátia, tchau.

— Tchau.

— Nossa, Kátia, você ainda está aqui?

— Eu nunca saí. Acho que a Britney estava tão animada com Miyamizu que nem me viu.

— Quem tá animada com ele?! Odeio ele!

Britney ficou vermelha e fugiu, furiosa.

Miyamizu olhou para Kátia, que sorria.

Quando ela olhou de volta, ele desviou o olhar.

Espera.

Por que eu estou com vergonha?

Nem tem nada entre a gente! Nem a Kátia pode me controlar!

Ele tossiu, pronto para falar, mas Kátia já havia desaparecido.

— Miyamizu-kun, vou indo.

— ...

Como o vento, ela veio em silêncio e partiu sem deixar rastros. Mas a impressão ficou.

Essa era Kátia.

Miyamizu suspirou.

— É... essa é a minha Kátia.

A garota mágica Kátia.

***

— O quê? A Yotsuya faltou hoje?

— Isso mesmo!

Fujiwarra Chika juntou as mãos, os olhos brilhando.

— Ei, Roku, vamos visitar a Yotsuya à tarde?

— Bora.

— Sério?! — ela arregalou os olhos, surpresa.

— Nossa, Rokuha! — Fujiwara Chika olhou para Miyamizu Rokuha com os olhos arregalados, piscando rapidamente antes de iluminar-se num estalo de compreensão. Juntou as mãos num aplauso repentino. — Aham, entendi! Você gosta de... mmmf!

Rokuha cobriu a boca de Chika com a mão, sorrindo docemente enquanto os olhos transmitiam uma ameaça velada.

— Chika-chan, se você ousar terminar essa frase, eu juro que vou te seguir todo santo dia... e esperar você ficar sozinha, hein?

[...O quê?!]

[...Mas que diabos?!]

[...Somos melhores amigos e você pensa em... em me dar em cima?!]

Os olhos de Chika se arregalaram como pratos. A cabeça balançou num "não" frenético, os cachos rosa sacudindo com o movimento desesperado.

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